
Foge comigo
Capítulo 2
—Vamos por favor, eu prometo que irei retribuir depois. —Ela sussurra em seu ouvido.
—Assim não é justo, sabe que faço qualquer coisa quando diz que vai me retribuir depois.
—Então vamos, o que está esperando? —Rana o puxa pelo braço, e os dois pulam juntos.
—Aaaaa, isso é loucura. —Tiago grita.
—Não, isso é adrenalina. Eu amo. —Rana ri enquanto seu paraquedas se abre no céu.
Hoje.
Os pensamentos dela voltam. —Bem, você perguntou porque não deixamos minha avó ir, primeiro ela tem 75 anos e depois é loucura passar 40 dias fazendo uma trilha.
—Não subestime a dona Nara ela não é como qualquer uma da sua idade.
—Realmente ela não é. —Rana sorri começando a relaxar. —E como você está? Namorando?
—Está curiosa para saber, não é? —Ele a olha nos olhos pela primeira vez, e é como se bem no fundo ainda existisse uma pequena chama do seu amor.
“Droga não deveria ter perguntado isso, logico que estou curiosa.”
—Claro que não, só queria saber já que sabe que eu estou noiva pensei em ficarmos quites.
—A Jasmim não te contou que não tenho relacionamentos sérios com ninguém?
—Não falamos sobre você.
—Entendo.
“Preciso mudar de assunto, e rápido.”
—Como está seus pais?
—Meus pais estão muito bem.
—Trim., trim. —O celular dela toca.
“Droga é o Noah.”
—Vou deixar você com sua ligação, e vou voltar ao trabalho. Foi bom revê-la manda um abraço para todos, até mesmo para o seu pai.
—Certo.
Ele sai e a deixa sozinha. “Certo? Porque eu disse isso, ou porque eu perguntei se ele estava solteiro? Não é como se eu realmente tivesse interesse em saber, estou noiva e muito feliz.” —Ela tenta se convencer que não sente mais nada por ele.
— Olá, amor. —Rana o atende e coversam em Japonês.
—Como foi sua viagem? Tudo funcionou?
—Sim, cheguei há uma hora. Estou aqui na padaria.
—Estou feliz que tudo correu bem. Agora preciso desligar. O cliente acabou de chegar. Te ligo mais tarde.
—beijo. —Rana desliga o celular.
—O que foi isso que acabei de escutar? Era o Noah, não é?
—Nem vem, você sabe um pouco de Japonês, e era ele mesmo.
—Quando eu vou visitar sua familia eles falam em Italiano comigo, até me surpreendi deles saberem.
—Já falei meu pai morou na Italia quando era mais novo. O Noah queria saber como foi o voo, se ocorreu todo bem.
—Que fofo.
“Não o Noah, não é fofo. O Tiago sim é fofo, ele pode ser educado. Sai pensamentos sombrios.”
—Ele se importa comigo, do seu jeito.
—Me desculpe por isso, se soubesse que ele estaria aqui nunca a teria trazido.
—Tudo bem Jas, eu conheço minha amiga você é meio desligada.
—Quer sair daqui?
—Mas, você não precisa trabalhar?
—Já falei com a minha mãe ela disse que pode tomar conta de tudo hoje. Onde gostaria de ir?
“Qualquer lugar que seja bem longe do Tiago, já está ótimo.”
—Você escolhe.
—Já até sei onde vamos.
As duas entram no carro e Jasmim começa a dirigir. —Então, como foi rever meu primo depois de tudo?
“Horrível, assustador.”
—Não foi tão ruim assim, mas por favor podemos mudar de assunto. Onde está me levando?
—Canal Saint-Martin.
—Jas você ainda lembra que eu amei esse lugar.
—Sei que sou a Dori, porém eu não tenho perda de memória recente.
—Só você mesmo. —As duas começam a rir.
Jasmim estaciona e juntas elas caminham ao redor do Canal Saint. —Sério eu gostar desse lugar é uma coisa, mas porque você gosta desse lugar?
—Posso gostar sim de barulho e agitação, mas as vezes é bom um lugar isolado, e que traz uma paz. Podendo apenas sentar e apreciar o som da natureza, não é em qualquer lugar que conseguimos fazer isso.
—Uau, você está parecendo eu falando assim.
—Muitos anos de convivência da nisso. —Rana sorri.
—Sabe já disse que estive com saudades?
—Já, e respondi eu também.
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