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Capa do romance A filha do fazendeiro e o Sheik / Um passado de presente (Série Cowboys vl 8/9)

A filha do fazendeiro e o Sheik / Um passado de presente (Série Cowboys vl 8/9)

No volume 8, Douglas enfrenta a ruína financeira e, incapaz de quitar uma dívida com um Sheik árabe, recebe um ultimato: ceder sua fazenda ou entregar a própria filha como pagamento. Já no volume 9, Ramón prosperou de capataz a proprietário da Fazenda Luz da Esperança. Apesar do sucesso, a solidão o consome enquanto ele vive assombrado por memórias e desejos intensos por uma loira misteriosa, ansiando para que seus sonhos mais ardentes se tornem reais.
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Capítulo 1

*Série Cowboys vol. 8*

Capítulo 1

Luana corre em seu cavalo ao redor do casarão, seus cabelos compridos estão esvoaçantes ao vento, a beleza da moça se vê de longe.

- Muito bem querida. Esse ano ganhará a competição, é melhor se inscrever.

Ela para perto do pai com um sorriso no rosto.

- Ainda não me sinto tão preparada pai.

- Besteira, está fantástica. Se sua mãe estivesse viva iria confirmar. - Fala o pai sorridente.

Sorrindo volta a cavalgar pulando os obstáculos, sua mãe lhe faz muita falta, mais se estivesse viva com certeza estaria sofrendo junto com toda a família por causa de sua doença.

O capataz, um belo homem aparece para avisar a chegada de um visitante:

- Senhor. Um grupo de homens árabes, o está aguardando na entrada do casarão. - Fala Heitor o capataz.

O pai dela fica pálido, apesar de não estar em dia com seus débitos, não os esperava.

- O senhor está bem? - O capataz pergunta preocupado.

Suando frio, diz que está bem:

- Estou ótimo. Peça para irem até a área gourmet, chame a cozinheira.

- Sim, senhor.

O pai fica pensativo olhando a filha pulando os obstáculos, mais ao mesmo tempo não está vendo nada, está inerte em seus pensamentos.

- Papai? O que foi? - Pergunta sua filha Luana.

O pai a olha triste, sabe que é um homem covarde, o que vai fazer nada mais é do que covardia, sua filha jamais irá lhe perdoar.

- Pai?

- Acho que caiu minha pressão. Mais estou começando a me sentir melhor. Vou receber a visita que chegou.

- Tá bom.

O pai segue em direção a área gourmet, a cozinheira já serviu os homens, ele entra e os homens se calam o olhando.

Douglas cumprimenta Omar e os demais e se senta apreensivo.

- Sabe porque estamos aqui, certo? - Pergunta Omar.

- Sim, eu sei.

- E então? Viemos receber o pagamento do príncipe Hassan.

- Infelizmente, eu ainda não consegui levantar todo o dinheiro necessário.

- Sabe que o príncipe Hassan não vai gostar dessa resposta. Terá que abrir mão de sua fazenda.

- Não posso fazer isso. E a única coisa que sei fazer na vida.

- Deveria ter pensado bem antes de pedir dinheiro emprestado. Sabia que uma hora seria cobrado.

- Infelizmente não consegui, me dê mais um pouco de tempo.

- Você teve o dobro do tempo para pagar. Se não levantou o dinheiro até agora, não irá conseguir mais.

- Meu investimento está começando a render lucro. Por favor me dê mais seis meses.

Omar levanta a mão e estala os dedos:

- Você não sabe com quem está mexendo.

Outro árabe todo de preto tira a espada da bainha e aponta na garganta do fazendeiro.

O fazendeiro engole seco e insiste.

- Por favor, só mais um tempo.

- Hassan está sem paciência com você. - Omar pensa um pouco, levanta a mão e o outro árabe guarda a espada. - Façamos o seguinte, você tem uma filha, levaremos ela e sua dívida estará quitada.

Enfurecido Douglas bate a mão na mesa:

- Está maluco?!

Isso já tinha lhe passado na cabeça, mais se xingou várias vezes por ser tão covarde.

- A fazenda ou a jovem. - Insiste Omar.

- O que fariam com ela?

- RS... Seria a diversão do príncipe claro. A deixaria no harém com as demais mulheres.

Ela é pura?

- Não sei e não me interessa. Minha filha faz o que acha certo e pronto.

- Bom, não será esposa, então não importa se é ou não. Lhe darei dois dias, se não me entregar o dinheiro ou a fazenda, levarei sua filha.

- Nem pensar. Antes terá que me matar.

- Pois não duvide que o faria. - Omar se levanta. - Duvido que seja tão corajoso a esse ponto.

- Não deixarei minha filha nas mãos de um velho maluco!

- Mais respeito com o príncipe. Vamos!

Os homens se levantam, um dos homens tira um punhal da roupa e faz um corte perto da orelha do fazendeiro.

- Àh!

- Dois dias!

Os homens saem tranquilamente, o sangue do fazendeiro suja a gola de sua camisa.

- Porcaria.

A noite o fazendeiro tenta achar um meio mais fácil de lidar com essa situação.

Luana percebe que o pai está estranho, ele geralmente é bem tagarela, o fazendeiro vai até o escritório, pega o revólver e começa a desmontar, o limpando enquanto pensa.

Lembra quando serviu o exército, assim que voltou para casa conheceu a mãe de sua filha e se apaixonou perdidamente, foi seu grande amor por 22 anos, é falecida a três anos.

Sua dor foi tão grande quando a perdeu que até hoje não teve outra mulher, seus amigos o chama para ir no bar dos Primos e não se interessa.

Luana vai até o quarto e ligar para Ísis:

- Oi amiga, como está?

- Estou ótima obrigada.

- E o casamento? Tudo bem?

- Sim, Cristiano me faz muito feliz a cada dia. Meus bebês estão crescendo rápido.

- Fico feliz amiga, você vai precisar de ajuda por esses dias?

- Não amor, obrigada.

- Ok, até o final da semana vou aí. Tchau linda.

- Tchau gata.

Luana desliga, mais ainda fica pensando no pai e vai até o escritório.

- Pai? Tudo bem?

- Claro amor.

- Não parece. Parece tão preocupado.

- Na verdade estou. São assuntos da fazenda.

- Se precisar estou aqui para ajudar.

A filha lhe sopra um beijo e sai deixando o pai mais arrasado, tem a melhor filha do mundo e mesmo assim entregar a filha aos árabes ainda lhe passa a cabeça e sente nojo de si mesmo por isso, ele põe a mão na cabeça e chora, sua falecida esposa o odiaria por isso sem dúvidas.

- Tadinho do papai. - Ela entra na cozinha e pega um chocolate, ama chocolate, compra direto na fazenda Pedra de Fogo.

*São Paulo - Zona Central.*

Omar entra no apartamento temporário do príncipe Hassan, o príncipe está de costas para Omar com os braços nas costas olhando pela janela da cobertura.

Hassan não gosta de perder tempo perguntando o óbvio e aguarda Omar se pronunciar, se ajoelha com a mão fechada no peito e abaixa a cabeça

- Senhor, o fazendeiro não tinha o dinheiro que lhe deve. - Hassan vira levemente a cabeça para escutar melhor. - Sugeri que entregasse a fazenda já que não tinha o dinheiro, o homem se nega terminantemente, disse que não sabe fazer outra coisa na vida.

Hassan volta a olhar para o céu aguardando ele continuar.

- Ele tem uma filha, de beleza rara.

Hassan se interessa e olha Omar de frente.

- Sabia que se interessaria senhor. - Omar diz sorridente. - Ela é jovem, muito bonita e acredito que não é pura. - Hassan inclina levemente a cabeça. - Irá gostar dela como diversão senhor.

Hassan vai até o sofá e se senta, a sala está levemente escura e não se vê seu rosto.

- O que me diz senhor?

Hassan responde com um sorriso nos lábios.

- Traga a garota. - Sua voz é grave, sedutora e melosa, todas as mulheres que escutam sua voz se apaixonam de imediato mesmo sem o ver.

- Sim, senhor.

Omar se levanta, faz um reverência e sai, Hassan vai até seus aposentos, está tarde, pretende descansar um pouco, tem trabalhado sem descanso por longos quinze dias.

Seu pai faleceu e desde então está ocupado com os negócios da família, nunca teve um harém como seu pai, sempre saiu para suas conquistas, agora não tem mais tempo para isso, com um harém será mais fácil, várias mulheres a sua disposição o tempo todo, para lhe dar prazer a hora que bem entender.

Ele sorri e se deita nu, essa tal garota será a primeira de muitas, na próxima semana volta para a Arábia e a levará sem dúvidas...

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