
Ex-esposa Rejeitada? Uma Nova Rainha Nasce!
Capítulo 3
Mal as palavras saíram da minha boca, a porta do quarto do hospital abriu-se de rompante. Era a minha sogra, a Lúcia, com o rosto vermelho de raiva. O Miguel devia ter-lhe ligado.
"Divórcio? Estás louca, Eva?"
Ela marchou até à minha cama, os seus olhos a fuzilarem-me.
"Acabaste de perder o meu neto e agora queres destruir a minha família? Não tens vergonha?"
A minha mãe levantou-se, colocando-se entre mim e a Lúcia.
"Lúcia, por favor, a Eva acabou de passar por uma cirurgia. Ela precisa de descansar."
"Descansar? Ela precisa é de juízo!" gritou a Lúcia, ignorando completamente a minha mãe. "O Miguel está a trabalhar tanto para vos dar uma vida boa! E tu retribuis assim? A Sofia está a viver um dos dias mais felizes da sua vida, e tu tinhas de estragar tudo com o teu drama!"
Drama. Perder o meu filho era drama.
"O seu filho estava numa festa enquanto eu estava a perder o nosso bebé," respondi, a minha voz a tremer de raiva contida. "Ele não se importou. Ele nem perguntou como eu estava."
"Claro que ele se importa! Ele está apenas a tentar manter as aparências pela irmã! A família vem em primeiro lugar, Eva. É algo que tu, pelos vistos, não entendes."
Ela cuspiu as palavras, cheias de veneno.
"A Sofia precisa do apoio dele! O noivo dela, o Pedro, é de uma família importante. Não podemos dar má impressão."
Então era isso. A imagem. A reputação da família era mais importante do que a minha dor, do que a vida do seu próprio neto.
"Saia," disse eu, a minha voz baixa mas firme. "Saia do meu quarto. Agora."
A Lúcia ficou boquiaberta, chocada com a minha ousadia.
"Como te atreves a falar assim comigo?"
"Eu disse para sair."
Desta vez, a minha mãe interveio com mais força. "Já a ouviu, Lúcia. Vá-se embora. A sua presença não é bem-vinda aqui."
A Lúcia olhou de mim para a minha mãe, o seu rosto contorcido numa máscara de desprezo.
"Vais arrepender-te disto, Eva. Vais ficar sozinha e miserável. O Miguel nunca te vai perdoar."
Com essa ameaça final, ela virou-se e saiu, batendo a porta com força atrás de si.
Fiquei a tremer, o meu corpo exausto e a minha mente a mil. A minha mãe abraçou-me, e eu finalmente deixei-me chorar, soluçando contra o seu ombro. O divórcio não era apenas uma escolha, era uma necessidade. Era a minha única forma de sobreviver.
Você pode gostar





