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Capa do romance ETERNAMENTE SEU

ETERNAMENTE SEU

Na segunda temporada de Ana, o destino finalmente aproxima a protagonista de Eduardo. No entanto, consolidar esse romance será um desafio árduo. O passado de Ana ressurge de forma devastadora, como uma explosão que revela verdades cruéis e segredos há muito guardados. Entre traumas profundos e medos paralisantes que emergem, o casal precisará enfrentar provações intensas para manter o amor vivo diante das dores que retornam para assombrá-los.
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Capítulo 3

NARRAÇÃO EDUARDO

- Tenho uma coisa para você.

Ana diz com um enorme sorriso levando a mão ao seu pescoço. Sua mão puxa uma corrente e então vejo o pingente de um peixe lindo.

- Uma peixinha!

Digo tocando o pingente.

- Sim!

Coloca em meu pescoço, sua mão puxa uma corrente de dentro do seu vestido. Começo a rir feito um idiota apaixonado ao ver o pingente dela.

- Um esquilinho!

- Assim estaremos sempre juntos.

Ela me abraça forte.

- Parabéns, meu amor!

Fecho meus olhos sentindo sua pele na minha. Ela foi o meu melhor presente hoje.

- Obrigado, não sabe como estou feliz passando esse dia ao seu lado.

Me afasto e seguro seu rosto.

- Eu amo você! Amo de um jeito tão louco e intenso que às vezes acho que meu coração só bate quando está ao seu lado.

Seus olhos estão cheios de lágrimas.

- Quando cheguei ao hospital para te ver e você não estava, quase enlouqueci. Meu coração parou de bater por dois meses.

Pego sua mão e levo ao meu peito.

- Ele voltou a bater quando te viu hoje.

Se ergue nas pontas dos pés e sela seus lábios ao meu. Abraço-a forte colando seu corpo ao meu, aprofundando nosso beijo. Suas mãos se enfiam em meu cabelo o puxando forte me fazendo suspirar em sua boca.

- Eu queria uma estufa agora.

Sussurra me fazendo sorrir.

- Queria qualquer lugar desde que fosse com você.

Ela sorri e me puxa para um canto na varanda.

- Você veio morar em Nova York?

Me pergunta sentando em um banco.

- Não.

Seus olhos perdem o brilho e me sento ao seu lado.

- Vai embora quando?

- Ana...

Seguro sua mão e respiro fundo.

- Preciso terminar meus estudos lá antes de vir definitivamente. Meus planos é vir morar aqui em dois meses, pra fazer faculdade e cuidar dessa empresa.

Agora é a vez dela respirar fundo.

- O que são mais dois meses?

Diz erguendo os ombros.

- Agora vou ter que mudar meus planos.

Diz olhando suas mãos.

- Quais eram seus planos?

Pergunto erguendo seu queixo.

- Estou tendo aulas particulares em casa, então vou conseguir terminar meus estudos na semana do meu aniversário.

Ela encara meus olhos.

- Estava planejando fugir para São Paulo, tentar bolsa em uma faculdade perto de um certo esquilinho e morar em um alojamento.

Me aproximo e seguro suas mãos com mais força.

- Não vai precisar fugir, podemos tentar a mesma faculdade aqui.

Sorri lindamente e morde os lábios.

- Ainda assim não posso ficar com meus pais, preciso sair de lá assim que puder.

- Ainda não entendo tudo isso. Por que seu pai te isola assim do mundo?

Ele não me pareceu um homem estúpido ou possessivo agora pouco.

- Minha mãe disse que ele entrou em pânico depois que eu quase morri em uma crise. Daquele dia em diante me trata como uma boneca de cristal.

- Eu te vi em crise, Ana!

Ela me encara.

- Naquele momento eu te vi frágil como um cristal. O medo de te perder foi grande.

- Não justifica a forma como ele me trata, Eduardo!

Seus olhos transmitem dor e medo.

- Lembra quando me perguntou sobre meus planos para o futuro?

- Sim.

- Eu te disse que não queria ter raiz, que não me via trancada em uma faculdade. Queria conhecer o mundo e viajar.

- O motivo para querer fugir é o seu pai.

Digo vendo-a confirmar com a cabeça. Ana se sente presa em uma gaiola e agora entendo sua vontade de conhecer tudo no acampamento. Sabia onde ficava tudo, amava a liberdade de lá.

- Eu não posso correr o mundo com você, Ana!

Suas mãos tocam meu rosto com delicadeza.

- Eu não preciso sair por ai para ver o mundo Eduardo, quando ele está bem aqui na minha frente.

Seus olhos agora voltam a brilhar.

- Meu mundo é você, meu lugar é ao seu lado.

Puxo seu corpo para mim e beijo sua boca agora com violência e desejo. Ela é tão incrível e perfeita! Quero Ana para mim pela eternidade.

- Ana...

A voz de uma mulher surge e Ana me empurra assustada.

- Minha mãe.

Diz se levantando do banco nervosa.

- Ana, acalma!

Sussurro segurando sua mão e ela se afasta em pânico.

- Filha...

Uma senhora bem vestida e sorridente surge.

- Você está bem?

- Sim, mamãe!

A mulher me olha.

- Já fez um amigo?

- Eduardo Velásquez.

Digo erguendo minha mão.

- O aniversariante, prazer Eduardo! Sou Carla, esposa do Valter.

Ana está pálida e isso me preocupa.

- Parabéns... desejo felicidades!

- Obrigado!

Ela agora se vira para Ana.

- Você está pálida, meu bem.

- Estou bem!

Ana fala baixo sem conseguir me olhar.

- Eduardo me desculpe, mas vamos ter que deixá-lo por um momento, minha filha parece não estar bem.

- Sem problemas.

Carla abraça a filha e segue para dentro da festa, vejo ir ao banheiro. Ando para dentro e me posiciono perto do banheiro caso ela precise de ajuda.

- Filho...

Meu pai me chama sorrindo, encaro a porta do banheiro e depois ele. Respiro fundo e sigo para o seu lado.

- Valter estava me explicando os detalhes da construção. Seria interessante saber como sua futura empresa foi construída.

- Claro!

Valter começa a sua explicação, mas minha cabeça e olhos estão naquele banheiro. Sorri algumas vezes mostrando interesse e então a porta se abre. Ana sai com sua mãe e se aproximam da gente.

- Filha, você está bem?

Para de falar olhando Ana que está menos pálida que antes.

- Sim, papai!

Ela diz de cabeça baixa.

- Quer ir embora?

- Não...

Responde erguendo a cabeça o encarando.

- A festa está ótima.

Seus olhos se voltam para mim.

- Quando quiser ir, me avise meu bem.

- Sim!

Ele volta a falar sobre a obra e meus olhos estão colados em dois lindos olhos azuis. Ela morde os lábios reprimindo um sorriso e levo minha mão ao meu pingente. Fica vermelha e segura o dela também. Meu pai faz uma pergunta e Valter vira-se para ele. Aproveito e me aproximo de Ana já que sua mãe conversa com a minha. Paro ao seu lado colando nossos ombros. Minha mão vai para trás do meu corpo assim como a dela. Nossos dedos começam a se roçar e ela sorri.

- Quero te ver amanhã.

Sussurro abaixando minha cabeça.

- Não sei se vou conseguir sair de casa sozinha.

- Vou embora à noite e preciso te ver antes de ir.

Nossos dedos se entrelaçam e ela suspira.

- Minha casa fica cinco minutos do Central Park.

- Meu apartamento também.

Digo sorrindo.

- Se eu conseguir sair será à tarde.

- Não me importo se for por apenas cinco minutos.

- Vai embora e só volta daqui dois meses?

Pergunta olhando seus pais que ainda conversam com os meus.

- Acho que venho antes.

- Vou tentar aparecer no parque ás 14hs.

- Eu vou te esperar.

Valter nos olha e Ana solta a minha mão se afastando.

- Acho que está na hora de ir.

Ele diz com um olhar sombrio e Ana respira fundo.

- Claro! Ana, venha meu bem!

Sua mãe diz sorrindo, ela me olha e se aproxima. Me da um abraço simples.

- Eu te amo!

Sussurra e me solta seguindo até seus pais. Observo ser abraçada por sua mãe e então ela some pelas portas da empresa. Seguro meu pingente forte e fecho meus olhos. Ainda não estamos juntos como eu queria, mas pelo menos já sei onde e como ela está.

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