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Capa do romance Estupido Nerd Amor

Estupido Nerd Amor

Megan Asper, a rainha da popularidade, está perdidamente encantada por Alejandro Hott, um nerd virgem e fã de xadrez que a ignora. Enquanto ela adora cada detalhe excêntrico dele, seu irmão Ryan, um mulherengo de corpo impecável, enfrenta um dilema similar. Ele se apaixonou por Mikaela, a irmã de Alejandro, que é o oposto do seu padrão de beleza. Entre piadas bobas e personalidades contrastantes, os irmãos Asper lutam para conquistar os improváveis donos de seus corações.
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Capítulo 2

— E quem era aquele? — Ryan perguntou, sentando ao meu lado quando finalmente chegamos à nossa primeira aula.

— Alguém que não ficou nada feliz por pulamos toda a fila.

Ele encolheu os ombros. Não se importou nem um pouco que alguém tivesse ficado chateado. Chegamos a tempo para a aula, e isso era tudo o que importava para ele.

— Você piscou para ele? — ele perguntou.

— Até quase arranquei meus cílios.

— Você piscou?

— Como se eu tivesse um tique nervoso.

— E o sorriso?

— O meu melhor sorriso Colgate.

— E mesmo assim ele ficou chateado? Uau, temos um imune.

Dei um tapa no braço dele. Em resposta, meu tolo irmão me mandou um beijo e fez um gesto com o rosto.

— Acho que ele está cego, talvez os óculos dele estejam tortos. É a única explicação plausível.

Ryan riu, balançando a cabeça, e virou-se para começar sua paquera com a primeira pessoa que sentou ao seu lado.

Ainda pensava em Alejandro Hott e seus ridículos suspensórios quando fixei meu olhar no horário das minhas aulas deste ano. Voltei à realidade para me concentrar no que estava à minha frente, pois devia haver algum erro; apareciam aulas adicionais de Matemática. Quatro dias por semana de matemática, para ser exata.

— Ry — o chamei, puxando-o pela camisa de forma insistente —, acho que sua amiga do escritório imprimiu meu horário errado.

— Por quê? — ele se virou e pegou o papel das minhas mãos.

— Aparecem duas aulas de matemática, deve ser um erro, não?

Um certo medo se infiltrou na minha voz.

— Claro, com certeza. Ela me disse que o sistema estava com problemas de manhã; talvez seja por isso. Volte quando a aula terminar — e ele acrescentou em um sussurro para que a garota ao lado dele não ouvisse —, e seja uma boa irmãzinha e consiga o número dele para mim, já que estava tão apressado esta manhã, nem pedi.

Concordei uma única vez sem tirar os olhos do horário. Deve ser um erro.

— Como assim não é um erro? — exclamei, alterada, para Kathy, a garota do escritório administrativo.

— Nas segundas e sextas, você terá Matemática 2, e nas terças e quintas, Matemática 1. Está tudo claro.

— Isso é impossível — insisti, entregando-lhe mais uma vez o papel com meu horário, que já estava bastante amassado —, eu fiz Matemática 1 no semestre passado, querida — respondi com soberba.

Quão difícil poderia ser imprimir uma folha? E mesmo assim, ela a tinha feito errado, e como se isso não bastasse, ela se recusava a reconhecer seu erro.

— Talvez você tenha feito, mas não passou — ela respondeu, com os olhos fixos na tela do computador enquanto digitava algumas coisas. Depois de alguns segundos que pareceram eternos, ela continuou falando —. Não é um erro, querida — repetiu, zombando do meu tom —. Você não passou em Matemática 1 no ano passado, então agora terá que cursá-la novamente. E se você não passar em ambas as disciplinas com mais de setenta por cento de nota, terá que repetir o ano inteiro.

— O QUÊ?! — gritei, surpresa.

Mi respiração ficou escassa e difícil, meu coração martelava com força, água gelada corria pela minha espinha dorsal, até mesmo o escritório me pareceu repentinamente pequeno e em constante movimento.

Ela deve estar errada. Não é possível que eu...

Não pode ser...

Eu me sentei na cadeira próxima. Minhas pernas haviam parado de responder, recusando-se a suportar o peso do meu corpo.

— Você está bem? — perguntou a garota, e quando viu meu rosto, levantou-se rapidamente e me ofereceu um pouco de água.

— Obrigada — murmurei enquanto dava pequenos goles.

Me senti oprimida. Tudo de ruim que poderia acontecer se eu não conseguisse passar nas matérias, se repetisse o semestre, se não passasse, se perdesse...

É demais.

— Quer que eu chame alguém? — mas neguei com a cabeça.

Terminei a água, agradeci e saí do escritório enquanto ligava para meu irmão. Não queria ir para a próxima aula, só queria ficar sozinha, então fui para a lanchonete, onde sabia que não encontraria ninguém neste momento.

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