
Estrela de Fogo
Capítulo 3
Meu refúgio!
Um vão entre a parte superior do imóvel e o telhado. A única divisória se constituída do banheiro que ficava a um canto, próximo da entrada. Sua cama boxe estava forrada com uma colcha de renda branca, as almofadas multicoloridas, sobre a cama e o sofá, emprestava a descontração necessária a casa, um belo sofá reclinável de cinza voltava-se para a grande tela de plasma, a mesa de quatro cadeiras estava posicionada em frente a pia que era ladeada pela geladeira duplex branca e o fogão da mesma cor, o guarda roupa era uma peça antiga com detalhes esculpidos de flores e cupidos, completando a decoração, uma estante de livros tomava grande parte da parede próxima à cama. Era um ambiente simples e limpo, que lhe acalmava a alma quando os problemas do trabalho, lhe tirava o equilíbrio.
- Meu refúgio!
Ela pensou que ultimamente estava precisando muito dele. Colocou o cachorrinho no chão, pegou o telefone e ligou para seu amigo veterinário, aproveitou e pediu que ele trouxesse as vacinas, comida e outros assessórios para o cachorro, o pobrezinho parecia faminto.
Abriu as janelas para que o vento circular no ambiente de seu apartamento. Os construtores da casa fizeram um bom trabalho. Á construíram de uma forma que recebesse e circulasse o vento natural, afinal era uma casa de meados de século dezenove, não havia ventiladores nem ar-condicionado. Assim, só fazendo-a de uma forma que a natureza favorecesse o frescor do ambiente. Além do mais, o bairro era um dos mais arborizados da cidade. Mantendo a sua estrutura de casarões portugueses do século XVIII. E, a história da localidade peculiar preservada pelos moradores simpáticos as causas históricas do Recife. Que atualmente andam em baixa. Sufocadas pela especulação imobiliária e pela incapacidade da maioria de preservar o passado em detrimento de um pretenso progresso.
Diante da minúscula janela Gabriela viu o carro ainda parado próximo à entrada da casa. Ela suspirou! O tal Hermes, deveria estar por aqui para falar com algum morador.
Uma batida na porta a tirou das conjecturas sobre o homem. Ela caminhou. Abriu e deixou entrar o veterinário com seu ajudante.
- Bom dia, Carlos e Fred!
- Bom dia, Gabriela. Respondeu em uníssono educadamente os dois recém-chegado.
Frederico era o nome do jovem veterinário, um rapaz alto e magro de cabelos pretos, pequenos olhos castanhos, uma pele Negra reluzente. De caráter doce, que cuidava de uma clínica veterinária e de um petshop.
Carlos o ajudante era estudante e o ajudava nas horas vagas. O Ajudante tinha um corpo talhado pelo trabalho pesado que executasse. Uma cor escura quase chocolate, belíssimos olhos negros como uma noite sem lua. Atencioso e amante dos animais. Foi logo deixando o saco de ração num canto por trás da porta, local que o esconderia quando a porta estivesse aberta.
É esse nosso amiguinho que você falou por telefone? Perguntou o veterinário. Com as mãos cheias de coisas para o pequeno cachorro. Olhou em todos os alguns o pequeno animal e disse:
- Realmente não se parece com nenhum dos cachorros que estão procurando no bairro. Mas, recomendo que você depois de dá-lhe banho o coloque em post nas redes sociais.
Assistente e veterinário cuidaram do animal, observaram que ele não havia quebrado a pata, apenas precisava de um banho urgente. Saíram logo em seguida.
Conversar mais um pouco sobre os cuidados com o animalzinho, os dois rapazes aplicaram algumas vacinas nele. Entregaram as peças que a garota havia pedido e logo partiram de volta ao petshop dona Cadela.
Após despachá-los Gabriela tirou o vestido e estava colocando a calça de social preta que usava para trabalhar, quando ouviu, batidas desesperadas à porta. Logo depois o chamado de Zefinha. Ela colocou o restante da roupa bastante apressadamente. E abriu a porta para uma Zefinha afrita que voi logo dizendo.
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