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Capa do romance Escravos do Harém

Escravos do Harém

Traída por anos, Helena descobre após a viuvez que seu falecido marido ocultava uma fortuna e segredos obscuros. Amargurada e disposta a experimentar o poder, ela assume o controle de uma agência de modelos de fachada deixada por ele. Decidida a nunca mais ser submissa, ela cria seu próprio harém reverso, onde governa cada desejo e passo de seus subordinados. Entre paixões intensas e descobertas picantes, Helena mergulha em uma jornada de luxo e total controle.
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Capítulo 3

Danúbia ainda não estava certa de que estava tomando a decisão mais correta. Pensou muito depois de receber aquela ligação.

— Alô!

— Alô, Danúbia, aqui é Helena, viúva de Benedict. — Quando ouviu o som de que a garota ia desligar, ela se antecipou. — Não desligue, por favor! Eu tenho uma proposta! — De volta com o telefone ao ouvido, arriscou descobrir o que poderia ser.

— Não consigo imaginar o que te faria querer me propor alguma coisa que possa ser interessante para mim — ela foi bastante direta.

— Venha até o endereço que vou te enviar por mensagem e você não irá se arrepender. Bons negócios precisam de pessoas competentes e tenho certeza que você vai conseguir me ajudar e eu espero retribuir, sem nenhum ressentimento. O errado era meu marido, não você!

— Ok, vou dar uma chance... — Ela respondeu receosa.

— Te vejo amanhã, então!

Agora estava ela assustada na portaria daquele prédio monstruoso. Não fazia sequer ideia do que seria aquele lugar.

— O que é essa empresa mesmo? — Ela perguntou para o funcionário da recepção que tentava cadastrar os dados dela e tirar uma foto, mas Danúbia estava a própria ansiedade em pessoa e virava para todos os lados, tensa.

— Aqui é uma corretora de ações e investimentos, senhorita Nantes. Agora, se me permite, preciso finalizar o procedimento. — O pobre recepcionista fazia malabarismo segurando a câmera.

— Ah, me desculpe, nem percebi! — Finalmente sossegou e foi liberada com um crachá para subir.

Ela observou um outro rapaz que tinha pouco antes terminado o cadastro e fez igual a ele. Passou a parte frontal do identificador na luz verde e a entrada foi liberada. Haviam 8 elevadores e ela ficou confusa, pois haviam letras ao invés de números. Sem graça, ela não perguntou, ficou mais um pouco atenta, esperando próximo do mesmo rapaz, apesar das pessoas irem cada uma para um elevador diferente. Quando o elevador G chegou, o rapaz foi o único que se dirigiu para ele e Danúbia o seguiu.

Ele pressionou a digital e a porta se fechou pouco depois que ela conseguiu entrar junto dele.

— Desculpe, mas você tem que passar seu crachá ou colocar sua digital. — O elevador estava fechado, mas não saiu do lugar.

— Ah, já estava esquecendo. — Ela tentou o crachá e deu uma luz vermelha e um som de alerta. Em seguida, ao passar o crachá, a advertência se repetiu e a porta se abriu.

— Você nunca veio aqui, não é mesmo? — O rapaz, que estava todo engravatado, perguntou, rindo mas de forma bastante cordial.

— Deu pra perceber, né? — Danúbia sorriu de forma bastante sedutora, mas natural, transparecendo timidez.

— Não tem problema, a recepção teve muitos funcionários recém-contratados e eles acabam esquecendo de indicar o funcionamento dos elevadores. Cada um deles vai para uma sequência de andares  diferente, eu achei estranho mesmo pois no que eu pego, existem apenas dois pisos para os quais ele libera acesso e eu conheço praticamente todos lá. Deixe me ver, qual a letra do seu crachá... — Ele parou espantado ao ler a informação, olhou para cara dela, olhou para o crachá de novo.

— Tem alguma coisa errada? — Danúbia estranhou a reação dele.

— É que aqui diz que você vai no H.

— E o que tem isso? — Ela perguntou inocentemente.

— O elevador G da acesso à sala da Presidência. — Ele explicou ainda espantado.

— O que você quer dizer com isso, que eu não pareço ter desenvoltura para ser  recebida pela Presidente da empresa? — Nitidamente, Danúbia aproveitou para ostentar a informação que ela, até então, não fazia a mínima ideia.

— Não, não, me perdoe, não foi minha intenção. É que desde que a nova diretoria assumiu, não é nada comum ver alguém entrando neste elevador. — Ele apertou o botão e prontamente a porta de abriu. — A propósito, eu me chamo Herbert, ao seu dispor. Não poderei subir com você, mas espero ter plantado a semente da curiosidade para que você queira conhecer o penúltimo andar, para onde vou todo dia no horário comercial. Boa sorte no seu compromisso.

Ele saiu da frente da porta, deixando apenas um olhar 43 e a mesma se fechou, permitindo o movimento daquela estrutura tão incrível que nem parecia um elevador, em alta velocidade, a qual Danúbia nunca tinha visto. Em poucos segundos ele já se abriu e ela ainda estava se recuperando de tanta informação que ela absorveu ao mesmo tempo. Não foi rápida o suficiente pois já teve que lidar com mais uma bateria de percepções ativadas com a grandiosidade daquela sala.

— Incrível, não é mesmo? Aparentemente meu falecido marido tinha algum complexo de grandeza, pois tudo que eu encontro pela frente é imponente desse jeito. Bom, você como eu deve saber o possível motivo desse complexo, não é mesmo? — Helena surgiu por trás de Danúbia, assustando-a, enquanto adentrava pelo recinto, que reluzia repleto de detalhes em ouro pela decoração, com uma iluminação mais quente, que ia na contramão de todo local até ali.

— Você quase me matou do coração. — Danúbia reagiu, enquanto Helena dava a volta na mesa olhando para a janela que era na verdade uma parede de vidro, permitindo total vista externa.

— Não te matei nem no ímpeto de quando te vi transando com meu marido, não seria agora. — Helena respondeu, num tom irônico.

— Sra. Helena, se me chamou aqui para tratar sobre esse assunto...

— Fique tranquila, que não foi esse o assunto pelo qual eu te convidei. Minha intenção é nem lembrar daquele traste. Meu objetivo, já que você está sendo direta, é montar um negócio usando sua experiência. Achei que vice seria a pessoa certa, pela possibilidade de transformar o vínculo traumático, que acabamos criando, em uma relação de sociedade. Eu quero montar o mesmo negócio do qual você fazia parte, só que ao contrário. — Helena explicou, após interromper Danúbia de sua ideia de sair dali correndo.

— Como assim, ao contrário? — A moça ficou confusa.

— Não quero um harém de modelos femininas. Quero com homens!

Danúbia riu, mordeu os lábios e engoliu seco.

— Você quer a minha ajuda para montar uma casa de modelos masculinos para o uso de mulheres?

— Exatamente, eu quero ter os meus próprios Escravos do Harém. Você aceita?

— Mas é claro, se tivesse me dito isso antes eu teria já vindo despreocupada.

— Ah, mas eu precisava saber até que ponto você teria coragem para vir aqui na minha frente me ouvir, sem nenhuma garantia de nada.

— Passei no teste, então?

— Eu não tive muitas dúvidas, quando te vi pela primeira vez. Não costumo me enganar com as pessoas.

— E como vai funcionar? — Danúbia permaneceu curiosa.

— Bom, nós vamos achar o lugar para nossa sede principal e depois vai ser você que vai me contar os pormenores de como funciona para adaptarmos no nosso caso. A partir daí, vamos encontrar nossos garotos.

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