
Escolhida pelo Rei Alfa Amaldiçoado
Capítulo 3
Ponto de vista do Rei
Todas sabiam das consequências, mas continuavam vindo. Umas como sacrifício, outras por vontade própria.
No entanto, fosse como sacrifício ou por vontade própria, todas tiveram o mesmo destino — a morte.
Minha cama era uma sentença de morte, um lugar onde nenhuma mulher jamais foi forte o bastante para sobreviver.
Essa era a minha maldição — o meu demônio.
Eu era um monstro — o Alfa Rei mais poderoso e temido que já existiu.
Misericórdia era uma palavra que morreu no meu mundo há muito tempo, enterrada sob os gritos das mulheres que pensaram poder me curar.
Vivia com essa maldição desde que me entendi por gente.
Tentei domar essa fera e privá-la, mas nada. Nenhuma mulher conseguiu sobreviver ou quebrar a minha maldição.
Recebi dezenas de mulheres de Alfas que buscavam favores meus, esperando que a minha cura viria da matilha deles.
Algumas virgens acharam que a pureza seria a solução, mas isso só fez a minha fera desejar se banquetear mais ainda e aguçou a sua fome pela inocência delas.
Implorei à Deusa da Lua que tirasse esse tormento de mim.
Uivei pela noite, devastei florestas, esmaguei lobos renegados com as próprias mãos — qualquer coisa para acalmar o fogo que ardia no meu sangue cada vez que tocava uma mulher.
Porém, a fera nunca se satisfez, nem com carne, nem com sangue, nem mesmo com a morte.
Meu lobo, ou... o que sobrou dele, não era como os outros — não respondia à lógica ou à lealdade, nem me protegia, mas me consumia.
Eu o deixei fazer isso, pois, se não deixasse... ele se voltaria contra mim também.
Fiquei parado diante da janela, encarando a lua cheia que parecia zombar de mim.
Ao som das portas do meu quarto se abrindo, saí dos meus pensamentos, mas não me virei.
"Vossa Majestade." A voz do meu Beta, Lucien, chegou aos meus ouvidos.
"O que é?", perguntei, ainda de costas.
"Preparamos as mulheres para esta noite", disse ele, e não pude evitar um riso de escárnio.
Mais um cadáver para a lista.
Por que eram todas tão estúpidas? Quando perceberiam que nenhuma delas poderia me ajudar?
"Que entrem. Nós dois sabemos como isto vai terminar." Me virei lentamente para ele.
Sabendo que era uma verdade que nenhum de nós podia negar, ele se inclinou em respeito e saiu.
Fiquei ali, à espera. Já estava nu, só com uma toalha enrolada na cintura.
Minutos depois, ele voltou com uma mulher — cabelos castanhos curtos, tremendo como se tivesse sido chamada à cova do leão. E talvez tivesse.
Sem dizer mais nada, Lucien saiu e fechou a porta, o som ecoando pelo quarto como um rufar de tambor final antes da execução.
A mulher mantinha a cabeça baixa, seu coração acelerado, seu medo espesso no ar.
Era patético.
Quando avancei para a luz, a mulher ergueu a cabeça, mas a baixou rapidamente, como se tivesse cometido o maior erro da vida.
Sem perder um segundo, deixei a toalha cair e soltou um suspiro.
Então, aconteceu o inevitável — os rogos, os gritos.
"Por favor! Por favor! Não quero morrer... Não consigo... por favor!", a mulher gritou.
O som irritou meus nervos, fazendo a fera dentro de mim rugir de raiva enquanto eu cerrava os punhos com força.
"Foi oferecida para mim."
A mulher caiu de joelhos, os olhos cheios de lágrimas, os ombros tremendo. "Por favor... por favor... eu não quero morrer, não quero!"
As minhas garras surgiram, a segundos de despedaçá-la.
"Lucien! Tire ela da minha frente!"
Imediatamente, a porta se abriu e Lucien entrou correndo, arrastando a mulher consigo enquanto ela continuava gritando e suplicando.
A porta se fechou novamente, mas os gritos ainda ecoavam do lado de fora.
O meu peito subia e descia numa fúria incontrolável, a fera me arranhando por dentro, querendo se libertar. Arranquei a toalha do chão, a enrolei na cintura e encostei a cabeça à parede, respirando com dificuldade.
Nesse momento, a porta se abriu de novo.
"Lucien, chega..."
"Posso ajudá-lo, meu Rei." Uma voz suave e sedutora chegou aos meus ouvidos.
Me virei rapidamente e me deparei com uma garota de olhos verdes e cabelos loiros, seu olhar cheio de confiança.
No entanto, já vira esse tipo de olhar demasiadas vezes e me lembrava de como acabara.
"Ouvi a outra desgraçada gritando, mas não sou como ela", a mulher sussurrou, deixando o roupão que a cobria cair ao chão.
Algo dentro de mim se agitou ao vê-la completamente nua — os seios tinham o tamanho perfeito, a barriga lisa.
A visão me fez salivar e meu pau endureceu instantaneamente, a fera rugindo de fome.
A mulher deu passos lentos na minha direção, os quadris balançando sedutoramente, e parou à minha frente, as mãos acariciando meu o peito enquanto sussurrava: "Me deixe te mostrar como é ter uma mulher de verdade."
Sua mão avançou para a toalha, mas a minha a travou.
"Não tem medo de morrer?", perguntei, a voz gelada, encarando seus olhos cheios de confiança e bravura.
Ou era estúpida, ou suicida.
"Não. Não vou morrer. Sou a mulher que vai pôr fim a isto", sussurrou, beijando meu peito e me fazendo gemer.
"Me deixe tentar", sussurrou ela, antes de finalmente puxar a minha toalha, que caiu.
O meu corpo estava em chamas e parecia que todo o sangue correra direto para o meu pau.
Ela continuou beijando meu peito, a mão deslizando pelo meu corpo até envolver meu pau, e depois, parou subitamente, os olhos descendo.
"Você é... você é tão grande! Como é que isto vai caber?!", ofegou, recuando rapidamente.
Antes que eu pudesse responder, seus olhos se reviraram e ela desmaiou no chão.
Rosnei, afastando-me da mulher, porque de repente tudo o que via era vermelho.
"Lucien!" A minha voz ecoou. As portas se abriram de rompante mais uma vez e Lucien entrou correndo.
"Vossa Majestade?"
"Se deixar entrar mais uma mulher no meu quarto, ela não chegará viva à minha cama."
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