
Escolhas Perigosas
Capítulo 3
Acordei no dia seguinte apressada porque precisava ver alguns imóveis, juntei minhas coisas, guardei minha calcinha na bolsa e quando me dirigia até a porta, DG aparece na porta do banheiro
— Tá fugindo? —
— Ah... Não, só tô atrasada, ainda preciso passar em casa e... — primeiro, porque eu tô dando satisfação pra ele e segundo, esqueci completamente que ele estava no quarto, se ele não tivesse aparecido provavelmente teria ido embora sem me despedir. — Só tenho que ir agora — disse passando por ele, que me segurou pelo braço
— Não mereço nem um beijinho? — Que sorriso mais malicioso e convidativo. Dei um longo beijo nele, e senti sua mão passando pelo meu corpo por cima do vestido até chegar lá. Ele me olha e eu me sinto na obrigação de uma explicação por estar sem calcinha
— Ela tava no chão e não trouxe outra — falei baixo, nitidamente constrangida.
— Tá com muita pressa ? — Disse já beijando meu pescoço — Infelizmente — falei me afastando e indo pra porta.
— A gente se vê então —
— A gente se vê — fechei a porta e saí correndo pra casa.
Meu dia foi corrido, visitei vários imóveis e finalmente encontrei o perfeito pra loja, com a correria pra fechar o contrato, estoque, inauguração e contratação de funcionários a semana passou voando. Não vi ou falei com DG durante esse tempo.
— Te via mais quando morava em outra cidade sabia? —
— Anaaaaa, que saudade! — desde que cheguei em São Paulo ainda não tinha visto minha amiga que me encorajou com a mudança e a filial da loja.
— Finalmente a gente conseguiu se ver, vim te ajudar com o que precisar aqui e trouxe cerveja — ela me conhece bem demais.
— Me ajuda a dobrar essas roupas e passa uma garrafa pra cá — disse entusiasmada enquanto a abraçava, as coisas estavam dando certo na loja, a inauguração seria em breve e reencontrei minha amiga pra por a conversa em dia, o dia estava ótimo.
Falamos sobre tudo, relembramos histórias antigas e bebemos. Não demorou pro assunto chegar no DG, que aliás não tenho contato a dias.
— Como assim essa história? Luana você mudou muito menina — Ana disse gargalhando — Pra quem não beijava mais de um cara na balada, ir pra cama no primeiro dia é surreal — eu ria e ficava com o rosto tão vermelho que parecia uma pimenta. Ana e eu nos conhecemos desde a infância, ela morou na mesma cidade que eu no interior até sua mãe falecer e ela decidir tentar uma nova vida na capital.
— Tudo só aconteceu, foi rápido e maravilhoso, mas já faz um tempo que não falo com ele —
— Me mostra foto dele pra ver se eu aprovo — fazíamos isso na escola quando uma nós tinha interesse em alguém. — Só tem a do whats, olha — disse pegando o celular, e pra minha surpresa estava sem foto. — Amiga não tem mais foto no perfil — confesso que fiquei chateada com a ideia de que...
— Ele te bloqueou, que idiota! — Ana falou franzindo a testa e eu tentei não dar mais importância pra aquilo, mas po**a, ele me bloqueou.
— Manda mensagem pra ver se chega, talvez só tenha tirado, sei lá — quando ela percebeu que aquele bloqueio me incomodou, acho que tentou amenizar.
— Não, e espero nunca mais encontrar esse cara — falei em tom de raiva e depois tive uma crise de riso e o motivo ainda nao sei.
Terminamos as roupas e as cervejas, cada uma foi pra sua casa, cheguei tão cansada que só tomei um banho e apaguei.
No outro dia, acordei e lembrei que DG me bloqueou — Desgraçado — bufei por não entender o motivo daquilo, mas vida que segue como dizem, as semanas se passaram e nada dele, confesso que cheguei a ir no mesmo barzinho que nos conhecemos uma noite, e nem sinal também. — Para de ser idiota Luana, tanto homem no mundo e você caçando esse cara — repeti isso pra mim algumas vezes. Já tinham se passado três semanas e confesso que acabei me desligando dessa história toda com os preparativos pra inauguração.
— Ual você está linda, vai arrasar hoje! — Ana disse animada enquanto eu saia do quarto arrumada pra inaugurar minha loja. — Tô tão nervosa, espero que dê tudo certo hoje. — levei quase o mês todo preparando tudo, e hoje a noite tinha que ser perfeita.
Trabalhei tanto, a inauguração bombou, várias clientes apareceram, tivemos sorteios, promoções, coquetéis e tudo foi incrível, ainda melhor do que tinha imaginado. Já passava da meia noite quando finalmente consegui organizar tudo pra poder ir embora.
Me despedi de todos que trabalharam e dispensei eles. Quando estava terminando de fechar a loja ouvi um carro parar bem na porta atrás de mim, terminei de trancar, já pálida, com o coração acelerado e me virei com muita vontade de chorar - é um assalto, só pode ser - pensei. Um carro todo preto, não dava pra enxergar quem estava dentro, fiquei parada ali olhando sem reação nenhuma; aos poucos a porta foi se abrindo e eu fechei os olhos já sentindo a morte.
— Vim te parabenizar — Meu coração acelerou e no mesmo instante senti meu sangue voltar a circular, abri meus olhos e era ele, DG depois de quase um mês apareceu, e por pouco não me matou de susto.
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