Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance Enzo - Sedução em Pessoa

Enzo - Sedução em Pessoa

Criada sob a rigidez do sistema, Jenna aprendeu a ser autossuficiente e cautelosa. Sua vida solitária muda ao conhecer Enzo, um homem mais velho encarregado de sua proteção. O que começou como um dever profissional transforma-se em uma conexão intensa, marcada por conversas noturnas e toques carregados de desejo. Embora ele exale força e um instinto protetor avassalador, Jenna descobre que não busca um herói idealizado; ela deseja apenas a presença dele ao seu lado.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 3

ENZO

Estou prestes a terminar o dia quando recebo a ligação do Dr. Powell. Duas das minhas crianças, Jenna Pruitt e Cora Wells, foram levadas para vê-lo. Sua mãe adotiva tem abusado delas e, depois de um questionamento cuidadoso, também de dois dos outros meninos da casa. Então, em vez de encontrar minha mãe e meu pai no restaurante Red Lobster para um jantar, estou a caminho para ver o Xerife McMahon e o Dr. Powell.

Quando chego ao consultório do médico, vejo com um pouco de alegria quando um oficial ajuda uma algemada Juanita Aikens a entrar na viatura. Para toda boa família adotiva, há muitas más. Tento pra caralho antes de realocar essas crianças encontrar um lugar seguro, mas algumas escapam do radar até que seja tarde demais. Nada mais faz você se sentir um fracasso do que ter que resgatar crianças de uma casa onde as colocou.

Entro e sou guiado para o local onde as garotas esperam. Cora dorme nos braços de Jenna. Jenna, com círculos escuros sob os olhos, olha para o teto, como se ela mesma estivesse a segundos de desmaiar. Meu coração dói ao ver as duas. Quando me deram seus casos, senti pena. Elas não são irmãs de verdade, mas Katrina deixou anotações, antes de se mudar, para tratá-las como se fossem, porque é mais fácil.

Dr. Powell aperta minha mão e depois discutimos as observações do abuso físico. Jenna e Cora admitiram que Juanita as ataca e aos garotos Bryant. Tenho quatro crianças para mudar esta noite. Esfregando meu rosto com frustração, busco no meu cérebro por respostas que não tenho no momento. Meu estômago ronca e o ignoro.

Faço algumas ligações e fico feliz em ver que as enfermeiras pediram pizza. Jenna come um pouco, mas Cora continua a dormir. Provavelmente é melhor para a criança doente. Roubo um pedaço de pizza enquanto faço algumas ligações. Há uma família que pode receber os quatro. Don e Barb Friedman. Eles não têm nenhuma marca negativa, e apenas um garoto sob sua responsabilidade. Então, faço os arranjos.

“Hora de ir”, digo a Jenna. “Temos que pegar os meninos e suas coisas. Os Friedman podem ficar com vocês até que possamos encontrar algo melhor.”

Os olhos verdes de Jenna brilham de raiva. “Nunca há nada melhor. Na verdade, só piora.”

Culpa queima um buraco no meu intestino. “Aguente.”

“Odeio quando você diz isso”, ela resmunga, passando por mim.

Estou franzindo a testa atrás dela quando o Dr. Powell me dá um tapinha no ombro, entregando-me uma sacola de remédios.

“Certifique-se de que a nova casa é de não-fumantes. Cigarro não é bom para as alergias de Cora”, ele diz.

“Farei meu melhor.” Não é mentira. Eu sempre faço meu melhor. Nunca é bom o suficiente. Posso dizer aos pais adotivos para não fumarem em casa até que eu esteja com o rosto azul, e eles fumarão no momento em que meu carro deixar a garagem.

Sigo as garotas até o carro, dando um aceno ao Xerife McMahon na saída. Quando nos sentamos, as garotas na parte de trás e eu na frente, eu as conduzo para a casa de Juanita.

“Precisamos parar na farmácia para pegar a medicação”, Jenna instrui, seus olhos me fuzilando no espelho retrovisor, desafiando-me a dizer não.

“O Dr. Powell deve ter enviado alguém para buscá-los. Eu os tenho aqui.”

Toda a raiva some de Jenna e ela relaxa de alívio. Ela se inclina e beija Cora na cabeça. Eu as assisto toda vez que paro em um semáforo. Pobres garotas.

Finalmente chegamos à casa de Juanita e levo-as para dentro. Outro assistente chamado Seth está sentado no sofá, fazendo algumas perguntas aos meninos Bryant. Aceno para ele e sigo Jenna até a cozinha. Abro o saco de remédios e pego o antibiótico.

Cora desperta nos braços de Jenna e começa a choramingar. “Eca, eca, eca.”

“Você tem que tomá-lo, Cora”, digo suavemente.

Cora grita, sacudindo a cabeça. “Nããão!”

“Eiiiii”, Jenna diz em um tom calmo que tranquiliza Cora. “Tome o remédio e seus ouvidos vão parar de doer. Faça isso pela Sissy.”

A criança não parece satisfeita e depois que coloco o fedido remédio rosa na tampinha, Jenna o pega e oferece a Cora. Ela chora um pouco, mas com alguma gentil persuasão, Jenna a faz beber. No momento em que ela toma, Jenna relaxa.

Passamos a meia hora seguinte arrumando as crianças. Entre Seth e eu, não demora muito para reunir seus escassos pertences. Mais culpa atinge meu coração. Memórias dolorosas que gosto de manter longe.

Eu, assim como essas crianças pobres, era uma criança deixada para apodrecer no sistema de adoção.

Mas ao contrário de mim, eles não tiveram anjos para salválos.

Mamãe e papai me adotaram quando eu tinha apenas nove anos. Fui de quase morrer de fome, severamente espancado por outras crianças, e tão malditamente solitário, para feliz. Mamãe e papai e o filho deles, Elijah, foram meu felizes para sempre. Eles foram meus heróis. Ainda são.

Enquanto Seth instala os meninos na casa dos Friedmans, eu ajudo Jenna a montar o berço portátil. Cora está roncando agora, e não tem mais a temperatura alta. Jenna parece pronta para adormecer onde está. Movo a criança adormecida da cama de solteiro para o berço, felizmente, sem acordá-la.

“Ligue-me se as coisas ficarem ruins aqui”, digo a Jenna, entregando-lhe um dos meus cartões.

Ela o enfia no moletom. “Certo, vou fazer isso, porque se eles forem abusivos, poderei usar os telefones deles para falar sobre eles.”

Seu lábio inferior treme e lágrimas inundam seus cílios, mas não caem. Essa garota corajosa mal consegue se controlar. Em um movimento que nos choca, eu a puxo para mim e a abraço. Ela está rígida, mas solta um soluço abafado. Seus dedos agarram minha camisa nas laterais enquanto ela chora contra meu peito. Nós não devemos nos aproximar dessas crianças. Pelo menos, é assim que somos treinados. Mas lembro-me de ser um jovem garoto e precisar desesperadamente de um abraço de alguém — qualquer um. Agora, Jenna precisa de um abraço. Ela desmorona diante dos meus olhos, e isso me enlouquece.

Aguente firme.

Minha frase.

Está na ponta da língua.

Que frase besta. Se alguém tivesse me dito isso quando era menino, eu teria o chutado nas bolas. Não há como aguentar. Uma frase melhor seria: “Não há como aguentar.” A vida vai tentar te derrubar — ficar em cima de você, esmagá-lo no chão. É escuro e frio, e você vai se sentir sufocado. Você estará sozinho. Tão fodidamente sozinho. Não se afogue.

Corro meus dedos pelo cabelo de Jenna. Eles estão emaranhados nas pontas, onde estão presos por alguma coisa. Ranho, provavelmente. Cora gosta de esfregar o rosto no cabelo de Jenna quando precisa de conforto.

“Encontre uma maneira de me chamar a atenção. Na escola, se for preciso. Quero saber se há um problema no primeiro sinal dele. Descobrir que Juanita tem batido em vocês por meses é inaceitável”, repreendo. “Não posso ajudá-la se você não me contar.”

Ela tensiona e se afasta. “Entendi.”

“Durma um pouco”, ordeno, apontando para a cama.

Jenna tira os sapatos e cai no colchão sem outra palavra. Dentro de segundos ela está dormindo tão pesadamente quanto sua irmã adotiva. Por um longo tempo eu fico em pé, olhando-as enquanto dormem. Por que a vida é tão cruel para crianças tristes e inocentes?

Elas precisam de um herói.

“Eles não nos deixam comer”, Jenna sussurra. “Eles mantêm a comida trancada.”

Eles estão no Friedmans há dias, e já estou recebendo ligações sobre como são terríveis. Porra.

“Vocês passam de fome?” Pergunto, piscando para acordar enquanto rolo para verificar as horas. 03h da manhã. Que diabos?

“Eles tentam”, ela sussurra. “Eu me esgueirei para o quarto deles e peguei a chave de Don.”

“Eles te machucaram?”

Ela fica em silêncio por um tempo. “Além de passar fome, fisicamente não.”

“Sinto muito, Jenna, mas isso não é terrível o suficiente para eu fazer qualquer coisa.” A fria e dura verdade. Às 03h da manhã, aparentemente, sou um idiota.

“Eu te odeio. Eu odeio todos vocês.”

Ela desliga e culpa me devora.

Don Friedman é o único lar que faço uma visita não oficial no dia seguinte. Eles estão fora da escola para férias de inverno agora, mas não há sons de uma casa normal. Nenhum desenho animado. Nenhuma criança correndo pela casa. Ninguém na cozinha fazendo um lanche, ou qualquer sinal de que as crianças estão lá. Apenas silêncio.

“Onde estão as crianças?” Pergunto em um tom suave, apesar da fúria crescendo dentro de mim.

“Brincando em seus quartos.”

“Vou falar com elas.” Passo por ele até a escada. Ele me segue. Não gosto desse idiota. Alto e corpulento, como se jogasse futebol em seu auge, agora está gordo, mas não perdeu o ego.

Primeiro eu vejo os meninos. Malachi está deitado na cama, lendo. Xavier está brincando com dinossauros de plástico no chão.

Outro garoto chamado Joseph observa Xavier brincar.

Definitivamente não é uma situação terrível. Fecho a porta e, em seguida, atravesso o corredor até o quarto das meninas. Quando giro a maçaneta, ela está trancada.

“O que te disse sobre trancar esta porta?” Don questiona atrás de mim.

Silêncio.

“Jenna, sou eu”, digo através da porta.

Passos podem ser ouvidos e, em seguida, a tranca soa. Ela abre a porta e vejo um olho verde feroz pela abertura. Alívio brilha naqueles olhos quando ela se afasta, concedendo-nos entrada.

Viro para dizer a Don que ele não é necessário quando o pego encarando Jenna de uma forma que faz meus pelos arrepiarem. Com fome. Como se quisesse ter um gostinho. Quando percebe minha carranca, ele sorri e sai do quarto, fechando a porta. Olho a aparência de Jenna. Ela não está usando muito — um short de algodão que revela suas pernas pálidas e um suéter de mangas compridas que deixa pouco para a imaginação enquanto cai em um ombro, revelando sua pele nua.

“Você não pode se vestir assim perto dele”, digo a ela, irritado.

“Assim como?” Seus olhos verdes estão arregalados e inocentes.

Porra.

Esfrego a mão pelo rosto. “Homens mais velhos como ele não precisam te ver pouco vestida. Há muitos canalhas no mundo.”

“Canalhas”, Cora repete do chão onde rabisca em um livro de colorir.

Um fantasma de sorriso surge nos lábios de Jenna. Adoraria vê-la sorrir com felicidade.

“Apenas use mais roupas perto dele”, resmungo, afugentando seu sorriso, enquanto jogo seu moletom.

Ela o veste e faz uma careta para mim. “Não é como eu tivesse toneladas de opções para vestir.” A amargura em seu tom me apunhala.

Suspiro e sento-me no final da cama dela. Cora se afasta de mim, olhando-me com cautela. Ela parece muito melhor, o que me deixa grato.

“Como vão as coisas? Eles estão te dando comida?”

“Somente o suficiente e nem um pouco a mais.” Ela se senta ao meu lado, de pernas cruzadas na cama. “Certamente não é terrível.”

Viro-me para observá-la. De perto, vejo algumas sardas em seu nariz e bochechas. Principalmente, posso ver o fogo em seus olhos. Ela é definitivamente bonita demais — uma garota de quase dezoito anos — andando de um lado para o outro sem sutiã perto de homens pervertidos.

Como você?

Quase sorrio com esse pensamento. Não sou um doente que abusa de crianças.

“Eu estava cansado quando disse aquilo, mas certamente não quis que soasse assim”, asseguro a ela. “Só quis dizer que não é tão fácil eu te tirar daqui e te mover. Tem que haver alguma aparência de negligência ou abuso. Muita burocracia para ultrapassar. Nem estou aqui oficialmente.”

Jenna cerra os dentes, dando uma olhada em Cora. “Então eles podem nos deixar passar fome, só não nos tocar. Entendi.”

Pensamentos de Don ‘tocá-la’ fervem meu sangue. “Se ele pensar em te tocar, então vai se arrepender”, resmungo. “A qualquer um de vocês.”

As bochechas de Jenna ficam rosa e ela fica com os lábios entreabertos. Sim, linda demais. Fodidamente muito bonita para estar nesta casa com Don e seus olhares persistentes.

“Eu sinto muito”, ela diz antes de se lançar para mim.

O abraço que lhe dei tão livre e estupidamente no outro dia foi claramente permissão para ela fazer isso novamente. Estou atordoado quando ela me abraça de uma maneira que parece familiar e calorosa. Estou ainda mais atordoado que a abraço de volta.

“Há nada para se desculpar.” Minhas palavras são firmes e não dão espaço para discussão.

“Eu, uh, eu...” Sua voz some.

“Sim?”

O silêncio se prolonga. Como se ela quisesse me dizer mais, mas se impedisse. Isso me irrita. Não gosto do ambiente daqui, mas não posso revelar minhas opiniões. Preciso de mais.

“Não importa”, ela murmura com sua voz cansada e derrotada.

“Ligue para mim se precisar”, lembro-a antes de me afastar e ficar de pé. Agacho e bagunço o cabelo de Cora. “Tchau, garota.”

Cora resmunga e corre até Jenna, que a puxa para seu colo e me dá um pequeno aceno.

Eu saio com o coração pesado. Tudo em mim grita para me virar e salvá-las. Salvá-las de que, embora? Meus instintos não são suficientes. Preciso de mais. Quando estou no carro, pego meu laptop e faço uma pesquisa sobre Don e Barb. Nada de concreto, mas não me sinto bem. Ligo para meu amigo advogado, Nick.

“Alô?”

Resmungo as palavras. “Algo não está certo.” Mais como tudo. Tudo sobre a situação deles é errada. Não gosto disso nem um pouco.

“Os garotos?”

“Não apenas os meninos. Cora e Jenna também. Eu fiz algumas pesquisas, e esse casal é amigo de Juanita Aikens.” Pessoas ruins tendem a se juntar.

Ele fica em silêncio por um momento, e então posso ouvir a tensão em sua voz quando ele diz: “O que faremos?”

“Eu estava esperando que você soubesse”, digo a ele.

Não posso tirá-los. Não com base na alegação de uma adolescente de que não os alimentam e pela maneira assustadora como ele olhou Jenna. Não é o suficiente. Mas ainda não gosto disso, o jeito que ele a olhou. Chame de intuição.

“Deixe-me falar com August e ver o que podemos fazer”, ele responde com um suspiro forte.

Espero que o que for, seja suficiente.

Estou cansado de deixar essas crianças tristes.

Continue assistindo!
A história está ficando intensa! Mude para o App para continuar
Desbloquear Todos os Episódios
Abrir o Site Oficial

Você pode gostar

Capa do romance Amor e Destino
8.7
Criada pelos Hadley, Kaylee é obrigada a substituir a irmã em um casamento com Elijah Stephen, um herdeiro rico e malvisto. Embora ele pareça um playboy fútil, a convivência revela a bondade de Kaylee, apesar de sua cicatriz. O destino surpreende Elijah ao descobrir que ela é sua paixão de infância. Enquanto o amor cresce, Kaylee nota que o marido esconde habilidades brilhantes sob uma fachada de incompetência. Quais segredos Elijah guarda do resto do mundo?
Capa do romance Anéis Quebrados, Alma Inteira
9.3
Clara e Leo pouparam 300 mil euros para a casa dos sonhos, mas um enfarte do pai dela muda tudo. A cirurgia custa o valor exato da poupança, mas Leo nega o socorro, preferindo financiar o café da irmã. Humilhada pela família do marido no hospital, Clara percebe que eles valorizam o dinheiro mais que a vida humana. Diante da traição cruel do homem que amava, ela decide lutar. Clara enfrentará a todos nos tribunais para salvar o pai e conquistar sua liberdade.
Capa do romance Casada com o Diabo Bilionário
8.1
Renee Gallo enfrenta uma dívida perigosa com um agiota e, para proteger sua família, aceita um acordo extremo: casar-se com Dante Moretti. O herdeiro de Gustavo é temido por todos, carregando a fama de demônio devido à sua face assustadora e temperamento cruel. No entanto, a convivência revela uma realidade inesperada. O homem que aterroriza o mundo decide tratar Renee com uma devoção absoluta, oferecendo um afeto e mimos que ela jamais ousou sonhar.
Capa do romance Contos Na Estrada - Volume 01: Brasilia
8.2
Thiago Mondel abandona a rotina corporativa para explorar novos destinos, começando por Brasília. Numa padaria, ele conhece a vibrante Lídia, que o convida para celebrar sua aprovação em um concurso no bar Império. Entre drinks e risos com as amigas dela, surge um beijo apaixonado. Contudo, a noite toma um rumo inesperado quando Vanessa oferece carona a Thiago. Sozinhos no carro, uma nova tensão surge, revelando que o caminho da liberdade reserva surpresas imprevisíveis.
Capa do romance CONTRATO COM UMA VIRGEM
9.2
Aos 22 anos, Sabrina é uma jovem deslumbrante e ingênua que atrai olhares por onde passa. Para conseguir o cargo de secretária na empresa de pedras preciosas do exigente Leonardo Royal, ela decide esconder sua beleza sob um disfarce. Leonardo é um CEO bilionário, arrogante e mulherengo que nunca repete parceiras e separa trabalho de prazer. No entanto, sua regra de ouro é colocada à prova quando o destino o aproxima da misteriosa e fascinante Sabrina.
Capa do romance DESCOBRINDO O VERDADEIRO AMOR
8.7
Augusto Azevedo, herdeiro de um império construído pelo frio Leopoldo, planeja se casar com Emma Oliveira, uma jovem de origem humilde. Contudo, seu pai já lhe impôs Penélope Fernandes, a protegida e mimada filha de Gaspar, como noiva ideal. Diante da rejeição familiar, Emma questiona o futuro desse amor, enquanto Augusto tenta um acordo com sua prometida. Entre deveres nobres e sentimentos reais, esse triângulo enfrentará grandes dilemas e confusões.