
Entre Quatro Paredes Vol 1
Capítulo 3
Fiquei a tarde inteira pensando no encontro. Estou muito ansiosa. Tive que contar tudo para Jade e Eva e as duas quase ficam loucas. As duas foram para casa quase agora e me ajudaram a escolher uma roupa.
O Marcos é realmente lindo, tão bonito como o pôr do sol e como eu disse minha ansiedade é muita, não paro de pensar nele. Pego-me quase toda hora com um sorriso bobo na cara. Droga. O que aquele homem fez comigo em tão pouco tempo?
Já são 18h45. Não sei se ele é pontual, mas vou me apressar para colocar meu vestido preto de veludo. O vestido é bonito, simples e elegante. Possui alcinhas e um decote discreto, mas é colado no corpo. Como tenho uma cintura fina, o vestido me deixa sexy e é perfeito já que não sei onde iremos jantar. Minha sandália cor nude a qual possui um salto pequeno e fino combinou muito bem com o vestido.
Soltando o grampo da minha franja que cai ondulada eu respiro fundo me olhando no espelho do closet e sorrio. As borboletas estão agitadas em minha barriga. Fico me namorando no espelho até ouvir meu celular tocar. É uma mensagem dele. Bem baixinho escuto o barulho de uma porta de carro se fechar e sorrio abrindo a mensagem.
Estou aqui em baixo, faminto e ansioso para te ver
Guardo o celular na minha bolsinha e quase corro para vê-lo. Antes de sair, olho-me no espelho do hall de entrada e vejo se falta algo. Não! Está tudo okay. Abro a porta e o encontro encostado em seu carro. Dou um breve sorriso e tranco a porta atrás de mim. Quando viro ele já está ereto, com uma bela postura e todo bonitão. Marcos anda até mim e isso é o suficiente para eu esquecer como se anda. Respiro fundo e movo meu corpo devagar. Não quero cair por causa dos meus dois pés esquerdos e passar a maior vergonha.
Dando-me uma boa olhada, ele sorri, tira as mãos do bolso e me beija a bochecha de forma intensa, mas respeitosa. Céus, ele está muito cheiroso. Com as mãos em minha cintura ele passa os olhos devagar por meu corpo eu mordo o lábio em sinal de ansiedade. Ele exala tanta beleza e uma energia tão boa que quase não consigo me manter em pé.
– Você está sexy, se me permite dizer. – Fico corada e escondo meu rosto com minha bolsinha de mão – Desta vez eu rodo em torno de você, não se dê ao trabalho– Deixo escapar uma boa risada e o encaro quando ele termina a volta e fica na minha frente.
Marcos me devora com os olhos e passa a mão na barba bem-feita e com certeza macia. Suas sobrancelhas aliadas e perfeitamente feitas levantam num instante e eu respiro fundo tomando coragem de dizer algo.
– Obrigada, você também está lindo. – Quase que me engasgo. Quase que digo o quão gostoso ele é.
– Não tanto quanto você.
Marcos usa um estilo esporte fino e está magnífico como sempre. Seu blazer lhe deixa estiloso. Ele abre a porta do carro para mim e pousa sua mão na base da minha coluna quando chego perto. Na mesma hora sinto um frio na espinha e minhas pernas bambeiam. Sento-me na sua confortável e luxuosa Ferrari. É a primeira vez que entro em uma. A porta é fechada e eu inspiro fundo. Eu nem acredito que isso está realmente acontecendo, meu Deus. De onde saiu esse cara?
Marcos tem um aroma gostoso e isso me deixa louca. Um pouco excitada. Pouco. Estou tentando enganar quem? A presença dele passou a me deixar assim. Posso estar apressando as coisas, mas estou pensando se ele vai gostar da minha lingerie.
Não ouse me julgar! Eu quero e ele visivelmente quer também, somos solteiros, bonitos e eu quero curtir a vida e fazer loucuras. Ele entra no carro e eu mordo o lábio ao perceber que até entrando no carro o cara é sexy. Nunca conheci alguém com um ar tão poderoso assim.
Marcos pega o cinto, mas para e me olha. Aproxima o rosto e roça sua barba em meu maxilar quando cheira meu pescoço e deposita um beijo terno ali. A boca dele deve ser divina.
– Cheirosa. – Sorri e põe o cinto enquanto coloco o meu. – Quer me deixar louco só pode.
Isso tudo é uma loucura! Eu mal o conheço, eu sei, mas de alguma forma sinto-me um pouco à vontade com ele. Meio nervosa, claro, mas ele é uma pessoa que transmite conforto. Ele pode ser um psicopata, não pensei nisso antes. Rio mentalmente. Ele não é um psicopata. Espero.
– Essa boca está pedindo um beijo meu. – Ele diz com a voz mais sexy que existe. – Está sim.
Estampo um sorriso no rosto e levanto uma sobrancelha. Marcos da partida e eu começo a observá-lo de perto e com calma já que antes não tive tempo. Acho que todas as roupas desse homem são feitas sob medida, pois ficam perfeitas nele. Ele tem braços musculosos e o seu peito é bem sexy. Ele tem um maxilar marcado e sua barba, como eu disse antes, é bem alinhada. Queria poder passar a mão nela. Ele tem um pescoço grosso, com veias saltadas e ombros largos. Ele é magro e tem um volume grande na calça. Parece ser enorme. Olho para suas coxas grossas, mas meus olhos voltam para seu volume. É incrivelmente...
– Está gostando, Katherine? – Pergunta e me olha de canto.
Tomo um susto e olho imediatamente para a rua cheia de carros e bem iluminada. Meu coração com certeza bate mais forte e eu sinto meu rosto todo vermelho. Fui pega no flagra.
– Gostando? – Pergunto e ponho minha franja atrás da orelha.
– É, está gostando do que vê?
– Claro, a cidade é linda à noite.
– Então você estar olhando fixamente para mim foi impressão minha?
– Talvez – Ele dá risada.
– Talvez? – Olha para mim curioso.
– Olhos na rua, bonitão. – Faço ele olhar para frente num pretexto para tocar em sua barba. É macia sim.
Fico pensando na sensação dela entre minhas pernas.
Cruzo minhas pernas atraindo seu olhar para elas. Marcos é quente como um inferno e estou ficando com muito desejo e talvez um pouco de medo. Eu não o conheço e sei que é loucura sair com ele assim, mas seus olhos não expressam nenhuma maldade. Ele parece ser um anjo, mas com a sua malícia toda ele me tira completamente a concentração. Sinto algumas faíscas no ar, basta uma provocação e sei que pegaremos fogo.
– Mora sozinho, Marcos?
– Não, com meu irmão mais novo.
– O Alexandre?
– Sim, falou com ele, não falou?
– Falei.
– Caso ele tenha falado algo sobre mim, não acredite. É calúnia. – Dou risada.
– Ele não disse nada, fica tranquilo.
– Mas mexeu no seu celular. Ele é bem intrometido.
– O que ele viu?
– Suas fotos.
– E você com certeza viu junto.
– Eu não ia ver, mas eram lindas e não pude deixar passar. Eram como colírios. Você tem um corpo muito bonito e tem uma beleza natural inacreditável.
– Não tem problema, obrigada, eu não tenho nada a esconder. E obrigada, aliás.
– Nem aquelas fotos sensuais?
– Quais? – Fito o Marcos e ele me olha por um tempo antes de tornar a olhar para a frente.
– As que você tirou no espelho do seu quarto.
– Não são sensuais, são fotos normais.
– Boa notícia então. Você é sensual para caralho.
Agora eu já me sinto um pouco mais confiante ao lado dele. Antes que eu pudesse dar continuidade a conversa percebo que ele estaciona em uma rua deserta e tira o cinto. Respira fundo e me olha.
– Por que parou?
– Não aguento, eu preciso fazer uma coisa.
– O que? – Ele morde o lábio olhando para minha boca.
Olhamos com lascívia para os lábios até que miramos um na boca do outro e acertamos em cheio. Sinto uma explosão quando beijo sua boca e passo a querê-lo muito mais. Um choque passa pelo meu corpo todo, seu gosto é incrívelmente gostoso, sua língua explora cada canto da minha e é como se só existisse eu e ele no mundo todo. Sinto frio na barriga e só com esse beijo os músculos a baixo da minha cintura dão sinal de vida implorando por atenção. Paro de beijar e olho para ele. Ele me deu a deixa para atacar e eu vou montar nele agora.
Tiro o cinto e ele entende o recado. Suas mãos agarram minha cintura então consigo montar nele com mais facilidade. Sua mão grande puxa meus cabelos e sua boca começa a venerar meu pescoço. Consigo sentir seu membro no meio das minhas pernas e gemo quando suas mãos passeiam pelo meu corpo no mesmo momento em que sua boca me possui com ferocidade e avidez. Minha língua roça na dele o tempo inteiro e minhas mãos ficam perfeitamente posicionadas em seu maxilar. Sinto desejo e percebo um clima mais que quente entre nós dois. Olha, eu mal o conheço, mas mesmo assim, sinto como se tivéssemos uma química muito forte. O beijo encaixou como nunca e eu não faço ideia do que estou fazendo.
– Eu desconfiei que o beijo seria gostoso, mas ultrapassou minhas expectativas. – Murmura com sua voz rouca e sorri.
Marcos tem um hálito maravilhoso. Esfrego meu nariz no seu e fito seus olhos. Aliviando minha vontade passo os dedos por sua barba e depois meu dedão por seu lábio. Ele põe os dedos em meu queixo e toma minha boca novamente cedendo-me um beijo molhado, tentamos manter um ritmo lento, embora isso seja difícil. Parece haver um imã nas nossas bocas, nossas línguas praticamente dançam umas com as outras. Marcos desce as mãos até chegar em minha bunda, a qual ele apalpa e acaricia abrindo minha carne. Ele me excita e me toca como se eu fosse dele há muito tempo.
É uma maravilha sentir seus lábios incrivelmente gostosos tocando nos meus que roçam em sua barba bem-feita. Pode até cortar o clima, mas eu não quero fazer nada com ele aqui no carro, então tenho que me conter e parar com esse fogo. Ainda acho tudo isso meio doido, mas no carro não. Não hoje! Não vou poder apreciar todo o corpo dele e quero luz e claridade para olhar cada pedaço de perdição.
– Podemos ir para outro lugar? – Pergunto ofegante com os lábios ainda nos dele.
– Claro! Eu ia te levar a um restaurante, mas que acha de irmos para minha casa? – Sorrio para ele. - Podemos jantar lá. E só jantar se quiser. Você quem devide. – Sorrio e mordo o lábio. – Estou cheio de fome.
Marcos aperta minhas nádegas com as duas mãos e morde meu lábio.
– Pode ser. Gosto da ideia. – Olho para o seu cabelo e vejo que está todo bagunçado, mas ele está sexy assim.
Abaixo a cabeça meio corada e sorrindo.
– Ei! – Ele levanta meu queixo e me lança um sorriso incrivelmente sexy – Você é linda, Katherine! – Marcos me envolve novamente com os braços e morde meu pescoço.
Marcos possui minha boca outra vez levando-me ao delírio, ele me prova pela segunda vez com vontade e desejo, pressiona minha nuca e suas mãos passeiam pelo meu corpo até chegar aos meus cabelos dando leve puxadas para me deixar louca.
Minha nossa, eu estou ficando doida mesmo, vou ir para casa de um cara que não conheço, mas ele me atrai assim como açucar atrai formiga.
Não demora muito, mas quando chegamos em sua casa confesso que fiquei de boca aberta. O cara tem uma puta casa. Ele deve ser um palestrante muito bom ou vir de família rica. Na verdade, eu não me lembro bem qual sua profissão, quando eu disse que não tinha prestado atenção na palestra, por motivos plausíveis, eu estava falando sério.
Para que pudéssemos chegar até a enorme porta do hall, ele teve estacionar em frente a uma grande e moderna escada toda preta. Meus saltos fazem barulho enquanto subo. Fico encantada e distraída demais com a beleza do casarão. Agora, observando todo o hall de entrada calmamente, encanto-me pelo aparador preto e depois para o enorme espelho na parede oposta que vai do teto ao chão, que com certeza é um caro e luxuoso mármore.
– Fique à vontade. – Diz tirando o blazer e colocando num closet ao lado do aparador. – Vamos, querida.
Põe a mão na base da minha coluna e me conduz até os três grandes degraus que dão para uma enorme escada e a sala de estar. Continuamos andando, meus saltos fazem barulho no chão mais uma vez e eu observo cada parte de sua linda casa. Espero que o pau dele seja tão grande quanto a casa. Rio mentalmente, não pude evitar pensar isso! Esquece essa parte!
Assim que entramos na sala de TV damos de cara com um homem deitado no sofá de bruços vestindo apenas uma cueca boxer branca, ele tem uma bunda redondinha e malhada, costas bem definidas, corpo tatuado, coxas na medida e se de costas já é um pecado mal posso esperar para vê-lo de frente. Ele me vê ao lado do Marcos e logo levanta parecendo meio sem graça por estar só de cueca. Seguro o riso e olho para baixo. Ele parece um pedaço de mau caminho assim como o Marcos.
– Ahh... Nossa... Oi, Katherine... você é a Katherine, né? – Conheço essa voz. – Prazer em finalmente conhecê-la. Você é mais bonita pessoalmente. – Bate algumas palminhas que me fazem rir e agradecer ao elogio.
A timidez dele vai toda embora e agora me sinto um porco em frente a um leão. Ele deve ser o Alexandre, irmão do Marcos. Sorrindo para mim, ele parece relaxar um pouco. Ele me concede um beijo na bochecha e ainda estampa um belo e encantador sorriso em seu rosto lindo.
– Sou sim, prazer, Alexandre. – Tento não olhar para o seu corpo, mas é impossível.
– De cueca, Alexandre? O que aconteceu com suas roupas?
– Acredita que fomos invadidos e roubaram todas?
– Se foram os seus contatinhos frustrados pela falta de atenção que dá para eles eu acredito sim. – Alexandre solta uma pequena risada e eu luto contra meus olhos para não ficar fixamente olhando para ele.
Pela terceira vez recebo seu olhar de desejo e quando a perdição na minha frente olha em meus olhos, tento controlar a sensação gostosa e desejosa entre minhas pernas. Alexandre é tão voluptuoso quando Marcos e seus olhos também são atordoantes, porém são mais claros e um pouco azuis.
– Desculpa estar só de boxer, Katherine. Eu não sabia que você vinha, o bonitão disse que chegaria mais tarde. – Aponta para o Marcos com o queixo.
– Katherine, se importa de ficar com o garanhão por um tempinho? – Pega em meu braço carinhosamente e depois em minha nuca. – Vou providenciar o jantar e resolver alguns problemas que não podem ser adiados.
– Sem problemas, Marcos. – Respondo ainda atordoada com o rumo que esta noite está tomando.
– Pedi comida japonesa. – Alexandre diz – Ou prefere comer as frescuras nobres com nomes franceses ou italianos que ele tem a oferecer?
– Frescuras nobres que você come todo dia. – Marcos rebate num tom humorado.
– Acho que comida japonesa está ótima – Falo e ando um pouco pela grande sala.
– Tem certeza? – Marcos pergunta e eu viro-me de frente para os dois.
– Sim, posso experimentar as frescuras nobres outro dia. Não tem problema, e além do mais eu adoro comida japonesa.
– Okay. Vou estar no escritório e já venho. – Anda até mim e beija minha bochecha. – Fica à vontade que a casa é sua.
Marcos se retira da sala e Alexandre atravessa o local em direção a um bar.
– Posso te oferecer uma bebida? – Pergunta.
– Claro. – Respondo olhando para suas costas largas e muito bonitas.
Aperto minhas mãos umas nas outras para reprimir a vontade de deslizar pela sua carne musculosa. Alexandre é bem viril e tão bonito quanto o irmão. Com duas taças na mão ele vem até mim e me estende uma.
– Por favor, senta. – Diz e eu faço. – Se me permite... – Olha para mim. – Você ficou deslumbrante nesse vestido. Realçou todas as suas curvas. – Bebe um gole do vinho. – Você deve ser importante para ele.
– Por quê?
– Ele geralmente não traz mulheres aqui.
– Ele pediu para você me dizer isso?
– Não. É a verdade, ele não traz mulheres aqui.
– Deve ser um engano da sua parte dizer que eu sou importante, ele me conheceu ontem. Não temos nada, ainda vamos nos conhecer. – Falo e tomo o vinho terminando as preciosas gotas da taça.
Alexandre me serve mais e eu não consigo recusar, é delicioso.
– Bom saber.
– Vai ficar de cueca? – Cruzo as pernas.
– Te incomoda? Posso por uma roupa se quiser. – Fala um pouco mais baixo e com um tom malicioso.
– Não e não se dê ao trabalho, a casa é sua e eu sou a intrusa. – Eu mesma não consigo identifica meu tom. Não sei se falei sério ou brincando. Meu Deus! Esse homem não pode se atrever a colocar uma roupa.
Ele é igualzinho o irmão. Gostoso, tem um porte grande e é hercúleo. Será que um ménage seria bom com os... Que? Não! KATHERINE, controle essa mente safada, que ideia maluca... Mas ter os dois juntos não seria nada mal. Tenho uma imaginação fértil, que homem aceitaria isso? Outros talvez, mas Marcos não. Embora fazer loucura seja bom, por enquanto não vou arriscar. E mesmo se pudesse, eu talvez daria com o pé para trás. Sou confiante, mas os dois parecem ser muito para mim.
Ao longo da nossa curta conversa, Alexandre foi aproximando-se cada vez mais e começando a flertar discretamente. Mesmo com o seu charme de libertino, achei o Alexandre encantador. Seu sorriso deve deixar todas as vítimas loucas.
– Que inferno! Ninguém resolve porra nenhuma. – Ouvimos a voz do Marcos e então ele entra na sala com seu celular na mão e me faz levantar grudando-me no seu corpo. Ele está vestido demais. – Meu anjo. Peço desculpas, não estava nos planos, mas preciso sair por alguns minutos, mas eu volto rápido. – Sorrio.
– Não tem problema. Eu espero. Seu irmão é uma ótima companhia. – Ele olha para o irmão serra os olhos humorado.
– Eu sei que esse libertino é uma ótima companhia. É um devasso, não de trela a menos que queira mesmo. Qualquer um já teria colocado uma roupa. – Marcos me dá um selinho e morde meu lábio. – Qualquer outra já teria brigado comigo e ido embora.
– Porque são burras. – Falo e o olho.
– Você é maravilhosa. – Beija meus lábios de jeito rápido, intenso e gostoso. – Já volto, Ale.
– Não vai me beijar também?
– Não curto homens e muito menos incesto.
Quando me solta e vai embora eu me sinto um pouco vazia. Eu poderia ficar para sempre nos braços dele enquanto me beija e me devora com sua boca faminta e gostosa. Sentindo-me confortável, já que nem se eu quisesse ficaria mal ou desconfortável com o Alexandre sem roupa na minha frente, deixo a taça na mesa de centro e sigo-o. Alexandre quer me mostrar outras partes da casa, ele tecnicamente leu meus pensamentos. Eu estava doida para ver mais.
A casa é realmente enorme e muito bonita, tem um toque masculino e é cheirosa. Logicamente o cheiro dos dois. Entramos em uma suíte muito bonita. Algo me diz que é a do Alexandre. Ando pelo lugar e sorrio ao encontrar algumas fotos dos dois irmãos juntos. Alexandre me observa e eu continuo olhando para o quarto bem decorado com tons de preto, bege e azul. Ambos têm um olhar bem penetrante e intenso, isso percebi muito bem.
Durante o tour eu não pude deixar de olhar para o Alexandre de cima a baixo. Assim como o irmão, Alexandre é bonito, tem um corpo grande, lábios finos, barba bem-feita, um sorriso safado e olhos que quando estão te encarando fazem suas pernas falharem miseravelmente. O irmão mais novo tem o torso forte como o de um gladiador, possui tatuagens é preciso controle para não pular em cima dele.
– Vocês têm mais irmãos? – Pergunto e o olho percebendo que está ficando perto demais.
– Não. Somos só nós dois. – Diz meio sério olhando para minha boca. – Você realmente é muito bonita. Tem uma carinha de mulher esperta... – Meus lábios curvam-se do lado direito e minha sobrancelha é erguida. – Deve ter os homens aos seus pés.
– Errado, não tenho nenhum homem aos meus pés.
Alexandre passa a mão no meu longo cabelo e aproxima-se devagar. Ele deposita um beijo meio pegajoso em minha bochecha enquanto suas grandes mãos compostas por dedos longos agarram minha cintura. Olho para seu pau e noto que está bem ereto e... Céus! Imenso. O clima esquentou bastante e estou tendo alguma noção do quão quente o Alexandre pode ser. Meu rosto fica bem em frente ao seu peitoral inflado por conta de sua tão maravilhosa altura.
Como dou permissão com os olhos, sua boca é arrastada pela minha pele e novamente sinto um frio na barriga e desejo. Respiro fundo e ponho as mãos em seu peito na tentativa muito falha de afastá-lo. Estou aqui por causa do Marcos e não por causa da tentação que é o irmão dele. Está bem difícil me controlar com sua ereção roçando na minha barriga e provocando-me desta forma.
– É melhor não... – Falo antes que ele me beije.
– Está preocupada com o que, anjo? – Morde meu pescoço e não consigo deixar de passar meus dedos por entre seus cabelos sedosos.
– Eu estou saindo com seu irmão, o que ele vai pensar de mim? – Ele sorri.
– Relaxa. É a última coisa com o que tem que se preocupar.
– Não sei não, Ale.
– Fica tranquila. Você quer, não quer? – Pergunta e me dá um selinho.
Apenas esse simples e rápido toque faz minha libido aumentar.
– Ele não vai pensar nada, não vai ficar bravo e não vai brigar com a gente. Agora me beija.
Alexandre toca meus lábios com os seus e não posso deixar de soltar um gemido de prazer. Minhas mãos deslizam por todos os seus músculos rígidos. Seus ombros são largos e seu pescoço sexy. Minha nuca é pressionada para que o beijo fique mais intenso, esse primeiro contato é arrebatador e nos beijamos como se quiséssemos nos comermos vivos. O ímpeto de nossos lábios não acaba nunca e nos faz ficar cada vez mais ardentes. Sinto sua língua me saborear e faço o mesmo, pois sua boca é uma delícia que deve ser apreciada. O beijo tira todo o ar ao meu redor e ficar envolvida por seus braços é delirante.
Em um elã ele deita comigo por cima e passa a mãos pelo meu corpo. Acaricio seu peito vigoroso e não ouso parar de beijá-lo. Dois beijos arfantes e prazerosos em um dia só são magníficos. Enquanto nos tocávamos ele tratou de tirar meu vestido e apenas desfez o contado para que o tecido passasse por minha cabeça. Seus olhos azuis fitam meus seios e não deixam de mostrar fascinação e interesse total por eles.
– São lindos, Katherine. – Diz embevecido.
Captura um deles com a boca e geme levemente. Minhas costas tocam o macio lençol da cama enquanto uma trilha de beijos é feita pelo meu corpo. Sinto minha calcinha ficar cada vez mais molhada por causa de seu toque e fecho os olhos para poder apreciar cada carícia. Alexandre abre minhas pernas e passa os dedos pelo tecido fino e rendado da minha lingerie. Ponho minhas mãos na parte de trás dos meus joelhos e o observo arrastar minha calcinha para o lado e sorrir.
Se eu apenas sentisse seria pouco, então o olho fixamente e solto um longo gemido quando vejo Alexandre me abocanhar com vontade e precisão. Ele me beija de língua acariciando meu ponto mais sensível enlouquecendo-me.
– Sua bocetinha é doce. – Murmura e torna a me sugar algumas vezes. – Muito gostosinha.
Abre meus lábios e passa a língua lentamente mantenho o olhar conectado com o meu, penetra dois dedos e começa fazendo movimentos lentos para me provocar. O modo como sua boca e seus dedos me estimulam é um total deleite para mim. Alexandre me beija um pouco mais rápido e seus dedos já não estão mais dentro de mim e sim mantenho minha intimidade levemente aberta. Gemo mais alto e posiciono minha mão em sua nuca, puxo seus cabelos quando sua mão livre agarra meu seio... Não dá para pensar em nada, apenas em sua língua e na incrível habilidade de fazer-me revirar os olhos. Ele faz isso tão bem, estou me sentindo uma traíra por estar permitindo isso, mas está tão gostoso. Sinto umas das melhores sensações do mundo depois de me contorcer e forçar sua boca contra meus lábios inchados e melados, o orgasmo. Pulso em sua boca e fecho os olhos para sentir sua língua dar atenção ao meu clitóris.
Alexandre levanta e se livra de sua cueca ficando de joelhos na cama, seu pau parece ser aveludado então ponho na boca sentindo a maciez e a vontade enorme de socar na minha garganta. Além de macio é um pau gostoso. Grossa, dura, com veias pulsante e uma cabeça e inchada de tesão, sua ereção escorrega em minha boca com facilidade. Faço movimentos circulares com a língua na cabeça do seu membro e depois desço a boca junto com a minha mão na mesma sintonia e ritmo. Ouvir seu gemido de prazer acompanhado de um sorriso safado alimenta minha sede que tenho dele. Deixo-o louco com minha boca e seus dedos entrelaçam meus cabelos fazendo um coque improvisado. Deslizo minha língua por seus testículos ao mesmo tempo que o masturbo. Sorrio mordendo o lábio para ele no momento que me olha.
– Cacete, Katherine. – Arfa.
Volto a chupar seu pau com vontade e não paro até sentir seu jorro cremoso transbordar pela minha boca. Ele avisou e tentou não gozar na minha boca, mas eu não dei ouvidos. Continuo a lamber sua longa e grossa extensão melada e sorrio para ele.
– Você é incrível – Murmura e beija meus lábios subindo em cima de mim.
– Alexandre? Não acha melhor parar? Eu me sinto um pouco culpada.
– Não se sinta. – Recebo um beijo na testa. – Se quer parar... – O celular dele toca.
Reparo que tem a foto do Marcos na tela e o famoso peso na consciência bate na minha porta. Alexandre sai de cima de mim e eu fico por um momento hipnotizada com todos os seus músculos bem definidos. Ele termina de falar com o irmão e joga o celular na cama.
– Ele disse que já está voltando. Era um problemão de trabalho e te pediu desculpas pelo imprevisto.
– Eu tenho que pedir desculpas para ele. – Levanto da cama e trato de colocar minha roupa.
– Você ainda não acredita que está tudo bem, não é?
– Exato. Eu estou saindo com seu irmão e acabamos de... de fazer sexo oral um no outro.
– Eu cuido disso.
– Ele vai pensar que sou...
– Não vai pensar nada. – Diz quando termina de vestir a calça moletom e uma camisa preta colada em seu torso trincado. – Vamos.
– Posso lavar minha boca antes? – Pergunto indo até o banheiro.
– Claro, tem uma escova nova na primeira gaveta se quiser.
– Quero sim, obrigada.
Antes que eu fosse, ele me beija a testa e me olha com charme.
– Relaxa...
Assim que termino eu o sigo até sala de estar. Alexandre senta no sofá e eu aconchego-me do seu lado. Sinto minhas bochechas vermelhas então olho para minhas mãos em meu colo.
– Katherine. – Alexandre sorri meigo e beija meus lábios delicadamente. – Não se preocupa, não é porque você é mulher que você precisa se sentir culpada agora, você quis transar e eu também, se eu não vou ser taxado como um vagabundo, você também não. Eu quis, eu sou homem, você quis e você é mulher. A diferença entre nós dois é que eu tenho um pênis e você não. Eu e o Marcos temos o mesmo pensamento sobre isso. Acho as mulheres incríveis e odeio esses caras que gostam de rebaixá-las só pra se sentirem melhor. Vocês são... – Fito ele fascinada com seu pensamento e suas palavras... – Poderosas, porra, como conseguem sangrar todo mês, ficar com os pés doendo por causa do salto alto, ser organizadas, estarem sempre se preocupando em fazer unha cabelo e maquiagem? Vocês são os melhores seres do mundo, e nunca deixe um cara te desrespeitar, te desvalorizar ou te taxar de alguma coisa ruim por fazer uma coisa que a sociedade diz ser normal e aceitável só para os homens fazerem. Tipo transar com um cara que conheceu a alguns minutos e que agora está totalmente hipnotizado pela sua beleza e corpo e ainda está delirando e lembrando de cada momento que aconteceu naquele quarto.
Fico sem palavras por um tempo olhando sorrindo e com os olhos arregalados, ele é maravilhoso. Os dois são. Fico pensando como eu vim para aqui. Em uma mansão conversando com um cara que estava só de cueca e acabou de me fazer revirar os olhos na cama com sua língua maravilhosa, e além do mais esperando outro Deus grego que beija mais que bem e me faz delirar quando suas mãos estão pelo meu corpo. Marcos e Alexandre. Quem são esses homens? Céus...
– Ok. Belas palavras. – Ele beija minha bochecha.
– Posso fazer uma pergunta?
– Claro.
– É íntima. Tem problema?
– Não.
– Você já fez ménage? – Ele abre um sorriso de orelha a orelha.
– Não, mas eu faria por experiência... Eu acho.
Ouvimos barulho da porta e meu coração dispara. Fico com frio na barriga e começo a suar frio. Marcos chegou. Alexandre me olha e beija novamente minha bochecha.
– Vou falar com ele.
Alexandre vai para a cozinha e acabo seguindo, não pude deixar de ouvir a conversa. Quero saber o que o Marcos vai falar e como ele vai reagir. Será que estraguei qualquer chance que eu possivelmente teria com ele?
– Marcos, preciso falar uma coisa.
– Fale. – Ele tira o blazer.
– Eu e a Katherine transamos.
– Vocês o que? – Ele fala um pouco mais alto.
– Na verdade, eu chupei a Katherine, foi incrível. E ela retribuiu o favor com muita habilidade. – Fica um silêncio.
– Como ela é lá embaixo?
– Perfeita, não vai me socar?
– Sabe que não.
– Claro, você já pegou uma das minhas.
– Não ligo de dividir mulheres com você. E não foi de total culpa minha, elas deram em cima.
– Sabia que era mais de uma.
– Eu estava solteiro e elas com fogo. Combinação perfeita.
– Você é um cretino.
– Você é mais, mal conheceu a Katherine e já colocou a boca nela.
– Já olhou para ela? Se eu deixo passar eu sou um idiota. E aquela coisinha linda não tem só beleza não meu querido, é mais que isso. Muito mais.
– Eu já imaginava.
– Está apaixonado? E me deixa adivinhar, é à primeira vista.
– Você é um idiota. Como foi a festinha lá em cima?
– Não muda de assunto. – Alexandre diz rindo.
– Quer me dizer como foi? – Diz impaciente
– Estávamos no sofá, fui mostrar a casa para ela e o clima esquentou. Ela recusou minhas primeiras tentativas, ficou com medo do que você ia pensar dela. Mas eu consegui, e foi o melhor oral que já recebi. Não estou brincando. Os seios dela são duas perfeições redondinhas, Marcos. São lindos, ela tem uma cintura fina e sua pele é totalmente aveludada. Os lábios são incríveis de tão macios. – Ouço seu suspiro. – Ela parece um fim de tarde numa ilha deserta, com uma brisa gostosa e o cheiro do mar. Estou dizendo ele é delirante.
– Depois eu quem estou apaixonado. – Marcos solta uma risada gostosa. – Está de pau duro até agora?
– Agora me entende?
– Sim. E agora sei que não tenho um irmão gay – Ouço o Marcos rir novamente.
– Vai se ferrar. – Rebate.
– Queria ter visto a cara dela ao ver que seu pau é pequeno.
– Maior que o seu. Assim já basta.
– Nem em sonho. Como era a lingerie dela?
– Calcinha fio dental preta e a renda era tão delicada que parecia que ia rasgar com qualquer puxão mais forte.
– Ela já tinha algo em mente...
A campainha toca e eu levo um pequeno susto esbarrando num vaso enorme e com certeza caro. Meu coração acelera, mas com um bom reflexo agarro-o deixando no lugar e volto até a sala de estar. Vejo uma mulher baixinha e morena passar rapidamente pela sala. Ela não me viu, mas isso foi suficiente para eu tomar outro pequeno susto. Isso que dá ficar fazendo coisa errada!
Alexandre e Marcos aparecem na sala juntos e eu dou meu melhor sorriso, sendo retribuída generosa e lindamente pelo Marcos. Com toda sua confiança e passos leves ele chega até mim e toma minha boca num impulso. Minhas mãos passam por seus braços e deslizam até seu pescoço, sinto um frio na barriga e agradeço por ele beijar tão bem. Sinto sua barba em meus lábios e gemo baixinho contra sua boca macia e com gosto de vinho. Nosso beijo é selado e nossos olhos se encontram com veemência, a mesma de uma forte excitação.
– Alexandre falou com você?
– Sim, e não se preocupa, Katherine. Não vou te julgar. Eu já desconfiava que ele iria tentar algo. Alexandre é sem vergonha.
– Somos, Marcos.
– Deve estar faminta, vamos para a sala de jantar.
No meio dos dois eu ando graciosamente com meu salto fazendo barulho pelo piso. O som soa diferente quando entramos no local aconchegante e com uma luz reduzida causando um bom clima. Olho para a madeira rapidamente antes de atentar-me para a mesa perfeitamente posta e para a mesma mulher que vi passando como um raio.
– Katherine, essa é a Rebecca, nossa governanta barra mãe. Sem ela estaríamos perdidos.
– Prazer, Rebecca. – Falo e ela beija minhas bochechas.
– Que moça mais linda.
– Fala se não sou sortudo. – Marcos diz e eu fico vermelha.
– É um descarado. Um bonitão descarado. – Rebecca diz sorrindo para os dois.
– Gostei dela. – Falo antes de ela olhar-me com carinho e retirar-se da sala.
Marcos puxa uma poltrona para mim e eu sento cruzando minhas pernas.
– Muito obrigada.
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