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Capa do romance Duas vidas, um recomeço

Duas vidas, um recomeço

Tom Willians, magnata da tecnologia e fundador da San'teck, luta pela guarda de Luan. Mesmo após descobrir uma traição e que o menino não é seu filho biológico, seu amor paterno prevalece. No mesmo cenário, Elizabeth tenta reconstruir sua vida após um trauma brutal e a injustiça causada pelo filho de um prefeito. Ao se tornar secretária na empresa de Tom, surge uma conexão inesperada. Ambos buscarão superar feridas profundas para encontrar confiança e um novo amor.
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Capítulo 3

* Tom Narrando

A semana passou voando, e eu estou cada dia mais estressado sem meu filho. Ontem eu tive uma audiência da guarda do Luan, e as coisas não estão fáceis, Luiza está tentando complicar minha vida, mas eu vou lutar pelo meu filho, ou eu não me chamo Tom Willians. Luiza, me ligou, pediu para marcarmos um horário, eu não quis marcar aqui na empresa, vai que a maluca resolva fazer seu show. Marquei com ela na cafeteria perto do meu apartamento, depois que eu sair da empresa, como hoje é sexta feira, e nosso expediente finaliza, mas cedo, e não irá me atrapalhar, mas minha vontade era de ir logo, queria muto saber o que ela está planejando, porém eu tenho uma reunião para confirmamos a abertura de mais uma de nossas lojas, essa será inaugurada no shopping de New York, uma loja enorme com todas das nossas tecnologias de ponta.

Saio da minha sala e vejo Liz e Bruna, minha secretária, conversando, as duas estão se dando muito bem, eu até queria saber o que elas conversavam, mas elas perceberam minha presença e pararam de falar.

- Senhor, Tom, aqui estão todos os documentos para a reunião. – Diz Bruna me entregando a pasta com todas as documentações.

- Obrigada, Bruna, já está pronta. – A questiono.

- Sim, senhor. – Responde de imediato.

- Liz, e Layla? – A questiono

- Já está vindo senhor, está em uma ligação. – Responde de cabeça baixa. Eu já percebi isso, Liz, só fala com as pessoas de cabeça baixa. E isso fica martelando na minha cabeça, o porquê ela só fala assim.

- Estou pronta. – Layla diz saindo de sua sala com uma cara péssima.

- Layla, que cara é essa? – A questiono.

- Karen. – Diz com ódio.

- O que essa mulher quer em? Mas, depois conversamos sobre ela, vamos, temos uma reunião agora.

Nossa reunião ocorreu perfeitamente, marcamos a abertura da loja para o próximo final de semana, pois já estava tudo pronto, só faltava a inaugurar. Eu e Layla sempre comparecemos em todas as aberturas, de todas as lojas. Assim que a nossa reunião acabou, saímos da sala de reuniões e eu fui direito para a sala de Layla, quero saber o que aquela infeliz quer com minha irmã. Karen é nossa madrasta, ela odeia nos odeia, mas ela inferniza mais a minha irmã, pelos simples de Layla, ser o xodó do nosso pai. Nossa mãe faleceu assim que deu luz a Layla, parto difícil, e minha mãe acabou não resistindo. Alguns anos depois meu pai se casou com Karen, e ainda veio de brinde sua irritante filha, Alison, essa garota me irrita, e vive dando em cima de mim, Karen já até tentou nos casar, mas só se eu for maluco para se casar com ela. Nem casar eu queria, só me casei com Luiza, pelo meu filho. Eu não sei o que meu pai viu naquela mulher.

- O que aquela mulher queria, Layla? – A questiono entrando em sua sala, e fechando a porta.

- Ela ligou para falar da festa beneficente da associação de amanhã. – Disse. E droga eu me esqueci dessa porra.

- Ela só te ligou para isso?

- Não, ela ligou para informar que EU, não vou poder entrar com meu pai na festa, que os primeiros entrarem serão, ela, nosso pai, e a pentelha da filha dela, e que eu iria entrar depois, poxa, Tom, foi nossa mãe que fundou. E há, e ainda disse para eu arranjar um acompanhante, nem que seja um garoto de programa, pois eu já estou ficando mal falada na associação como encalhada. E aí eu discuti com ela, falei que eu e a filha dela temos a mesma idade, e que ela também nunca foi acompanhada. Sabe o que ela disse?

- O que?

- Que ela colocou seu nome como acompanhante da filha dela, pois como você e Luiza se separaram, vocês dois precisam se entender de uma vez, e se casar logo.

- Filha da puta. O caralho que aquela garota vai ficar andando atrás de mim.

- E o que você vai fazer? – Me questiona.

- Ainda não sei. Vou pensar.

- Pense logo, ou vai ter uma seguidora amanhã, e ela não vai te largar.

Me sento na cadeira de frente para minha irmã pensativo. Ouço batidas na porta e minha irmã manda entrar.

- Layla, só queria saber se ainda vai precisar de mim? – Liz pergunta.

- Não, pode ir. – Ela responde e quando eu olho para ela, tive uma ideia.

- Fica, Liz. Senta- se, aqui por favor.

- Tom? – Layla me olha intrigada.

Liz me olha assustada, mas se senta, seu olhar era de assustada.

- Eu fiz alguma coisa errada senhor, Tom? – Questiona nervosa.

- Não. Fique calma, não é nada demais. Eu só quero te convidar para ser minha acompanhante amanhã em uma festa beneficente. – Falo e ela arregala os olhos.

- Não, senhor Tom, por favor não. – Responde bem nervosa, ou melhor com medo.

- Liz, se acalma. Será só uma festa, que eu sou obrigado a ir, e a Layla, também vai estar, você só irá me acompanhar, por favor, Liz. – Falo e ela me encara bem assustada.

- Liz, por favor. Pode confiar no Tom, olha, se você fizer isso não vai ajudar só ele, vai me ajudar também, nos ajuda a infernizar nossa madrasta que tanto nos inferniza, por favor, não quero que a lacraia da filha dela ande agarrada nos braços dele, eu odeio as duas.

- Layla! – Ela diz toda desconcertada.

- Por favor, Liz, é só uma festa beneficente. – Layla diz, e nossa, eu amo a minha irmã.

- Eu não tenho nem roupa para essas festas de vocês. – Diz cheia de vergonha.

- Isso não será um problema. É só dizer que sim. – Falo.

- Eu não sei. – Disse receosa.

Pego nas mãos dela e ela me encara de olhos arregalados, eu não sei por que, mas ela perecer ser muito assustada. Mas eu olho em seus olhos.

- Confia em mim, não será nada demais, só uma festa. Olha, eu só estou te pedindo isso para a filha da minha madrasta não ter que ficar no meu encalço. Eu a odeio, a Layla a odeia, e eu vou ser sincero, eu só vou nessas festas, porque quem fundou essa associação, foi nossa minha mãe, ela faleceu, e quando meu pai se casou com a... Karen, ela assumiu o lugar da minha mãe, mas eu só vou nas festas, porque em todas elas, a minha mãe é homenageada. – Falo e pela primeira vez ela olha em meus olhos.

- Tá bom, eu aceito, mas será só para te acompanhar né, não preciso fazer nada? – Ela questiona.

- Não, só me acompanhar, fica tranquila. – Falo.

- Liz, não se preocupa, eu vou estar lá, e vou ficar sempre com você. – Layla diz.

- Está bom, eu aceito. – Ela diz e Layla sorri batendo palmas.

- Muito obrigada, eu te pego amanhã às oito, me passa seu endereço, vou mandar entregar um vestido para você. – Falo.

- Não, não precisa se incomodar senhor Tom, eu dou um jeito com meu vestido.

- Precisa sim, você está nos ajudando. – Layla diz.

- Tudo bem, se é assim. – Disse. – Posso ir?

- Pode, obrigada mais uma vez. – Falo, ela assente com a cabeça e saí.

- Tom? Você está interessado, na minha secretária? – Layla questiona.

- Claro que não, Layla, eu só não quero chegar lá amanhã e ter uma praga me seguindo, aquela garota parece um carrapato. – Falo e ela tenta analisar minha resposta, mas eu não estou mentindo, bom, não na parte que eu não quero a Alison me seguindo, porque eu estou interessado sim na Liz.

- Certo. Obrigado, e bom, eu também não vou sem acompanhante. Eu estou namorando, e eu já falei com ele, vou apresentar ele ao papai amanhã, e você também, claro. – Ela fala toda sorridente.

- E por que você não esfregou isso na cara da Karen na ligação?

- Porque eu quero ver a cara dela, quando eu for apresentar meu namorado. – Disse.

- Estou feliz por você, e eu preciso ter uma conversa muito séria com esse homem. – Falo.

- Nem começa, Tom.

- Só estou protegendo minha irmãzinha,

- Haa, eu te amo. – Diz.

- Eu também, minha amora. Eu já vou indo, Luiza quer conversar comigo, seja o que Deus quiser. – Falo e saio de sua sala.

Saio da empresa e vou direto para a cafeteria me encontrar com Luíza, mas como sempre, ela está atrasada. Luiza, sempre foi uma mulher desajuizada, bonita, mas não vale nada. Peço meu café do jeito que eu gosto, preto e sem açúcar. Olho para a entrada e vejo Luiza entrando com o amante dela, ela só pode estar de brincadeira com a minha cara.

- O que esse homem faz aqui, Luiza? – Questiono.

- Ele já está indo. – Disse, e se despede dele.

- Fala logo o que você quer, não tenho tempo para suas ladainhas. – Falo nervoso.

Ela pede um cappuccino para ela e começa a falar.

- Quero propor um outro acordo. Eu te entrego a guarda do Luan para você, mas eu quero um apartamento e cento e cinquenta mil euros, para eu recomeçar a minha vida. Caso contrário, obrigo o pai verdadeiro do Luan registrar ele, e aí você perde o Luan de vez.

- Então, você realmente entrou e, contato com essa tal pessoa?

- Sim, eu te avise, eu não estou brincando, Tom, eu quero recomeçar a minha vida, e o Luan, vai me atrapalhar. O pai verdadeiro não quer saber dele, mas se eu processar ele vai ser obrigado a ter com o menino, e sabe-se lá o que vai acontecer com o Luan, porque eu não quero saber. Tom, eu estou te dando a chance que você quer, que é ter o Luan, e pegar ou largar, se você não aceitar minhas condições, eu vou mandar meu advogado entrar com o processo de paternidade e de anulação do registro, tirando seu nome como de pai.

- Você, é uma desgraçada, filha da puta, como você pode querer fazer isso com seu filho? Você não tem noção das coisas absurdas que você está fazendo.

- Tom, eu não estou aqui para ouvir o que você acha, ou deixa de achar de mim, eu só quero saber, aceita ou não meu acordo?

- Você sabe muito bem, que eu, ao contrário de você, faço tudo pelo Luan. Eu aceito, mas você não vai, mas aparecer na minha frente, nem da dele.

- Me entrega a chave do apartamento e o dinheiro na segunda, e aí eu te garanto que nunca mais, nem você e nem ele, vão me ver. Até segunda, Tom. – Fala e sai.

Pego meu celular e ligo para Bruna, minha secretária, peço para ela resolver tudo isso com meu advogado. Bruna, é uma ótima secretária, sempre faz o que eu peço, pode ser em qualquer dia e hora, é por isso que eu sempre pago a mais para ela toda vez que ela faz o trabalho depois de seu expediente, ou nos finais de semana.

Pago a conta e vou para o shopping ver o vestido para Liz, eu quero escolher o que ela irá usar amanhã, quero um vestido que aproveite cada curva de seu corpo, e se tem uma coisa que eu percebi foi nas suas curvas, Liz, tem um corpo perfeito, eu sei, porque desde que ela chegou na empresa eu não tiro meus olhos dela.

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