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Capa do romance Dois amores e um segredo - Um herdeiro para o senhor Morgan

Dois amores e um segredo - Um herdeiro para o senhor Morgan

Aos vinte e seis anos, Aria Swan viu seu futuro promissor ruir após um romance secreto com seu chefe. O envolvimento intenso com o CEO resultou em uma gravidez inesperada e na descoberta de mentiras que transformaram amor em desilusão. Diante de segredos obscuros, ela se vê forçada a recomeçar do zero, enfrentando sozinha o desafio de criar seu filho. Entre mágoas e surpresas, Aria luta para superar o passado e vencer na vida, enquanto o ódio substitui a antiga paixão.
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Capítulo 3

Aria S W A N – Narrando ♕

Sala de Reuniões da Morgan’s Company, 10:00 am...

Cássio já estava falando a mais de uma hora e confesso que, não ouvi nada do que ele dizia. A voz dele envolvia meus sentidos, me trazendo à tona, lembranças que não fazia ideia que existiam.

— Quando ele me deu banho? – Perguntei, pensando estar confusa entre algo que poderia ser real ou sonho. Aquilo talvez explique o fato de eu ter acordado no apartamento do Cássio.

— Do que está falando? – Perguntou Milena, cutucando o meu braço. Eu a olhei confusa e então, ela sorriu. — Quem te deu banho?

— Nós terminamos? – Perguntei a vendo vincar as sobrancelhas. E foi então que, me virei para o lado, encarando Alex que me deu de ombros.

— Tem algo a perguntar, senhorita Swan? – Perguntou Cássio, com um tom frio.

Naquele momento, um frio percorreu meu corpo e então, levei meus olhos para

— Não, senhor, me desculpa.  – Falei, tendo os olhares de todos e de forma curiosa sobre mim. Talvez porque eu nunca fosse do tipo que responde meus superiores.

— Ótimo, então, vem comigo! – Disse ele, em um timbre seco, juntando os papéis em cima da mesa e indo até a porta.

Fiquei parada e em transe, tentando assimilar o que estava acontecendo. Eu não estava prestando atenção em nada por ali e de repente, as duas ao meu lado me cutucaram.

— Aria! – Chamou Alex entre dentes e em um tom baixo, para me alertar.

Olhei para porta, sentindo o olhar escurecido de Cássio sobre mim e então, me levantei apressada indo até ele.

Nós nos olhamos por um instante e confesso que, eu não queria ter tido aquela expressão sobre mim. Eu nunca o vi me encarar com tanto desprezo e aquilo fez com que meu coração se apertasse.

Quando todo aquele amor que ele dizia sentir, se transformou em ódio?

— Me segue! - Disse ele em um tom gélido, indo em direção a sala dele.

Respirei fundo e o segui. Assim que passei pela porta, levei um susto ao ouvi-lo bater à porta e quando me virei para o olhar, Cássio estava tirando o paletó, seguindo até a mesa enquanto afrouxava a gravata.

Ele abriu o computador e começou a digitar algo, enquanto eu permaneci parada na frente dele e depois de alguns segundos, ele levantou o olhar até os meus, me causando um certo calafrio.

—Vai ficar aí ou trabalhar? – Perguntou Cássio, voltando a atenção para o computador.

Me sentei na lateral da mesa, onde havia outro notebook me esperando e então, o liguei, desbloqueando o sistema em seguida.

E assim que digitei a senha, meu coração gelou. Era o dele particular e havia uma foto nossa no protetor de tela. Para quê colocar uma foto nossa sorrindo, se iria terminar comigo?

— Cássio...- Chamei com a voz fraca, tendo os olhos dele sobre mim.

— O que foi? Algo de errado? – Perguntou ele, abrindo o primeiro botão da camisa. Ele acostumava fazer isso quando estava com a cabeça cheia de problemas.

— Quer que eu vá buscar um café? – Perguntei o vendo se encostar na poltrona de couro e respirar fundo.

— Quero que fique quieta aí, Aria e trabalhe! – Disse ele, voltando a atenção para o notebook em sua frente.

— Certo! – Respondi, me levantando. Fui até filtro e me servi com um copo de água e logo após terminar de beber, peguei um elástico no meu pulso e prendi meu cabelo no alto para aliviar aquele calor que eu estava sentindo.

Não era nada obsceno, mas confesso que, seria muito difícil para mim trabalhar ao lado dele, fingindo ser uma desconhecida.

Cássio era muito lindo e estava ainda mais!

Ele tinha os braços fortes e as pernas torneadas, mas nada era tão exagerado. O abdômen dele era definido e ele estava sempre preocupado com a saúde; tanto que, vivia praticando esportes nas horas livres. A pele dele era clara, os cabelos eram castanhos escuros e o olhar era tão intenso, quanto o de um lobo.

Eu me pagava olhando para aqueles castanhos amarelados por minutos, até esquecer de respirar, mas eles de repente, não me retornavam mais como antes.

— Cansou de olhar? – Perguntou ele, travando o maxilar e se levantando em seguida. Cássio se escorou na mesa e abaixou até mim, se aproximando lentamente e aquilo fez com que meu coração acelerasse dentro do meu peito. — O que está tramando?

— Que você não se separe de mim! – Falei baixo e sem pensar, o vendo arquear uma sobrancelha.

Por mais que aquele homem me fizesse atingir o ápice da loucura, tinha algo que parecia faltar. E eu queria descobrir o que era, para tentar colocar de volta.

Ameacei tocar o rosto dele vendo-o se esquivar e então, ele respirou fundo e fechou os olhos.

Quando vi que aquilo era uma permissão, o toquei, vendo-o os abrir, me encarando fixamente.

— O que eu fiz para você? – Perguntei, sentindo-o tirar minha mão com aspereza e se afastar, voltando para o lugar.

— Não sou obrigado a ficar explicando quando não quero algo! – Disse ele, sem me olhar.

Ele voltou a digitar, fingindo ignorar completamente a minha existência e aquilo fez com que o meu interior se remoesse.

Fechei o computador e me levantei irritada, saindo daquela sala.

Fui até o banheiro e me tranquei lá para tentar relaxar e quando ia pegar meu celular, me lembrei que o havia deixado na sala dele. 

— Droga! – Resmunguei fazendo menção de sair, mas ao tocar no trinco da porta, ouvi uma voz encorpada e feminina soando por todo o lugar.

— “Hm, estamos bem sogra, não se preocupe! O próximo ultrassom será na semana que vem”. – Disse a mulher, dando um riso.

Abri a porta a observando pela fresta da porta, notando se tratar de Ellen. Aquilo me deixou intrigada, quem fará ultrassom? Será que ela...

Tampei a minha boca ao vê-la alisar o ventre e continuar a falar.

— Diga ao Senhor Morgan para não se preocupar, Sogra. Por aqui está tudo sobre controle! – Disse ela, com um timbre tranquilo, saindo de lá em seguida.

Meu mundo caiu. Como assim, ela chamou de sogra a pessoa que eu pensava ser a minha?

Eu me senti enganada e saí de lá em passos firmes, voltando a sala de Cássio. Assim que entrei, ele parecia ter se assustado ao me ver e desligou a chamada rapidamente.

— Isso são modos, Aria? – Perguntou ele, entre dentes e então, me aproximei o acertando um tapa.

— Como ousa falar que me ama todo esse tempo e de repente aparecer com a mãe do seu filho? – Perguntei irritada, o olhando com fúria.

Cássio olhou para a porta e sorriu. Me virei para olhar também, vendo a ruiva parada bem atrás de nós.

— Estou atrapalhando? – Perguntou a mulher, com um sorriso vencido.

— Não, a senhora não está. Quer saber de uma coisa... – Falei ameaçando ir até ela e então, senti meu braço ser puxado com rispidez.

— Aria, cale-se! – Disse Cássio, com um tom autoritário, me puxando para ele. Nós nos olhamos por um instante e então, ele travou o maxilar, me encarando com ódio. — Se queria a minha atenção, parabéns, você a tem.

— Você está brincando comigo? – Perguntei, sentindo-o apertar meu braço brutamente.

— Precisa de algo, Ellen? – Perguntou Cássio, a olhando com os olhos suaves. Aquilo fez com que meu interior se revirasse, eu realmente senti repulsa por ele naquele instante.

— Estou indo almoçar, você vem? – Perguntou ela, sorrindo.

— Vá na frente! – Disse ele, olhando para mim em seguida e quando a porta foi fechada, ele me soltou. — O que pensa que está fazendo?

— Cássio, que merda é essa? Você é o pai daquela criança? Você me traiu esse tempo todo? E tudo o que passamos juntos? – Perguntei, alisando o meu braço, me encostando na mesa.

Ele riu de escárnio.

— Do que está falando? Quem te traiu? – Perguntou ele, se aproximando de mim.

Naquele instante, senti um mal-estar e minhas pernas fraquejarem. Eu senti como se fosse cair a qualquer momento. Tudo estava rodando e quando me apoiei, me celular tocou em cima da mesa.

Fiz menção de pegar, mas Cássio o pegou primeiro.

— O quê, vai pedir socorro? Olha só para você! Parece patética. – Disse ele entre dentes. — Não adianta fingir, eu não caio nesse teatro!

— Cássio...Me ajude, eu não... - Pedi, sentindo meu corpo fraquejar e quando eu estava prestes a ir ao chão, senti os braços dele me segurando.

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