Capa do romance Destino traçado ao mafioso

Destino traçado ao mafioso

8.9 / 10.0
Um pacto entre a Cosa Nostra e a Camorra exige que Paola Camorra se case com Enrico Genovese ao completar dezoito anos. Enrico é o herdeiro calculista que busca uma esposa submissa para honrar seu legado. Já Paola, rebelde e sonhadora, recusa-se a perder sua liberdade para um matrimônio arranjado. Entre expectativas familiares sufocantes e tradições rígidas, ambos enfrentarão um conflito intenso entre o dever mafioso e o desejo de independência.

Destino traçado ao mafioso Capítulo 1

O quarto estava em meia-luz, as cortinas fechadas abafavam o calor da tarde, mas não conseguiam conter a tensão que pairava no ar. Paola andava de um lado para o outro, os pés descalços mal faziam barulho contra o piso de madeira, mas seus passos eram frenéticos, desesperados.

- Eu não posso fazer isso, Viola! - Paola sussurrou, como se as paredes pudessem ouvir. Seus olhos brilhavam de lágrimas contidas. - Faltam só duas semanas... duas semanas para eu ser entregue a um homem que eu nem conheço!

Sentada na beirada da cama, abraçava um travesseiro contra o peito. A irmã mais nova era seu único consolo naquela casa que mais parecia uma prisão.

- Talvez ele não seja tão ruim assim - arriscou Viola a voz fraca.

Paola soltou uma risada amarga, passando as mãos pelos cabelos.

- Não seja tão ruim? - repetiu, incrédula. - Você já ouviu as histórias, Viola! Dizem que ele é frio como gelo, que o coração dele é feito de pedra... Que ele é impiedoso até com a própria família!

Ela parou diante da janela, puxando a cortina de leve para espiar o jardim vazio, como se pudesse encontrar uma saída escondida lá fora.

- Eu não posso viver ao lado de alguém assim - sua voz quebrou. - Não posso ser apenas uma sombra na vida de Enrico Genovese. Eu quero estudar, viajar, ser livre... Não ser acorrentada a um casamento sem amor, sem escolha!

Viola se levantou e abraçou Paola por trás, apertando-a como se pudesse protegê-la de tudo.

- Nós vamos encontrar um jeito, Paola - prometeu, embora nem ela mesma acreditasse. - Você não está sozinha.

Por um momento, Paola fechou os olhos e deixou-se ficar ali, no único lugar que ainda parecia seguro: nos braços da irmã.

Mas no fundo, sabia que o tempo estava contra ela - e que a liberdade que tanto desejava estava cada vez mais distante.

O quarto estava em meia-luz, as cortinas fechadas abafavam o calor da tarde, mas não conseguiam conter a tensão que pairava no ar. Paola andava de um lado para o outro, os pés descalços mal faziam barulho contra o piso de madeira, mas seus passos eram frenéticos, desesperados.

- Eu não posso fazer isso,Viola ! - Paola sussurrou, como se as paredes pudessem ouvir. Seus olhos brilhavam de lágrimas contidas. - Faltam só duas semanas... duas semanas para eu ser entregue a um homem que eu nem conheço!

Paola, sentada na beirada da cama, abraçava um travesseiro contra o peito. A irmã mais nova era seu único consolo naquela casa que mais parecia uma prisão.

- Talvez ele não seja tão ruim assim - arriscou Viola, a voz fraca.

Paola soltou uma risada amarga, passando as mãos pelos cabelos.

- Não seja tão ruim? - repetiu, incrédula. - Você já ouviu as histórias, Viola ! Dizem que ele é frio como gelo, que o coração dele é feito de pedra... Que ele é impiedoso até com a própria família!

Ela parou diante da janela, puxando a cortina de leve para espiar o jardim vazio, como se pudesse encontrar uma saída escondida lá fora.

- Eu não posso viver ao lado de alguém assim - sua voz quebrou. - Não posso ser apenas uma sombra na vida de Enrico Genovese. Eu quero estudar, viajar, ser livre... Não ser acorrentada a um casamento sem amor, sem escolha!

Viola se levantou e abraçou Paola por trás, apertando-a como se pudesse protegê-la de tudo.

- Nós vamos encontrar um jeito, Paola - prometeu, embora nem ela mesma acreditasse. - Você não está sozinha.

Por um momento, Paola fechou os olhos e deixou-se ficar ali, no único lugar que ainda parecia seguro: nos braços da irmã.

Mas no fundo, sabia que o tempo estava contra ela - e que a liberdade que tanto desejava estava cada vez mais distante.

- Era para você se casar com aquele homem, Viola, e não eu! - Paola explodiu, a voz embargada pela raiva e pelo desespero. - Você é quem sonha com casamento, com filhos, com essa vida... esse nunca foi o meu sonho! Não é o meu desejo!

Ela gesticulava com as mãos, o coração batendo rápido. - Você seria a esposa perfeita! Obediente, delicada... Você bem que podia casar no meu lugar.

Viola, encostada na cabeceira da cama, sorriu tímida, os olhos brilhando com uma esperança impossível.

- Realmente é o meu sonho - admitiu ela, baixinho. - Eu nem sei como ficaria se ele quisesse se casar comigo... - suspirou, com um brilho sonhador no olhar. - Imagina só... eu, esposa do Enrico Genovese. Um homem tão poderoso... sem falar na beleza dele.

Paola bufou, cruzando os braços com força.

- Infelizmente, é você quem vai casar com ele, irmã - continuou Viola, com um certo pesar. - Você vai ter que aceitar isso. Vai ter que ser uma boa esposa... obediente e submissa.

Paola se virou de repente, os olhos faiscando.

- Eu nunca vou ser submissa! - afirmou, a voz firme como nunca. - Se ele quer se casar comigo, ele vai ter que me aceitar do jeito que eu sou. Ou então que tenha coragem de romper esse maldito acordo!

O silêncio que se seguiu foi pesado. Do lado de fora, o céu começava a escurecer, como se o mundo inteiro estivesse em luto pelos sonhos que Paola via se desfazer.

- E se você se casasse no meu lugar, irmã? - Paola disse de repente, a voz carregada de esperança desesperada. - E se eu fugisse? Eu posso... sei lá, ir para a Rússia! Sumir do mapa! Eu preciso encontrar uma saída, Viola!

Viola arregalou os olhos, chocada.

- Você tá maluca, Paola? - sussurrou, olhando para a porta, como se alguém pudesse ouvir. - Se você fizer isso, o papai te mata... e me mata também!

Paola se aproximou, segurando as mãos da irmã com força.

- Pense bem, Viola... Se eu fugir, de qualquer forma, você vai acabar casando com o Enrico. O papai jamais quebraria a palavra dele. Ele ia precisar de uma solução rápida para manter o pacto com a família Genovese... e você é a escolha óbvia.

Viola hesitou, seu rosto dividido entre o medo e um brilho de desejo mal contido. Mas, no fundo, ela sabia o tamanho do perigo.

- Para de pensar essas coisas, Paola - murmurou, soltando-se com delicadeza. - Vamos deitar. A mamãe falou que a mãe e a irmã do seu noivo vêm aqui amanhã... para acertar os detalhes do casamento.

Paola sentou-se na cama, olhando para o vazio, o peito apertado. Cada batida do relógio parecia levá-la para mais perto de um destino que ela não queria - e agora, nem mesmo Viola parecia disposta a ajudá-la a escapar.

No silêncio do quarto, as duas irmãs se deitaram, mas só Paola permaneceu acordada, com os olhos fixos no teto e a mente fervilhando em planos de fuga.

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