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Capa do romance Destemida

Destemida

Em Shelburn Falls, Joshua, um CEO da construção, e Carly, chefe de pediatria, formam o casal perfeito. Contudo, o sonho da vida a dois desmorona quando segredos dolorosos vêm à tona. Em meio à crise conjugal, um taxista obcecado passa a perseguir Carly, forçando Joshua a uma corrida desesperada para protegê-la. Entre sentimentos ocultos e perigos reais, a verdade sobre o mentor por trás dessa trama revelará reviravoltas que ninguém poderia prever.
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Capítulo 2

Cinco anos antes...

"Senhoras e senhores, lhes apresento o senhor e senhora Stanley. Pode beijar a noiva!"

E assim Joshua e Carly rindo para o outro frente ao padre da igreja católica da pequena cidade de Shelburn Falls em Massachusetts, que o jovem casal de 27 e 25 anos se casavam no Outono do ano de 2004.

A pequena cidade estava feliz por ver aqueles que se conheceram no colegial, hoje, após estarem formados nas profissões que desejaram seguir e iniciando os seus caminhos construindo a vida a dois cheios de sonhos a serem realizados juntos.

Assim que se beijaram, Carly ajudaria o seu amado Joshua a trilhar no ramo que decidiu da Construção civil como engenheiro e ela, será ajudada por seu esposo a trilhar o seu caminho na Medicina Pediátrica.

Ali, começava a nova história deles que antes namorados e noivos, agora casados.

Tanto a família dela quanto a dele, adoravam o casal juntos para uma grande e profunda novidade, já que são poucas as famílias que se dão bem com quem o filho preferido escolhe com quem irá se casar sem interferências.

Mas até quando esse conto de fadas irá deixar de se tornar um pesadelo? É algo que ambos tinham medo de acontecer, mas...

- Está feliz querida? – Joshua se aproxima da esposa já no carro após a cerimônia pensativa.

Com um sorriso iluminado, ela encara o agora marido de corpo atlético, vestido no seu fraque alugado preto e camisa branca, cabelos castanhos lisos no gel com um leve topete, a pele branca levemente ruborizada pela emoção de estar ao lado da mulher que escolheu amar por toda a vida, com os seus dentes brancos a mostra pelo imenso sorriso no rosto de volta em retribuição.

O vestido perolado de mangas de renda com o decote em formato coração ajustado a sua silhueta mostrando as suas curvas mas com um leve esvoaçar da longa saia de cetim com detalhes da mesma renda confeccionado pela mãe que tem uma pequena loja em que a mesma produz as roupas que vende, os cabelos pretos lisos presos num coque estilo princesa com uma linda tiara dando um ar da realeza, com alguns fios emoldurando o seu rosto de pele morena e os olhos pretos como jabuticabas, tinha aquele brilho de quem estava completamente apaixonada, buquê de rosas vermelhas sob o colo, não acreditavam que estavam ali finalmente casados.

- Estou mais que feliz meu amor.

Satisfeito por saber da felicidade da esposa, com os seus olhos verdes penetrantes, a mão que era segura, leva aquela maciez e perfume aos seus lábios beijando o dorso da mesma sem desviar do olhar da amada. Seguiam para a recepção que mesmo com as famílias que são de classe média, se uniram deixando de lado o fato de que o pai da noiva quem arca com as despesas da festa, fizeram como uma família.

Alugaram um espaço no clube da cidade e lá, organizaram o dia em que compartilhariam a felicidade com aqueles que os amam.

O silêncio que nunca foi existente entre eles, agora estava ali quase que incômodo, mas logo são interrompidos pelo motorista que os levava avisando que haviam chegado.

Imediatamente o que só faziam sorrir, Joshua desceu do carro dando a volta para abrir o lado que a sua esposa estava ajudando-a sair.

Caminham de mãos dadas até a entrada da recepção que há um grande tapete vermelho estendido com duas pilastras brancas com arranjos de rosas vermelhas e flores brancas do campo. O fotógrafo já os aguardava e a partir daquele momento já era registrado novamente tudo.

A felicidade não se cabia entre eles de tanto que transbordava.

Seguiam em meio a risos e troca de olhares até que alcançaram o salão. O local estava com os mesmos tipos de flores em vasos dourados de diversos tamanhos até pequenos nos centros de mesas com toalhas em vermelho e branco.

A mesa em que ficariam, seria apenas ocupada por seus pais e dois irmãos de Carly que vieram da Carolina do Norte já que serviam o exército de lá. Cliff e Iron, gêmeos de 30 anos.

Os dois foram convocados quando tinham 18 anos e desde então, sempre sendo destaque na base, resolveram seguir carreira e Cliff que é o mais velho dos dois 5 segundos, dessa vez retornou a cidade acompanhado da sua noiva Brenda.

Carly é a caçulinha, e não poderiam deixar de vir. Iron, é o único dos irmãos que não tem namorada e nem quer tal compromisso com ninguém. É sempre focado na sua carreira, diz não ter tempo para distrações. Porém, alguns anos antes de sua irmã terminar o colegial, descobriu um segredo do pai, fazendo com que brigassem e o mesmo se afastasse da família.

Já Paul, casado com Ellen, era o mais velho dos 4. Ambos tinham 3 filhos e eram muito felizes. Além de Cliff, era o irmão a estar presente no casamento. Nem mesmo Iron sendo convidado, não compareceu.

Enquanto os outros convidados, eram divididos nas demais mesas. Garçons circulavam pelo salão servindo bebidas como água, sucos, champanhe e até vinho, além claro de alguns canapês de frango, atum, azeitona e até um somente de legumes para quem não gosta muito dos outros tipos.

Tudo estava perfeito! Até a grande mesa que ficava ao canto de uma parte do salão com doces, candelabros, flores e o imenso e alto bolo todo branco de 5 andares em pasta americana, massa branca de baunilha com recheio de chocolate com nozes, numa cascata de rosas vermelhas comestíveis descendo sobre cada andar. O casal de noivos personalizado dava o charme final ao bolo que tinha até em cada andar uma fita ao fim de cada bolo dourada.

Tudo parecia um sonho. Ninguém percebia o que viria após um tempo entre os dois, mas agora era a hora do momento de acreditarem que tudo será para sempre.

Dado após os cumprimentos nas mesas e descanso por alguns momentos aonde deveriam estar, era o momento da valsa.

Carly deixou o seu buquê sobre a mesa e para abrirem a pista de dança, valsaram sem deixarem de olhar nos olhos e irradiavam o amor e paixão que sentiam pelo outro.

Assim que rodopiaram em torno da pista, vários casais começaram a adentrar para valsarem. Ao terminar a música, uma nova começou e nesse momento deu vazão para Carly dançar com o seu pai e Joshua com a sua mãe.

- Está feliz minha filha?

- Sim pai, muito.

O sorriso sempre se manteve presente no rosto de Carly, mas o coração do seu pai, por alguma razão estava aflito. Talvez fosse porque a sua garotinha era uma linda mulher e agora estariam morando afastados já que a filha e genro morariam Shelburn Falls, e ficariam distantes, tendo uma nova vida e quem sabe no futuro uma família. Mas estava agoniado, sentindo o peito se apertar que viu a necessidade em falar com a sua menina.

- Filha.

- Hum. – Murmurou olhando para o pai atentamente.

Suspirou pesado e continuou.

- Se algum dia sentir que não quer mais ficar aonde vai morar ou que não está feliz e quer voltar, saiba que a casa e os braços do seu pai estarem sempre abertos para você. Entendido?!

Carly sentiu naquele momento o seu coração disparar e um sentimento estranho surgiu que ela não soube explicar. Parecendo mais com uma premeditação, ela apenas sorriu e balançou a cabeça concordando com os olhos marejados e um sorriso doce.

Deitou a cabeça no peito do seu pai e ouviu o coração do mesmo descompassado, mas sentiu o seu peito inchar e afundar rapidamente pelo suspiro de alívio que ele deu.

Ambos estavam com sentimentos estranhos, mas ao mesmo tempo conectados pela certeza de que nunca a deixaria desamparada e sempre poderá contar com o apoio do seu pai.

Passado alguns segundos, a música encerra e Joshua vem ao encontro dos dois que continuavam abraçados porém parados no salão. Somente os dois sabiam o que estavam sentindo, mas todos que viram aquela cena, principalmente ambos com os olhos marejados pensavam ser a emoção de ver a única filha casada, mas era não somente por isso.

- Sogro, amor. Posso roubar a minha esposa um pouquinho?

A mão estendida na direção de Carly foi agarrada em seguida com um sorriso ao se desfazer do abraço.

Retirando um lenço do bolso, o pai enxugou os olhos e assentiu se afastando para os deixar sozinhos.

- Você está linda querida. Seremos muito felizes.

Deitando a cabeça no seu peito com um sorriso, Carly assente.

- Sim. Seremos muito.

Dançaram mais algumas músicas até os rituais de um casamento serem feitos a seguir, o partir do bolo e o jogar do buquê caindo nas mãos da amiga desde o último ano da faculdade e que trabalharam juntas no hospital da cidade Ashley.

Joshua que estava bebendo do seu drink olhou para Ashley de um jeito que alguns que perceberam, acharam estranho enquanto olhava a esposa e amiga se abraçando por ser a "próxima" a se casar, só faltava o noivo.

Depois de um tempo, os noivos deixaram a todos e seguiram em lua de mel. O local escolhido foi na Califórnia para aproveitarem mesmo sendo outono, o lugar estava acolhedor e quente pelas belas praias.

Seguiram viagem num voo comercial durante a madrugada e logo pela manhã, estavam aterrissando no aeroporto, onde passariam uma semana desfrutando do lugar.

Saíram rumo ao hotel e quem visse, poderiam sentir naquele casal que foram feitos um para o outro. Até mesmo eles acreditavam nisso.

O hotel era com vários bangalôs de frente para o mar. Havia uma área com piscina para todos os hóspedes usarem, mas o que importava ao casal no momento era aproveitarem um momento a sós naquele quarto que acabavam de entrar.

O quarto era bem arejado com janelas do teto ao chão de vidro, um deck com mesa e cadeiras, a cama de casal com lençóis em cor branco com pétalas de rosas em formato coração no centro do mesmo um balde de gelo com champanhe e duas taças. Além claro, do banheiro com banheira e chuveiro e um pequeno closet ao lado.

Com tudo perfeito e prontos para desfrutarem daquele paraíso, dispensaram o rapaz que os acompanhou, pagou uma gorjeta os deixando sozinhos. Assim que Joshua fechou a porta, virou-se com os olhos escurecidos e famintos para Carly.

- Enfim sós meu amor.

Carly sorriu enquanto Joshua vinha na sua direção até que enlaçou a sua cintura a trazendo para perto. Passou os dedos por seu rosto como se a desenhasse e a beijou.

As mãos percorreram por seus braços agarrando a nuca do marido. Sem desgrudarem, caminharam até a cama onde o corpo de ambos desabou arrancando risos pelo desequilíbrio.

- Acho que estamos com muita roupa querida. – Abrindo os botões da sua blusa, Joshua a cada abrir e revelar da pele da esposa, ele deixa um rastro ser beijos.

Arfando e se contorcendo pelos toques, Carly concorda.

- Também acho amor. Ainda bem que antes de virmos, tiramos o terno e vestido de noiva senão, aposto que ficaria sem de forma selvagem porque com certeza você rasgaria.

As suas mãos deslizam para o peitoral do marido e param na cintura onde ela tenta abrir o cinto.

A troca de carícias esquentava e peças de roupa eram jogadas para vários lados caindo no chão daquele quarto até que estavam completamente nus.

Contemplando a sua esposa que estava completamente ruborizada de vergonha mas excitada por sentir-se tão desejada pelo homem que ama, ele morde o lábio em desejo.

- Linda e somente minha.

Avançando sobre a esposa os lábios se tocam e o beijo se inicia de forma faminta. As mãos deslizam sobre a pele quente até parar sobre a sua intimidade encharcada. Assim a sua esposa fazia o mesmo e desinibida, toca o seu membro ereto e inicia movimentos de vai e vem fazendo Joshua gemer nos seus lábios tamanha a entrega por seus toques e o momento.

Conduziu-os sem soltar dos seus lábios até a cama, aonde se entregaram ao amor.

Mesmo que já tivessem feito amor antes, ali era diferente. Hoje, eram marido e mulher.

Carly, movida pelo desejo, não se preocupou no momento em se preparar como em todos os rituais de um matrimônio requer, e Joshua, não a deixaria fazer isso nem se quisesse antes de possui-la.

As mãos percorriam pelos corpos ardentes e encontravam os pontos de maior estímulo para que se fundissem. Os beijos cada vez mais afoitos, as respirações descompassadas, eram o caminho da destreza com a qual Joshua percorria cada parte do corpo de Carly que anestesiada e inebriada pelo momento, se entregava com a mesma intensidade e paixão da primeira vez do casal.

Os gemidos, os sussurros e o choque dos corpos antes de ser preenchida, eram a melodia perfeita como o brinde da consolidação de um sonho e quem sabe ali, não voltariam grávidos, já que por um acordo mútuo, decidiram não usar mais preservativo.

Assim que Joshua a penetrou, era como alcançar o céu com a mesma beleza de todo o seu esplendor e Carly, ao sentir os movimentos e a sua intimidade escorregadia sentindo todo o esplendor do seu marido, não demorou muito a atingir o seu ápice sendo alcançado logo em seguida por seu agora então marido.

Ao final do ato, estavam exaustos, suados, mas saciados. Agora, não havia mais nada que pudesse estragar o relacionamento, pelo menos era o que cada um pensava e então, adormeceram.

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