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Capa do romance Desmascarar a Falsidade Dela, Retomar Minha Vida

Desmascarar a Falsidade Dela, Retomar Minha Vida

Criada pelos Mendonça, vivi vinte anos de afeto até Fabiana surgir e me ver como rival. Com mentiras, ela convenceu Breno de que eu era uma parasita obcecada. Após ele defender Fabiana por destruir minha única lembrança familiar, percebi a manipulação. No baile de formatura, ela tentou me humilhar publicamente com calúnias. Mas não recuei. Enquanto ela subia ao palco para me destruir, ordenei que a segurança se preparasse. O jogo dela estava prestes a acabar.
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Capítulo 1

Eu era a órfã que a rica família Mendonça criou como se fosse sua própria filha. Por vinte anos, a casa deles foi meu lar, e o filho deles, Breno, foi meu irmão e melhor amigo. Minha vida era perfeita, segura e cheia de amor.

Então, Breno trouxe Fabiana para casa. Ela era linda, encantadora e imediatamente me viu como uma rival a ser eliminada.

Ela começou uma guerra de sussurros, me chamando de aproveitadora com uma obsessão incestuosa, uma parasita na fortuna deles.

Quando ela quebrou de propósito o único medalhão que eu tinha dos meus pais falecidos, Breno a defendeu.

"Você está agindo como uma pirralha mimada", ele me disse.

Meu próprio irmão, meu protetor, escolheu uma estranha manipuladora em vez de mim, acreditando em seu veneno. A família que me salvou estava sendo destruída por dentro.

Na minha festa de formatura, Fabiana me encurralou, prometendo fazer um brinde público à minha "obsessão doentia" e arruinar o nome da minha família. Ela achou que eu desmoronaria. Mas enquanto ela subia ao palco, eu caminhei calmamente até o chefe de gabinete do meu pai.

"Deixe-a falar", eu disse. "E prepare a segurança."

Capítulo 1

Clarice POV:

A primeira vez que Fabiana Bastos, a namorada do meu irmão adotivo, me chamou de aproveitadora com uma obsessão incestuosa, não foi na minha cara. Foi sussurrado com um sorriso doce para um círculo de suas amigas, alto o suficiente para eu ouvir por cima do tilintar das taças de champanhe na minha própria festa de formatura. Mas a guerra não começou ali. Começou meses antes, em uma tarde tranquila de domingo que cheirava ao famoso frango assado com limão siciliano da Helena e a dinheiro antigo.

A casa da família Mendonça nos Jardins, em São Paulo, era menos uma casa e mais um testemunho grandioso do império imobiliário de Henrique Mendonça. Era toda feita de linhas retas, paredes de vidro e gramados impecáveis que se estendiam por um jardim exuberante. Era o único lar que eu realmente conheci, e era um lar maravilhoso.

"Clarice, querida, você poderia pegar os guardanapos extras no aparador?", Helena Mendonça, a mulher que era minha mãe em todos os sentidos que importavam, chamou da sala de jantar. Sua voz era como mel morno, sempre reconfortante.

Eu sorri, largando meu livro. "Pode deixar."

A atmosfera era leve, confortável. Meu pai, Henrique, estava rindo com meu irmão, Breno, na sala de estar, suas vozes graves um barulho familiar e reconfortante. Este era o meu mundo. Seguro. Protegido. Inabalável.

Então a campainha tocou.

Breno se levantou de um salto, um sorriso rasgando seu rosto bonito. Ele passou a mão pelo cabelo loiro-escuro, do mesmo tom do de Henrique. "Deve ser ela."

Eu ouvia falar de Fabiana há semanas. Breno estava completamente apaixonado. Ele a descreveu como linda, encantadora e inteligente. Quando ele abriu a porta e ela entrou, tive que admitir, ele não estava errado.

Fabiana Bastos era deslumbrante. Tinha cabelos da cor de chocolate amargo, olhos azuis grandes e expressivos, e um sorriso que poderia desarmar exércitos. Ela usava um vestido de verão simples, mas obviamente caro, que abraçava sua figura perfeita.

"Você deve ser a Fabiana", disse Helena, limpando as mãos no avental e se adiantando com um sorriso acolhedor. "É um prazer finalmente conhecê-la. Breno não para de falar de você."

"Dona Helena, o prazer é todo meu", disse Fabiana, sua voz suave e ensaiada. "E, por favor, me chame de Helena. Sua casa é absolutamente deslumbrante."

Ela os conquistou em menos de cinco minutos. Elogiou Henrique por um artigo recente sobre sua empresa na Forbes Brasil, pediu a Helena a receita do seu frango com limão e riu de todas as piadas de Breno como se ele fosse o homem mais espirituoso do mundo.

Ela era perfeita. Perfeita demais.

Então, seu olhar pousou em mim. Eu estava perto da lareira, tentando me misturar à paisagem. Seu sorriso não vacilou, mas algo em seus olhos mudou. Um brilho rápido, quase imperceptível, de avaliação. De cálculo.

"E você deve ser...?", ela perguntou, com a cabeça inclinada de forma graciosa.

Antes que eu pudesse responder, Helena passou um braço pelos meus ombros, me puxando para o grupo. "Esta é nossa filha, Clarice."

O orgulho na voz de Helena era algo físico, um cobertor quente contra o frio repentino que senti do olhar de Fabiana.

"Clarice acabou de ser aceita no mestrado em arquitetura na FAU-USP", acrescentou Henrique, radiante. "Ela está seguindo os passos do pai."

Ele se referia ao meu pai biológico. Meus pais, David e Sara, eram os melhores amigos dos Mendonça. Eles morreram em um acidente de carro quando eu tinha seis anos e, sem hesitar um momento, Henrique e Helena me acolheram, me criando ao lado de Breno como se fosse filha deles.

"Ah", disse Fabiana. A única sílaba foi leve, etérea, mas caiu com o peso de uma pedra. "Breno mencionou que tinha uma irmã, mas eu não sabia... você é adotada, então?"

A pergunta pairou no ar, afiada e desnecessária.

Breno se mexeu, desconfortável. "Fabi, não é bem..."

"Está tudo bem", disse Helena, seu tom ainda quente, mas com uma nova camada de aço por baixo. "Clarice é nossa filha. Ponto final. As circunstâncias de como ela veio para nós não mudam isso. Ela e Breno cresceram juntos. São tão próximos quanto quaisquer irmãos poderiam ser."

O sorriso de Fabiana estava de volta, mais brilhante do que nunca, mas não alcançava seus olhos. Aqueles olhos azuis claros estavam fixos em mim, e em suas profundezas, eu vi. Não era curiosidade. Não era amizade.

Era o brilho frio e duro de uma rival.

Ela deslizou até Breno, entrelaçando seu braço no dele e se pressionando contra seu lado. Foi um claro ato de posse. "Bem, que fofo. Deve ser bom ter um irmão mais velho para cuidar de você."

Suas palavras eram melosas, mas a insinuação era ácida.

"Clarice se cuida muito bem sozinha", disse Henrique, seu sorriso se contraindo nos cantos.

Fabiana soltou uma risadinha tilintante. "Ah, tenho certeza. É que... sabe como as pessoas falam. Uma garota linda como a Clarice, vivendo tão perto de seu belo irmão adotivo. É um pouco fora do convencional, não é?"

O ar na sala passou de confortavelmente quente para gelado em um único segundo.

O rosto de Breno era uma mistura de confusão e irritação. "Fabiana, do que você está falando?"

O sorriso de Henrique desapareceu completamente.

Helena deu um passo à frente, sua expressão indecifrável. "Fabiana, não tenho certeza do que você quer dizer com 'fora do convencional', ou a que 'pessoas' você está se referindo."

Sua voz estava perigosamente calma.

"Nós somos uma família", afirmou Helena, sem deixar espaço para discussão. "Clarice é minha filha. Breno é meu filho. Qualquer sugestão contrária não é bem-vinda nesta casa."

Os olhos de Fabiana se arregalaram, e ela imediatamente colocou uma expressão de inocência horrorizada. "Meu Deus, Helena, me desculpe! Não foi isso que eu quis dizer. É que... eu ouvi sussurros, sabe? Pessoas horríveis, invejosas, falando. Eu só estava preocupada com a reputação da Clarice."

Sua mão voou para o peito em um gesto de sinceridade dramática. "Não consigo imaginar como deve ser difícil, ter que explicar constantemente sua situação. Eu só sinto por você, é isso."

Mas quando ela olhou para mim, seus olhos não estavam cheios de simpatia. Estavam cheios de uma curiosidade afiada, avaliadora, e de um desafio.

Os "sussurros" que ela mencionou... eu nunca os tinha ouvido. Nenhuma vez em toda a minha vida.

Meu estômago se revirou. Parecia que uma cobra tinha acabado de deslizar para o nosso jardim perfeito. Isso não era um mal-entendido. Era um teste. Uma sonda para ver quão fortes eram minhas fundações.

Meus dedos se fecharam em um punho ao meu lado.

Eu era órfã, sim. Mas não era uma vira-lata que eles pegaram na rua. Meus pais eram família para Henrique e Helena muito antes de eu nascer. Os Mendonça me amaram a vida inteira, não por pena, mas por uma conexão profunda e duradoura que atravessava gerações. Eles eram a única família que eu tinha, e meu amor por eles era feroz e absoluto.

E essa mulher, essa estranha linda e sorridente, tinha entrado em nossa casa e, em menos de dez minutos, tentado pintar esse amor como algo sórdido e transacional.

De onde tinham vindo esses boatos?

Quem diria uma coisa dessas?

Fabiana se virou para Breno, seu lábio inferior tremendo. "Breno, amor, acho que causei uma péssima impressão. Talvez eu devesse... ir embora. Preciso processar isso."

A manipulação era tão descarada, tão de manual, que era quase risível.

E enquanto eu via o rosto do meu irmão se suavizar com preocupação por ela, eu soube que isso era apenas o começo.

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