
Desejos sem limites
Capítulo 2
JADE NARRANDO
Me Chamo Jade Fontinele, tenho 18 anos, Sou filha de pais humildes, nasci e cresci em St. Jacobs, nunca imaginei que teria essa oportunidade que estou tendo hoje. Sempre me esforcei ao máximo nos estudos, sabia que era a única maneira de mudar a minha realidade e ajudar minha família a ter uma vida melhor. Cada nota máxima que eu tirava na escola era um degrau a mais rumo ao meu sonho.
Minha vida mudou completamente no dia em que recebi a notícia de que havia ganhado uma bolsa de estudos para a melhor faculdade de administração de Ottawa.
Meus pais sempre trabalharam duro. Meu pai, um porteiro, e minha mãe, uma faxineira, faziam de tudo para garantir que eu tivesse o que precisava para estudar. Muitas vezes, eu acordava de madrugada para ajudar minha mãe a limpar escritórios, e passava a tarde revisando matérias e fazendo exercícios. Nunca foi fácil, mas a determinação que eles me ensinaram foi o que me fez continuar.
Quando recebi a carta de aprovação, foi um misto de alegria e medo. Ottawa é uma cidade grande, desconhecida, e eu sabia que seria desafiador viver longe da minha família e dos meus amigos. Mas aquela bolsa era a chance que eu precisava. Com as malas prontas e o coração cheio de esperança, parti para essa nova jornada.
Quando recebi me inscrevi, não imaginei que seria aprovada, eu namorava um rapaz da minha cidade, o Brendo, e na minha última noite em St. Jacobs tive a minha primeira vez com ele, foi a nossa despedida.
A chegada à universidade foi um choque cultural. Os prédios enormes, as pessoas bem vestidas, os professores renomados. Tudo era diferente do que eu estava acostumada. No início, me sentia deslocada, como se não pertencesse àquele lugar. Mas lembrei-me de todo o esforço que fiz para estar ali e decidi que iria provar que merecia aquela oportunidade.
As aulas são desafiadoras, e eu passo horas na biblioteca, estudando e revisando cada detalhe. Minha rotina é intensa: aulas pela manhã, trabalhos à tarde e estudos à noite. A pressão é enorme, mas a cada nota máxima que tiro sinto que estou no caminho certo.
Fiz amizades com pessoas que tinham realidades muito diferentes da minha. No começo, foi difícil me enturmar, Até conheci a Penélope, uma garota adorável, linda por fora e por dentro. Ela foi a primeira pessoa que sentou comigo, conversou, e não me julgou por não ter nada.
Eu me viro com o pouco que ganho do projeto. Moro no campus, onde tenho casa e comida. Com a mesada, compro o necessário: itens de higiene pessoal, essas coisas.
Não vou pras festas porque não tenho roupa nem calçados chiques. Meus perfumes são simples, não tenho bolsas de grife nem joias caras. Então, não me meto a ser o que não sou.
Penélope me convidou para a casa dela. Ela vai dar uma festinha. Entramos de férias e eu não sei o que fazer. O campus vai ser fechado e eu não tenho dinheiro para ir pra St. Jacobs. Em um momento de coragem, perguntei a Penélope se posso ficar na casa dela.
Penélope sorriu quando perguntei, e disse que seria um prazer me ter por lá. Ela é uma daquelas pessoas que sempre parece estar de bem com a vida, cheia de energia e entusiasmo. Eu, por outro lado, sempre me senti um pouco deslocada nesse meio social. Agradeci e falei que posso ajudar no serviço da casa, mas ela já disse que não precisa fazer nada, mas uma sensação de ansiedade me acompanhava. Como seria ficar na casa dela, convivendo com pessoas tão diferentes de mim?
Penélope mora em uma mansão enorme, algo que eu só tinha visto em filmes, eu fiquei meio apreensiva. Eu nunca tinha estado em um lugar assim, e me senti um pouco fora do meu ambiente. Mas, com o campus fechando e sem dinheiro para ir para St. Jacobs, não posso fazer nada.
Ao chegar, fui recepcionada por Penélope com aquele sorriso caloroso de sempre. A mansão era ainda mais impressionante do que eu imaginava. Um vasto jardim cercava a casa, com flores coloridas e uma fonte no centro, o que dava um ar de conto de fadas ao lugar. Quando entrei, fiquei maravilhada com a grandiosidade dos cômodos, as paredes decoradas com obras de arte, e os móveis elegantes que pareciam ter sido escolhidos a dedo.
Penélope me levou até o quarto onde eu ficaria hospedada. Era enorme e lindo, com uma cama king-size que parecia um abraço gigante, coberta por uma colcha macia e travesseiros fofos. As paredes eram pintadas em tons suaves, com quadros delicados que traziam uma sensação de paz e tranquilidade. Havia uma janela enorme com cortinas de seda que se abriam para uma vista espetacular do jardim. Eu podia passar horas ali, só admirando a paisagem.
O quarto também tinha um banheiro privativo que parecia saído de um spa. Uma banheira de hidromassagem, um chuveiro luxuoso e produtos de higiene de marcas sofisticadas que eu nunca tinha ouvido falar. Cada detalhe parecia ter sido pensado para proporcionar o máximo de conforto e bem-estar.
Naquela primeira noite, deitei na cama e senti uma mistura de gratidão e surpresa. Penélope e sua família eram tão acolhedores, e eu me senti verdadeiramente bem-vinda ali. A mansão era impressionante, mas o que realmente me tocou foi a generosidade e a bondade com que me trataram. Aquelas férias estavam começando a parecer uma das melhores experiências da minha vida.
Só hoje vim descobrir que Penélope mora com o pai dela, que é divorciado , perguntei se ele não ia brigar por me ver na casa dele. Quando ouvi uma voz grossa.
— Fique à Vontade, a Casa é sua.
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