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Capa do romance DESEJOS PROIBIDOS - CONTOS ERÓTICOS

DESEJOS PROIBIDOS - CONTOS ERÓTICOS

Nesta jornada de autodescoberta, uma mulher decide romper com todas as amarras da repressão. Sem culpa ou vergonha, ela reivindica o direito ao próprio prazer e à plenitude de seu corpo. É um manifesto de libertação onde o silêncio dá lugar à força do orgasmo e à busca incessante pela felicidade. Rejeitando justificativas ou obrigações externas, ela assume a missão de se tornar inteira, celebrando cada desejo sem medo e vivendo sua sexualidade com total entrega.
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Capítulo 1

Não me desculparei pelo meu prazer. Não terei vergonha de reivindicá-lo. Não pedirei perdão pelo que não tenho culpa. Não me justificarei sobre os meus motivos. Não odiarei meu corpo. Não serei obrigada. Não calarei meu gozo. Não temerei a força do meu orgasmo. Não sucumbirei à força da repressão. Não cessarei de buscar a plenitude. Não duvidarei da minha capacidade de ser feliz. Não abandonarei a missão de me tornar uma mulher cada vez mais inteira. Amém.

Oração da Mulher Inteira

Por Angelinna Fagundes

Aviso às leitoras e leitores

Aqui você vai encontrar uma reunião de contos eróticos que fui escrevendo e guardando.. Eles estavam soltos no meu word e acabaram pedindo um corpo pra habitar - pra melhor serem degustados. Esse livro é um corpo de carne erótica, olhos treinados pra ver beleza, boca e peito e pernas abertas pro mundo.

Pra a primeira parte, selecionei nove contos com uma pegada parecida pra dar uma certa unidade. São escritos extremamente humanos e quis trazer essa pegada da humanidade pra relembrar que nós somos seres sexuais e há poesia nisso.

Como escritora, só espero que essas palavras, essas experimentações da linguagem erótica, escritas com tanto carinho e tesão (às vezes também com uma pitada de dor), te façam sentir a poesia da carne. Aliás... que te façam sentir. O quê... bom, isso não me pertence, isso é seu. Só espero que

você sinta. Cada vez mais, com mais coragem, profundidade e verdade.

Bom deleite!

Angelinna Fagundes.

z

Fêmea

O homem que acha que mulheres são seres "menos sexuais" é um tolo. É um homem que não conhece a força do cio de uma mulher, a força da fêmea. É lua cheia e tudo em mim uiva, minha buceta lateja, e feito loba já escolhi a única caça que me interessa. Ele vem me pegar, entro no carro, vou de vestido longo vermelho, sem sutiã e sem calcinha. Ele diz boa noite e seu sotaque carioca, todo malemolente, me derrete um pouquinho. A gente se cumprimenta com um beijinho molhado na boca. No semáforo, ele faz um carinho na minha coxa, todo inocente - quando a mão sobe e alisa meu quadril ele percebe que tô sem calcinha e me olha entre surpreso e sorrindo, sentindo meu cheirinho de quem precisa dar.

É uma noite quente, o plano era sair pra jantar, mas ele muda de ideia: me leva direto pro seu apartamento, sobe meu vestido no elevador, a gente entra se beijando, esbarrando nas coisas, perdendo as roupas, sem tempo de acender a luz ou colocar música. Pela varanda entra a luz prateada da lua cheia e assim quase no escuro eu vejo só a sombra dos seus músculos e sei que ele só vê as curvas do meu corpo. Quando todas as roupas caem no chão, a gente se abraça e se aperta em pé no meio da sala, desacelerando um pouco, ele beija meu pescoço, cheira minha nuca, eu rio farta porque antes de sair molhei de leve o dedo na buceta e passei a minha aguinha no cantinho atrás da orelha - calculista, sei que feromônio é perfume e enlouquece. Funciona. O pau dele sobe e pressiona minha virilha.

Ele me joga no sofá e vai lambendo tudo, meus seios, minha barriga, até chegar na buceta - ele para pra me olhar, vejo o branco do seu olho sorrindo e mesmo no escuro sei que é um sorriso safado, provocador, coloco as duas mãos na sua cabeça e ele começa a me chupar, me sinto poderosa assim, com ele entre minhas pernas e eu segurando sua cabeça, rainha da buceta toda, gemo grave, atormentada pela lua e amolecida pela brisa que entra pela janela, uma brisa molhada e morna de maresia, o ar salgado do Rio de Janeiro, a buceta escorre numa maré louca, então ele para, fica de pé, nu, carioca, bronzeado, vaidoso, barba longa e bem cuidada, segurando o pau já duro na mão.

Ele sabe o tamanho da gula da sua fêmea, sabe que preciso de muita carne pra me fartar - e só de pensar no banquete eu salivo. Ele balança o pau na minha direção e pergunta: é isso que você quer? É isso que eu quero, digo baixinho, é isso que eu quero. Ele finge que não ouviu. Falo alto, sonora, articulada: é teu pau que eu quero. Dentro de mim, gatinho. Ele sorri, dourado, cheio de malícia, molha o pau de saliva e, sabendo que hoje ele é a presa, se senta humilde no sofá, servil, dócil, delicioso, aponta pro pau que me espera altivo e me diz: é teu.

Eu me levanto, fico de pé na frente dele, me curvo, lambo a glande suavemente, sem pressa, pra torturar mesmo, ele solta um suspiro, dou o bote: abocanho seu pau o máximo que consigo, com fome disso, dele, quero tanto comer esse homem, meu deus, quero cada pedacinho dele dentro de mim. Tiro o pau da boca e sento devagar, desmontando enquanto o sinto me preenchendo, vou amolecendo, quase desmaiando, ele ao contrário, endurece ainda mais, com um sorriso dormente de canto de boca - quase sofro quando chego no fim, é um fim delicioso, o pau dele todo dentro e eu já sem léxico e sem razão.

Ele segura minha bunda e me puxa pra mais perto, vem cá, gatinha, ele sussurra todo suplicante, vem, juntinho, vem, e eu que nunca tinha gostado do sotaque carioca pago pela língua e gozo pelos ouvidos, me agarro no seu pescoço e colo meu peito junto do dele, a gente tá quente e suado, a gente pulsa juntos, ele me dá um tapinha na bunda, eu cavalgo devagar, ele está ali pra mim, firme e sólido, no meu tempo, do meu jeito, roço o clitoris nele até gozar, ele espera o meu orgasmo, mas eu quero mais, descolo dele, enfio dois dedos na sua boca e com sua saliva me masturbo, gozo de novo, ele parece estar tentando se controlar, ele quer me dar mais, acho bonito, mas agora quero tudo dele, quero fazer ele sofrer de prazer, então rebolo mais rápido e mais forte, ele entende o que tô fazendo, entende que tö dizendo pode gozar, gatinho, e não resiste, se rende, fica parado de braços abertos como o Cristo Redentor e de olhos fechados me deixa comê-lo, até que suas pernas começam a tremer e ele goza lindamente - caímos os dois acabados no sofá, ele faz um carinho no meu cabelo desgrenhado e diz: tigresa, é um prazer ser devorado por você.

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