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Capa do romance Deixe Queimar

Deixe Queimar

Com o reino de Lucis sob a ameaça de um conflito devastador, os irmãos Aziv partem em uma missão vital para recrutar aliados e formar uma resistência. Em meio à luta pela sobrevivência, Apollo Aziv encontra pistas sugerindo que o mítico reino de Dragons, supostamente aniquilado há quarenta anos, permanece oculto. Agora, ele retorna para casa com o objetivo de localizar essa nação lendária, acreditando que seu poder é a única esperança para vencer a guerra iminente.
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Capítulo 3

Era uma noite sombria no castelo de Lucis. Apollo estava na sala principal, absorto em seus pensamentos, quando a porta se abriu abruptamente. Seu irmão, Luk, adentrou, visivelmente ferido e exausto. O rosto de Apollo se contorceu em preocupação ao ver o estado de Luk.

- Luk! O que aconteceu? Você está ferido! - exclamou Apollo, levantando-se rapidamente de seu assento.

Luk apoiou-se contra a parede, respirando com dificuldade.

- Não é nada, irmão. Preciso saber... onde está minha filha? - perguntou ele, sua voz carregada de urgência.

Apollo franziu a testa, confuso com a pergunta.

- Ela está dormindo, como sempre, na ala oeste. Mas o que houve? Por que está tão machucado? - inquiriu-o, avançando para ajudar Luk a se sentar em um dos bancos próximos.

Luk suspirou pesadamente antes de responder.

- Fui atacado... por Selkies. Eles vieram quando eu estava sozinho... disseram que a guerra está próxima - revelou, olhando fixamente para seu irmão.

Os olhos de Apollo se arregalaram com incredulidade e preocupação.

- Selkies? Mas por quê? O que eles querem? - perguntou ele, sentindo um calafrio percorrer sua espinha.

Luk abaixou a cabeça, cerrando os punhos com raiva.

- Eles querem vingança, Apollo. Por causa das terras que ocupamos, eles querem guerra... querem tomar tudo o que é nosso - explicou, sua voz carregada de pesar e determinação.

Apollo ficou em silêncio por um momento, absorvendo a gravidade das palavras de seu irmão. Sabia que a situação era séria e que precisava agir rapidamente para proteger seu reino e seu povo.

- Então é guerra que eles querem... - murmurou Apollo, levantando-se com determinação. - Vou convocar o conselho imediatamente. Precisamos nos preparar para o que está por vir.

Com um aceno de cabeça, Luk concordou.

- Faça o que for necessário, irmão. Mas lembre-se, estamos juntos nesta batalha.

Apollo assentiu, sentindo o peso da responsabilidade sobre seus ombros. Sabia que o desafio à frente seria árduo, mas estava determinado a proteger seu reino e sua família a qualquer custo.

[...]

Apollo e Luk estavam reunidos na grande sala do conselho, cercados pelos nobres e líderes militares do reino de Lucis. O clima tenso pairava no ar enquanto todos aguardavam ansiosamente pela próxima decisão.

O líder do conselho ergueu-se com uma expressão grave.

- Como vimos, a ameaça dos Selkies é real e iminente. Para enfrentarmos essa guerra, precisaremos de um grande exército ao nosso lado.

Apollo assentiu, compreendendo a gravidade da situação.

- Estou ciente, líder Gérard. Mas como vamos conseguir reunir um exército tão grande em tão pouco tempo? - questionou Apollo, preocupado com a logística da empreitada.

Um dos conselheiros mais experientes tomou a palavra.

- A chave está nas alianças, príncipe Apollo. Precisamos buscar o auxílio de outros reinos vizinhos. Juntos, podemos combater essa ameaça com mais força e estratégia.

Luk assentiu, concordando com a sugestão.

- Então devemos partir imediatamente em busca de aliados. Precisamos viajar de reino em reino, pedindo ajuda e formando uma coalizão poderosa.

Todos assentiram, aprovando a proposta.

- É uma missão arriscada, mas necessária.

- Partirei ao amanhecer e não pouparei esforços para garantir o apoio de nossos vizinhos - disse Apollo.

Luk e Apollo trocaram olhares determinados.

- Faremos o que for preciso. Não descansaremos até garantir a segurança de nosso reino e de nosso povo - declarou Luk, erguendo-se com determinação.

Com o conselho unido em seu propósito, os dois irmãos estavam prontos para começarem os trabalhos. Apollo partiu na manhã seguinte em uma jornada perigosa em busca de aliados. Sabia que o destino de Lucis dependia do sucesso de sua missão, e estava disposto a enfrentar qualquer desafio que surgisse em seu caminho.

[...]

O sol já começava a se pôr quando Apollo cavalgava com determinação pela densa floresta. Cada galope do cavalo ecoava entre as árvores altas, enquanto os raios de sol filtrados pelos galhos lançavam sombras dançantes pelo caminho.

Apollo estava tenso, sua mente alerta para qualquer sinal de perigo. A missão de buscar aliados para a iminente guerra pesava em seus ombros, mas ele estava determinado a cumprir seu papel.

De repente, um ruído estrondoso quebrou o silêncio da floresta. O coração de Apollo disparou e ele puxou instintivamente as rédeas do cavalo, fazendo-o parar abruptamente. Seus olhos escanearam o ambiente, procurando pela fonte do som.

Então, emergindo das sombras da floresta, surgiu uma criatura terrível: um Typhon. Era uma besta colossal, com pelagem verde-escura e presas venenosas à mostra. Seu tamanho era assustador, três vezes maior do que qualquer javali que Apollo já vira.

Sem hesitar, Apollo desmontou do cavalo, sua espada em punho. O Typhon investiu com ferocidade, suas presas brilhando à luz fraca do entardecer. Apollo se esquivou ágil, desviando dos ataques da besta com destreza.

A batalha era intensa, cada golpe trovejava pela floresta, ecoando entre as árvores. O suor escorria pelo rosto de Apollo, mas sua determinação permanecia inabalável. Ele sabia que não podia permitir que essa criatura atrasasse sua missão.

Com um movimento rápido, Apollo conjurou suas habilidades mágicas, lançando feitiços poderosos contra o Typhon. Raios de energia iluminaram o ar, enquanto a criatura rugia de dor.

Mesmo ferido, o Typhon continuava a investir com fúria. Mas Apollo não recuou. Com uma determinação implacável, ele canalizou suas energias, concentrando-se em um último ataque.

Com um grito de guerra, Apollo desferiu o golpe final, cortando profundamente no flanco do Typhon. A besta uivou em agonia, antes de cair, finalmente derrotada, aos pés do semideus.

Apollo respirou fundo, sentindo o peso da batalha em seus ombros. Ele olhou ao redor, agradecendo aos deuses por sua vitória. A missão continuava, e ele sabia que enfrentaria desafios ainda maiores adiante. Mas, por agora, ele celebrava sua vitória na escuridão da floresta.

Sem perder tempo, Apollo montou novamente em seu cavalo, que estava um pouco assustado devido à batalha acontecida naquele mesmo momento. Apollo passou a mão pelo pescoço do animal, acalmando-o. Ele falava que estava bem, que não tinha mais nada ali. Assim que o animal se acalmou, eles seguiram viagem, atravessando a floresta sem pausa, mas em um ritmo mais lento para não cansar o cavalo.

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