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Capa do romance Daughter of the Night

Daughter of the Night

Rejeitada pelos próprios pais desde o nascimento, Lua Celest cresceu em total abandono, recebendo apenas o básico para sobreviver. Apesar de sua trajetória indigna, ela possui um potencial extraordinário oculto em seu corpo e mente. Agora, a jovem enfrentará desafios brutais para provar seu valor e reivindicar seu lugar sob a luz. Determinada, ela lutará para superar os estigmas sombrios impostos por outros e conquistar o reconhecimento que merece.
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Capítulo 2

5 anos depois.

Uma pequena menina acorda com os primeiros raios da manhã.

Seus cabelos negros que já batiam até sua cintura cobriam parte de seu rosto ao qual ela enfiou para debaixo do travesseiro em uma tentaviva falha de dormir por mais 5 minutos quando Jani entra pela porta.

Pequena hora de acordar, hoje o dia está lindo. - disse Jani com alegria.

A menina então geme um pouco sobre o travesseiro e com a voz sonolenta fala.

Mais 5 minutos. - disse a menina em seu pos sono.

Mas logo ela foi tirada disso quando abruptamente Jani puxa os lençóis de sua cama a fazendo receber de vez a luz solar que adentrava pelas janelas.

Nada disso mocinha sabe que tem que se levantar cedo para os estudos. - disse Jani com um olhar serio sobre a menor.

Então finalmente a pequena menina se levanta e mostra seu rosto sonolento ainda abrindo seus olhos mostrando um lindo tom carmesim que parecia um rubi de tão lindo que era seu olho.

Jani… você tem 60 anos eu tenho 5 me deixe dormir mais… tenho certeza que assim crescerei de forma mais sábia. - disse a menina de olhos vermelhos.

Logo Jani pôs ambos os braços na cintura e bufou.

Humpf, eu tenho 61 e ainda estou em pleno vigor e você ficará assim um dia também! Por isso precisa comer bem e estudar bastante para saber se virar sozinha. - disse Jani. - Afinal de contas eu… - Jani ia termina a fala quando foi interrompida pela voz sonolenta da garotinha.

Eu sei… você não estará aqui para sempre nem você nem o senhor Romero. - disse a menina com sono.

Jani então sorriu levemente para a garota nos últimos 5 anos Jani que era a parteira de seu nascimento vinha cuidando da pequena abandonando seu trabalho como parteira e vivendo com seu marido cozinheiro na mansão dos Celest.

Em 5 anos ela viu aquele bebê se torna uma pequena dama, mas infelizmente ela só poderia a chamar de querida, pequena ou menina, já que o conde e a condessa não a nomearam e nenhum plebeu poderia nomear um nobre e mesmo que a menina não fosse tratada como uma nobre corretamente ainda era uma nobre.

Uma nobre sem nome.

Ela não tinha amigos, não podia deixar a mansão por muito tempo, não poderia ir a cidade, não podia nem mesmo comer na mesma mesa que seus pais ou irmãos, ela era completamente isolada do mundo vivendo apenas na ala norte da mansão.

Um exílio para um monstro como o conde chamava.

Mas Jani via apenas uma calma e sensível garota que podia contar na mão as palavras ditas do seu pai para ela em toda a sua vida.

Ela não merecia isso.

Jani? Eu estou pronta, posso tomar o meu café da manhã? - disse a menina.

No mesmo instante Jani saiu de seus pensamentos e se voltou a pequena em sua frente que havia se trocado e colocado um vestido leve sobre si.

Claro que pode minha flor, hoje temos torradas e croissants com um pouco de queijo e um suco de laranja. - disse Jani com alegria.

A menina então foi até a mesinha em seu quarto onde Jani colocou a comida que havia levado consigo na mesinha e se sentou a frente da mesma.

Hoje estamos comendo bem alguma comemoração? - perguntou a menina

Jani sorriu docemente.

Sim, hoje é seu aniversário de 5 anos, esqueceu? - falou Jani com orgulho.

A menina deu um sorriso fraco mas respondeu com calma.

Já é essa data? - perguntou com calma.

Sim. - disse Jani com alegria.

Eu vejo. - disse a menina de olhos vermelhos cabisbaixa.

Jani notou logo que a mesma estava triste, mas não podia fazer nada quanto aquilo aos dois anos a menina perguntou porque não tinha nome e porque seus pais nunca estavam perto de si.

Jani lhe contou a verdade.

Ela sabe que foi dura com uma criança tão jovem mas foi preciso pos a menina queria muito se encontrar e comer junto com sua família como presente de aniversário…

E aquilo não era possível.

Desde seu nascimento sua irmã mais velha Sophie havia ficado doente e nenhum curandeiro havia encontrado a cura para tamanha doença dela.

Os pais da menina de olhos vermelhos a culpavam por isso.

Mas Jani achava que era muita crueldade culpar uma criança por algo que a mesma não tinha culpa.

Coisas estranhas e terríveis aconteciam sim durante uma lua de sangue, mas uma criança sempre seria uma benção independente de que dia ela foi concebida.

Não quer comemorar seu aniversário pequena? - disse Jani tentando levantar o astral da mesma.

Logo a menina balançou a cabeça.

Não, apesar de eu gostar do bolo que o senhor Romero prepara para mim todo ano… esse ano não quero comemorar nada. - disse a menina cabisbaixa.

Jani deu um pequeno sorriso triste ao ver a menor brincando de forma triste com seus próprios cabelos, então a mesma se levantou e se ajoelhou ao lado da menor pegando suas pequenas mãos delicadas.

Não seja por isso, você é especial para nós, nós sempre iremos querer comemorar seu aniversário, mesmo que meu marido reclame muito da quantidade de açúcar que você quer no bolo. - disse Jani brincando com o fato da menor gostar do bolo bem doce.

Isso teve efeito quando a menina sorriu genuinamente para ela.

Ah como Jani queria compartilhar esse sorriso com o mundo, ele trazia tanta paz e serenidade que a mesma não entendia o porquê da mesma ser tão isolada do mundo.

Ou pelo menos se fazia de desentendida.

Então vamos comemorar seu aniversário como todos os anos o que acha? - disse Jani alegre.

Então a menina concordou com a cabeça.

Está bem… eu acho que não quero perder meu bolo doce tambem. - disse a pequena.

Jani ja ia falar sobre o que elas poderiam fazer para comemorar o dia de seu aniversário quando Romero abre a porta do quarto com respirações profundas depois de ter corrido sabe se lá quanto pelos corredores da enorme mansão.

Romero, o que houve querido? - disse Jani

O que houve senhor Romero? - perguntou a menina também preocupada.

O homem apenas engasgou e então a menina e Jani o levaram para uma das cadeiras e com as mãos a menina começou a abanar o homem enquanto Jani pegava um copo com água para o mesmo.

Assim que Jani deu o copo com água, Romero a bebeu de vez e aos poucos foi recuperando a sua respiração e a cor voltando ao seu rosto que estava vermelho pela corrida rápida da cozinha até a ala norte.

Quando Jani percebeu que o marido estava melhor perguntou.

E então, o que houve homem? O que te fez vir voando aqui? - perguntou Jani confusa.

Afinal de contas havia pouco tempo que ela tinha passado na cozinha para pegar o café da manhã da jovem menina de olhos vermelhos.

Um novo curandeiro chegou… - disse Romero sem fôlego ainda

Jani então suspirou.

Sim isso sempre acontece… qual é a novidade? - disse Jani sobre a notícia nova e alarmante do seu marido.

Então Romero sorriu.

A diferença é que… esse foi o curandeiro do rei e da rainha e está aqui para tratar a jovem dama Sophie… ele pode então tratar a jovem dama também! - disse Romero com um sorriso.

Aquilo fez lágrimas caírem nos olhos de Jani encanto cobria com a mão um suspiro de sua boca.

Finalmente sua esperança de que a menor poderia ter uma vida normal finalmente havia chegado e agora ela poderia finalmente viver uma vida normal igual a qualquer outra dama da alta sociedade.

Jani, o que houve? Porque você está chorando? - falou a pequena.

Jani então sorriu e a abraçou com força.

Finalmente sua esperança apareceu minha querida, finalmente a chance de você ser uma garota normal apareceu. - disse Jani

E com isso o senhor Romero se juntou a ambas quando a menor começou a chorar de emoção também em meio ao abraço afetuoso que apenas aqueles casal de idade poderia lhes dar.

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