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Capa do romance Contrato de Atração

Contrato de Atração

Warren Kempf reflete a ganância e o desapego do pai, William, sempre obtendo o que deseja. Sua vida muda ao cruzar com Charity, uma mulher marcada por traumas e pela dificuldade em confrontar os outros. No entanto, o desprezo pelo estilo de vida do herdeiro a encoraja a finalmente dizer não. Em meio a segredos e dilemas, ela se torna assistente dele, dando início a um inesperado acordo que unirá seus mundos opostos sob uma intensa atração.
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Capítulo 3

O telefone tocou na frente da empresa e quando Warren viu aquela mulher com um jeans e uma blusa vermelha ele quase arrancou os olhos, ela mal usava maquiagem e só não estava de Crocs por um milagre divino.

Ela tinha ousado ligar para ele como se ele estivesse atrasado e ainda vem com a droga daquela roupa.

— O que pensa que está fazendo? — ele diz a olhando de cima a baixo — uma assistente de um CEO não anda com jeans, cara lavada e tênis! Você parece a porra de uma adolescente sapatão que ainda não descobriu o estilo — ela cruza os braços.

— Isso foi meio homofóbico — ela diz enquanto ele revira os olhos — eu sou bissexual tenho lugar de fala e você sabe disso está na internet, agora vamos o mais rápido possível para uma Chanel e depois para uma Gucci e também para uma Prada.

— não posso gastar dinheiro com roupas caras — ele pensou que ela é muquirana pois mal sabia que ela dava boa parte do dinheiro para sua família que ela nem ao menos via — eu pago as roupas, com tanto que eu não pareça estar andando com alguém que eu faço caridade.

— e teria algum problema nisso? — ele odeia o jeito quase político de tão bonzinho de Charity — a vida não é a droga do seu twitter, no mundo real mulher gostosas conseguem coisas, e lugar de bilionário do lado de pobre é no Instagram, e eu acho patético aquilo.

Até mesmo Charity não discordava que pessoas que fazem caridade e postam fotos de pessoas por engajamento é patético e cruel.

Warren olhava satisfeito para o primeiro terno Prada que Charity tinha colocado, ele tinha umas marcas de costura feitas a mão que fazia Warren querer roubar a costureira que o fez, já Charity não se importava nenhum pouco.

— Eu consigo achar um idêntico por 8 dólares — Charity tinha sorte que Warren é totalmente contra violência contra mulheres — e com certeza as crianças asiáticas que costuraram serão tão boas na costura quanto as damas que fizeram essa obra de arte.

— Até parece que não tem trabalho escravo no caso da Prada — ele mostra o dedo do meio enquanto alguém vem buscar sua taça de champanhe.

— Vocês costumam empregar ex-presidiarios? — ela tem coragem e ele começa a rir alto — Charity, nossos clientes andam com bolsas de meio milhão de dólares, não vai querer colocar alguém que está refazendo a vida em um local de tentação desses, manda seja lá quem for esse para lavar algum banheiro de aeroporto como qualquer ex-presidiario pobre — ela confirma meio sem graça e ele não entende o motivo da curiosidade — não me diz que é uma daquelas mulheres que mandam cartas para esses caras.

— Eu namorei um o Dennis, e ele precisa de um recomeço, eu só queria ajudar — ele confirma com a cabeça — terminou com ele porque ele foi preso? — ele pergunta e ela não entende porque disse a verdade.

— não, porque ele me traiu com a agente de condicional dele — em pelo menos uma coisa o Warren podia admitir que Charity é muito boa, em fazer ele rir. Imagina esperar um cara na cadeia e assim que ele sai vai dormir com outra, é desastroso de engraçado.

— Você é estranha, sinceramente se alguém que eu esperava me traísse depois de eu me abster de sexo por meses ou anos, não sei e não me importa, eu sinceramente iria cuidar para que ele acabasse na rua comendo lixo e as próprias fezes — Charity nunca entendeu o sentimento de mágoa de verdade, ela guardava tudo dentro de uma caixa de Pandora que um dia vai explodir e causar uma guerra nuclear, porém no momento ela só era uma pessoa que queria paz.

— Eu não preciso me dar ao trabalho ele é alguém que acabou de sair da cadeia e desempregado — ele faz uma expressão de "e daí?" e ela quase ri.

— Você seria quase engraçado se não fosse narcisista e com traços psicopatas — ela diz e ele pensa que nenhum dos seus funcionários o trataria assim, e por mais que ele estivesse com alguns amigos e seu irmão que é um pouco mais que isso, ele sentiu que conviver com alguém que odeia, mas no fundo gosta pode ser legal.

— Você seria legal se soubesse que para você é senhor Kemp — ela dá de ombros — tanto faz.

— O que está achando do curso de investimento que a minha advogada te passou? — ele pergunta e ela se lembra do curso que ainda nem começou — eu agradeço mesmo por achar que eu tenho capacidade de fazer algo assim, mas eu não tenho — ele para de andar na hora.

— Você tem algum tipo de limitação mental ou algo assim? — ele pergunta e ela nega meio sem graça — então você é capaz sim, e nunca mais ouse dizer o contrário na minha frente. Se alguém lhe disse isso alguma vez, ele estava mentindo e é um idiota — ele diz e ela vai logo atrás com o termo bege que ele mais gostou da Prada enquanto ordena a vendedora a jogar a roupa que ela estava no lixo.

— Eu não disse que era para jogar a minha roupa no lixo — ela reclama e ele começa a rir novamente — você é uma mulher bonita, jovem e bem sucedida, da próxima vai acabar com uma blusa escrito gorda e sozinha, só o que me faltava — ela arregala os olhos — tem alguma coisa contra os gordos? — ela pergunta e ele revira os olhos — não, a sociedade tem algo contra os gordos não eu, já eu não sinto absolutamente nada sobre gordos, só não convivo com eles porque ao meu redor tem pessoas com acesso a cirurgia plástica e são gostosas o bastante para ser pobres e conseguir laçar alguém rico.

— Olhando para mim acha que sou gostosa o bastante para laçar alguém rico? — ela pergunta e ele a olha de cima a baixo mesmo sabendo a resposta — depois de um bom corte de cabelo e academia diária você pode pegar um velho tarado no fim da vida ou o meu irmão que é estranhamente quase a mesma coisa.

Quando o cabeleireiro olhou para a Charity e disse ruiva ela se assustou, mas ela não ia dizer nada porque ele parecia bem animado, esse era o jeito dela em tentar agradar as pessoas.

Quando ela se olhou gostou do que viu, ela nunca esperava que fosse se sentir tão bonita quanto se sentiu naquele momento, e o lado humano de Warren muito maior do que aparenta se sentiu feliz com a expressão de animação dela.

Sempre seguindo Warren era o trabalho dela e enquanto Webster mandava beijos para ela que sorria e roubava café de sua garrafa mesmo tendo uma cafeteira elétrica no espaço do café e enchendo de açúcar porque o café de Charity é sem açúcar.

Warren olhava para o irmão como se ele fosse idiota existia uma máquina gigante que fazia até capuccino e ele atrás de uma droga de café.

Charity é tão observadora que já sabia até copiar a assinatura do seu chefe enquanto puxava ele de um lado para o outro para suas reuniões enquanto sua secretária a olhava de ponta de olhos querendo arrancar todos os membros dela pois ela sempre achou que Warren seria o convite para a alta sociedade mesmo ele sempre ignorando ela sempre que possível. Charity estava tão focada em mostrar a seu chefe que ela podia ser útil que mal percebeu que existia um bolão sobre ela ou estar fazendo sexo com Warren ou ela saber algum podre sobre ele.

Na pausa do café eles descobriram que não pois ela está imitando o jeito imponente dele andar de forma engraçada e todos gostaram dela de cara diferente de Warren que as pessoas geralmente se esforçavam para gostar.

Infelizmente Warren tem acesso as câmeras e viu tudo além de ver ela falando que ele só estava onde está por ter um pai rico, o que é verdade, porém ele não curte muito ouvir.

— Não quero você falando mal de mim para os outros funcionários — ela deu de ombros — eu tinha desconfiança de que o senhor estava vigiando a gente, só queria ter certeza — ela diz já saindo e voltando com todos os contratos dele catalogados como ele ensinou apenas uma vez, e ele ficou surpreso dela ter conseguido pegar tão rápido, porém nunca ia admitir que se sente assim.

— Eu sei que para a senhorita o controle pode ser algo negativo, porém para alguém como eu é essencial para manter as coisas como estão, todo mundo vê os bilionários como monstros sedentos por sangue, porém salvamos produtos internos brutos — ela se importava tanto com isso como qualquer pobre, ela o detestava e essa palestra de Salvador a irrita ainda mais.

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