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Capa do romance Comprada Pelo Senhor Mourett

Comprada Pelo Senhor Mourett

Mia Carrozzini vê sua vida ruir quando o próprio pai a vende para quitar uma dívida. O comprador é Oliver Mourett, o implacável magnata dos cassinos em Los Angeles. Forçada a conviver com um homem frio e poderoso, ela enfrenta uma realidade de segredos e jogos de influência. Entre conflitos e uma atração inevitável, ambos precisam encarar traumas do passado. Resta saber se o amor florescerá em um mundo de mentiras ou se suas diferenças os destruirão.
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Capítulo 3

༺ Oliver Mourett ༻

No meu cassino, havia os piores tipos de pessoas, desde viciados em jogatina até contrabandistas e traficantes de drogas, e todos eles vinham aqui jogar e acabavam perdendo muito dinheiro. Não entendia esse bando de idiotas que, quanto mais perdiam dinheiro, mais continuavam se afundando em dívidas, como era o caso de Afonso Ricardo Carrozzini. Ele me devia até os cabelos do rabo por gostar tanto de jogar e sair com as mulheres do cassino.

Todas as vezes, ele assinava uma promissória me dando alguma coisa para garantir o dinheiro que ele gastava quando pegava emprestado comigo por mês, e sua dívida foi só acumulando. Então, fui até o meu contador para saber quanto ele estava me devendo. Já passava de dois milhões e meio, e eu não podia deixar essa dívida continuar, então mandei investigar a vida dele.

Acabei descobrindo que ele não possuía nada, a não ser uma casa que ficava no Brooklyn. Não acreditava que eu tinha caído em um golpe com aquele, já que sou sempre precavido. Claro que, quando ele chegou com um nome daqueles, bem vestido, eu acreditei que ele era mais um milionário idiota que estava ali torrando todo o seu dinheiro, e fui abrindo crédito para esse imbecil.

Quando o chamei até o meu escritório, ele afirmou que não tinha o dinheiro, mas que emprestaria de um amigo. Porém, percebi que ele estava tentando fugir. Mandei que os meus homens o segurassem e lhe dessem uma surra para que ele aprendesse, e avisei que, se ele não pagasse tudo que me devia, ele provavelmente perderia sua vida, porque eu não sou o tipo de homem que tolera dívida em dinheiro. Ou me paga o que deve, senão infelizmente acabo cobrando de outra maneira. Sempre foi assim.

Tinha que manter o respeito que o cassino possuía. Se eu fraquejasse com ele, todos se achariam no direito de fazer o mesmo. O homem implorou tentando hipotecar o carro e a casa, porém afirmei que o que ele tinha não pagava nem metade da dívida. Continuou implorando até que resolveu me oferecer a sua filha. Olhei desacreditado como ele teve essa coragem de fazer isso? Um homem como ele era nojento, pois não tinha escrúpulos. Continuei ouvindo a sua proposta.

Ele me falou que sua filha valeria a pena, pois era uma mulher muito bonita, sem falar que tinha apenas 19 anos e era virgem. Confesso que quando ele me disse aquilo, atiçou minha curiosidade.

Eu nunca havia ficado com uma mulher virgem. Geralmente acabava transado com essas mulheres de dívida, mas quando passava alguns meses eu simplesmente as liberava e afirmava que a dívida estava paga e claro, mandava elas sumirem do mapa.

Então mandei os meus homens irem atrás da garota. Eu realmente queria vê-la para ver se valeria a pena. O segurança me afirmou que ela havia dado trabalho para entrar no carro. Eles tiveram que dopá-la para que ela pudesse vir sem se recusar. O homem me observava nervoso e claro, parecia arrependido de ter me proposto isso.

Quando a garota chegou, afirmei para que ele fosse comigo até lá, pois eu queria ver a cara que ele iria encarar filha após tê-la vendido para pagar parte da dívida. Ele de imediato recusou e disse haver mudado de ideia. Porém, fui sincero quando disse que não aceitava que alguém retrocedesse da sua palavra e assim que entramos percebi que a garota acabara de acordar. Ela era realmente um anjo de tão bela e parecia assustada com tudo que acontecia.

Mas além de ter muita beleza, ela também era bastante petulante e respondona e aquilo me atiçava ainda mais. O homem praticamente implorou para que eu mudasse de ideia, porém não voltei na minha palavra e quando ele tentou pedir perdão para filha, ela simplesmente virou a cara e pediu que ele se afastasse, pois jamais iria perdoá-lo pelo que ele havia feito.

No final fiz. Ele assinou um documento que ele havia aceitado vender a filha como parte do pagamento e afirmei querer o restante do dinheiro e que desse um jeito de me pagar, porque eu não tolerava gente caloteira. A garota ainda tentou me responder, porém, a coloquei em seu devido lugar.

Depois disso, mandei que a levasse para minha casa. Eu não costumava tomar essa decisão, no entanto, a tal de Mia tinha me atraído muito, até mesmo me deixado bastante excitado por me afronta daquela forma.

Mulheres como elas me davam fetiche de puni-las de uma forma gostosa e as calarem com o meu pau, para baixarem essa crista de petulância e ousadia.

Continuo trabalhando no cassino e, mesmo cansado, preciso cuidar dos meus negócios. Quando finalmente decidi ir para casa, já passava das 4 da manhã. Passei pela gerência e falei com meu contador para fechar tudo. Assim que saí do cassino, Jean já me aguardava do lado de fora. Entrei rapidamente na limousine e ele me deu boa noite.

— Boa noite, senhor! Foi mais um dia cansativo, não é?

— Nem imagina como foi estressante! E a garota deu bastante trabalho quando você a levou para casa? — enquanto ele ligava o carro, responde com sinceridade.

— Bom, ela continua indignada, não acreditando que o pai teve coragem de fazer aquilo com ela!

— Eu imagino! Já pensou, você está dormindo e acaba tendo que fugir da sua casa de homens armados sem saber o que está acontecendo? Mas a culpa não é minha, ele devia muito dinheiro ao cassino e, já que não tem como pagar, resolvi tomar a sua filha. — Jean apenas concordou com as minhas palavras e continuou dirigindo enquanto me deixava perdido em meus pensamentos.

Não faço ideia de como será minha convivência com essa garota, mas espero que ela colabore. Se ela for petulante, não vai durar muito tempo ao meu lado. Vou mandá-la para o harém do meu irmão. Depois de alguns minutos, finalmente cheguei em casa. Assim que passei pela porta, Lupita ainda se encontrava acordada. Ela se aproximou sorrindo e perguntou:

— Meu menino, finalmente você chegou? Como foi no trabalho?

— Lupita, o que você faz acordada uma hora dessas? Já são mais de 4 da manhã. — pude perceber que ela ainda estava de pijama.

— Ah, menino, levantei para beber água, pois estava com muita sede! Então, acabei ouvindo o seu carro chegar e vim ver se era você.

— Como sempre, não deixa de agir como uma mãe preocupada! Volte para a cama, já está muito tarde. Eu agradeço, mas não gosto que você fique acordada até tarde. — ela apenas sorriu concordando e respondeu.

— Menino, não se preocupe comigo, eu só estou cumprindo uma função porque mesmo que você não aceite, eu me sinto a sua mãe! Sabe que sua mãe não está mais aqui, mas ela me pediu para continuar cuidando de todos vocês com muito amor.

— Agradeço pelo carinho, minha nona! Você sempre foi uma mãezona, pois eu te considero assim. Mas me diga, minha nova hóspede se adaptou bem à mansão? — Lupita olhou para o andar de cima e respondeu.

— Ela já chorou muito, senhor! Você vai mesmo mantê-la aqui contra a própria vontade?

— Sim, Lupita, eu vou! Seu pai me vendeu ela para pagar metade da dívida, e eu planejo fazer essa mulher virar minha esposa, pois é a primeira que me interesso após anos. — Lupita me olha surpresa e responde.

— Nossa, isso é novidade. Geralmente, você sempre fica com uma até enjoar e depois manda para o harém do seu irmão! Mas acredito que não será fácil, viu? Porque ela não concorda com o que seu pai fez com ela.

— Por mim, eu não ligo! Ela querendo ou não vai virar minha mulher, e deve se dar por satisfeita, pois as mulheres que costumo mandar para o harém recebem um tratamento não muito amigável. — percebo que Lupita me observa com tristeza.

Talvez ela não goste do que estou conduzindo, mas essa é minha vida. Cresci nesse meio, meu pai era assim e, se duvidar, até pior. Então, ela responde:

— Menino, me prometa que você não vai fazer mal a ela? Por favor, tenha paciência. Ela parece ser uma boa garota, acredito que não merece muita maldade.

— Isso vai depender dela. Se me tratar bem, talvez eu seja um homem bom! Agora, se ela resolver ser petulante e respondona, pode ter certeza de que as consequências virão! — entendo como Lupita se sente por ela ser mulher.

Deve ser horrível ouvir uma coisa dessas. Mas, como um milionário e ainda por cima tendo que assumir outros negócios obscuros do meu pai, não me importo muito com os sentimentos de ninguém, exceto os dela, que me criou como se eu fosse seu filho.

— Tenho certeza de que ela vai ser uma boa garota! Só não a faça sofrer. Ela parece que não teve muita sorte na vida. O pai dela deve tanto dinheiro a você assim?

— Sim, ele deve mais de dois milhões de dólares. Nunca vai ter esse dinheiro para me pagar, Lupita. Você entende a gravidade da situação? — Lupita parece muito chocada ao perceber o valor que o pai da garota me deve e responde.

— Nossa, não entendo como um cara faz uma dívida tão grande dessas se não vai ter dinheiro para pagar. É muita coisa para eu administrar. Vou me deitar, tenha uma boa noite, menino.

— Pode ter certeza de que terei, Lupita! Agora, vai descansar....

Ela apenas concorda com as minhas palavras e segue na direção do seu quarto. Eu, por minha vez, sirvo-me de uma dose de uísque e continuo olhando seriamente para a área de cima. Decido subir e dar uma olhada na petulante. Assim que chego em seu quarto e aperto a maçaneta da porta, percebo que está aberta. Ótimo, ela entendeu que não está em sua casa para fechar ou simplesmente trancar a porta.

Entro silenciosamente no quarto e percebo que ela está dormindo. A única coisa que ilumina o quarto é a luz da lua. Então, aproveito para admirá-la. Mia é realmente uma mulher bastante bonita e tem uma inocência que me atrai, que não sei explicar. Continuo percorrendo com meus olhos do seu rosto para o seu busto e finalmente aos seus seios.

Não deixo de retirar o lençol para terminar de admirar seu corpo. Apesar de estar com um pijama um pouco grande, ela realmente tem uma silhueta linda. Ela se espanta ao perceber que está sendo observada e quando faz menção de gritar ou algo assim, rapidamente tampo sua boca com uma das minhas mãos e comento de maneira séria, a observando.

— Xi! Não se atreva a gritar. Eu não vou te fazer mal. Porque se você acabar abrindo a sua boca, vai acordar os funcionários da casa. Não quero isso. Se você não me obedecer, já sabe o que vou te fazer, né? — ela apenas balança a cabeça concordando, enquanto me observa amedrontada.

Percebo que ela está com bastante medo de mim. Realmente tenho um jeito de causar um impacto ameaçador nas pessoas.

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