
Chefe da máfia
Capítulo 3
Primeiro ensinamento da famiglia é: Respeitar e obedecer aos mais velhos sem contestar. Mesmo eu sendo quem sou, jamais desobedeci qualquer um dos patriarcas. Muito menos o patriarca dos patriarcas, ou qualquer um deles. O que me lembra a maldita palavra que dei ao meu papà. Olho Irina sentada do meu lado, e a única coisa que realmente penso neste instante é: Onde eu estava com a cabeça quando aceitei me casar com ela. Ao mesmo tempo penso. A união da famiglia depende de honrar a palavra que damos uns aos outros, e a nossa união está acima de tudo. Enfim, somos o diabo na terra, os intermediários della morte e a tábua da salvação de muitos. Sem piedade é o meu lema. Agora estou a caminho da escolinha Esmeralda, vou pessoalmente buscar a minha pequena Clara. Minha bambina tem apenas dois aninhos e já está sem a mamma. Talvez meu papà tenha razão em dizer que Irina daria uma boa mamma para minha figlia. Por outro lado, minha mamma acha que ela é uma mulher fria demais para isso. A minha cabeça de cima anda indecisa, meu coração fechado e meu pinto quase satisfeito. Quase...que merda!! Olho através do vidro do carro, noto o mal tempo e com certeza não demorar começar a cair uma forte chuva. O inverno em Roma ainda sequer começou, todavia, chuvas fortes e frias já se mostram. O carro parou no sinal vermelho e vejo arruaceiros e arruaceiras. Jovens homens e mulheres andando de skate. Uma coisa rara para a nossa querida Roma. Provavelmente, são imigrantes. Olho mais à frente e vejo a escolinha da minha bambina. Volto o olhar a mulher ao meu lado e penso em jogar ela para fora do carro. Assim, me livraria da maldita palavra, porém, me contenho quando lembro que meu papà não ia acreditar em um acidente. Se caso não viesse a óbito, teria que cumprir a maldita palavra, mesmo com ela danificada, como diria Fred meu primo. O sacrifício será grande ao cumprir uma palavra mal pensada. Uma palavra, que o patriarca dos patriarcas não vai permitir ser quebrada. Ao mesmo tempo, talvez ele tenha razão, e volto a olhar pelo vidro vendo a chuva que agora sim começa a cair. Voo com o skate por cima de um Maybach Exelero preto, um carro de luxo a julgar pela aparência. As pontas dos meus dedos tocam o teto do tal carro, e já só ouço alguém me xingando. Não vejo quem, mas como a boa adulta que sou, mostro meu dedo do meio para o tal. O cara é cego? Só pode para não ter visto uma criança parada no meio do trânsito. O stronzo não viu a bambina e ainda me xinga?! É cego filho de uma égua! Mil vezes stronzo!!!! Salto na frente da pequenina, que mesmo assustada me dá os bracinhos. Ela chorava parecendo muito amedrontada. A pego nos braços e sem hesitar corro com ela até a calçada. Ela chora e se agarra no meu pescoço. — Oi docinho. — Oi doçula. — Fala soluçando, acho graça da careta que a pequena faz. Dou risada e ela gargalha lindamente se acalmando. Nesse instante sinto como se o meu coração se abrisse e dele desabrochasse um sentimento inexplicável... Limpo suas lágrimas, tadinha estava tão assustada. Dou um sorriso, com certeza um belo sorriso. — Bom eu sou a Micaela. E você docinho, como se chama? — Clala. Tala...não sei fala dileitinho. — Bom eu entendi. — Ela acaricia meu rosto e dá sorriso mais lindo e puro que já vi. — Prazer docinho de Clara. — Pazei mimica. Dou beijinho no rosto dela, e a protejo da chuva com meu corpo e a minha mochila. Ela me dá um beijo na minha face e faz minha bochecha sorrir. — Onde estão seus pais? — Não sabolo onde tá mamma. E o meu papà tá a tais boce. Antes que eu me vire, sinto uma mão grande agarrar meu braço.E, antes que eu possa olha quem é, sou jogada para o lado, caindo na calçada de costas no chão molhado. Que filho da puta! Caramba!! Vejo a delinquente que passou por cima do meu carro, provavelmente arranhando o teto. E como se não bastasse, depois que eu a xinguei em minha total razão. Ela como a mal-educada que apareceu ser, mostrou o dedo do meio para mim. E agora, estava tentado algo contra minha filha. Saltei do carro, ergui ela pelo braço arremessando a tal para longe da minha filha. — Nunca mais chega perto da minha figlia. — Falo furioso, poderia matar ela aqui e agora. Me calo quando Clara chorando corre e abraça a tal. Fico pasmo fora de mim. Clara não vai para os braços de mais ninguém. Ah o que essa cadela fez com a minha filha? Desgraçada. Não bastasse ser cadela, é gostosa...meus olhos correm, pelo corpo gostoso da loira sem noção do perigo. Volto a si, quando minha bambina fala com a loira dos infernos. — Mimica tá dodói?
Você pode gostar





