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Capa do romance CEO pai do meu filho

CEO pai do meu filho

Desesperada para custear o tratamento de câncer da mãe, Aline aceita se tornar barriga de aluguel por indicação de uma amiga. Ela só não esperava se apaixonar perdidamente pelo pai da criança, um poderoso CEO que parecia inalcançável. Agora, além de lidar com esse sentimento inesperado, Aline precisa enfrentar a resistência da influente família Grant, que protege ferozmente seus membros. Será que ela conseguirá se tornar uma legítima Carter Grant?
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Capítulo 3

Estou em frente à clínica que faz inseminação artificial. Passei tantas vezes por aqui e acreditava ser uma simples empresa que tem esse serviço. Depois que Shari me falou mais sobre ser barriga de aluguel comecei a pesquisar mais sobre essa empresa. Essa clínica faz trabalho personalizado para essas pessoas ricas que querem ter filhos. Também corre o risco de não ser aceita, acontece todo um processo, mas não é demorado. No começo eu fiquei com dúvida em vir até aqui, passei a ver matérias sobre Barriga de Aluguel. Alguns casos não deram certo pois as mães não queriam entregar os bebês ou até mesmo aparecer anos depois querendo a criança.

Procurei focar na parte em que dar certo e que a mãe não precisa passar por um processo mais tarde. No caso eu evitando problemas no futuro. Ainda fico em dúvida se vou ter coragem de entregar a criança, mas foi uma dúvida totalmente passageira. Minha mãe precisa de mim agora e sei como conseguir o dinheiro, não vou contar para ninguém sobre ser barriga de aluguel até porque deve ter algo no contato falando sobre ter sigilo.

Na clínica conversei com a recepcionista e ela me passou o formulário para preencher. Uma outra mulher com uniforme da Clínica me acompanhou até uma outra sala e nessa sala tinha mais quatro mulheres que estava concentrada preenchendo o seu formulário. Nenhuma teve interesse de virar o rosto para ver quem passava pela porta, a mulher que me acompanhou sorriu e logo se retirou. A sala onde estou me lembrava de uma sala de aula, tinha quatorze mesas e as mulheres estavam cada uma em uma. Acredito que posso escolher onde sentar. Respirei fundo e comecei a preencher o formulário. São cinco folhas.

Depois de preencher o formulário eu fiz os exames que foi pedido e a recepcionista me avisou que amanhã eu teria o resultado de que fui aceita ou não. Estou bem nervosa com esse resultado preciso do dinheiro e se me recusarem eu não sei o que vou fazer. Peguei as minhas coisas e fui direto para faculdade, diferente de outros dias, hoje não foi nada tranquilo. Não consegui prestar atenção na matéria e fui chamada atenção algumas vezes. Estou tão cansada, não tenho conseguido dormir desde sexta, a preocupação com a minha mãe está me consumindo. Me obriguei a deixar esse sono de lado e prestar atenção na aula. 

Hoje a recepcionista me explicou um pouco como vai funcionar. Será da escolha do contratante querer acompanhar minha gravidez junto comigo ou não. E caso queira eu terei que me mudar para um lugar específico e não poderei contar para ninguém, não poderei ficar a vista para evitar perguntas e não poderei ter relações sexuais com ninguém até dar a luz. Vou ter que trancar a faculdade se o contratante quiser acompanhar a gravidez. Hoje meu pai insistiu que eu fosse para casa e descansasse, não discuti. Chegando em casa tomei um banho mais demorado que o normal.

Achei que eu poderia relaxar um pouco durante o banho, mas foi em vão. Quando não estava pensando em minha mãe, eu estava pensando sobre Barriga de Aluguel, não acho que a minha mãe apoia essa ideia ou até mesmo meu pai. Ele vai o questionar como conseguir aquele dinheiro e não faço a mínima ideia do que dizer para ele. Ainda não fui aceita e é com isso que devo me preocupar. Quando eu deitei na cama senti que os meus músculos se contraem como se tivesse passado dias e dias carregando peso. Não demorei para dormir.

Acordei com meu celular tocando e não sei se eu fiquei mais assustada pelo horário que é ou por ver que era uma chamada da clínica. Faltava pouco para meio-dia e meia eu tinha perdido o período da manhã da minha faculdade, nunca tinha faltado antes. Como não escutei o alarme do celular tocar?

– Alô? – Sentei na cama e com a mão livre esfreguei meus olhos.

– Senhorita, Aline Carter?

– Sim, sou eu mesma.

Tentei disfarçar minha voz de sono. As pessoas que tive contato na clínica parecia ter um padrão de voz, elas pareciam um robô falando. Se eu não tivesse falado com elas pessoalmente eu iria acreditar que estou falando agora com aquelas vozes automáticas.

– Estou ligando para confirmar que você foi aceita em nossa clínica. Precisa vir o quanto antes. – Ela avisou. – Você foi escolhido por um cliente e temos que continuar com os procedimentos.

– Eu fui o que? Como assim? Não imaginei que seria tão rápido assim… eu.. – Parei de falar quando notei que estava ficando desesperada. – Desculpa. Estarei aí em uma hora.

– Senhorita Carter, você tem certeza que quer continuar? – Sua voz era gentil agora.

Suspirei. Não tenho outra escolha.

– Sim, eu tenho.

– Ok, até mais tarde. – Ela disse e desligou.

Voltei a deitar na cama e deixei o celular de lado. Quando eles dizem ser rápido realmente é, acreditei que fosse demorar alguns dias, mas não foi. Que seja! Falta pouco para conseguir o dinheiro para minha mãe. Peguei meu celular novamente e disquei o numero do hospital e vou dizer para começarem com o tratamento.

[...]

Dessa vez não fiquei parada de frente a clínica contemplando o lugar. Ao contrário de ontem, hoje o lugar está um pouco agitado. Dar para notar o nervosismo dos funcionários e como querer deixar tudo perfeito. É provável que o dono esteja aqui e se o chefe é tão rígido acaba causando isso nos funcionários.

A mesma mulher que me acompanhou ontem até a sala onde preenchi o formulário me levou para o segundo andar da clínica. Ela abriu a porta de uma sala que é bem maior que meu quarto e nessa sala tinha alguns detalhes de decoração, mas nada chamativo e dois sofás um de frente para o outro.

– Naquela sala irá acontecer o procedimento. – Ela apontou para um porta que não tinha reparado ainda. – A médica está à sua espera. Será um procedimento rápido, não precisa se preocupar. Assim que terminar o contratante estará aqui a sua espera.

– Eu vou ver eles? Hoje ainda?

A mulher deu um sorrisinho e suspirou.

– Tem umas que nascem com tanta sorte. – Ela comentou e saiu da sala.

Continuei olhando para a porta que ela saiu. Hoje vou conhecer os pais do meu filho, ou só a mãe ou só o pai. Será que querem acompanhar a gravidez? Eu acredito que seja um casal, pelo que pesquisei a maioria dos casos são casais em busca de uma barriga de aluguel. Ainda mais quando é a mulher que não consegue ter filhos. Entrei na sala que me orientaram a entrar. A doutora me olhou e sorriu.

– Boa tarde. É nítido o seu nervosismo. – Sorri para ela. – Eu poderia conversar com você até te acalmar, mas a pessoa que contratou o serviço quer que seja feito rápido. – Ela apontou para um lado da sala. – Pode trocar de roupa ali. Você já está aqui dentro e assinou os termos necessários. Vamos dar andamento ao processo logo.

Não falei nada e comecei a fazer o que ela me disse. Quando voltei sentei na cama como ela pediu e abri minhas pernas, ela não disse mais nada e fez o que tinha que fazer. Pensei em minha mãe e como esse dinheiro vai nos ajudar. Por um momento senti meu coração em paz…

– Pronto!

Sentei na cama ainda com as pernas abertas.

– Mas já?

– Sim. – Ela começou a tirar as luvas. – Esperava o que? O sexo longo de três minutos? – Ela riu e se levantou. – Vai se trocar. – Ela deu um sorriso meigo. – Boa sorte, menina. Não sei qual foi seus motivos para escolher ser barriga de aluguel, mas logo estará gerando uma vida.

– Como pode ter certeza? – Fechei minhas pernas e olhei para ela. – Talvez eu não consiga de primeira.

– Minha querida, você é bem fertil e não imagina quantos queriam você. – Seu sorriso aumentou. – Deixou muita gente com inveja aqui.

Fiquei pensativa com suas palavras e resolvi não dizer mais nada. Vesti minha roupa e quando terminei vi que a doutora não estava mais lá. A mulher disse que o contratante estaria me esperando. Respirei fundo e ergui minha cabeça. Abri a porta e encontrei um homem vestido em um perfeito terno preto, ele virou seu rosto lentamente para mim.

– Sente-se. – Ordenou.

Seu cabelo em um preto tão escuro como uma obsidiana. Seu rosto tem traços marcados e uma barba por fazer. Seus braços são longos, tem um corpo grande, eu acredito que tudo nele seja grande. Neguei com a cabeça rapidamente com os pensamentos que tive. Ele é um homem que chamaria atenção de qualquer mulher. E seu rosto sério dá medo como ao mesmo tempo hipnotiza.

– Eu mandei sentar. – Ele chama minha atenção. – É surda?

É lindo, mas é um ogro muito mal educado. Sentei no sofá a sua frente, apenas uma mesinha de centro nos deixando distante um do outro. Achei melhor não rebater ele, mesmo sendo um mal educado, eu prefiro mostrar minha educação.

– Olá. Meu nome é…

– Aline Carter. – Ele me interrompeu. – Eu sei. Tem vinte e dois anos, é estudante de medicina e tem as melhores notas da turma. Faz estágio desde o segundo ano de faculdade.

Eu não coloquei essas coisas no formulário.

– Hmm… – Engoli em seco. – E sua esposa. – Sorri. – Onde ela está?

Ele ficou me olhando por um tempo. Não era essa a pergunta que eu queria fazer, eu iria começar pelo seu nome, mas estou nervosa na presença desse homem.

– Serei pai solteiro. – Ele inclina a cabeça para o lado. – Não quer saber quem é o pai do seu filho?

Meu sorriso sumiu. Esse homem está me estressando.

– E quem é o senhor?

Agora foi a vez dele ficar sério. Fiz algo de errado?

– Você não sabe quem eu sou?

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