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Capa do romance Ceo Cruel

Ceo Cruel

Após a morte da mãe, Domênica passou a sofrer constantes abusos em seu lar. Seu pai, um homem negligente e alcoólatra, acabou acumulando dívidas impagáveis com seu patrão, o impiedoso empresário Ragnar. Sem recursos para quitar o que devia, ele decide entregar a própria filha como pagamento. Agora, a jovem pertence ao cruel magnata, que tem total liberdade para usá-la como desejar, selando um destino sombrio nas mãos de seu novo dono.
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Capítulo 3

O que ele não sabia, era que ela podia ser tão sombria quanto, Ragnar rasgou a calcinha dela, enfiado no meio de suas pernas, a invadiu intimamente com muita intensidade, soltou sua garganta, esperando que ela reagisse, tentasse impedir ou pelo menos gritasse, e nada disso aconteceu.

Completamente cética olhando para o lado, evitando fazer contato visual com ele, ela ficou encarando o nada, permaneceu indiferente como se fosse uma boneca.

Ragnar não esperava por aquilo, se irritou e alcançou o êxtase a enforcando mais forte, indo longe demais, go zou em cima dela a sujando, quando a soltou, ela começou tossir, ficou vermelha com muita falta de ar, ofegante se encolheu na cama, em posição fetal, não derramou uma única lágrima e nem implorou ou pediu para parar.

Ele se limpou na camisola, viu que estavam sujos de san gue, vestiu o roupão e saiu do quarto, sem falar nada, era a primeira vez que fazia algo assim e não soube exatamente como se sentiu, depois.

Domênica ficou pensativa enojada, foi tomar banho se sentindo dolorida, nada muito grave, mas incômodo, demorou bastante se esfregando, desejando que o cheiro dele saísse de sua pele, ficou quase uma hora trancada no banheiro.

Quando saiu, tinha uma bandeja com porções de queijos, salame e frutas nobres no quarto, um balde de gelo com vinho, água, refrigerante, uma jarra de suco natural de laranja, a porta estava trancada.

Em cima da poltrona, tinha um vestido longo, verde folha, tomara que caia, um conjunto de lingerie preto em cima, três pares de sandálias rasteiras iguais, de três tamanhos diferentes, um conjunto de colar e brincos de prata, na cama tinha uma camisola roxa com detalhes em renda preta, curta de cetim, uma calcinha combinando.

A vontade dela, foi de rasgar tudo e atear fogo no quarto todo, sem saber se ele voltaria ou não, ela colocou a camisola, comeu só um pouco dos queijos, os morangos, tomou o suco e se deitou, amanheceu acordada esperando ele voltar, só adormeceu quando estava amanhecendo.

Ragnar também quase não dormiu, de manhã foi ao quarto dela, abriu a porta sorrateiro, curioso, ela estava dormindo, ele abriu as cortinas e a janela da varanda

- Acorde Domênica!

Pegou a jarra d'água, se aproximou e jogou nela

- Vamos tomar café da manhã.

- Levante logo!

Ela despertou no susto, sem saber o que estava acontecendo, o olhou brava, ele foi saindo

- Coloque a roupa que eu escolhi.

- Não gosto de mulheres desleixadas.

Ela se levantou abismada com o quanto aquilo parecia lou co, surreal, foi se arrumar, viu que estava cheia de hematomas, no pescoço, passou muita maquiagem, ficando semelhante a uma gótica, a sofisticação do vestido e as jóias, foi toda anulada, pela escuridão do delineado grosso, com a quantidade de lápis preto e máscara de cílios.

A porta do quarto estava aberta, ao ficar pronta, ela se aproximou para espiar o corredor, foi saindo reparando na casa, desceu as escadas apreensiva, Ragnar estava sentado de costas na mesa de jantar, mexendo no notebook, usando calça jeans, camiseta polo preta, tênis casual, ela se aproximou séria tentando espiar, ele já tinha a visto pelas câmeras, falou ainda de costas

- Deve estar faminta. Gosta de passeios ao ar livre?

Ela encostou em uma das cadeiras o olhando fixamente séria

- Não.

Ele virou a tela para ela poder ver

- Aqui, essa é a dívida de seu pai e pela quantidade de faltas injustificadas, posso também o demitir, por justa causa.

- Pode imaginar, o que vai acontecer com você e o seu irmão?

- Acredito que com certeza, já pensou em contar o que aconteceu, a alguém e preciso te alertar.

- Não vai conseguir nada, fazendo isso.

Começou fazer anotações em um bloco de notas

- Tudo tem um preço nessa vida.

- E esse, é o seu.

Entregou a ela, com um sorriso sádico, as anotações eram

" Primeiro fim de semana R$1.500,00 "

" Viagem de três dias R$1.000,00 "

" Noites em dias de semana R$300,00 "

" Quinze dias R$ 5.000,00 "

Ela olhou, começou rasgar em pedacinhos o olhando nos olhos, jogou tudo no rosto dele

– Porque não pega todo esse dinheiro e vai pra pu ta que te pariu?

- Com o bêbado do meu pai junto?

- Se está achando, que vou aceitar tudo isso calada, está muito enganado.

- Você não sabe, do que eu sou capaz.

Ele se levantou sorrindo, adorando vê-la reagir

- Adoraria descobrir.

A pegou pelo braço, foi saindo a arrastando, o porta malas estava aberto, ele pegou uma corda fina, começou amarrar as mãos dela

- Quando eu acabar, vai desejar ter ficado apenas no quarto.

Deu uma puxada apertando forte

- Está doendo?

Ela permaneceu calada o encarando fixamente nos olhos, ele colou a boca dela com fita, a jogou dentro do porta malas

- Vamos passear, minha puti.nha saffada!

Ela só conseguia pensar no quanto ele era cru.el, teve muito mais rai.va, do que meddo em si, em poucos minutos ela sentiu o carro ligando, começou tocar rock, ele a levou para uma área rural, parou o carro em uma estrada de terra, dentro de uma propriedade imensa dele, abriu o porta malas e a puxou pelo cabelo para sair

- Olha como o ar aqui, é gosttoso.

- Vai andando, até a minha fazenda.

- Vejo que você é durona, vamos nos divertir muito.

Segurando a corda, a levou para o lado do carro, foi entrando dentro

- Cuidado para não cair, ou posso te atrop.elar, acidentalmente e não é o que quero, estragar nosso adorável fim de semana.

A deixou para fora, com dois metros de corda, ligou o carro e começou andar devagar, cantarolando músicas do Metallica, a olhando pela janela, com medo de cair, ela começou andar rápido, sem deixar a corda esticar, quando a velocidade aumentou, ela teve que começar a correr, acabou caindo na terra, machucou o braço, por estar com as mãos presas, andaram cerca de vinte minutos assim, quando ela caiu pela segunda vez, ele soltou a corda

- Pode chorar, se quiser.

- Só não demora, porque os cachorros vão ser soltos.

Olhou o relógio

- Em aproximadamente sete minutos.

- É melhor correr se quiser chegar inteira.

Já dava para ver a casa, ele apontou para o canil, assobiou, tinham três cachorros enormes da raça rottweiller latindo alvoroçados, ela já estava exausta, foi correndo atrás do carro, olhando os cachorros de longe, Ragnar desceu do carro e sentou em uma cerca, a olhando correr desesperada, abriu o canil mexendo no celular, deu sinal para ela, mostrando os cachorros, que saíram correndo em sua direção, para atacar.

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