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Capa do romance Ceo Cruel

Ceo Cruel

Após a morte da mãe, Domênica passou a sofrer constantes abusos em seu lar. Seu pai, um homem negligente e alcoólatra, acabou acumulando dívidas impagáveis com seu patrão, o impiedoso empresário Ragnar. Sem recursos para quitar o que devia, ele decide entregar a própria filha como pagamento. Agora, a jovem pertence ao cruel magnata, que tem total liberdade para usá-la como desejar, selando um destino sombrio nas mãos de seu novo dono.
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Capítulo 1

⚠️ATENÇÃO!!!⚠️

ESSA HISTÓRIA CONTÉM GATILHOS FORTES E PODE ATÉ SER CONSIDERADA UM ROMANCE DARK. 💀

Capítulo 1

Já faziam meses, que as coisas estavam difíceis em casa, Abílio ficou viúvo e caiu na bebedeira, a anos, ele trabalhava como motorista na empresa, para o empresário Ragnar, um homem frio, de temperamento difícil, que não admitia falhas.

Primeiro vieram os empréstimos, para gastos médicos e o funeral, depois os atrasos e faltas injustificadas, no trabalho, a situação estava insustentável, ele só não foi demitido, porque devia e muito.

Prestes a ser surrado, Abílio se humilhou para ter uma oportunidade, de se redimir, Ragnar o alertou, de que iria mandar matá-lo, caso não pagasse o que devia, seus funcionários da segurança, eram bastante intimidadores.

Enquanto conversavam na porta da casa de Abílio, Domênica chegou da escola, com seus cabelos roxos, roupas pretas, maquiagem forte olhos carregados de lápis preto, ficou olhando séria e gritou, perguntando o que estava acontecendo, sem dúvidas, ela sabia se impor, quando queria.

Sua voz e aparência, chamaram a atenção de Ragnar, que estava dentro do carro, ele a achou bonita como uma flor selvagem, a acompanhou com o olhar e deu um prazo, de vinte e quatro horas, para Abílio pagar o que devia.

Abílio se desesperou com medo de morrer e desapareceu o resto do dia, bebeu até cair e não conseguiu dinheiro algum.

Quando o prazo se encerrou, Ragnar fez questão de ir cobrá-lo, já com segundas intenções, enquanto Abílio lamentava, Ragnar observava Domênica no quintal, o encarando brava, então ele sugeriu que fizessem um acordo.

Queria passar alguns dias com ela, em troca de ir abatendo a dívida, Abílio nem pensou duas vezes, olhou para ela e a chamou, Domênica estava de saída, se aproximou invocada

— O que é?

Ela estava de shorts jeans preto rasgado, camiseta folgada com estampa de banda, cabelo preso bagunçado, maquiagem forte nos olhos, batom vermelho, Ragnar a olhou reparando dos pés a cabeça, sério

— Gostaria de te conhecer, melhor.

— Se não aceitar, seu pai vai pagar tudo o que deve, com a própria vida.

— Seu irmão vai para um abrigo ou algo assim. Já que vocês, não tem familiares que possam ajudar!

Ela olhou para o pai séria

— Vai me vender? Pra esse velho arrogante?

— Você é um bêbado no.jento. eu odeio...

Nem terminou a frase, levou um tapão no rosto, caiu sentada, até Ragnar foi pego de surpresa, Abílio chamou atenção dela, a mandando calar a boca e obedecer, Ragnar estendeu a mão

— Arrogante? Você não me conhece para dizer isso.

Ela ficou muito envergonhada, ignorou a ajuda, levantou sozinha

— Nem preciso, alguém que troca se xo, por dinheiro, já diz muito de si.

A porta do carro estava aberta, ela foi entrando no banco de trás, sentou emburrada séria, com a mochila no colo, Ragnar ficou intrigado, porque nem pensou em levá-la tão de imediato, foi entrando no carro

— Sua filha é mais responsável que você, sorte a sua.

– Quando eu me cansar dela, a devolvo.

Os dois sentaram no banco de trás, o motorista e segurança, foi levando o carro, perguntou a onde iriam, Ragnar disse que para a empresa, ia deixá-lo lá e ficar sozinho com ela.

Domênica ficou séria com o olhar cético e o pensamento distante, colocou os fones de ouvido no volume máximo, ele ficou mexendo no celular indiferente a ela, quando chegaram na empresa, o motorista parou dentro, Ragnar puxou os fones dela sendo rude

— Não saia daqui, eu já volto.

— Nem pense em fazer qualquer coisa ou contar sobre o nosso acordo a alguém.

Ela não esboçou reação alguma, colocou os fones de novo o olhando séria, não sabia exatamente o que iria acontecer, mas estava revoltada demais, para se importar.

Ragnar sempre foi um homem frio, achava sua mãe fraca, seu pai era tóxico e surrava a todos dentro de casa, ele cresceu no meio de uma família muito problemática.

A mãe se ma tou quando ele ainda era jovem e o pai faleceu repentinamente, com um infarto fulminante, Ragnar era filho único e foi o único herdeiro, viveu para o trabalho.

Até chegou a se casar e teve muitos relacionamentos frustrados, a maioria tóxicos, ele era bastante infiel também, no fundo tinha desprezo pelas mulheres, de um modo geral.

Achava certo defender a masculinidade dominante, como os " red pills ", que difundem conceitos de masculinidade e feminilidade rígidos.

Há a defesa da masculinidade hegemônica de que o homem não deve demonstrar emoções, afeto, dividir tarefas domésticas ou abraçar outros homens.

E também de uma feminilidade universal, com um padrão de beleza específico, geralmente branco, e com comportamentos tidos como adequados, como se submeter às necessidades e vontades do homem e não usar um determinado tipo de roupa.

Ele sabia que Domênica estava completamente fora dos seus padrões, justamente por isso gostou dela, para a moldar e torturar.

Ragnar demorou duas horas dentro da empresa, ficou a olhando pela janela vigiando, ela esperou quase todo o tempo dentro do carro, ficou deitada no banco de trás, quando saiu para fumar, encostou no carro, ele só então retornou, se aproximou sério, foi abrindo a porta no lado do motorista

— Então, você fuma?

— Poderia me dar um cigarro?

Na distração ela deu um cigarro, ele foi entrando no carro

— Entre logo!

Ela entrou no banco de trás, ele a olhou pelo retrovisor só imaginando as primeiras ma.ldades que faria

— Porque está sentada aí?

Ela se deitou, mexendo no celular

— Não quero ser vista com um velho, como você.

Ele se calou e foi para casa, uma mansão de dois andares, pegava duas ruas, com portões e garagens em ambas, tinha piscina, academia, área de lazer, assim que entraram na garagem, ela se sentou

– Sabe que sou menor de idade, né?

— Tem um nome pra isso!

— Eu nunca, na minha vida, ficaria com alguém como você, por vontade própria.

Ele foi descendo do carro, indiferente as indiretas

— Ótimo. Eu não procuro alguém, que vá consentir qualquer coisa mesmo.

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