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Capa do romance Casamento Relâmpago com o Mafioso

Casamento Relâmpago com o Mafioso

Ao socorrer um desconhecido, Melanie jamais imaginou que estaria salvando Cesare Varricchio, o futuro Don da Camorra. O mafioso, perigoso e obsessivo, a força em um noivado de fachada para alcançar seus planos sombrios. O que era um trato de conveniência se torna um jogo arriscado de poder. Agora, presa ao mundo implacável de Cesare, ela deixa de ser apenas um peão para se infiltrar no coração do homem que comanda o crime com punhos de ferro.
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Capítulo 2

MELANIE

Senti um frio percorrer meu corpo, porque o olhar dele não estava nem perto de ser uma brincadeira. Lembrei que ele mencionou ter uma arma, ou seja, ele não era alguém que eu deveria provocar demais. 

Limpei a garganta e estiquei a minha mão para pegar o meu aparelho na mesinha de cabeceira, finalmente entregando a ele o celular e ele fez uma ligação, falando baixo e em italiano. 

"Alguém virá me buscar em breve. Obrigado," ele disse, calmamente. 

Pelo menos ele agradeceu, não é mesmo?

E, quando ele disse que seria em breve, ele não estava brincando, porque não deu nem dez minutos, e tinha alguém batendo na minha porta. Franzi a sobrancelha. O interfone não tinha tocado... Que falta de segurança! 

"Ele tem uma cicatriz que corta o rosto e os lábios. Careca."

"Okay," falei lentamente e segui para a sala. Olhei pelo olho mágico e vi um homem como o desconhecido tinha me descrito. Abri a porta e se eu o achei amedrontador antes, agora que a porta não mais estava entre nós, eu queria apenas me distanciar. 

"Vim buscar o meu chefe." Ele falou, sem dizer o nome do homem que eu tinha salvado a vida. Mas que inferno, por que tanto segredo? Será que ele era da máfia, mesmo? 

Eu não falei nada e levei o homem até o ferido. Em menos de dois minutos, eu estava sozinha no apartamento. O careca tinha levado o lixo, onde as bandagens do chefe dele estavam descartadas. 

Sentei-me no meu sofá e joguei a cabeça para trás. Tinha acabado. Fosse quem fosse, eu não tinha mais nada a ver com aquela pessoa. 

Eu pensei que era o caso, até que, na manhã seguinte, meu interfone tocou. 

"Entrega?"

"Sim, senhora. Melanie Walton, correto? Pediram que eu fizesse uma entrega neste endereço." 

Suspirei e deixei que o entregador subisse. Assinei a entrega e fechei a porta, colocando a caixa em cima da mesa. Era uma caixa preta, bonita, com uma fita preta também. Não tinha cartão do lado de fora. Abri o pacote. Papel de seda. Preto. Dentro do papel, um tecido preto, com brilhos. Aí sim tinha um bilhete. 

["Vista esta noite. Esteja pronta às 9 p.m."] 

Virei o cartão na minha mão, mas não tinha nada mais. 

"Mas que palhaçada é essa?"

Eu não iria me arrumar coisa nenhuma! Ninguém que eu conhecesse me mandaria aquele tipo de coisa, portanto, eu ficaria quietinha na minha e esperaria. Talvez fosse uma brincadeira! 

Curiosa, tirei o conteúdo da caixa e me deparei com o vestido mais lindo que eu já tinha visto na minha vida! Ele era de um ombro só, com um corpete mais durinho, saia mais aberta e o tecido era fino e bonito, bem brilhoso. 

Eu fiquei tentada a vesti-lo, porém, decidi colocar o vestido de volta na caixa. Eu tomei um banho e me deitei na cama, pronta para assistir um filme no Streaming. Meu dia de folga e eu queria apenas aproveitar. 

No meio do filme, minha campainha tocou. Eu me levantei e fui saltitando. Devia ser a entrega da pizza. Ou o Spencer. Ou ambos. 

Porém, o que eu vi foi o mesmo homem de mais cedo, com a cicatriz. Ele não parecia nada feliz. E eu fui burra em não olhar no olho mágico, antes de abrir! 

"Ah..."

"Senhorita, por favor, pegue a caixa com o vestido e me siga," 

"Eu não vou a lugar nenhum," respondi com toda a coragem que eu tinha dentro de mim. O homem não esboçou nenhuma emoção. 

"Senhorita, eu vou ser direto: ou a senhorita faz o que estou lhe dizendo para fazer, ou eu vou levá-la de qualquer jeito. E acredite, ninguém virá ajudá-la," ele disse isso como se não fosse nada! "Ninguém vai lhe fazer mal. O meu chefe quer apenas conversar."

"Pois o seu chefe pode ir pros quintos dos infernos, porque eu não vou...", senti uma pontada no meu pescoço e, depois, só escuridão. 

Comecei a recobrar a consciência e ouvi alguns burburinhos. O que tinha acontecido? E nossa, a minha cabeça estava doendo! 

Tentei me sentar e percebi que já estava sentada, com a cabeça apoiada em algo macio atrás. Abri os olhos e duas órbitas esverdeadas me observavam. 

"Ah!" Soltei enquanto tentava me afastar, apenas para ver que estava presa. "O que... o que é isso? Me solta, agora!" 

"Senhorita, não adianta se debater, vai apenas se machucar," a moça de cabelos escuros disse, com a voz baixa. "Como a senhorita estava dormindo, precisamos amarrá-la para que não caísse e não se machucasse." 

Olhei incrédula para a mulher. Ela não devia ter mais do que vinte anos e parecia acanhada. Respirei fundo. 

"Está realmente tentando fazer parecer que me amarrar aqui foi um favor?" perguntei e ela engoliu em seco. "Me desamarre. Estou acordada." 

Ela mordeu os lábios e, antes que pudesse se mover, a porta se abriu. Vi o querido 'paciente' ali, em pé, vestindo um fraque. Caramba, como aquele desgraçado podia ser tão bonito?! 

"Tudo bem, Marana, pode ir. Eu cuido daqui pra frente," 

Ela não esperou outra ordem e saiu dali quase correndo. 

A porta se fechou e eu encarei o desconhecido charmoso. 

"É assim que me agradece? Me prendendo?"

Ele fez um leve biquinho e me olhou de cima a baixo. 

"O vestido ficou perfeito. Eu sabia que ficaria ótimo," ele disse, como se falasse consigo mesmo. Apertei meus olhos para ele. "E você está presa porque desobedeceu uma ordem." 

Meu queixo teria ido ao chão, se não estivesse grudado em meu rosto. 

"Desculpa, pode repetir?" Perguntei e soltei uma lufada de deboche. "Ordem? Eu desobedeci uma ordem?" 

Ele se aproximou de mim e minha respiração ficou presa na garganta.

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