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Capa do romance CASAMENTO POR CONVENIENCIA

CASAMENTO POR CONVENIENCIA

Melissa Montalvão vê sua vida mudar drasticamente ao ser sequestrada e levada para a Itália. Lá, o poderoso magnata Afonso Bianchini a força a aceitar um acordo matrimonial para garantir sua herança luxuosa. Enquanto lida com as pressões da influente família dele e o plano de Afonso de ter um herdeiro rapidamente, Mel busca apoio em sua amiga Valentina. Contudo, um segredo oculto testará essa amizade, em meio a um destino traçado por imposições e riquezas.
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Capítulo 1

Estava sentada na biblioteca da escola perdida em meio aos livros sobre a mesa, meu último ano do ensino médio, precisava estudar muito para ingressar numa boa faculdade.

Meu telefone tocou e antes que eu pudesse atende-lo a bateria acabou. Só deu tempo de ver o nome da minha mãe.

Olhei na parede da biblioteca, o relógio marcava dez e meia da noite, foi então que me dei conta que já era tarde, minha mãe devia estar preocupada.

Coloquei meus objetos na mochila, me levantei rapidamente e corri em direção a saída.

A rua estava deserta, não havia ninguém por perto, minha casa ficava a três quadras dali, não era longe, mas naquela hora era perigoso uma jovem como eu andar sozinha.

Respirei fundo e encarei a escuridão, estava com medo e precisava apertar o passo para chegar em casa o quanto antes.

Estava com tanto medo que imaginei que alguém estava me seguindo. Me senti uma idiota naquele momento, o carro que estava estacionado na porta da escola provavelmente estava esperando por alguém e passou por mim sem nem me notar.

Relaxei um pouco, pensei em voz alta...

- Mel, como você pode ser tão tonta assim? pensar que aquele carro estava te seguindo? Quem em sã consciência me seguiria? E porquê?

Decidi me apressar mais um pouco e esquecer essas bobagens, não tinha nada que eu pudesse me preocupar, logo estaria chegando em casa, só faltava mais duas quadras e eu estaria deitada em minha cama descansando.

Virei na esquina e meu coração disparou, senti como se fosse ter um infarto, pensei em correr, mas já era tarde demais.

O carro que pensei estar me seguindo estava parado ali na minha frente, não conseguia ver ninguém dentro dele, os vidros eram escuros.

Tentei controlar o pânico que estava sentindo e disse pra mim mesma...

- Calma Mel, é só uma infeliz coincidência não tem ninguém me seguindo.

Na medida que eu me aproximava do carro, sentia que o meu coração e a minha respiração podia serem ouvidos a quilômetros de distância.

Passei com o corpo enrijecido pelo carro que estava estacionado, nem olhei pro lado, estava apavorada.

Uma onda de alivio invadiu meu corpo, comecei a rir descontroladamente... - Que medrosa eu sou, não havia ninguém me seguindo, que tola você é Mel. Falei em voz alta.

Continuei caminhando até um pouco a frente, decidi me virar e olhar para o carro.

Minhas emoções estavam uma bagunça quando vi que o carro estava vindo lentamente em minha direção entrei em pânico novamente e corri, não adiantava gritar, àquela hora da noite todos já estavam dormindo e as casas do meu bairro possuía sistema ante ruido, ninguém iria me ouvir.

Desejei que não tivesse me distraído naquela hora e ficado na biblioteca até tarde. Minha vida estava em perigo e eu não fazia ideia de quem estava me seguindo e o que queria comigo, só queria estar em casa agora.

Pensei na minha mãe naquele momento, o quanto ela havia me dito para não me atrasar e chegar tarde em casa porque era perigoso, mas não imaginava que algum dia teria um carro me seguindo.

- Minha casa está logo ali virando a esquina, vou correr o mais rápido que posso para chegar logo. Pensei enquanto corria o mais rápido que pude.

Fiquei paralisada quando ouvi o ranger dos pneus do carro derrapar na minha frente e a porta se abrir.

Enquanto eu olhava para um homem alto de terno descendo do carro e vindo em minha direção, me virei e tentei correr, mas meu corpo se chocou com alguém e eu caí no chão aos prantos.

O homem que havia decido do carro perguntou ríspido e sem muita paciência...

- Me diga qual é o seu nome e vamos acabar logo com isso?

Eu estava tão nervosa que não consegui dizer uma palavra, eu só conseguia chorar inconsolavelmente.

- Senhor ela não dirá, me deixe faze-la falar? Precisamos sair daqui logo ou alguém pode aparecer.

- Não se atreva, eu cuido disso!

Um dos homens se afastou fazendo um sinal de positivo com a cabeça e as mãos, enquanto o outro abaixou pegou meu rosto com o dedo e o levantou até a altura de seus olhos e disse.

- Nós não vamos te machucar se você cooperar. Está vendo aqueles homens ali?... Ele disse enquanto apontava o dedo em direção aos três homens que estavam em pé do lado do carro... - São todos meus subordinados e estão loucos por uma ordem minha para acabar com a sua vida, então vamos combinar uma coisa. Me diga a porra do seu nome ou eu descobrirei da minha maneira.

Quando eu ia dizendo meu nome, um dos homens interrompeu dizendo...

- Senhor Tomasi, é ela mesmo que estamos procurando. Dê uma olhada na identidade dela... Melissa Montalvão é ela.

Olhei em direção ao homem que falava e vi que ele estava com minha carteira na mão enquanto entregava meu documento para o outro homem intitulado como Tomasi. Pelo menos era assim que os homens o chamavam, ele deve ser o chefe deles pensei.

O que eles queriam comigo? Não conheço ninguém com este sobrenome. Tentei me lembrar se tinha algo que eles pudessem estar procurando, mas não encontrei nada que fosse interessante, eu era uma garota comum até aquele momento, não havia nada de importante que eu tivesse que poderia interessa-los.

Me acalmei por um instante enquanto observava a conversa entre eles, imaginei que não era nada sério, então parei de chorar, me acalmei enquanto me levantava do chão e perguntava...

- O que está acontecendo? Porque vocês estão me procurando? Não a nada que eu possa fazer por vocês, eu sou uma menina simples, não tenho dinheiro.

- Melissa cale a boca e entre no carro! Disse o homem que comandava os demais.

- Não! Por favor me deixe ir embora minha mãe ficará preocupada, eu não consegui falar com ela porque meu telefone descarregou.

- Não se preocupe com sua mãe, só entre no carro! uma mensagem já foi enviada do seu número dizendo que você irá dormir na casa de uma amiga esta noite.

- O quê? Como você fez isso? Meu telefone descarregou, não é possível, minha mãe não vai acreditar em você, eu não costumo dormir na casa de ninguém ela sabe que eu não gosto de dormir na casa de estranhos.

- Engraçado! Você está enganada porque ela acreditou sem hesitar. A filinha dela está crescendo e precisa ser independente... HA HA HA HA... Sorriu ele zombando da situação

As gargalhadas daquele homem eram assustadoras, sua face estava aterrorizante, seus olhos tinham um tom maligno e intrigante.

Eu não conseguia parar de pensar o que eles iriam fazer comigo, porque eles estavam atrás de mim? O que eu teria feito de errado para isso estar acontecendo?

Senti uma pressão em meu braço, percebi que um dos homens me segurava com força me forçando a entrar no carro. Tentei me soltar, mas era inútil. Aquele homem tinha o dobro do meu tamanho e por mais que eu resistisse não havia nada que eu pudesse fazer

Fui arremessada com força para dentro do carro, os homens entraram em seguida se sentando cada um e um lado no banco traseiro. Nos bancos da frente estavam o tal Senhor Tomasi e ao seu lado no volante outro homem que dirigia em silêncio.

Todos eram muito aterrorizantes e possuíam cicatrizes nos rostos como se fosse uma marca de alguma organização criminosa.

Enquanto eles conversavam, eu chorava inconsolavelmente, pensando se veria minha mãe novamente ou se voltaria pra casa em algum momento. Passou um filme na minha cabeça de toda a minha vida até aquele momento, não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo comigo.

Um dos homens mencionou que alguém tinha mandado me buscar e que ele estava a minha espera e ficaria feliz quando eu chegasse. Mas quem seria? Por mais que eu pensasse não conseguia imaginar quem poderia estar por trás disso?

Naquele momento me dei conta que tinha sido sequestrada, até alguém dar falta de mim já estaria longe. Como minha mãe e meu pai iria me encontrar se eu estivesse longe o bastante?

Sabia que eles não desistiriam tão fácil de me procurar, mas seria praticamente impossível me encontrar.

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