
Casamento do CEO
Capítulo 3
Sua paixão pela ciência falou mais alto, seu sonho de ser advogado ficou para trás. Após muitos estudos e pesquisas seguia sua intuição e o fato de que ele pressentia, que havia algo de muito valor nas suas terras. E isso, tornou uma obsessão. Nunca esqueceu aquela frase de sua mãe, então partindo desse princípio estava pronto para voltar à sua terra natal e ver de perto o que escondia naquele pedaço de chão tão desvalorizado que ninguém plantava e muito menos tinham interesse em comprar. E quando seu pai resolveu comprar o proprietário mal acreditou que alguém estivesse interessado em comprar aquele maldito pedaço de terra.
— Porque maldito? — Perguntou Floriano pai de Henrique.
— Porque ninguém até agora conseguiu produzir nada, e além do mais há uma lenda de que naquele lugar muita gente viu fantasma!
— E o vizinho acredita em fantasma?
— Não acredito, mas vai saber, não acredito, mas também não duvido. Então quer mesmo comprar?
— Quero sim.
— Então vamos fechar o negócio, vamos lá no cartório e fazer a escritura das terras.
— Sim, vizinho, mas não vou passar para meu nome e sim para meu filho caçula. — Feito o negócio as terras foram compradas por um preço de abacaxi, assim Floriano fazia a vontade de sua esposa que se chamava Verônica, a madrasta de Henrique e assim ficariam longe dele. Floriano achava seu filho esquisito porque não saia de casa e não namorava ninguém e não tinha uma vida social, na verdade ele tinha até vergonha do filho, muitas vezes ele desejou que Henrique devesse ter nascido morto e não dar esse desgosto.
Quando Henrique voltou para pesquisar suas terras, e fez questão de nem visitar seus irmãos que naquele momento estavam casados e mesmo que Henrique fosse visitar ia ser rejeitado e não seria bem vindo, então para ele, eles estavam mortos assim como ele estava morto para eles, a única coisa que ele queria era descobrir qual mistério que se escondia que ninguém tinha coragem de pisar se quer naquele pedaço de terra mal assombrada pelo que ele ouviu da vizinhança que trabalhavam por perto.
Henrique riu das histórias que contavam para ele. Na verdade, ele não queria perder tempo e foi entrando dentro daquela mata fechada da qual ninguém tinha coragem de entrar por causa das lendas de assombração.
E para se ter uma ideia, o quanto era difícil para se ter acesso ao lugar. Depois de muito tempo sem ninguém entrar, o lugar se tornou uma mata muito fechada com plantas nativas, e misteriosamente cresceu tão rápido. Embora tenha passado mais de cinco anos sem voltar ao local, Henrique se surpreendeu com as plantas vegetais e tão vistosas. Havia algo de estranho que chamava atenção do local, uma força poderosa e misteriosa que atraia aquele local, antes de ele entrar a mata dentro precisou ir até a cidade que não ficava muito distante, seu pai morava longe da cidade de onde ele trabalhava, que era num lugar no interior, até porque Floriano odiava pessoas que moravam na cidade. Então pelo fato do filho ser diferente dos outros filhos que ele tinha, porque Henrique era diferente, era o mais inteligente que compreendia mais as coisas que aconteciam na volta, quando na verdade floriano deveria ter orgulho e não achar o filho esquisito só porque era o mais esperto e mais inteligente, perfeitos eram os outros 5 filhos analfabetos que mal sabiam escrever o nome. E como Henrique sabia ler e escrever e tirava boas notas em todas as matérias, despertava repulsa em Floriano. Não para Maria, mãe de Henrique, que tinha orgulho do filho. Maria carregava essa dor em silêncio por não poder convencer seu marido que Henrique era abençoado por Deus pela sabedoria e inteligência que recebeu.
Floriano odiava porque o filho era um daqueles homenzinhos da cidade grande da qual ele odiava. A ignorância de Floriano era tanta que para ele filhos eram feitos para trabalhar na roça e não na cidade grande.
— Não coloquei filhos no mundo para ir para cidade e sim trabalhar na roça. — Dizia Floriano para a sua esposa Maria.
A cidade não era grande, com apenas 5 mil habitantes, um distrito que se encaminhava para ser emancipado. Henrique comprou ferramentas para poder entrar dentro da mata, embora a muito tempo que não pegava uma ferramenta desde que foi para cidade grande. Ele não perdeu a prática assim como machado foice ou enxada e picareta, comprou também um facão para entrar dentro da mata. Entre outras coisas necessárias para uma aventura como aquela. Antes de tomar essa decisão, assistiu muitos vídeos no YouTube, queria estar seguro e não queria ser pego de surpresa. Para abrir o caminho foi cortando alguns galhos para não se arranhar. Estava escuro e úmido porque não pegava sol. Com uma mochila nas costas foi cortando galhos com cuidado para não se ferir com os espinhos. Quanto mais ele seguia cortando galhos, mais escuro ia ficando, porque estava se distanciando do lugar onde pegava sol, isso aumentava as dificuldades de chegar em algum lugar que nem Henrique sabia onde ia parar, mas seguindo a sua intuição que era quase uma obsessão de não desistir por nada desse mundo, queria chegar em algum lugar. Era seu terreno que estava explorando. Aquele conselho de sua mãe ficava martelando na sua cabeça. “Aceite de coração esse pedaço de chão, que é muito valioso”.
A pergunta que não queria calar na sua mente era o que podia ser? Guardou em seu coração aquele conselho, até agora tudo deu certo seguindo a sua intuição, que força misteriosa estava por trás? Em que tudo o que ele sentia acontecia. De quantas encrencas ele se livrou por escutar seus pressentimentos até mesmo de ser assaltado num ônibus que certo dia aconteceu, e nem ele sabia porque resolveu pegar uma lotação, estava com pressa para chegar ao trabalho. E se pegasse aquele determinado ônibus, alguma coisa pior poderia acontecer. E quando soube pelo noticiário de TV ficou espantado com a manchete do ônibus ser assaltado e as vítimas terem que entregar tudo o que tinham.
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