
Casamento de Mentira II. A redenção do CEO
Capítulo 2
ENZO MORETTI
Não acreditei quando vi a Valentina. Eu não consegui pensar em mais nada. Eu encostei ainda na parede para me esconder assim que ela ia me ver. Tentei respirar e olhando ela toda sorridente com ele. E ele abraçando e não acreditei quando ela subiu no palco todo mundo gritando e aplaudindo e ele disse:
— Essa é a nossa mais nova estilista de joias, da família Machado e uma joia rara. Ela já ganhou dois concursos e agora ela está aqui representando a empresa. Ela veio hoje representando a empresa e nós temos a honra de entregar o prêmio a Valentina Tommaso.
Eu cheguei a sentar a ficar zonzo com a informação que eu acabei de descobrir.
Me escondi. Deixei que ela não me visse. Porque eu ia pegar ela na hora certa. Eu tinha que falar com ela, mas eu não sabia como. E ele não dava espaço. A cada vez que ela ia falar com alguém ele estava lá do lado. Mas eu ia ficar de prontidão. E hoje eu ia falar com ela e não ia deixá-la sair assim. Sem uma explicação. E quando eu vi que ela deu um sorriso e ele passou a mão nos cabelos dela. Ela sorriu meia sem graça. Não é possível que eles estejam juntos e ela foi em direção ao banheiro e eu a segui.
Estava eu ali na porta do banheiro com uma adolescente apaixonada esperando a namoradinha para beijá-la, as pernas trêmulas, as mãos suando, a cabeça girando ao descobrir que hoje ela faz parte da empresa Machado e não da minha. Como fui tão trouxa, tão bobo em ter deixando-a partir, eu deveria ter lutado por ela.
E quando ela saiu eu fiquei na frente dela, parei o meu corpo e quando ela levantou o rosto e me viu ela disse:
— Senhor Moretti! Ela disse assustada.
— Valentina, surpresa? Eu só queria entender o porquê você partiu sem dizer adeus, sem se despedir. Você acha que precisava disso?
— Pouco me importa o que você acha? Mas o que você quer?
— Eu quero que você saiba o quanto você me fez falta e quanto eu senti sua falta, a sua partida. Eu, a minha vó sofremos com a sua partida e você nem sequer disse adeus, nem para mim, nem para ela. Você simplesmente saiu das nossas vidas. Por que Valentina?
— Eu já disse. Não tenho satisfação a dar nem para você, nem para ninguém. E pouco me importa o que você sentiu. E depois de tudo você ainda se acha no direito de me cobrar qualquer coisa, senhor Moretti. — Não é bem assim Valentina. Você não sabe o quanto eu sofri a falta que me faz. Eu ainda me engasguei e disse de uma vez. — Eu amo você, Valentina.
— Eu não quero o seu amor, é um pouco tarde demais você não acha?
Eu ainda tento segurar no braço dela para conversar e quando eu tento segurar ela tira a mão e me empurra é puxada com tudo eu levei um susto.
— Está tudo bem, Valentina? Ele segurou na cintura dela e puxou e disse: — Ela está comigo, é minha companheira. Vamos embora!
— Noah… não temos mais nada o que fazer aqui.
Ela saiu segurando na mão dele.
Eu não acreditei. Fiquei com tanta raiva, com tanto ódio. Senti o coração disparar. Mas eu não deixei por menos. Eu fui atrás dela. Eu não ia deixá-la ir embora de novo sem dizer tudo.
Eu fui atrás deles e vi quando ele foi para o estacionamento e eu atrás olhando, mas eu não conseguia ver a Valentina. Ele colocou o corpo na frente e quando eu o olhei entrou no carro e saiu disparado, eu ainda bati no carro com raiva, por saber que eu a perdi de vez e anos ela está com ele. Eu me virei correndo para entrar, pegar meu carro e me deparei, e fiquei olhando assustado e olho novamente sem acreditar, era o casal que eu e a Valentina salvamos no acidente de carro, mas o que eles faziam aqui?
Ela já abanou a mão para mim, e eu aceno a mão e todo sem graça, sorri e eles se aproximaram. Ele com uma criança no braço e todo sorridente veio em minha direção.
— Nossa, você se lembra da gente.
— Claro que sim, mas o que vocês estão fazendo por aqui?
— Vê a premiação da Valentina, ela nos convidou, mas e você como você está?
— Estou trabalhando muito. Eu vejo que vocês estão muito bem.
— Sim, nós casamos e o nosso filho. Fiquei olhando e eles perceberam que eu estava distante.
— Nossa, que loucura depois daquela briga e agora casados e filho. Uau!
— A vida é assim feita de altos e baixos. Você tem que continuar a lutar para ser feliz.
— A vida é feita de amor, ódio, surpresa, brigas, não é mesmo meu amor? Ela dizia e me encarava. — Sim, olha que eu e meu amor a gente briga direto. Fiquei olhando aquela criança nos braços deles e os dois sorridentes. — Mas obrigada por tudo, por você ter nos salvado naquele dia. Até falei com Valentina, a gente sempre encontra com ela têm feito parte das nossas vidas.
— Sim, a Valentina tem um coração ótimo. É maravilhosa, é uma joia rara.
— O melhor que sempre temos reciprocamente e nos completamos. Ele disse. — Foi um prazer revê-los e parabéns pela família.
Aquilo ficou batendo na minha mente. Eu entrei no meu carro e fiquei lembrando de cada conversa que tive com eles, e ela voltou em meu pensamento, fechei os meus olhos e lembrei do sorriso dela, do cheiro. Ali no carro ouvindo a minha música favorita, eu fechei os olhos e me lembrei do parque. Ela com os pés no banco rindo e mastigando os salgadinhos favoritos dela e rindo.
“Enzo amei esse pingente e muito mais que o ursão.”
— Meu Deus! E o pingente. Eu passo a mão no rosto e me lembro do pingente e acabei de ver no pescoço dela. — E o colar no pescoço dela. Ela fez um colar de pingente e assim o carrega para todo lado. Eu vi ali uma luz no fim do túnel e sabia que ainda me amava. Eu chego em casa correndo e jogo o paletó no sofá e sorrindo eu ligo.
— Eu vi a Valentina! Eu grito. — Ela está linda, vó.
— Calma Enzo e me conta.
— Ela estava na premiação e nos encontramos rápido. Você acha que tenho chance?
— Claro que tem meu filho. E você já tem a sua resposta: basta correr atrás e trazer essa mulher de volta.
- Eu prometo que vou trazê-la de volta.
Eu desliguei e fiquei olhando a janela e sorrindo eu fecho meus olhos e sinto o cheiro dela.
“A chuva batia na janela e o cheiro exalava em casa, ela estava cozinhando a sua comida favorita, o risoto. Eu fechei os olhos sentindo-me feliz em tê-la ali. Seus dedos deslizam sobre minhas costas e sinto a unha encravada na cintura e ela beijando e mordendo e eu apenas deixei que ela me tocasse depois da noite de prazer que tivemos. Um carinho era a melhor coisa. E quando seu lábio toca na minha pele eu quase gemi. Mas meu telefone estava gritando na mesa e meu corpo também pulsando e tremendo de tesão. E olho para ela estava vermelha sorrindo na ponta dos pés esperando que eu continuasse. E atendo olhando para ela que deixou a minha camisa cair pelo corpo ficando apenas de fio dental de renda e eu sorri e disse:”
“Valentina?”
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