
Caminhos do coração o amor sobe o morro
Capítulo 2
— Pensou que poderia escapar tão facilmente, Luísa? — Falou, bloqueando meu caminho.
Eu parei, encarando-o com determinação.
— Não tenho tempo para suas provocações, Lucas.
— Você realmente acha que pode mudar alguma coisa aqui? Este é o meu território, e você está pisando em terreno perigoso.— Ele riu, um riso de desdém.
Sophia, que nos observava à distância tentou se aproximar, mas dei sinal para ela ficar longe, onde eu moro aprendemos a bater em garotos folgados!
— Chega, Lucas. Não vou perder tempo com você, não vale a pena.
. — Apenas uma última advertência, Luísa. Não se meta nos meus assuntos, ou você vai se arrepender.
Eu mantive minha postura, recusando-me a ceder à intimidação.
— Não tenho medo de você, Lucas. Se quiser continuar vou revidar não curto isso de ameaças, você não me põem medo.
Ele deu um passo para o lado para me deixar passar, e a Sophia ficou mais a frente, tadinha foi humilhada em frente a todos esses merdinhas dessa escola de classe..., de merda.
Mas quando eu fui passar esse bosta de garoto segurou meu cabelo me puxando para trás e me empurrando contra o muro da escola.
Que tipo de garoto quer brigar puxando o cabelo??? Acho que eu brigo melhor que ele!
Quando fui dar um chute nele uma mão apareceu do nada segurando o braço dele, e apertando.
— Se for bater, bate direito. Porque não vou devolver em você menos do que merece, só por ter tocado nela! — Falou um desconhecido.
Porra ganhei um cavalheiro será?
Bom aparência de príncipe ele já tem, lindo moreno claro dos olhos verdes forte e com uma Tatto no braço... Meu sonho...
O Idiota do Lucas me soltou, e realmente ganhou dois socos como merecia.
O meu cavalheiro saiu andando, e deu um sorriso para mim e uma piscadinha, e sim sou novinha, mas acho que apaixonei...
Sai dali e fui direto para o terminal urbano, que agora seria meu novo ponto de parada todos os dias neste ano.
Minha mãe sonhou em eu conseguir essa bolsa no 'melhor' colégio, mas se no primeiro dia foi isso, não quero nem imaginar como será no último.
O terminal urbano era um microcosmo caótico da cidade, repleto de pessoas apressadas, vendedores ambulantes e ônibus que partiam em todas as direções.
É um contraste gritante com a atmosfera da escola, mas aqui, ao menos, eu me sinto mais no controle.
Enquanto aguardava o ônibus, refleti sobre o confronto com Lucas.
Aquela troca de palavras não seria esquecida facilmente, e eu estou determinada a não deixar que suas ameaças afetem minha jornada.
O ônibus chegou, e entrei, escolhendo um assento próximo à janela para observar o cenário urbano em constante movimento.
O trajeto foi um momento de tranquilidade relativa, uma pausa entre a escola e o tumulto da vida.
Ao descer do ônibus, adentrei o subúrbio que chamo de lar.
As ruas mais amplas, as casas modestas e os habitacionais, o ar de comunidade contam histórias de lutas diárias e resiliência, um lugar que eu conheço bem, mas mesmo aqui, o ar parecia diferente após o incidente na escola.
Chegando em casa, deparei-me com minha mãe ocupada na cozinha. Ela levantou os olhos do fogão ao me ver.
— Como foi o primeiro dia, filha?— Ela perguntou, com uma mistura de curiosidade e preocupação.
— Complicado, mãe. Essa escola 'melhor' parece trazer mais problemas do que soluções—
respondi, desabafando sobre o encontro com Lucas e a defesa de Sophia.
— Vamos dar um jeito nisso, Luísa. Você não está sozinha.— Minha mãe suspirou.
Naquela noite, enquanto jantávamos, e minha mãe disse algo que motivou, afinal de constas uma bolsa em uma escola particular não posso desperdiçar a chance.
— Você é forte, Luísa. Eles podem ter poder na escola, mas você tem o poder de se levantar e enfrentar cada desafio— ela afirmou, transmitindo uma mensagem de resistência que ecoou em meu peito.
O dia seguinte trouxe consigo uma ansiedade latente, marcada pelas lembranças do tumultuado primeiro dia na nova escola.
Ao adentrar o terminal urbano, pensava no misterioso rapaz que a havia defendido, agora apelidado carinhosamente como meu ‘cavalheiro/príncipe’.
Ao descer do ônibus, meus olhos varreram o movimentado terminal, em busca sabe se lá de que....
E lá estava ele, não muito distante, cercado por uma aura de confiança, com um olhar sério que parecia atrair todas as garotas ao seu redor.
Entretanto, algo não parecia certo.
Meu coração afundou ao perceber que ele não estava sozinho. Uma garota bonita, com cabelos longos e um ar esnobe, caminhava ao seu lado.
Eles eram íntimo demais, causando um aperto no peito no meu peito.
Meu cavalheiro estava no centro de um grupo de admiradoras, cada uma tentando capturar sua atenção.
Senti uma mistura de emoções, surpresa, decepção e uma pontada de ciúmes que não quero admitir.
Um pouco mais a esquerda deles vi a Sophia, e caminhei na direção dela.
— Bom dia, Que bom te encontrar aqui... Assim já chego com alguém pelo menos.
— Eu vou e volto de ônibus quase todos os dias, podemos combinar de nos encontrar aqui.— Ela falou com um sorriso no rosto.
— Você o conhece?—
Perguntei, seguindo apontando na direção ao grupo de admiradoras e do ex-cavalheiro e já fui falando na sequencia,
— Ele me ajudou ontem, com aquele idiota.
— O cara no meu do mar de piranhas? — Pela forma que ela falou, já percebi que ela não gosta nada dessas garotas.
— Sim.
— Erick, meu irmão.— Ela disse simples.
Do nada ele saiu do meio do mar, como diz a Sophia e veio na nossa direção.
— Oi, Luísa, certo?
— Oi. Sim.—
Respondi tentando disfarçar a sensação desconfortável.
— Ah, deixe-me apresentar. Esta é Isabella. Isabella, essa é Luísa. — Ele sorriu, mas seus olhos não deixaram a garota ao seu lado.
Isabella acenou com um sorriso amigável, mas não consegui evitar a sensação de ranço da tal Isabela.
— Estou indo, você já vai Sophia?
Eu não tenho dom para ficar vendo esses dois com essa troca de olhares.
— Vamos sim.
— Espero você na saída.—
Ele disse olhando para mim, e desviando o olhar para Sophia, espera que ele vai esperar???
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