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Capa do romance Caí nos Braços de Um Mafioso

Caí nos Braços de Um Mafioso

Criada na máfia e negligenciada pelo pai, Aurora carrega traumas e um pacto: jamais amar. No entanto, sua vida muda ao conhecer Domenico, o atraente subchefe da família Barone, no casamento de sua amiga. O que deveria ser apenas um acordo casual de amizade com benefícios evolui para uma conexão profunda e inesperada. Agora, eles precisam descobrir se a paixão é forte o bastante para vencer as barreiras do passado e os riscos letais de seu mundo.
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Capítulo 1

Parte 1...

Aurora Deluca - Nove anos de idade

Eu me assustei e abri os olhos depressa, olhando de um lado para outro na escuridão do meu quarto. Só a luz do banheiro iluminava um pouco com a porta aberta.

Sentei. Ouvi um barulho e depois entendi que era um choro. Meu coração deu uma batida forte. Eu sabia de quem era o choro.

Era minha mãe. De novo.

E isso só significava uma coisa. Meu pai estava em casa. E aos nove anos, eu já não me sentia feliz quando ele chegava.

Eu amo meu pai, mas ele não é uma pessoa fácil. Ou boa. Tenho medo dele, sempre tive. Ele não gosta de mim e eu sinto isso. Eu sei que tenho só nove anos, mas minha mãe sempre me diz que sou muito esperta e inteligente.

E por isso eu sei que ele não gosta de mim. Não sei porque, não me lembro de ter feito algo errado. Sou uma menina obediente, estudo e gosto de ajudar mamãe.

Me assustei de novo quando ouvi um som alto, parecendo uma queda. Pulei da cama, as mãos cruzadas em meu peito e andei devagar ate a porta do quarto e abri devagarinho pra evitar fazer barulho.

Ouvi de novo o choro e fiquei nervosa. Andei na ponta dos pés e desci a escada. Parei e ouvi as vozes. Vinham do escritório. Andei até lá e empurrei a porta que estava entreaberta, olhando para dentro.

E foi aí que eu vi algo que me marcou. Minha mãe estava caída no chão, em um canto, presa entre as estantes, com o rosto muito vermelho e a mão para cima, tentando se defender de meu pai, que estava com uma régua de madeira na mão, de modo ameaçador.

Eu corri e fiquei na frente dela, com os braços abertos, para impedir que ele batesse nela e comecei a falar nervosa.

- Pai, pai... Por favor... Não bate na minha mãe... Por favor...

Eu estava apavorada, mas precisava defender minha mãe. A cara de meu pai era de muita raiva e sei que ele é capaz de machucar muito ela e isso me dói demais.

Meu pai me deu um empurrão e eu caí de lado, batendo a cabeça na estante e comecei a chorar. Quando me virei, ele estava de novo indo pra cima dela, com a mão erguida para bater nela com a régua de madeira.

Fiquei de pé rápido e me coloquei de novo em sua frente e ele me puxou o braço.

- Saia da frente, sua peste!

- Não, pai... Por favor... - me agarrei a ele - Se o senhor bater nela, vai machucar muito e... - nem terminei de falar e levei outro empurrão.

- Não faz assim com ela! - minha mãe gritou - Minha filha, por favor, volte para seu quarto... Está tudo bem, eu estou bem...

- Não está, não - fiquei abalada pela cara de choro de minha mãe - Por que o senhor faz isso com ela?

- Não se meta, garota chata! Se você não sair agora, vai apanhar também.

- Filha, vai para o quarto meu amor.

- Não... - neguei com a cabeça - Mãe...

- Sai! - meu pai gritou de novo - Você é um fardo na minha vida, igual sua mãe - apontou para ela - Essa imprestável... Só faz tudo errado... Vocês me irritam...

Eu não sei o que me deu, mas na hora, a única coisa que me veio na cabeça, foi falar do meu tio, que é a única pessoa que eu sei que meu pai respeita. E tem medo.

- Eu vou contar tudo pra meu tio Pietro e ele vai brigar com o senhor.

Eu nem sei porque eu disse, mas foi o desespero de ver minha mãe machucada. Eu só queria que ele parasse de bater nela. Não foi uma boa ideia. Ele parou de bater em minha mãe e começou em mim.

Não foi a primeira vez, mas eu nunca imaginei que fosse ser da forma como foi. A expressão dele mudou e pra pior. Ele já estava com raiva, eu não sei porque, mas comigo foi pior. Fiquei apavorada com a cara que ele fez.

Apesar de minhas pernas tremerem muito, eu não podia sair correndo dali e deixar minha mãe. Ele ia descontar nela. Mas ele decidiu que eu merecia ser punida.

- Sua diaba! - ele quase cuspiu - Você nunca mais vai falar comigo dessa forma - gesticulava agitado - Desgraçada... Você nunca mais vai ter essa ousadia comigo de novo, nunca mais vai me faltar com o respeito...

Eu arregalei os olhos quando ele ergueu a régua de madeira pra logo em seguida, descer com força em cima de mim.

- Ai! - gritei em desespero ao sentir o primeiro golpe - Pai...

Eu ouvi os gritos de minha mãe, também desesperada com o que meu pai fazia, mas ele não parou. Foram várias vezes. Em meus braços, minhas pernas. Até em minha cabeça. Meus gritos se juntaram aos de minha mãe.

Eu não sei quantas vezes ele me bateu, perdi as contas. Caí no chão e ele veio pra cima de mim, como se fosse um bicho. Eu nunca tinha visto meu pai dessa forma. Era outra pessoa.

Eu me encolhi no chão, cobrindo a cabeça pra me proteger, mas cada pancada me fazia sentir uma dor enorme em todo o corpo. A dor foi ficando tão grande, que ficou insuportável.

Apertei os olhos e parei de chorar e gritar, fiquei muda, travada. Era demais pra mim. eu só queria que ele parasse de me bater.

De repente foi como se eu estivesse fora de meu corpo. Os gritos de minha mãe foram ficando longe, as coisas que meu pai me dizia enquanto me batia, foram sumindo. Tudo foi ficando escuro e depois, foi só silêncio.

*****

Aos poucos fui ouvindo um som que foi aumentando. Parecia vozes. Pisquei os olhos e a primeira coisa que eu vi, foi um monitor colorido ao meu lado. Depois olhei pra cima e o teto era branco. As paredes eram brancas. Era tudo branco. Entendi que eu estava em um hospital.

Romance mafioso. Completo. Continue lendo. Comente. Obrigada!

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