
Box: Sedutor e Conquistador
Capítulo 2
CARLA
Estou super atrasada, de novo.
Minha filha demorou a dormir ontem à noite, e eu também não dormi, é claro.
Ela só tem 3 anos, começou a ir para a escola há pouco tempo e está se acostumando ainda, pois ela fica a tarde toda sem a mãe.
Infelizmente, preciso do dinheiro para sustentar nós duas, já que o pai dela, infelizmente, se mudou para Los Angeles. Ele conseguiu um bom emprego lá e todo mês manda um bom dinheiro, mas não quero depender dele; eu quero crescer, por mim e por minha filha.
Meu ex-namorado, Daniel, foi perfeito comigo, me amou muito e ama a filha dele; de 2 em 2 meses ele passa um fim de semana com a gente, pois não quer que a filha se esqueça do pai. Daniel sempre está ligando para ver como nós estamos.
Foi uma pena a gente não dar certo; ele gosta de viajar e trabalhar fora, já eu gosto de ficar aqui. Meu lugar é aqui em Carlinda, por isso que não demos certo. Mesmo eu o amando optei pela separação, mas somos amigos e ainda nos amamos. No entanto, decidimos tentar nos esquecer, mas nunca nos separar por causa da nossa filha.
Vai dar tudo certo. Eu quero que nossa filha nos veja como amigos.
Eu pego correndo a mochila da minha filha da moranguinho, coloco calcinhas, fraldas, pares de roupas, frutas e um sanduíche para ela.
Pego o suco na geladeira e coloco na mochila.
Termino de me arrumar rapidamente, pego minha filha na caminha dela e troco seu pijama por um vestido floral. Penteio seus cabelos e passo perfume em nós duas.
Deixo-a no meu colo, peço um Uber e coloco o destino para a escola dela.
Espero o Uber chegar e saio do apartamento.
Entramos no automóvel e vamos à escola da minha filha.
Assim que chegamos eu a levo até a sua sala, ela olha as crianças e diz com a voz fina e chorosa.
— Mamãe, não quelu colinha. Não quelu.
Eu olho para ela, me abaixo, acaricio seu rosto e digo.
— Mamãe vai trabalhar para ganhar dinheiro pra comprar papá para gente. Você tem de ficar aqui brincando com suas amiguinhas, mamãe já volta. Tá bom? Vai lá ver suas amigas e brincar muito.
Digo sorrindo para ela, mas minha filha me olha meio triste; beijo seu rosto e digo de novo.
— Vai lá, amor, brincar.
Ela sorri para mim e entra na sala.
Eu entrego a mochila para a professora e saio rapidamente, indo até à portaria da escola.
É triste deixar ela ali, meu coração se aperta, mas preciso procurar um emprego, o dinheiro do meu ex e da minha mãe estava me ajudando, eu fazia uns bicos também, mas preciso urgente de ter meu próprio emprego, pois assim estarei confiante e não vou depender de ninguém.
Eu ando pelo centro da cidade à procura de um bom emprego. Eu já tenho 25 anos, fiz cursos de design e tenho certeza que alguma empresa precisa desses serviços.
Pego meu currículo e entrego em várias empresas. Especialmente em uma de moda que se chama " Empório Glamour." Espero realmente que essa me telefone, seria o máximo.
Depois de muito andar chego em casa e me espreguiço no sofá; estou com o cabelo todo suado e as costas também.
Levanto-me e bebo uma água bem gelada.
Tenho que passar um pano no apartamento e arrumar o quarto da minha filha. Eu só quero descansar um pouco antes de começar.
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