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Capa do romance SEU AMOR, SUA CONDENAÇÃO (Um Romance Erótico com um Bilionário)

SEU AMOR, SUA CONDENAÇÃO (Um Romance Erótico com um Bilionário)

Meadow Russell viu seu noivado ruir ao flagrar o noivo com a própria irmã. Em Vegas, um erro embriagado a leva a assinar um contrato com Alaric Ashford, um CEO implacável e insensível à dor física. Incapaz de sentir o toque humano, ele descobre que Meadow é a única exceção ao seu vazio sensorial. Agora, sob seu controle possessivo, ela mergulha em um mundo de BDSM e vingança. Entre segredos sombrios e obsessão, Alaric não aceita perder sua empresa ou sua esposa.
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Capítulo 3

Ponto de vista de Meadow:

Uma risada nervosa escapou dos meus lábios, acompanhando o suor frio que já começava a banhar minha nuca. "O que você quer dizer com isso?"

Tentei desesperadamente bloquear esse nome da minha mente.

O nome daqueçe homem — Alaric Ashford.

Mesmo sem nunca ter visto o rosto de Alaric, as histórias que ouvi em Seattle me assombravam. Tyler vivia descrevendo o homem como um desgraçado frio, alguém que os funcionários temiam como se ele fosse capaz de drenar a vida de qualquer um que cruzasse seu caminho.

Mas... isso não podia ser real...

Não havia a menor chance de eu estar na mesma boate que o chefe do meu ex-noivo, e muito menos — nem fodendo — do olhar dele estar cravado em mim.

Olhei para o andar de cima outra vez e lá estava ele, me encarando como um predador que acabou de encurralar a presa.

Com a pele formigando de tensão, virei o shot de uma vez e bati o copo com força no balcão, secando a boca com as costas da mão enquanto exigia: "Desce mais uma."

O barman, no entanto, negou com um aceno firme de cabeça. "Sem chance, gata. Já recebi o aviso, e acho que você já bebeu o suficiente por hoje."

Franzi a testa, a confusão se misturando à embriaguez. "Como assim 'recebeu o aviso'? Eu não te falei nada."

Ele abriu um sorriso tenso e indicou a escada com um movimento discreto do queixo. "Você não, mas ele falou."

Mesmo sem olhar para trás, eu soube imediatamente que ele se referia a Alaric, embora o homem sequer tivesse descido ou trocado uma palavra com ele.

"Conversa fiada", zombei, sentindo a voz começar a embolar. "Não vi ele falar nada com você."

"Ele não precisou."

"E quem ele pensa que é? Seu dono?" Joguei a cabeça para trás num gesto exagerado e dramático, impulsionado pelo álcool. "Quem diabos são vocês dois para decidirem o quanto eu posso beber?"

"Ele é o dono do lugar todo, linda. É o meu patrão."

Meus olhos se arregalaram e girei o corpo em direção ao mezanino, mas o lugar estava vazio — ele tinha sumido.

Uma pena, pois eu estava pronta para subir as escadas e despejar umas verdades na cara dele.

Me virei para encarar o barman, mas antes que qualquer palavra saísse da minha boca, um vulto vestido todo de preto surgiu ao meu lado, deslizando uma garrafa de água gelada pelo balcão.

"O senhor Ashford quer uma palavra com você."

Encarei a garrafa e depois o estranho de óculos escuros, me perguntando qual era o problema dessa gente toda.

"Quem diabos é você?", perguntei, com a língua pesada.

"Segurança pessoal dele", respondeu o homem secamente. "Para o seu próprio bem, beba essa água e venha comigo. O senhor Ashford odeia esperar."

"Ah, claro que odeia", revirei os olhos, soltando uma risada cínica.

Saltei da banqueta decidida a ir embora, mas fui impedida pela mão firme do segurança travando meu braço.

"Que porra é essa?", gritei. "Me solta!"

Lutar contra seu aperto se provou inútil, mas assim que parei de resistir, ele me soltou.

"Beba", ordenou ele, abrindo a garrafa e largando-a na minha frente.

Avaliei minhas opções ali mesmo.

Tentar fugir nesse estado de embriaguez não me levaria a lugar nenhum, e sabe-se lá o que Alaric Ashford faria se eu fosse pega tentando escapar.

Talvez fosse mais sensato ir logo descobrir o que ele queria.

Fuzilando o homem de preto com o olhar, levei a garrafa aos lábios e bebi até que estivesse quase vazia.

Ou seria meio cheia?

Puta merda, eu estava bêbada para caralho.

"E agora?", questionei, revirando os olhos mais uma vez.

"Me siga." Ele me guiou em direção às escadas e subimos, atravessando corredores da boate gigantesca até pararmos diante de uma porta marcada como "VIP LOUNGE".

"Claro que é VIP...", murmurei baixinho.

O segurança empurrou a porta e fez um gesto para que eu entrasse, avisando: "Ele está esperando."

Com o coração martelando furioso contra as costelas, atravessei a entrada.

O choque térmico foi imediato. Se a boate já estava fria, essa sala mal iluminada parecia um freezer.

Meus mamilos endureceram na hora, doloridos contra o tecido fino do cropped — um lembrete de que eu já devia ter me livrado dessa roupa há horas.

Mal tive tempo de analisar o ambiente quando senti a mesma sensação novamente —

olhos, totalmente fixos em mim.

Nem mesmo o grave das caixas de som no andar de baixo conseguia abafar o ritmo frenético do meu coração.

Olhei para a direita e o encontrei.

Alaric estava sentado no canto do lounge como um rei em seu trono, pernas afastadas e postura de comando. E ele não estava sozinho.

Uma garota estava ajoelhada entre as pernas dele, a cabeça subindo e descendo no ritmo inconfundível de um boquete.

Mas ele a ignorava completamente e me observava das sombras, as mãos entrelaçadas nos cabelos dela enquanto ela o engolia.

Senti uma onda de vergonha me invadir, não só pela cena, mas por estar esfregando as pernas uma na outra, desejando...

Não, eu não podia desejar isso.

A voz de Alaric cortou o silêncio, suave e profunda: "Saia."

Quase pulei de susto, achando que a ordem era para mim, mas não era.

A garota se levantou rapidamente e passou por mim quase correndo em direção à saída.

Fiquei paralisada, com os olhos grudados na silhueta dele enquanto ele se ajeitava e guardava o pau dentro da calça.

Sob a luz fraca, algo brilhou na parte inferior do membro dele, capturando minha atenção.

Seriam... piercings?

Desviei o olhar depressa, focando no rosto dele assim que ele se pôs de pé e começava a caminhar na minha direção — ele era imenso, alto e largo.

Instintivamente, eu recuava um passo para cada passo que ele dava, até que minhas costas encontraram a parede fria. Meu peito subia e descia, a respiração pesada e ofegante.

Foi então que ele entrou na luz.

Com um olhar sombrio e vazio, Alaric Ashford varreu meu corpo devagar, numa análise lenta e agonizante.

Seu olhar demorou no meu peito mais do que o necessário, fazendo minha respiração travar na garganta.

Finalmente, um sorriso presunçoso curvou seus lábios.

"Achei que precisaria te estudar um pouco mais para ter certeza, mas parece que já vi tudo o que precisava", disse ele num tom seco, a voz grave enviando um calafrio pela minha espinha. "Olá, Meadow Russell."

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