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Capa do romance Best Part Of Me.

Best Part Of Me.

Em Istambul, a vida de Kaan Devin muda drasticamente após um beijo inesperado no escuro. O herdeiro, que sempre priorizou sua liberdade longe dos negócios da família, acaba ligado a Melis Keser, uma jovem que o destino insiste em reapresentar. Sem saber que era ela naquela sala sombria, Kaan se vê preso a esse encontro fortuito. Agora, ele está decidido a não cometer o erro do passado e lutará para que Melis nunca mais saia de sua vida.
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Capítulo 2

MELIS

Abri os olhos e senti a claridade queimar minha visão com força, fechei meus olhos rapidamente e me cobri com o edredom lilás

— Hora de acordar — Nehir disse abrindo as outras cortinas deixando que o sol invadisse todo o quarto. O verão em Istambul era terrível Nehir era uma funcionária que trabalhava em casa.

— Hm — Eu resmunguei e me mexi

— Seu pai chegou de viagem e... — Ela disse e eu me levantei em um pulo, me fazendo perceber que ainda estava usando a roupa da festa de ontem. Peguei meu celular e vi que eram 12:00. Eu estava ferrada, meu pai ia me fazer picadinhos. Eu ainda não havia conseguido o emprego. Ele ia me matar.

— Sua amiga Eliz está lá embaixo — Nehir disse — Tome um banho, tire essa maquiagem borrada... — Ela disse me empurrando para o banheiro — Eu digo que você estava no banho...

— Obrigada, Nehir — Eu agradeci entrando no banheiro. Nehir sempre me ajudava a enrolar meu pai. Ele e Stela tinham ido viajar, eu estava avisada de que tinha que arrumar um emprego ou iria morar com Hana. E nossa convivência era insuportável, não daria certo de nenhum jeito. Vesti um shorts e uma camiseta branca, e desci para a cozinha

— Bom dia — Eu disse para meu pai. Eliz estava falando ao celular, e quando me viu desligou o celular, sorriu e andou até mim

— Bom dia, Melis — Eliz disse me abraçando. Eliz era minha melhor amiga, nos conhecemos desde pequena, ela era só alguns anos mais velha que eu.

— Melis, você sabe do nosso acordo. — Meu pai disse sério da mesa aonde ele almoçava. Nenhum bom dia? Que pai amoroso que eu tenho. Me sentei na mesa orando para que ele tivesse desistido da ideia de me fazer trabalhar e a aprender na marra como a vida funciona. Isso era palavras dele. Eliz se sentou na minha frente, ela sabia do que meu pai havia me dito e me encarava preocupada e ao mesmo tempo querendo me matar.

— Eu realmente espero que você tenha conseguido um emprego — Ele disse juntando as mãos

— Sim pai, eu estou bem e o senhor como está? Ai que bom que está bem... — Eu disse sarcástica

— Não estava brincando quando disse que você tinha que arrumar um emprego. — Ele disse e eu engoli seco

— Você realmente está cansado de mim? Isso é inacreditável! — Eu disse começando com o meu drama.

— Você conseguiu o emprego? — Ele perguntou e eu só fiquei o encarando pensando em alguma lorota pra falar. Meus dramas funcionavam mais quando eu era pequena.

— Sim — Eu disse e olhei Eliz que abaixou a cabeça

— Sério? Aonde? — Meu pai perguntou. Por que ele tinha que ser tão curioso? Olhei para minha amiga de cabelos vermelhos, curtinhos e franjinha.

— Com Eliz! — Eu disse e Eliz arregalou os olhos me encarando assustada — Na agência que Eliz trabalha!!

— É mesmo? Fico feliz que você tenha conseguido — Meu pai disse feliz — Eu sabia que você não me decepcionaria. E quando você começa?

— Amanhã — Eu disse sorrindo forçado

— Ah que bom. Me conte depois como será — Meu pai disse muito animado e se levantou — Agora eu tenho que ir para a empresa, até hoje a noite, minha criança. — Beijou minha testa e saiu. Minha criança? Por que então está obrigando sua criança a trabalhar? Penso nisso depois, agora eu enfrentaria a fúria de Eliz.

— VOCÊ FICOU LOUCA, MELIS? — Eu preciso de um emprego na aonde você trabalha! Eu to ferrada, Eliz! — Eu falei me desesperando

— Garota, você ficou doida — Ela disse se levantando e eu me levantei também — Seu pai vai te matar se descobrir que é mentira!

— Mas pode se tornar verdade... — Falei dando um sorriso doce de criança.

— Não sei como eu ainda sou sua amiga. Você me apronta cada coisa! — Eliz disse me dando um tapa no braço

— Ai! — Reclamei de dor — Pensa, você vai estar sempre perto de mim, olha que bom...

— Vai ser minha morte!

— Por favor, Elizinha — Eu implorei juntando as duas mãos e fazendo biquinho.

— Se eu te conseguir um emprego, vai ser o pior! E eu vou ser sua chefe, vou te fazer sofrer garota! — Eliz disse com um tom malvado e eu ri

— Você ta achando graça? — Desfiz o sorriso na hora.

— Você vai me arrumar um emprego? — Eu pedi fazendo cara de cachorrinho

— Eu vou é te matar!! — Eliz começou a correr atrás de mim tentando me bater com sua bolsa verde

— Por favor, por favorzinho, Elizinha — Eu implorei enquanto corria pela sala. Ela parou de correr, eu me virei e ela estava recuperando o ar

— Se não fosse esses sapatos eu matava você!

— Por favor... — Eu pedi quase chorando, de verdade.

— Eu vejo se consigo. Mas não vai ser nenhum cargo muito alto. Na verdade, vai ser bem baixo, a empresa não está mais contratando pessoas para altos cargos.

— Qualquer coisa pra mim está bom. Eu faço QUALQUER COISA — Eu disse

— Amanhã venho buscar você — Eliz disse pegando sua bolsa do sofá e depois me deu um beijo na bochecha. Eu não queria de jeito nenhum ir morar com Hana, meu pai sabia que eu não queria então usou isso para que arrumasse um emprego.

Eu bati os pés que não queria fazer arquitetura para trabalhar com ele e minha madrasta, então fiz faculdade de Letras.

Minha mãe, Hana, havia me abandonado e ido embora para França quando eu tinha 3 anos. Ela me deixou e levou meus dois irmãos Raví e e Ayça junto com ela. Os dois eram gêmeos.

Eu, meu pai e Stela voltamos para Istambul faz 1 ano. Morávamos em Los Angeles, ficamos lá por 10 anos.

Foi lá que meu pai fez sucesso em sua carreira junto com minha madrasta Stela. Os dois construíram juntos uma empresa de engenharia e arquitetura. Stela é arquiteta e meu pai engenheiro.

** DIA SEGUINTE **

Acordei com Eliz me balançando na cama

O que ela estava fazendo aqui?

— Eliz — Eu resmunguei

— MELIS! — Ela gritou e eu pulei da cama — Você tem uma entrevista de emprego!

— Aaaaaah eu havia me esquecido — Eu disse me levantando e correndo para o banheiro — Tomo banho em 5 minutos!!

— Ok, eu vou pegar uma roupa para você Eu tomei banho rapidamente e quando sai vi uma roupa que Eliz havia pegado.

— Essa roupa é o seu estilo! Não pestaneje por favor.

— Eu não gosto de usar saltos — Eu disse olhando o scarpin nude.

— Melis, você é uma garota estranha. Com todo o dinheiro que você tem, você se veste tão... comum — Eliz disse

— Eu não tenho dinheiro. Meus pais tem

— Tipo de coisa que gente com dinheiro diz!

— E eu não vou me vestir de uma forma que eu não gosto — eu disse pegando o vestido de seda chumbo.

— Ok, minha querida. Mas hoje é sua entrevista de emprego... Se vista de uma forma mais formal — Eliz disse e eu atendi a seu pedido. Eu arrumei meu cabelo, passei um pó, um blush e um batom.

— Hoje vai ter um baile de gala de uma campanha publicitária que fizemos. Leve suas coisas para se arrumar — apontou para as minhas maquiagens.

— Como assim? Eu nem consegui o emprego e eu também não vou para esse baile de gala.

— Melis, eu vou já avisando... você tem que amadurecer, sair do seu mundo de contos de fadas... você vai ser uma simples funcionária. Não seja teimosa e nem caprichosa — Eliz disse séria — Você receberá ordens e terá que cumprir, não vai poder dizer tudo o que quiser...

— Eliz, eu topo qualquer coisa para não ir morar com minha mãe, ficar com ela por 15 dias já é difícil, imagina morar! — Eu disse determinada a ser mais adulta e madura.

— Deus eu te peço direção pois não será fácil — Eliz disse — Pegue suas coisas, rápido. Só maquiagem e acessórios, eu arrumo uma roupa para você.

— Tá bom!! — Eu disse apressada pegando as coisas

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