
Bella
Capítulo 2
Bella
Eu entrei em casa, ainda sentindo o eco da música da balada. O silêncio era um contraste agradável. Peguei uma lasanha congelada na geladeira e coloquei no micro-ondas. Enquanto esperava, fui para o meu quarto, tirei a roupa da balada e tomei um banho relaxante. O pijama macio era um abraço confortável.
Depois de comer a lasanha, escovei meus dentes e me preparei para dormir. Ainda tinha que acordar cedo no dia seguinte. A cama parecia um oásis, e eu me deitei, sentindo o cansaço da noite se dissipar.
Enquanto fechava os olhos, não pude deixar de pensar em Caleb. Seu sorriso, seus olhos azuis, a forma como ele me fez sentir segura. Será que era apenas uma noite divertida ou algo mais? Pensei em como ele apareceu no momento certo, salvando-me do desconfortável encontro com o loiro.
Meu telefone vibrou na mesa de cabeceira. Era uma mensagem de Angel.
"Oi, garota! Chegou bem em casa?"
"Sim, obrigada! Já estou dormindo. E você, como foi na casa de Damon?"
"Divertido, como sempre. Damon está com ciúme do Caleb, mas não se preocupe, eu expliquei tudo para ele."
Sorri ao ler a mensagem. Angel sempre sabia como me fazer rir.
"Boa noite, amiga!"
"Boa noite, Bella!"
Desliguei o telefone e fechei os olhos, deixando o sono me levar.
No entanto, meu cérebro insistia em relembrar os detalhes da noite. Caleb, o motoqueiro misterioso. Quem seria ele, realmente?
Acordo com Angel me chamando .
— Bella acorda que está na hora ! — diz .
— haaa não deixa eu dormir mais um pouco ! — falo me virando na cama.
— não mocinha vai levantar , antes que eu pegue um balde de água para jogar em você ! — fala .
Me levanto na mesma hora , se tratando da Angel não se podê dúvida de nada .
Vou tomar banho , visto calça jeans , blusa e jaqueta jeans.
— tô pronta ! — fala entrando na cozinha .
— Bom dia ! — diz — como foi ontem com o gostosão ? — pergunta .
— Não foi ! Não temos nada Angel só foi uma carona ! — falo .
— Ham ham ! — diz rindo .
— parar vai , deixa eu ir lá se não vou me atrasar ! — falo indo porta.
— Te vejo mais tarde ! — diz .
— não vai trabalha hoje ? — pergunto estranhando por quê só agora percebi que ela ainda estava de pijama .
— Tô de folga ! — fala .
— Sortuda ! — falo rindo .
Ela ri .
— tchau ! — fala .
— tchau ! — falo .
Saio do prédio é para minha surpresa Caleb está parado me esperando pelo menos eu acho quê é por mim.
— Bom dia, trouxe café! — diz ele, me estendendo uma xícara.
— Bom dia, o que faz aqui? — pergunto, surpresa.
— Queria garantir que você acordasse bem e com energia para o dia — responde ele, sorrindo.
— Você não precisava fazer isso — digo, sentindo-me tocada pelo gesto.
— Mas eu quis — diz ele, simplesmente.
Olho para ele, procurando entender o que está por trás desse gesto. Será que ele está interessado em mim?
— Obrigada — digo, pegando a xícara.
— De nada — responde ele. — Posso te levar ao trabalho?
— Não precisa, vou de ônibus — digo.
— Não vai ser necessário — insiste ele. — Estou aqui, posso te levar.
Sinto-me dividida. De um lado, é uma gentileza. De outro, não quero criar expectativas.
— Não precisa, vou de ônibus — digo.
— Não vai ser necessário — insiste ele. — Estou aqui, posso te levar.
Sinto-me dividida, mas acabo cedendo.
— Ok, obrigada — digo.
Caleb sorri e me leva até seu carro.
Durante o caminho, ele pergunta sobre meu trabalho e eu respondo de forma casual.
— Você trabalha muito? — pergunta ele.
— Sim, bastante — respondo.
— Você deveria cuidar mais de si mesma — diz ele, olhando para mim com intensidade.
Sinto um arrepio.
— Estou bem, obrigada — digo.
Chegamos ao local de trabalho e Caleb desliga o motor.
— Posso te buscar depois do trabalho? — pergunta ele.
— Não precisa, vou encontrar com Angel — digo.
— Vou vim te buscar — insiste ele. — Quero garantir que você chegue em casa segura.
Sinto uma onda de desconfiança.
— Caleb, não precisa fazer isso — digo.
— Eu quero — repete ele. — Você é importante para mim.
Olho para ele, surpresa.
— O que você quer dizer? — pergunto.
— Quero dizer que estou interessado em você — diz ele. — E quero cuidar de você.
Sinto-me desconfortável.
— Eu... — eu hesito antes de falar — Desculpe, mas não estou interessada em me relacionar com ninguém.
Caleb olha para mim, surpreso e desapontado.
— Não entendo — diz ele. — Eu pensei que...
— Desculpe, Caleb. Você é um cara legal, mas não estou pronta para nada sério agora — explico.
Ele franze a testa.
— É por causa de alguém? — pergunta, com um tom de voz um pouco mais alto.
— Não, não é isso. É apenas que estou focada na minha carreira e na minha vida agora — respondo.
Caleb olha para mim, intensamente.
— Eu não vou desistir, Bella. Você é especial e eu sei que podemos ter algo bom — diz ele.
Sinto um arrepio.
— Caleb, por favor, entenda. Não estou interessada — repito.
Ele olha para mim, por um momento, antes de responder.
— Está bem. Entendi — diz ele, com um tom de voz frio.
Saio do carro de Caleb sem ao menos me despedir, sentindo um misto de alívio e desconforto. A conversa havia tomado um rumo inesperado e eu precisava escapar daquela situação.
Ao entrar na escola, respiro fundo e tentei afastar os pensamentos sobre Caleb. Precisava me concentrar no meu trabalho e esquecer a sensação desconfortável que ele havia me deixado.
Encontro com Angel no refeitório.
— Oi, garota! Como foi a carona com o gostosão? — pergunta ela, com um sorriso.
— Foi... estranho — respondo, sentando ao lado dela.
— O que houve? — pergunta ela, curiosa.
— Ele ficou insistindo em me levar para casa e depois descobriu que não estou interessada nele. Ficou meio... estranho — explico.
Angel franze a testa.
— Isso não parece bom. Você acha que ele é perigoso?
— Não sei... — respondo. — Mas não quero mais ter nada a ver com ele.
Angel coloca a mão no meu ombro.
— Não se preocupe, estou aqui para você.
Estamos sentadas no refeitório da escola, tomando café e conversando.
— Pensei que não viesse trabalhar hoje, o que houve? — pergunto.
— O babaca do Diogo faltou hoje, é a insuportável da diretora me chamou para cobrir o lugar dele — responde Angel, revirando os olhos.
— Ugh, que chato! — digo. — E você estava tão animada para ter o dia de folga.
— Eu sei, né? — diz Angel. — Eu tinha planos de dormir até tarde e assistir filmes o dia todo.
— E agora? — pergunto.
— Agora vou ter que lidar com a diretora e os alunos o dia todo — responde Angel, suspirando.
— Você vai precisar de um prêmio depois disso — digo, sorrindo.
— Com certeza! — concorda Angel. — Vamos combinar de sair para jantar hoje e esquecer esse dia horrível.
— Fechado! — digo.
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