
Beleza Perigosa
Capítulo 2
Ando até um banco e me sento olhando para as árvores e as minhas lágrimas começam a fluir.
Aurora: - aquela vaca da Mendy!... Eu vou matá-la, quando o meu plano estiver pronto vou fazer pagá-la por tudo que fez a minha mãe e a mim... Por que a vida tem que ser tão difícil?, Ainda mais a minha... - Choro com bastante vontade até não aguentar mais, não me importo se tem pessoas passando por aqui, eu só quero me livrar desta maldita dor porque chorar alivia, mesmo aos prantos consigo sentir a presença de outra pessoa que se senta ao meu lado e me entrega um lenço.
....
Adam
Depois de ter resolvido negócios pendentes na empresa Lu, resolvi ir a um parque por perto. Tive que trocar de roupa e tirar a máscara, arrumei o meu cabelo o jogando para baixo para não correr o risco de me reconhecerem...
Saio do carro e ando um pouco respirando o ar fresco das árvores, caminho mais um pouco e de longe vejo a mulher que estava conversando hoje pela manhã com o meu avô chorando, enquanto murmura palavras gregas. Me aproximo lentamente e o meu coração começa a acelerar, talvez por chegar de penetra ainda mais sem a conhecer, "o que essa Aurora está fazendo comigo?!", sento ao seu lado e tiro um lenço do meu bolso a entregando, o seu corpo fica tenso e ao mesmo tempo surpreso, dá pra notar porque ela parou de se estremecer, eu devo ter a assustado. Balanço o lenço e ela pega sem hesitar limpando a cara de choro, enquanto ela faz isso, a mesma olha pra mim e não deixo de reparar em sua bochecha com uma marca de uma mão.
Aurora: - obrigada..
Adam: - por nada... Uma vez me disseram que mulheres bonitas não podem chorar, pois ficam feias assim... - A sua boca se alarga em um sorriso lindo, substituindo a cara de choro. - como se chama?.- Finjo que não a conheço.
Aurora: - Sou a Aurora, e você?.
Adam: - pode me chamar de... Estranho! - Ela sorri balançando a sua a cabeça para os lados e suspira.
Aurora: - tá bom estanho... E o que o fez se sentar ao lado de uma pessoa que você acabou de conhecer?! - Pergunto olhando diretamente em seus olhos, observando o quanto ele é bonito, barba por fazer, os cabelos estão para baixo, mas penteados e os seus olhos são azuis, ele é muito bonito, mas não é suficiente para tirar aquele homem dos meus pensamentos.
Adam: - por acaso eu vi uma linda moça chorando e resolvi ajudar. - Tento ser sincero com as minhas palavras e pela primeira vez deixo um sorriso escapar para ela.
Aurora: - você ajuda todas as mulheres que choram no meio da rua?!. - A sua pergunta me pega desprevenido.
Adam: - N-não! Você é a primeira que eu paro e entrego um lenço, não querendo ser intrometido, mas já sendo, porque você estava chorando?. - Ela abaixa a cabeça fazendo uma pergunta.
Aurora: - se eu te contar promete que isso não vai sair daqui?.
Adam: - prometo! - Juro com os meus dedos e ela respira fundo antes de começar a falar.
Aurora: - bom... O meu pai vai me casar contra a minha vontade e ele faz todas as vontades da minha madrasta, os meus pais são separados e eu não tenho uma convivência das melhores com ele...
Adam: - eu estou com uma situação parecida com a sua, o meu avô quer que eu me case o mais rápido possível.
Aurora: - o pior é que a mocreia ameaçou fazer mal a minha mãe caso eu não faça os seus desejos.
Adam: - não existe uma maneira de você escapar disto?.
Aurora: - tenho... Só que primeiro eu tenho que concluir duas etapas para acabar com a raça daquela víbora.
Adam: - quer um sorvete?. - Tento mudar de assunto.
Aurora: - quero!! - Ele oferece a sua mão e eu a pego hesitando um pouco, sinto uma corrente elétrica passar por mim... É como se ele fosse uma rede elétrica fornecendo energia.
Adam
Ofereço a minha mão para ela e espero ela aceitar, e mesmo hesitando por um momento ela cede. ao fazer isso sou recebido por uma corrente elétrica que toca em meu coração acelerando os batimentos. Caminhamos até o carrinho de sorvete e o homem entrega dois sorvetes de casquinhas.
Adam: - deixa eu pagar?.
Aurora: - ta bom. - Ele enfia a mão no bolso e tira um cartão, mas o dono do carrinho não aceita cartão.
- Desculpe senhor, mas não aceitamos cartão.
Adam
"Droga!! Como eu esqueci de trazer o dinheiro?". - A Aurora tirar da bolsa dois dólares e paga ao homem.
Aurora: - aqui senhor, pode ficar com o troco. - Ele pega a agradecendo.
- Obrigada moça.
Aurora: - não precisa agradecer senhor, eu sei que você precisa mais do que eu. - Saímos dali, indo para a outra parte do parque.
Adam: - você não tem uma relação boa com o seu pai, não é?.
Aurora: - sim... Ele nem merece ter o título de pai, sabe quantas vezes eu fiquei esperando por ele na escola nos dia dos pais?, Enquanto as outras crianças sempre tinham o seus pais ao seu lado, o meu estava traindo a minha mãe com outra. - Nos sentamos na grama que dá pra ver o lago logo abaixo.
Adam: - sorte a sua de ter pelo menos um, eu perdi o meu... - Noto um rastro das luz da tristeza passar pelos seus olhos e toco o seu ombro gentilmente.
Aurora: - sinto muito...
Adam: - não sinta muito, isso não é mais um problema.
Aurora: - posso saber quando ele morreu?. - Termino com o meu sorvete e jogo o papel na lata de lixo.
Adam: - quando eu tinha quatro anos o meu pai morreu em um acidente de carro, por isso moro com o meu avô e com a minha mãe...
Aurora: - e você não tem irmão ou irmã?1
Adam: - não, sou só eu. - Ele termina o sorvete e olho as horas.
Aurora: - bom foi um prazer conversar com você estranho, mas infelizmente eu tenho que voltar ao meu trabalho.
Adam: - Antes de ir que tal me passar o seu número... Para mantermos contato. - Entrego um papel com o meu número e o abraço.
Aurora: - até mais, espero nos encontrar mais vezes, eu não sou de conversar muito com as pessoas mais você me passou confiança... Podemos ser amigos?. - Estendo a minha mão e ele faz o mesmo a apertando.
Adam: - amigos! Até mais Aurora.
Aurora: - até mais estranho. - A sua cabeça se abaixa e os seus lábios vão de encontro ao canto da minha boca depositando um beijo, o puxo pelos cabelos e o beijo pegando ele de surpresa, as suas mãos agarram me pela cintura e ele aprofunda o beijo ainda mais, posso sentir algo pontudo tocar em meu abdômen pela pressão.
Adam: - de inocente você não tem nada...
Aurora: - e eu posso fazer muito melhor que isso.... Mas eu não saio beijando qualquer homem e você também não tem nada de inocente senhor. - Saio de seus braços e os meus olhos batem em algo para tirar dúvidas se era verdade.
Adam: - caramba mulher olha o que você fez comigo... - Ela se aproxima tocando em meu rosto que deve estar vermelho e passa um de seus dedos traçando o contorno da minha boca.
Aurora: - se eu não estivesse interessada em uma pessoa eu te pegava.... Até mais estranho! - A mesma saí sem me deixar falar nada, deixando o seu cheiro para trás.
Aurora
Saio dali morrendo de calor, "não vou negar que queria mais". levo o meu dedo a minha boca lembrando da dele grudada a minha. O Estranho parece tão inocente, mas ele acabou de demonstrar que não é verdade. O que me intriga é que a algo nele que me parece familiar, algo que me faz lembrar daquele olhos azuis penetrantes, mas existem tantas pessoas no mundo com os olhos azuis... Eu daria tudo pra ver aquele rosto por trás daquela máscara.
...
Adam
Ando até o meu carro e assim que entro dou partida para a minha empresa, o vovô deve estar doido me procurando.
Sem pensar levo os meus dedos para os meus lábios e penso no gosto de menta que a Aurora tinha, se pudesse eu nunca sairia dos braços dela, "não seja emocionado Adam Lu". Estaciono o meu carro enfrente a empresa e troco de roupa, coloco a máscara e arrumo os meus cabelos, assim que termino saio do carro e entro na empresa indo em direção a minha sala e quando abro a porta sou recebido por uma folha de papel que bate no meu rosto.
Maurício: - onde você estava pirralho?! - Caminho até a minha mesa e me sento.
Adam: - calma vovô, eu estava ocupado...
Maurício: - ocupado com aquelas cadelas no cio, só se for!
Adam: - não, com uma pessoa bem melhor que elas.. - Sorrio tentando o provocar, mas esqueço que não tem como ele ver isso.
Maurício: - quem é meu neto?... Será que largou de ser galinha?!
Adam: - vovô... É uma pessoa muito legal, só que ela não está interessada na minha pessoa...
Maurício: - até que em fim alguém te pegou de jeito.... Adam, quando vamos conhecer a pessoa que está por trás desta mascara?.
Adam: - nunca! - Ele muda de assunto ao ver que não terá nenhuma resposta a mais que essa.
Maurício: - a reunião está atrasada a 20 minutos, ande logo!
Adam: - já estou indo, não precisa me apressar. - Ele caminha até a mesa dando a volta e me puxa pela orelha.
Maurício: - escute, eu sou seu avô e você vai me obedecer porque o senhorzinho já está atrasado para a reunião. - Ele retira a sua mão da minha orelha que deve estar vermelha.
Adam: - Ahn... Não precisa fazer isso. - Me levanto e o sigo até a sala de reuniões.
- bom dia senhor Lu... - Eles me cumprimentam e os ignoro.
Adam: - vamos começar logo com isso por favor. - Como eu odeio esse tipo de reuniões, mais se eu não participar o meu avô vai puxar a minha orelha de novo...
Uma hora depois a reunião termina e volto para o meu escritório, tento me concentrar no meu trabalho, mas me pego pensando naquela Aurora que não fazia ideia de quem estava conversando com ela.
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