
Beijos doces
Capítulo 3
_Eu não acredito que vai se casar com Leo Zhang! _ Michele exclamou uma hora mais tarde, após receber sua mensagem e vir correndo encontrá-la.
Ela precisava urgentemente de uma bebida, mas também precisava conversar com alguém sobre o que estava acontecendo e não havia ninguém melhor do que sua melhor amiga.
Shirley suspirou e virou mais uma dose da bebida na boca, sentindo o álcool queimar sua garganta, e fez uma careta.
_Eu não tenho escolha. _ ela disse.
_E você contou ao Miguel sobre o casamento? _ Michele perguntou e Shirley negou rapidamente.
_Eu não podia dizer a verdade, ou ele não aceitaria o término do namoro.
Michele assentiu, pois ela conhecia Miguel Li bem o suficiente para saber que Shirley tinha razão.
Ele estava completamente apaixonado por sua amiga e não aceitaria aquele noivado facilmente. E isso poderia apenas complicar as coisas ainda mais para a família de Shirley.
_Eu só preciso beber até cair e me esquecer por essa noite do que eu terei que fazer. _ Shirley pediu e Michele ergueu seu copo em um brinde silencioso antes das duas beberem mais uma dose.
Shirley seguiu para o seu quarto de hotel, meio trôpega, pois já estava tarde para voltar para casa e ela já havia bebido muito.
Decidira passar a noite ali mesmo no hotel onde havia se encontrado com Michele, para não chegar daquele jeito em casa.
Retirou a chave de acesso ao quarto da bolsa e a inseriu na fechadura, entrando e fechando a porta em seguida. Um pouco sem jeito, enviou uma mensagem de texto para sua mãe, avisando que ficaria em um hotel aquela noite, mas que retornaria logo cedo pela manhã, apenas para não deixá-los preocupados.
Só esperava não ter escrito nada errado, caso contrário sua mãe perceberia que tinha bebido novamente e ela levaria uma bronca no dia seguinte.
Jogou o celular na mesinha ao lado da enorme cama de casal e largou a bolsa sobre a poltrona, ao mesmo tempo em que retirava os sapatos, cambaleando.
Estava tão bêbada que não se importaria de dormir com a própria roupa, e agradeceu por escolher um vestido simples e leve de alcinha para se encontrar com a Michele.
Já estava pronta para se jogar na cama e dormir, quando de repente a porta do quarto se abriu e um homem alto entrou, fechando a porta em seguida.
Ela não conseguia ver seu rosto na pouca claridade que entrava no quarto pela janela e seu coração se acelerou dentro do peito.
Se embebedara na clara intenção de conseguir dormir a noite e esquecer-se de como seria sua vida de agora em diante, mas agora sentia que havia sido uma péssima ideia.
E teve certeza disso quando o homem caminhou até ela com passos decididos e a puxou para o seu peito forte, tomando seus lábios em um beijo duro antes mesmo que ela tivesse chance de dizer alguma coisa.
A bebida a deixara letárgica e também havia afetado seu raciocínio, então levou um certo tempo, enquanto a boca dele devorava a dela e ele forçava entrada com sua língua, para tentar empurrá-lo para longe de si.
Em vão.
Ele era enorme e forte, e ela não conseguira afastá-lo nem mesmo um pouco.
Sentia as mãos dele deslizando por seu corpo enquanto ele abandonava seus lábios e beijava seu rosto, seu pescoço, antes de deslizar a alça de seu vestido e abocanhar seu mamilo.
_Não... _ ela murmurou, mas ele não ouviu, ou apenas fingiu não ter ouvido, pois continuou a sugar seu mamilo e seu corpo foi reagindo aos seus beijos, contra a sua vontade.
No instante seguinte já estava completamente nua e ele a empurrou em direção a cama.
Shirley caiu contra o colchão quando a parte traseira de seus joelhos bateram na beirada da cama.
Estava tonta e sabia que deveria se levantar e fugir dali o mais depressa possível, mas seu corpo não queria cooperar com ela.
Ouviu o farfalhar de roupas caindo no chão e a fivela de um cinto sendo aberta, e minutos depois o corpo dele se unia ao dela, na cama, voltando a beijá-la e deslizar as mãos por seu corpo.
_Não... _ ela tentou novamente antes de ele tomar seus lábios em um beijo faminto, enquanto sua mão se insinuava entre suas coxas, um dedo testando sua abertura.
Não era para se sentir daquele jeito, mas aos poucos, enquanto o beijo dele ficava menos duro e ele continuava a manipulá-la, ela sentiu seu corpo aquecer e se arrepiar diante do toque das mãos grandes e fortes e no instante seguinte ela erguia os quadris de encontro a sua mão.
Ouviu um gemido rouco em resposta enquanto sentia uma pressão se acumulando em seu ventre antes de se concentrar em seu sexo e fazê-la estremecer de prazer.
O estranho tirou o dedo de dentro dela e logo ela sentiu que ele se encaixava entre suas coxas, a ponta grossa de seu sexo sondando sua entrada antes de penetrar em seu corpo em uma única investida que lhe tirou o ar.
Uma dor lancinante tomou conta de seu corpo e ela sentiu uma lágrima rolar por seu rosto, enquanto ele permaneceu imóvel por apenas um minuto antes de mover-se dentro dela.
Shirley sentiu a dor ir diminuindo à medida que ele se arremetia dentro dela, alternando entre rápido e lento, suave e forte, antes dele gemer roucamente contra o seu ouvido e cair sobre seu corpo suado e dolorido.
Tentou empurrá-lo novamente, sentindo nojo de si mesma por corresponder aos seus toques e beijos, mas o homem era firme feito rocha, e seus lábios se apossavam dos dela novamente enquanto suas mãos levavam as suas para o alto, sobre o travesseiro.
Não importava o tamanho de seus esforços, ela nada poderia fazer para impedi-lo de tomá-la novamente.
Sua boca desceu por seu queixo e pescoço, e ela sentiu quando ele deu uma mordida em seu ombro, como se quisesse marcá-la de alguma forma, antes de tomar seus mamilos entre os lábios novamente.
O cheiro amadeirado de seu perfume caro misturado ao cheiro de sexo penetravam em suas narinas e a última coisa de que ela se lembrou foi de erguer os quadris de encontro aos seu, querendo mais, necessitando de mais do que o que ele estava fazendo com ela naquele momento, enquanto ele a tomava de diversas maneiras.
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