
Beijos da Traição
Capítulo 2
Era a primeira vez que Mary trabalhava em um estabelecimento daquele tipo, em um ambiente de boate, então não tinha a menor ideia do funcionamento da casa. Por outro lado, ela achou que o homem de meia-idade se deu conta de que ela estava nervosa e estava sendo amável ao lhe dizer para relaxar. Fez o que ele pediu, que era servir o vinho.
Quando a garota levantou os olhos, Zeke ficou sem fôlego, porque ela era tão bonita que sua pele clara e delicada resplandecia. Como de costume, ela não usava maquiagem, por isso seus olhos grandes e suas sobrancelhas grossas bem delineadas sobressaíam. Era do conhecimento de todos no mundo dos espetáculos, que o chefe da XY Entertainment Company sentia grande atração por garotas castas e ingênuas como ela.
Depois de servir o vinho, ela ficou de lado com a cabeça baixa, à espera das ordens dele. 'Embora nunca tenha ido a uma boate antes, posso dizer por suas roupas e educação que estas pessoas não são gente comum.' Isso a fez tomar mais cuidado, porque temia fazer algo que pudesse desagradar àqueles clientes e, consequentemente, perder o emprego que conquistou com tanta dificuldade.
Todos aqueles homens pertenciam à elite do mundo empresarial, e lá estavam a convite de uma pessoa muito importante, Franklin Leng, um jovem de 29 anos que já era CEO do Grupo Leng. Seu grupo atuava nos setores imobiliário, financeiro, hoteleiro, entretenimento, alimentação e em grande parte de outros negócios. Sua empresa figurava na lista das cinquenta principais organizações comerciais do planeta no ano anterior.
O CEO era muito jovem e ambicioso, não era casado e não tinha filhos. Nem mesmo algum escândalo pairava sobre ele, o que poderia ser a razão pela qual seu desempenho na cama havia se tornado um motivo de fofocas entre os empresários. O empresário era arrogante e dominador, com características que pareciam ter nascido com ele.
Assim que a conversa sobre negócios foi encerrada, eles começaram a bater papo e pediram que chamassem algumas garotas da boate. Não era de se estranhar que homens bem sucedidos fossem mulherengos.
Logo as moças entraram na sala e se sentaram junto com eles. Por sua vez, Mary, que nunca havia se visto em tal situação, estava louca para sumir dali o mais depressa possível, então foi se dirigindo à porta, mas Zeke logo percebeu, por que esteve observando-a. Na hora em que viu a oportunidade, o homem foi chegando perto dela. Ele se aproximou e perguntou com muita educação: "Senhorita, pode me dizer o seu nome?"
"Oh, eu me chamo Mary Liu." Ela não estava esperando essa pergunta, então respondeu prontamente, com sinceridade. Então parou de falar, tentando encontrar uma desculpa para sair.
"É um nome muito bonito", comentou Zeke. "E você representa muito bem esse nome, Mary. Venha comigo se sentar. Sente-se aqui ao meu lado. Você já ficou muito tempo em pé hoje."
"Não, agradeço. Tenho mais trabalho a fazer e devo ir embora. Mas por favor, me chame se quiser que lhe sirva mais alguma coisa." A garota tentou caminhar até a porta outra vez, mas Zeke alcançou a mão dela. "Não se preocupe. Tudo o que você deve fazer esta noite é me servir bem, e não precisa fazer qualquer outro trabalho. Garanto-lhe que sua chefa não lhe causará problemas, e você ainda receberá uma boa gorjeta." Quando terminou de falar, ele a obrigou a se sentar ao seu lado.
"Senhor, por favor, me solte", ela se queixou, lutando para se levantar, e repetindo: "Eu realmente tenho mais trabalho a fazer."
"Asseguro-lhe que você pode compartilhar alguns copos de vinho comigo antes de ir atender às outras tarefas." Zeke já estava decidido que ela lhe faria companhia naquela noite.
Mary, por sua vez, podia ser bastante ingênua, mas sabia que algo errado estava prestes a acontecer. Alguma coisa no clima daquela sala estava lhe dizendo para ir embora, por isso ela queria sair. Ela lutou ferozmente e, na luta, deixou tombar uma taça de vinho tinto que salpicou o valioso terno do homem.
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