Capa do romance Ava’S Revenge (livro um)

Ava’S Revenge (livro um)

8.5 / 10.0
Ava Smith, agora uma mulher deslumbrante e confiante, carrega o trauma de ter visto o corpo sem vida de sua irmã na infância. Após catorze anos vivendo no Canadá sob a proteção do irmão, ela retorna aos Estados Unidos com um plano implacável: infiltrar-se na empresa de seu maior inimigo. O objetivo é seduzi-lo para concretizar sua vingança. Entre luxo e perigo, Ava descobrirá que cada escolha tem um preço, sendo forçada a decidir entre o ódio e o amor.

Ava’S Revenge (livro um) Capítulo 1

Treinei o meu corpo durante anos, treinei a minha mente e principalmente o meu coração para não sentir qualquer tipo de compaixão por Alexander Will Bennet.

Chamo-me Ava Smith, tenho vinte e quatro anos de idade e sou formada em economia. Falo cinco idiomas, francês, inglês, espanhol, alemão e italiano. Sou alta, cabelos ruivos, olhos azuis e sardas no rosto, tenho uma beleza exuberante. Sou poderosa, perigosa e deixo qualquer homem que eu quiser comer na palma da minha mão.

Não fui criada pelos meus pais, perdi eles muito cedo em um acidente de viação e desde então quem tem cuidado de mim é o meu irmão Natan. Diferente de mim, ele tem olhos verdes e o seu cabelo é loiro. Frio e calculista, essa é a definição perfeita do homem que eu considero um pai.

Fixo meu olhar no espelho pela última vez e como sempre estou belíssima. Meu belo corpo está coberto por um vestido preto justo e meus pés estão calçando sapatos altos da mesma cor, fiz uma maquiagem leve e prendi meu cabelo em um coque abacaxi.

Sempre fui apaixonada pela minha aparência física; amo tudo em mim, especialmente as sardas no meu rosto, a cor dos meus olhos e do meu cabelo. Confesso que quando perdi a Bella, eu não me importava com mais nada, apenas queria tê-la perto de mim novamente. Já perdi as contas de quantas vezes pedi a Deus que a trouxesse de volta para mim, mas infelizmente meu pedido nunca foi atendido. Talvez eu devesse implorar com mais fé, ou talvez devesse simplesmente aceitar a morte dela, mas acredito que isso jamais acontecerá. Passaram-se quatorze anos e mesmo assim ainda me lembro daquele dia como se fosse ontem.

Depois de alguns minutos pensando na minha vida, peguei minha bolsa dourada e saí de casa em um táxi.

O motorista parou em frente ao enorme prédio da família Bennet e tenho que admitir que ele é muito mais lindo pessoalmente do que nas fotos. Retirei da minha bolsa o dinheiro, entreguei ao taxista e saio do carro.

Respirei fundo antes de dar o primeiro passo e quando me recompus, caminhei até a entrada principal.

- o seu crachá senhorita - diz o segurança.

- não trabalho aqui ainda, vim para a entrevista para o cargo de assistente pessoal do dono da empresa.

- certo - disse, avaliando o meu corpo da cabeça aos pés - por favor dirija-se ao trigésimo sétimo andar.

- obrigada.

Assim que as portas do elevador se abriram vi uma mulher jovem de altura média, muito bonita, de cabelos pretos e olhos verdes.

- você deve ser a Sophia - sorriu

Quando a minha irmã se suicidou, meu irmão achou melhor mudar os nossos nomes e tudo que ligava o nosso passado, não foi fácil para nenhum de nós deixar a sua identidade, mas foi melhor assim. Hoje, o meu irmão chama-se Natan e não sei qual foi a última vez que o chamei de Brian, também não sei qual foi a última vez que ele me chamou de Ava.

Não foi fácil para mim deixar o meu país, não foi fácil deixar a cidade onde morava, os meus vizinhos e principalmente a Zara e a tia Alice, que eram como uma verdadeira família para mim, gostaria de vê-las de novo, mas ainda não estou preparada para isso.

Muita coisa mudou desde que a Bella morreu. Eu mudei, o Brian mudou, o mundo mudou. A única coisa que não mudou e jamais mudará é o ódio que sinto por Alexander Will Bennett. Esse homem destruiu o melhor de mim e estou decidida a mostrar-lhe tudo aquilo que me tornei.

- e você é a?

- Samantha - estendeu a mão e eu retribuí o gesto - vem, vou te levar até ao senhor Bennett.

Não havia prestado muita atenção e só agora vejo o quão tudo é lindo, pelo visto o desgraçado ama uma boa decoração. Mesas e cadeiras sofisticadas no meio da sala, computadores da Apple em cada uma delas e o piso é vinílico.

Pessoas correndo de um lado para outro com papéis na mão, outras simplesmente estão tomando café, deve ser para acabar com a ressaca.

Caminhamos em direção a uma sala diferente das demais e a Samantha bateu na porta duas vezes antes de ouvirmos um entre.

- senhor essa é a última candidata.

- obrigado, pode se retirar.

- com licença.

Estando em frente dele lembro de tudo que ele fez com a minha irmã, de como destruiu os seus sonhos e da maneira cruel que a deixou como se fosse um nada. Tenho acompanhado sua carreira a vários anos, é um homem bonito e de sucesso, será vitorioso destruir tudo que ele construiu a vida inteira, não falo só dá carreira profissional, falo de tudo mesmo.

Minha vontade neste momento é de pular pra cima dele e arrancar os seus olhos, mas jamais esqueço de um dos ensinamentos do meu maninho

"Nunca deixe suas emoções dominarem você Ava"

- por favor senhorita sente-se! - apontou na poltrona preta e assim o fiz. Ele me encarou por um tempo, como se buscasse alguém em mim e então percebi que se perdeu nos meus lindos e intensos olhos azuis - sou Alexander Bennet o CEO desta empresa - fala isso como se fosse uma grande novidade - os quatros candidatos que fiz questão de entrevistar pessoalmente têm um currículo muito recheado, assim como o seu. Me diz senhorita Villalobos por que razão eu deveria contratar você e não eles?

- porque eu estou disponível vinte e quatro horas por dia.

Alexander ficou em silêncio por vários segundos e pela sua expressão posso afirmar que a resposta agradou-lhe bastante, isso está sendo muito mais fácil do que imaginei.

As perguntas continuaram e eu respondia cada pergunta sem medo, tinha esperado aquele momento por vários anos e ninguém podia tirar das minhas mãos a oportunidade de ficar perto do inimigo.

- contratada - disse por fim - poderia começar amanhã?

- claro - abri o sorriso mais falso que consegui fazer.

- ótimo, ao sair fale com a Samantha, ela irá se encarregar de te disponibilizar tudo que precisares.

- obrigada senhor, garanto que não irá se arrepender.

- sei que não, eu nunca me engano.

Depois da Samantha ter me entregado a agenda do meu novo chefe e ter se encarregado pessoalmente do meu crachá, saí da empresa e decidi caminhar pelas ruas do País que fui obrigada a deixar quando criança. Tudo continua lindo, do jeito que lembrava, as pessoas sempre apressadas como se não existissem os outros, viaturas em alta velocidade e os aranha céus continuam chamando a atenção, porém alguns ficaram mais modernos.

Paro em frente a um restaurante e decido entrar. Dirijo-me a uma mesa distante das outras e sento.

- boa tarde madame. Já sabe o que vai pedir?

- sim, um prato de ciopino por favor.

- anotado, não demoro.

E não demorou mesmo.

Como é maravilhoso se deliciar de um bom prato típico do seu país, em Canadá existe vários restaurantes americanos, mas nada se compara na sensação de comer sabendo que finalmente está na sua terra natal.

Estava com saudades daqui, do clima quente e frio ao mesmo tempo, dos parques de diversões, das praças mas acima de tudo da comida.

Depois que saí do restaurante, passei de uma floricultura e comprei as flores que ela mais gostava( jasmim). Faz uma eternidade que eu não venho aqui, quatorze anos, muito tempo, eu sei. Meu irmão manda dinheiro todo o mês para o guarda que cuida deste cemitério e uma vez e outra ele pede um amigo para ver como a campa está.

- Porquê Bella, porquê fez isso com você mesma? Tudo bem que o amavas mas não precisavas ir tão longe, dizem por aí que é possível amar mais de uma pessoa nesta vida e que um amor pode muito bem curar outro amor. É, talvez eu não entenda muito dessas coisas do coração mas de uma coisa eu estou certa, ele não te amava.

As lágrimas que tentei segurar assim que cheguei, caíram e mais uma vez me vi a jurar que me vingarei.

Cheguei a casa e mandei uma mensagem para Natan dizendo que tudo deu certo e que finalmente estamos perto do inimigo.

Tomei um banho, vesti uma roupa confortável e jantei vendo uma novela qualquer.

Deitada na minha cama, fecho os olhos e adormeço feliz, sabendo que uma nova etapa da minha vida inicia amanhã.

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