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Capa do romance Apaixonada por um assassino de aluguel

Apaixonada por um assassino de aluguel

Keyti buscava paz longe do pai controlador, mas acabou na mira de Natan, um assassino letal. Contratado para matá-la, ele desafia ordens e decide protegê-la em meio a traições. Entre fugas e paixão, surge um amor perigoso. Agora grávida e cercada por segredos de família, ela enfrenta dilemas morais sobre o passado dele. Keyti deve decidir se confia sua vida e a do filho ao homem que, embora devesse ser seu carrasco, jurou morrer para salvá-los.
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Capítulo 2

- O que você vai fazer? - pergunto, assustada.

- Apenas fique parada. Você não quer perder uma mão... ou um dedo.

Ele sorri. Um sorriso maléfico, frio, sem alma.

De repente, ele desliza a faca pela minha blusa. Em segundos, fico apenas de sutiã e calça.

- O que você tá fazendo?! - tento me cobrir, mesmo com as mãos algemadas.

- Relaxa. Sou mais cavalheiro do que você pensa.

- O quê?!

Ele continua, rasgando o resto da blusa com a lâmina, sem pressa, como se estivesse se divertindo.

- Minha blusa! E agora? O que eu vou vestir?

Ele me encara por um instante. Então responde:

- Agora... eu preciso do seu sangue.

- Como é que é?

- Ah, vamos lá. São só algumas gotas.

Puxa meu braço com força.

- Espera!

Sinto a lâmina deslizar pela minha mão.

- Aí! - grito, sentindo o corte arder.

O sangue escorre, quente, manchando minha pele... e a dele. Ele deixa o sangue pingar sobre o tecido rasgado da minha blusa. Depois rasga a manga da própria camisa e envolve minha mão.

- Segura firme.

Ele pega o pedaço da blusa ensanguentado, coloca dentro de um saco plástico e o fecha com cuidado.

- Tenho que sair.

- Como assim? - pergunto, sem entender.

- Te vejo mais tarde.

- Espera! E eu?! Eu não conheço nada aqui... e ainda tô algemada!

- Eu sei.

- Eu não posso ficar assim!

Ele se vira devagar, os olhos cravados nos meus.

- Escuta aqui, boneca: você devia agradecer por ainda estar viva...

- Agradecer? Obrigada

Ele franze a testa, confuso.

- Como é?

- Você disse pra eu agradecer. Então... obrigada.

Ele me encara por alguns segundos, sem dizer nada.

- Isso não muda o fato de que eu ainda vou te matar.

- Eu sei.

Sem mais palavras, ele caminha até a porta e sai.

Poucos segundos depois, ouço o motor do carro ligando e o som dele se afastando...

Me deixando sozinha. Algemada. Machucada. E no escuro.

Olho ao redor. Estou trancada ali, e o único lugar que parece oferecer alguma saída é... o porão.

Caminho até a porta e vejo a escada que desce para a escuridão. Respiro fundo e começo a descer.

Quando chego lá embaixo, quase não acredito no que estou vendo.

- Nossa...

Era uma casa inteira escondida debaixo da outra casa. Tinha sala, cozinha, quarto... até um pequeno bar no canto.

- Um belo disfarce... - murmuro, sentando no sofá.

Fico ali, esperando aquele cara - o assassino que nem sei o nome. As horas passam e ele não volta.

Estou com fome, com sono... reviro os armários e a geladeira. Nada. Nem um biscoito esquecido.

A fome me vence. Acabo dormindo ali mesmo.

- Ei.

Acordo assustada com alguém me chamando.

- Oi?

Era um rapaz, aparentemente mais novo do que o outro.

- Quem é você?

- Sou o Jimi. E você?

- Eu sou...

- Ninguém.

A voz grossa que corta o ar vem da escada.

Era ele.

- Jimi, o que faz aqui tão cedo? Achei que só veria você no Natal.

Jimi segura minhas mãos algemadas e mostra para o outro homem.

- Terminei meu trabalho bem antes do esperado, maninho.

Fala sério, Natan... deixou ela assim o dia todo?

- Você só pega trabalho fácil. Ela é minha responsabilidade. Faço com ela o que quiser.

- Fácil uma ova. E você é um idiota por deixá-la nesse estado.

Ele se vira para mim e tira algo do bolso - um clipe de papel.

- Vou tirar essas algemas de você.

- Não vai não, Jimi.

Olho para cima, assustada.

Natan estava com uma arma apontada para o próprio irmão.

- Você não vai atirar em mim, né, Natan? - Jimi diz, olhando diretamente para o cano da pistola.

Eu puxo minhas mãos de volta, me encolhendo no sofá.

- Não precisam brigar...

Eu não conhecia aqueles dois. Mas algo dentro de mim dizia que, se brigassem... um deles sairia morto.

E o mais assustador?

E não sentiria nenhum remorso.

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