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Capa do romance Aos 18 Anos

Aos 18 Anos

Ellen Cowper, uma jovem tímida de Londres, dedicou-se arduamente aos estudos para conquistar uma bolsa em Nova York, mas o fracasso escolar a deixou desolada. Para esquecer a frustração, ela decide ir a uma festa na mansão do popular Harry. No entanto, o despertar de Ellen é traumático: ela se encontra sozinha em uma rua deserta, sem qualquer memória da noite anterior. O mistério se agrava quando descobre uma gravidez inesperada, sem saber quem é o pai.
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Capítulo 1

ELLEN

Hoje é um dia muito importante para todos os estudantes da High School! Todos os alunos estão ansiosos e até agora ninguém largou o celular. Daqui a mais alguns minutos, vai ouvir-se o grito de felicidade de alguns e os choros de outros.

E por que tanta empolgação? Eu respondo!

Hoje é o dia que vão enviar os e-mails de admissão da universidade de Nova Iorque. Para uns já está ganho, como Harry, o garoto mais popular da escola que é capitã do time de Futebol americano.

Ele é o tipo de garoto parvo. Sem nenhuma qualidade. Só sua aparência e seu dinheiro é que faz com que tenha amigos.

E falando dele, acaba de entrar na sala de aula chamando a atenção de todos. Na verdade, não precisa olhar para ele, para saber que está presente. O cheiro amadeirado e ativo do seu perfume chama a atenção de todos. Um garoto alto de 1,70. Ombros largos. Olhos azuis. Charmoso. Cheiroso. Musculoso. E muito mais! Tudo isso em apenas 19 anos.

- Sério que está todo mundo esperando a Porra do E-mail?! - Harry pergunta fingindo estar indignado e arregalo os olhos - isso é para os fracos!

Sem querer ouvir mais as parvoíces dele, me levanto do meu lugar e caminho até a porta.

- Até você Ellen? A filha do Albert Einstein?! - zomba e continuo a andar. Não vou ficar discutindo com um garoto de cérebro de amendoim!

Voltando ao foco principal-sendo a universidade de Nova Iorque- 70% dos alunos enviaram cartas em cidades longes de casa, por um único motivo. A.Liberdade. Quem não quer ser dono do seu nariz? Poder estudar numa casa onde tem jovens como você. Poder sair a hora que quiser sem dar explicações. Arranjar um emprego e ganhar sua remuneração de suor. E muito mais!

A Universidade de Nova Iorque, ocupa a posição, 43° entre as 1000 melhores do mundo! Não é um máximo?!

Fica no coração de Manhattan. O Washington Square Park é o epicentro das atividades da instituição. Muitos dos salões e prédios acadêmicos da universidade estão concentrados nas proximidades. Fundada pelo estadista Albert Gallatin em 1831, a NYU foi criada para atender estudantes de todas as áreas. Hoje, é uma das maiores universidades privadas do país, com mais de 40 mil estudantes. Também é membro da prestigiada Association of American Universities.

Eu sei isso e muito mais da universidade! Andei pesquisando desde o dia que soube que sou "Gente"

Sinto meu telefone a vibrar no bolso e rapidamente pego para ver o que tem, mas bem antes de ver, esbarro em alguém, que se não me segurasse, eu acabaria caindo.

- Desculpe! - falo envergonhada e lentamente ergo meus olhos.

Nunca tinha visto esse homem aqui.

O homem fixa sua par de íris castanho-claro em mim e cada vez mais fico envergonhada e muito constrangida!

- Eu que peço desculpa, não consegui notá-la. - fala calorosamente e a seguir em seu rosto se abre um sorriso dando visão a suas covinhas.

- Tá... - Afasto-me de seu toque que causava borboletas na minha barriga. Por um instante, meu coração batia num ritmo descompassado e me custava pronunciar uma só palavra.

- Estuda aqui? - Pergunta atencioso, e dou um passo atrás para aumentar a distância entre nós.

- Sim! - Respondo nervosa e passo por ele caminhando em passos largos.

Por um segundo olho para trás e me constranjo mais quando noto que ele ainda estava parado, enquanto me observava a andar.que vergonha!  

Entro no toalete e finalmente consigo tirar meu telefone do bolso para checar o e-mail.

Suspiro.

Chegou a hora! Os gritos dos colegas no corredor me desconcentravam e me deixavam mais nervosa ainda!

Checo e começo a ler... Mas meu mundo se desmorona quando leio não admitida...

Foi como levar uma surra... é como se tivessem tirado de mim todos meus sonhos e tudo que planejei está se desmoronando. Mas como eu não passei? Não pode ser! Eu tenho boas notas e escrevi a carta com todo cuidado do mundo! Só pode ter algum engano. A professora de Língua Portuguesa checou! Até o diretor leu e disse que está simples e perfeito!

A pergunta não era tão difícil!

Agora terei que viver pelo resto da minha vida próximo do meu pai e minha madrasta! Sem esquecer da sua filha que não gosta de mim! Serei a Cinderela na realidade!

Todo mundo vai olhar torto para mim e... e serei zombada por todos os alunos! Todo mundo viu e presenciou meu esforço! Eles sabem que estudei dia e noite! Perdi várias festas, viagens, amigos e tudo porque queria ser admitida 

Sem aguentar mais, desato a chorar. Choro tanto que minha cabeça dói. O que vou falar para meu pai? Claro que posso ir para outra universidade, mas eu só...

- Então Irmanzinha? - detesto esse apelido! Limpo as lágrimas do meu rosto com brusquidão - passou?

Me recomponho e pego meu celular. Fuja, Fuja, Cobarde!

Não, dessa vez não vou fugir! Não vou mesmo.

- Não é da sua conta! - respondo ríspida.

- Agora todos sabem que você não é assim tão inteligente porque eu consegui ser admitida e recebi uma bolsa pela composição esplêndida! - fala sorrindo como uma Hiena.

Como ela conseguiu?! Rebeca é o exemplo vivo de burrice! Como conseguiu escrever uma boa composição?! Isso é loucura! Onde estou?! Num universo paralelo?!

- Que Bom. Parabéns! - é tudo que digo e passo por ela em passos largos. Enquanto passava pelos colegas, eu não ouvia mais nada e minha cabeça dói tanto e sinto que está prestes a explodir!

- Ei! Ellen! Você passou?! - viro-me para responder Ben. E sua expressão muda para de pena quando vê meu rosto pálido!

- O que acha?! - pergunto de braços abertos e ele franze o cenho.

- Você é uma garota inteligente! Qualquer outra universidade vai querer você!

Eu e Ben não somos amigos. Ele é um garoto inteligente e papularzinho devido a sua beleza. É o típico menino de papai e mamãe.

Ele bagunça seus cabelos escuros e fixa seus olhos cinzas nos meus.

- Mas eu só quero uma! E infelizmente não consegui! - grito alterada e todos colegas olham para mim. Todos os colegas me conhecem porque todos os anos saio no quadro de Honra - Isso mesmo! Eu.não. Passei! - grito. Meu Deus, estou me comportando como uma criança que não aceita perder...

- Se quiser posso levá-la até sua casa...

- Não! Obrigada!

Sei que ninguém tem culpa do meu fracasso, mas é horrível sentir-me burra. Até Rebeca passou! Pior que agora ela vai está na universidade onde eu mereço estar!

Enquanto caminho sem rumo, ligo para o atendimento da universidade.

- Fala da Universidade de Nova Iorque, no que lhe podemos ser útil?

Uma mulher com voz fina atende.

- Ah... Daqui a Fala Ellen e enviei a carta para admissão e fui reprovada...- suspiro- Mas eu gostaria que checassem novamente!

- Nós não fazemos a avaliação duas vezes. E sentimos muito que tenha reprovado, talvez a próxima vez passe!

- Só que eu acho que teve algum erro! - falo rapidamente - por favor, eu imploro que me enviem um escanear da minha carta ou…  

- Olha, não é permitido fazermos. Mas, eu não quero que você se suicide ou faça uma loucura, portanto, vou enviar o e-mail, mas me promete que não voltará para reclamar e fazer uma confusão!

- Eu prometo! Muito obrigada! encerro a chamada.

Não demora e ela liga novamente.

- Desculpe Ellen, mas sua carta de admissão não chegou aos nossos correios. Suas notas estavam boas, mas precisamos da carta para avaliar por completo!

- É impossível... Eu mandei, sim, a carta!

- Desculpe, mas não chegou. Talvez seja um problema do correio. Se não tiver mais nenhuma reclamação...

- Obrigada… Era só isso!

Encerro a chamada. Como algo assim foi acontecer?! Será que foi Rebeca?! Ela foi tão baixa ao ponto de me roubar a redação?! Mas por que estou admirando se sei que ela é capaz disso e muito mais?!

Levanto-me e caminho até a lanchonete em passos largos. Sinto Meu sangue a ferver e minha cabeça prestes a explodir!

Vejo ela junto do seu grupinho estúpido, conversando sobre coisas estúpidas em um momento estúpido!

- Oh, olha quem está aqui... A minha meia irmã! - sorri forçado.

Ela está sentada na mesa do refeitório esbanjando seu sorriso falso. Nem irmã somos! Meu pai casou com a mãe dela depois de um mês da morte da minha mãe. A mãe dela foi amante do meu pai enquanto minha mãe ainda estava em vida... Por causa desse e mais outros motivos é que não acredito no amor!

- Por que roubou minha carta?! - pergunto enfurecida e ela sorri.

- Do que está falando?

Sem paciência, puxo ela pelos cabelos e ela grita. Harry tenta me tocar - Não toque em mim! - grito brava e ele se afasta com as mãos no ar.

- Escute bem sua vadia! - falo próximo ao seu ouvido - você não ganhou! Ouviu? - solto seu cabelo com brusquidão e me viro para sair daquele lugar que só me faz mal.

- Ellen! Ellen! - me viro para ver quem é, e tranco o rosto quando vejo Harry.

- Me deixa em paz! - falo e limpo rápido uma gota de lágrima - veio zombar de mim também? - pergunto sorrindo de braços abertos - força!

- Eu não vim zombar... Só vim para convidá-la a minha festa! Toma esse convite.

Ele me entrega o convite e pego o mesmo. Analiso por alguns segundos e logo rasgo-o na sua cara e jogo o papel em seu rosto.

- Vai pro inferno e me deixe em paz!

Nesse Momento só me apetece ficar sozinha e respirar! Eu não acredito que mais uma vez ela me venceu! Ela tirou de mim minha família, meu pai, minha vida e agora meu futuro!

Paro um instante e me apoio no cacifo... Eu sinto meu coração bater a mil e não tenho mais peso para continuar...

"Isso não acabou irmanzinha! Eu vou dar o troco!"  

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