
Antologia Picante - Monstruosa
Capítulo 2
Eu devia ter desconfiado do preço da casa quando a comprei, um lindo e espaçoso sobrado em uma área quase remota;
Pela estrada, único ponto que eu já havia acessado antes da compra, tudo parecia perfeitamente em ordem.
O problema foi na segunda manhã após a mudança, quando iniciei minha caminhada diária, a fim de aproveitar toda a experiência de uma casa no campo.
Ao subir um pequeno relevo e olhar para o outro lado, me deparei com uma prisão enorme, uma construção cinza, quadrada e sem graça, rodeada de um pátio e muros altos com oito torres.
Isso, com certeza, me faria mudar de ideia sobre a compra, mas mesmo que tenha se passado apenas dois dias e a corretora tenha omitido o detalhe do presídio, a única coisa que a imobiliária disse foi "arranje um cachorro".
Claro que tentei evitar ao máximo chegar perto do local, no início, os alarmes e sirenes me assustavam, mas agora, sei todos os horários deles.
Até cheguei a pesquisar sobre a prisão no Google, queria saber que tipo de prisão é, feminina ou masculina, se é segurança máxima ou não. Estranhamente, minhas pesquisas nunca tiveram resultados.
Deixei o assunto para lá faz alguns meses e sigo minha vida como se aquele lugar não existisse.
Bem, isso até hoje.
Acordo com o som alto de uma sirene, alarmada, me sento na cama bruscamente. Uma luz passa rapidamente na minha janela, antes de me deixar de novo no completo escuro. Olho o relógio sobre a mesa de cabeceira que mostra duas da manhã.
Essa não é nenhuma das sirenes que costumo ouvir.
Me enrolo em um roupão sobre a camisola do mesmo conjunto e desço as escadas. Não sei bem o que fazer a seguir, mas a curiosidade me guia até a frente da casa.
Está um pouco frio aqui fora, abraço meu corpo e estico o pescoço na varanda. Há movimentação ao redor, luzes de lanterna e vozes masculinas. Uma luz forte passa sobre a casa e o som do helicóptero acompanha, minha espinha congela quando percebo que se trata de uma fuga de prisioneiro.
- Hei, volte para dentro.
Olho para o homem que gritou comigo, um guarda de uniforme escuro portando uma pistola e lanterna.
- O que está acontecendo?
- Eu disse para entrar.
Ele aponta a arma me fazendo recuar, quando de repente algo pula nele, levo apenas um segundo para distinguir que se trata de uma pessoa em uma roupa laranja que se agarra com as pernas em volta da cintura do guarda, tiros são disparados por ele enquanto sangue esguicha de seu pescoço.
Bato a porta com força e viro a chave duas vezes. Meus corpo todo se arrepia, meu coração dispara. Corro para a sala e abro uma pequena fresta na cortina, bem a tempo de ver o guarda sendo arrastado para dentro do mato.
Estou tão imersa na cena que só me lembro de olhar para dentro quando ouço vidro quebrando.
Me viro bruscamente. Está muito escuro, consigo ver as formas do sofá, da escada que some no breu do andar de cima, da divisória de madeira que separa a cozinha com seu padrão vazado, da pia e algo mais.
Uma sombra alta e esguia que não combina com nenhum dos meus móveis, fixo o olhar, na esperança que ele se acostume com o escuro e me mostre que não há nada ali.
Não tenho que esperar muito, o helicóptero novamente sobrevoa a casa e a luz invade os vidros, iluminando tudo, inclusive o homem parado na minha cozinha.
Seu macacão laranja brilha, indo até os pés e enrolado nos braços e posso ver que são fechados de tatuagens, seu cabelo preto cai sobre o rosto magro.
Eu congelo por um momento, acreditando que se eu não me mover, ele também não vai. Dura alguns longos segundos até que ele dê o primeiro passo. Corro em direção à porta, mas sou agarrada pela nuca.
Caio de costas no chão, ao meu lado cai a maior faca da minha cozinha e quando percebo, ele está em cima de mim, agarrando meus punhos enquanto tento chutá-lo. Ele é alto, mas magro, o que torna uma luta difícil para nós.
- Eu não quero te machucar, só fica quieta.
Paro de me contorcer ao ouvir sua voz nada ameaçadora,na verdade, ele até tem a língua um pouco presa e seu tom mais parece de um garoto assustado. Nossas respirações ofegantes estão coordenadas e de alguma forma isso me acalma.
Penso nas séries criminais que costumo ver, se ele quisesse me matar, teria enfiado a faca em mim ao invés de deixar cair e se fosse me estuprar, não teria parado só porque eu fiquei imóvel.
A luz passa novamente, e agora posso ver o seu rosto, onde também tem tatuagens, piercings e um alargador grande na orelha, mas uma marca me chama mais a atenção. Uma cicatriz em linha reta que vai do lábio inferior até o pescoço.
Quero olhar melhor, mas estamos no escuro outra vez.
- Por favor, vá embora.
- Eu não posso - ele olha rapidamente para trás.
São passos lentos perto da minha porta dos fundos. Minha chance.
- Aq... - antes que eu termine a palavra, o prisioneiro arregala os olhos claros e sua mandíbula escancara.
É muito rápido, a cicatriz se abre e seu queixo se transforma em dois, uma língua imensa sai de sua boca e tampa a minha como uma mordaça, se enrolando na minha cabeça.
O susto é tão grande que levo alguns segundos para voltar a lutar.
Agora ele parece mais forte, ainda segurando meus pulsos contra o chão, ele aperta minhas pernas entre as dele e força seu quadril para baixo a fim de me manter imóvel.
A língua passa os meus lábios e aperta contra meus dentes, posso sentir a lateral levemente áspera e a parte de baixo lisa como a minha. O gosto é adocicado e está tão quente que sinto calafrios na nuca.
Ele desenrola a língua do meu rosto e recua um pouco, ainda a mantendo pendurada e a mandíbula aberta.
- Fique quieta, não são guardas - agora sua voz é mais fluida e clara, com uma dicção perfeita
Meus olhos focam na janela da sala, os passos agora estão na varanda e algo aperta o rosto contra o vidro, apesar da luz de fora me deixar ver o uniforme laranja, essa coisa não é humana, na verdade, não tem forma
alguma.
- O que é isso?
Ele não responde no início, até ouvirmos os passos se afastando, então vira seu olhar para mim, a mandíbula se fecha lentamente e ele sorri.
- Você não vai querer saber.
Ele junta meus pulsos e me levanta com um movimento, se abaixando apenas para pegar a faca, me vira e me empurra em direção as escadas.
- Sobe.
Não tenho escolha se não, obedecer. Entramos no quarto pouco depois, ele liga o abajur na cabeceira e aponta a faca novamente para mim.
Com a luz, posso ver melhor seus traços e de seu uniforme, onde há um nome bordado: Jimmy.
- O que você quer? - pergunto quando o vejo vascular minha mesa de cabeceira.
Ele se vira para mim, novamente, sua mandíbula está aberta e posso ver que além da língua longa e bifurcada na ponta, tem fileiras de dentes a mais na abertura.
- Você tem um cinto? - ele aponta a faca para mim.
Aceno rapidamente e Jimmy faz um sinal com a faca para eu pegar. Me viro para o armário, mas posso ver pelo espelho que Jimmy está olhando para mim, para todo o meu corpo.
Ele passa a ponta da longa língua no lábio superior. Não posso deixar de achar isso atraente.
- Depressa.
Pego o cinto e me viro para ele.
- Deita na cama.
- O que vai fazer?
- Eu mandei você deitar.
Não é muito inteligente discutir com um fugitivo que nem sei se é humano, então faço o que ele pediu.
Jimmy apoia a faca ao meu lado na cama e levanta meus braços até a cabeceira, ele sobe em cima de mim, enquanto amarra meus pulsos com o cinto, sua língua pendurada toca meu rosto em vários pontos, eu viro a fim de me afastar, mas tudo o que consigo é sentir a ponta nos meus lábios.
Não é o que eu devia fazer, mas quando percebo já afastando os lábios e tocando a língua dele.
Jimmy se afasta e apesar da forma grotesca que sua boca se abre, percebo que está sorrindo.
- Você acabou de tentar me beijar?
Minhas bochechas queimam de vergonha quando ele se afasta.
- Não.
Seus olhos percorrem meu corpo, a camisola já subiu até o quadril e estou muito mais exposta do que gostaria. Aperto as pernas, mantendo-as bem juntas.
- Faz cinco anos que eu estou preso e você faz isso?
Ele balança a cabeça e depois usa as duas mãos para jogar o cabelo para trás. Parece relutante, tentando manter o foco.
Não sei se é hora de admitir, mas sempre gostei de homens maus. A anatomia estranha de Jimmy não me causa medo, afinal, é só uma língua.
Relaxo o corpo e apoio meus pés no colchão, ainda mantendo os joelhos juntos e os pés um pouco afastados.
Jimmy inclina a cabeça, sua língua passando por toda abertura de sua mandíbula enquanto ele se aproxima abrindo o macacão.
- Eu não vou sair daqui tão cedo mesmo. Acho que posso dar a você um pouco do que quer.
- Você não sabe o que eu quero - retruco;
Ele tira os braços do macacão e percebo que todo seu tronco é tatuado.
- Depois do susto inicial, todas pensam na mesma coisa.
Eu travo, sem conseguir desviar o olhar enquanto ele sobe na cama, ajoelhando na minha frente, suas mãos tocam meus joelhos, forçando levemente para abrir.
Ele escorrega os dedos pela parte de dentro da minha coxa. Eu acompanho com os olhos, prendendo a respiração quando chega na minha calcinha. Mas o que ele faz é subir de volta e rapidamente, afastar meus joelhos com tudo, suas mãos prendem minhas pernas bem abertas e Jimmy se inclina.
Sua língua bate na minha barriga antes de começar a descer lentamente, passando por cima da minha calcinha até embaixo e voltanto.
- É no que você estava pensando?
- Quase - respondo com sinceridade.
Ele passa a língua por baixo na lateral da calcinha e a afasta de lado, sua respiração na minha pele me faz suspirar e o tesão aumenta, tento levantar o quadril, mas ele mantém minhas pernas bem grudadas ao colchão.
Para minha sorte, seu tesão de presidiário não o deixa enrolar, sinto a ponta bifurcada da língua passando de cada lado do meu clitóris, deixando-o mais excitado e inchado.
Tento controlar meus gemidos, não quero chamar a atenção de ninguém que está lá fora.
Jimmy desliza mais para baixo e sinto sua língua forçando para dentro da minha boceta. É mais longa que qualquer membro que eu tenha provado e os movimentos que ele faz, balançando e torcendo dentro de mim, como eu nunca senti.
Jimmy enfia cada vez mais fundo, sinto se contorcendo dentro de mim. Suas mandíbulas encostas na minha bunda, os dentes afiados pinicam e arranham, mas tudo o que eu faço é me esfregar mais.
Seu lábio superior esfrega no meu clitóris, mantendo o toque macio.
Me levando ao orgasmo tão rapidamente que não tenho chance de avisar, meu corpo estremece e meu interior pulsa, apertando sua língua com força.
Jimmy se levanta totalmente, até estar em pé na cama e o observo, com as bochechas queimando de vergonha por ter sido tão fácil.
Ele tira o resto do seu macacão, exibindo seu pau duro e levantado. Está muito longe de ser considerado mediano e solta seu pré semen, me mostrando o quanto está excitado.
Aperto os lábios quando ele se agacha, pronta para ter seu pau me fodendo tão bem quanto sua língua, mas o que ele faz é segurar meus tornozelos e me puxar para baixo, meus braços se esticam com o movimento e
minha cabeça encosta no colchão.
- Achou mesmo que ia gozar na minha língua só uma vez? - ele ri.
Então se aproxima do meu rosto e me oferece sua língua para chupar, metendo fundo na minha garganta e quase me fazendo engasgar. Só entendo que é um teste quando ele geme em aprovação e se levanta, virando se costas e colocando seus joelhos em cada lado da minha cabeça, ele começa a esfregar suas bolas duras no meu rosto enquanto se masturba.
Eu as tomo, lambendo e chupando cada uma delas, os sons que ele faz tocando seu pau me enche de tesão mais uma vez e tenho um dos meus mamilos beliscados antes que ele apoie o punho ao lado da minha coxa e se incline para frente.
Afasto bem as pernas e sinto sua língua deslizar na minha boceta. Ao mesmo tempo que Jimmy me penetra novamente, ele acerta a ponta do seu pau na minha boca.
Minha mandíbula doi da forma que preciso abrir a boca para engolir seu pau.
Jimmy não se importa, ele começa a foder minha boca com força, empurrando sua ponta na minha língua da mesma forma que contorce a dele na minha boceta.
A parte lisa embaixo da sua língua esfrega no meu clitóris, é tão bom que meus gemidos mal podem ser abafados. Suas mãos apalpam minha bunda bem apertado.
Suas investidas ficam mais fortes a cada minuto, meus lábios já estão dormentes quando ele empurra com toda a força e mantém seu pau no fundo, mais duas estocadas curtas e o sinto tremer, seu pau pulsa e enche minha boca com seu semen.
Escorre pela lateral da minha boca, suas bolas esvaziam e Jimmy começa a esfregar sua língua mais lentamente, meu clitóris não aguenta o ritmo e me leva a outro orgasmo mais forte que o anterior.
Enquanto minha boceta pulsa, Jimmy tira seu pau lentamente, fazendo gotas de seu semen pingarem pelo meu rosto.
Estou esgotada.
Jimmy recolhe sua língua e fecha a mandíbula. Ele começa a se mover pelo quarto, abrindo gavetas e pegando coisas.
Abro os olhos apenas para vê-lo metido em um dos meus moletons, fica curto demais para ele, mas não acho que se importe.
- Você vai embora?
Ele se inclina sobre a cama, dá um puxão no cinto, livrando minhas mãos e lambe minha boca.
- Eu sou um fugitivo, se lembra? - seu sorriso cresce enquanto ele se afasta.
Jimmy sai pela porta do quarto. Me sento na cama, meio chateada porque ele simplesmente me deixou aqui.
Quando ouço o portão da garagem abrindo.
- Meu carro não.
Tento me levantar, mas minhas pernas estão muito fracas. Me deito de novo. Em partes com raiva de mim mesma.
Gostar de caras maus sempre vai me trazer problemas, mas tenho que admitir que dessa vez, valeu muito a pena.
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