Capa do romance Ansiando pelo Meu Marido Tirano

Ansiando pelo Meu Marido Tirano

7.8 / 10.0
Após uma noite de bebedeira para fugir do ex tóxico, acordo casada com Gus, um homem rico e protetor. Minha amiga alerta que o sobrenome Williams pertence a um tirano implacável, mas meu marido parece gentil. Tudo muda quando, como fotógrafa, percebo que Gus e o temido bilionário Agustus Williams são a mesma pessoa. Confrontado, ele nega com frieza. Agora, presa a um diamante milionário, preciso descobrir por que esse predador fingiu ser meu salvador.

Ansiando pelo Meu Marido Tirano Capítulo 1

Everleigh Roman acordou com uma dor de cabeça lancinante por causa da luz do sol.

Ela gemeu, virando-se na cama.

Sua bochecha roçou em algo incrivelmente macio. Cetim fresco, escorregadio e caro. Não a mistura de algodão que tinha em sua cama no minúsculo apartamento estúdio do qual estava sendo despejada.

Ela estendeu a mão às cegas para o copo de água que deveria estar em sua mesa de cabeceira. Seus dedos roçaram em mogno, depois em papel. Papel grosso e texturizado.

Evie abriu um olho com dificuldade. O quarto girou, um caleidoscópio de bege e dourado. Ela forçou sua visão a focar no documento sob sua mão.

Certidão de Casamento.

Seu coração bateu com força contra suas costelas, um golpe físico que a deixou sem ar.

Ela se sentou, o lençol se acumulando em sua cintura.

Ela não estava usando seu vestido.

Ela estava vestindo uma camisa social branca, com as mangas arregaçadas, o tecido cheirando a cedro e algo mais sombrio, como chuva no asfalto.

— Não — sussurrou Evie. — Não, não, não.

Flashes de memória a assaltaram. A gala de caridade. O sorriso desdenhoso de Darrin ao dizer que ela era inútil sem ele. O bar aberto. Tanta vodca. E então... um homem. Uma gravata. Ela se lembrava de agarrar uma gravata de seda, puxando um rosto para o seu. Lembrava-se de exigir que alguém a salvasse.

Ela olhou ao redor. Aquilo não era um quarto; era um reino. Janelas do chão ao teto com vista para o Central Park, móveis que provavelmente custavam mais do que a mensalidade da sua faculdade.

Na mesa de cabeceira, ao lado de uma abotoadura de platina que brilhava maliciosamente ao sol, havia um bilhete.

Evie o pegou, sua mão tremendo tanto que o papel chacoalhava. A caligrafia era afiada, agressiva.

Saí a negócios. A noite passada foi... memorável. - G.

G.

Ela havia se casado com um homem cujo nome começava com G.

Ela pressionou a base das mãos contra os olhos, tentando se lembrar de um rosto.

Nada.

Apenas um borrão de um maxilar definido, a sensação de mãos grandes e quentes em sua cintura, e olhos que pareciam o fundo do oceano.

Seu celular vibrou contra a madeira, um zumbido violento que a fez pular.

Ela o pescou de debaixo de um travesseiro que tinha o cheiro dele.

Dezoito chamadas perdidas. Todas de Illa.

Ela deslizou o dedo na tela, levando o celular ao ouvido. — Illa?

— Evie! Meu Deus, você está viva? — A voz de Illa era um grito que perfurou sua dor de cabeça. — Você sumiu! Em um minuto você estava chorando por causa do Darrin perto da escultura de gelo, e no seguinte tinha desaparecido. Você foi sequestrada? Está em uma vala?

— Estou em... um hotel — grasnou Evie. — Illa, acho que fiz uma besteira.

— Que tipo de besteira? Você matou o Darrin? Porque se matou, eu conheço um cara que pode dissolver um corpo.

Evie olhou para a certidão novamente. O selo estava em relevo. Parecia assustadoramente oficial. — Pior. Eu me casei.

Silêncio. Então, o som de algo se quebrando do outro lado da linha.

— Venha. Para. Cá. Agora — ordenou Illa, com a voz mortalmente séria. — Traga o papel. Não fale com ninguém.

Evie desligou e saiu da cama apressadamente. Suas pernas pareciam gelatina, com músculos doendo em lugares que fizeram seu rosto esquentar. Ela vislumbrou seu reflexo no espelho acima da cômoda. Seu cabelo era um ninho de pássaro, e ali, bem na curva de seu pescoço, havia um hematoma. Um chupão. Uma marca escura e possessiva.

Ela esfregou o rosto no banheiro, tentando lavar a vergonha. Encontrou seu vestido da noite anterior jogado sobre uma cadeira, mas o zíper estava rasgado do tecido.

— Ótimo — ela murmurou. — Simplesmente ótimo.

Ela não tinha escolha. Puxou a camisa do homem para mais perto do corpo e pegou o trench coat pendurado na porta. Ele a engoliu por inteiro, envolvendo-a naquele mesmo cheiro de cedro. Parecia ser abraçada por um fantasma.

Sua bolsa estava no aparador. Dentro, enfiado ao lado de seu batom, havia um cartão de crédito preto. De metal pesado. Sem nome, apenas números. E um post-it com uma senha.

Ela o encarou. Isso era um pagamento? Ela era...

Ela enfiou o cartão de volta na bolsa. Não ia pegar o dinheiro dele.

Ela ia consertar isso. Anulação.

Divórcio. O que quer que fosse preciso para apagar esse homem de sua vida antes do meio-dia.

Ela abriu a porta e saiu para o corredor. Estava vazio.

A descida de elevador foi uma eternidade.

Ela observou os números caírem, seu estômago revirando junto com eles. — Você é Everleigh Roman — disse ao seu reflexo. — Você sobreviveu à morte de seus pais. Você sobreviveu ao sistema de lares adotivos. Você sobreviveu ao Darrin. Você pode sobreviver a um erro de bêbada.

O saguão era uma catedral de mármore. Ela manteve a cabeça baixa, agarrando o casaco ao seu redor.

— Sra... Senhora?

Evie congelou.

O porteiro estava estendendo um chaveiro eletrônico. — O cavalheiro deixou isto para a senhora. O sedã preto lá na frente.

Ela olhou para o carro. Era elegante, predatório e provavelmente valia mais do que sua existência inteira.

— Não — disse ela, com a voz trêmula. — Vou pegar um táxi.

Ela passou por ele, saindo para o ar úmido de New York. Chamou um táxi, praticamente mergulhando no banco de trás.

— Para onde? — perguntou o motorista.

— 15 Central Park South — disse ela. A fortaleza de Illa.

Enquanto o táxi entrava no trânsito, Evie agarrou a certidão de casamento em seu colo, com os nós dos dedos ficando brancos.

Ela não sabia quem era aquele homem. Não sabia por que ele concordou em se casar com uma garota bêbada e chorona. Mas ela ia descobrir e, então, ia fugir para o mais longe possível.

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