
Amor Sortudo
Capítulo 2
O Clube Crepúsculo.
Esse era o clube de entretenimento mais luxuoso e sofisticado da cidade Luzinte, ficava no subúrbio e próximo de várias universidades.
Os locais de diversão noturna geralmente localizavam-se no movimentado centro urbano, mas o Clube Crepúsculo se aventurou na direção oposta. Graças a esta inovação, ele rapidamente se tornou o clube mais famoso da cidade. Ele tinha um estilo enigmático, que agradava aos círculos mais burgueses da sociedade.
Era quase meia-noite, haviam poucos carros na rua e a lua estava brilhante. De repente, um carro de luxo parou no meio do asfalto.
"Há algo de errado?", perguntou uma voz profunda e cativante do banco de trás.
"Senhor, parece que tem algum problema no motor. Vou verificar o que aconteceu imediatamente!", o motorista, Jack West, respondeu respeitosamente.
"Hmm", o homem respondeu curtamente.
Naquele momento, eles ouviram gritos vindo dos arbustos à beira da estrada. "Aaah! Socorro! Alguém me ajude!"
"Quem são vocês? Afastem-se de mim! Não! Não me toquem!"
Jack olhou na direção dos grito e viu dois homens ruivos assediando uma garota e puxando suas roupas.
"Senhor, deveríamos ajudar ela?"
O homem no banco de trás do carro não se pronunciou, seus olhos estavam fixos na tela do notebook à sua frente. Seus dedos finos continuaram a teclar, concentrando-se no trabalho a fazer. Seu silêncio significava que ele não deveria interferir, então Jack continuou verificando o motor.
Simultaneamente, Cherry ouviu os gritos de socorro da garota. A princípio ela estava hesitante, mas depois foi depressa na direção dos gritos. Ela pegou dois tijolos para se proteger e logo atingiu os dois bandidos na cabeça, simultaneamente e sem piedade. Antes que eles pudessem reagir, ela pegou mais algumas pedras e as jogou em suas cabeças, fazendo-os cair.
"A polícia está a caminho! Como se atrevem a colocar suas mãos em uma mulher sem o seu consentimento!"
Eles agarraram a cabeça com as duas mãos e gemeram de dor. Eles olharam para Cherry com raiva, mas como estavam preocupados que a louca tivesse chamado a polícia, eles não puderam fazer nada. Eles a xingaram e fugiram.
Cherry deu um suspiro aliviada, grata por eles não perceberem o seu blefe. Ela se virou para olhar a garota no chão. Ela ainda estava chorando e tremendo de medo.
Cherry agachou-se para confortar a menina: "Não chore. Por que você está na rua tão tarde com essa roupa sexy? Você teve sorte por eu estar passando."
Lágrimas escorreram no rosto da jovem e seus ombros estavam tremendo. Cherry conversou com ela calmamente: "Nós, meninas, devemos aprender a nos proteger. Quando os outros se aproveitam de você, você deve ser corajosa para revidar. Chorar não vai resolver nada. É inútil."
As lágrimas da vítima pararam aos poucos. Ela agarrou a barra do vestido da Cherry e disse baixinho: "Obrigada, moça. Será que... Você pode me emprestar seu casaco?" A garota hesitou.
"Eu vou pagar por ele!", ela acrescentou nervosamente.
Cherry observou o vestido rasgado dela. Até sua calcinha havia sido rasgada, não sobrando nada para escondê-la. Ela estava quase pelada.
"Moça! Por favor, eu estou te implorando. Minhas colegas rirão de mim se eu voltar para o dormitório nessa condição. Não conseguirei viver depois de tamanha humilhação!", disse a garota, enquanto seus olhos se enchiam de lágrimas de novo.
Cherry hesitou por um instante, devido à sua própria situação. Mas ela não foi capaz de ignorar a súplica da garota, sendo que o seu estado estava pior do que o dela. Cherry retirou o casaco e o envolveu na jovem.
"Mas... Seu vestido é muito mais sexy que o meu... Eu...", genuinamente surpresa, ela olhou para Cherry.
A última ficou vermelha. Afinal, ela tinha acabado de dar um sermão na garota por perambular à noite com roupas provocativas.
"Aham... Bem, vá para seu dormitório. O casaco agora é seu!" Ela despediu-se e afastou-se da garota, que a observou partir com os olhos arregalados. Cherry pegou seus saltos, que ela havia deixado no meio-fio, e saiu apressadamente.
O homem de dentro do veículo testemunhou toda a cena. Seu olhar estava fixado nas costas nuas da Cherry, suas nádegas bem torneadas e suas pernas brancas e magras.
'Essa mulher é interessante! Ela parece ter duas personalidades!', ele pensou.
Ele ficou surpreendido quando Cherry tirou o casaco.
E a personalidade daquela mulher ousada era do seu tipo. O conselho dela ecoou em sua mente: 'Quando os outros se aproveitam de você, você deve ser corajosa para revidar. Chorar não vai resolver nada. É inútil.'
"Senhor, o carro já está pronto."
"Que bom. Vamos lá."
Jack ligou o carro e comentou com entusiasmo sobre o que acabaram de presenciar. "Aquela mulher foi absolutamente implacável com aqueles bandidos. Doeu até em mim ao vê-la atingir eles!"
"As meninas são mesmo bipolares. Elas orientam as outras a não usarem roupas sensuais, mas no final acabam fazendo o contrário! Ela está quase nua!"
"Se minha filha se vestisse assim, eu lhe ensinaria uma boa lição!"
Melvin Frost olhou para a tela do notebook em silêncio, mas quando o carro passou por Cherry, ele a observou através do reflexo na janela.
'Bem, ela parece bonita', ele pensou. 'Mas aquele vestido... é realmente ousado demais.'
Este incidente não foi nada mais do que uma coisa trivial que ele testemunhou no caminho, e Melvin não iria pensar nisso novamente. Ele tinha coisas bem mais importantes para resolver, pois acabou de retornar do exterior.
"Senhor Melvin, chegamos", disse Jack ao estacionar o carro.
Melvin observou o prédio na sua frente. Desligou o notebook e saiu do carro com elegância. Em seguida, ele entrou numa sala privada do Clube Crepúsculo.
Cerca de quinze minutos depois, Cherry chegou ao mesmo local. Era um dos lugares mais luxuosos da cidade Luzinte. O edifício de estilo europeu estava bem iluminado, fazendo com que parecesse um castelo em meio à floresta.
O salão era decorado com lustres de cristal dourado, os corredores foram esculpido em mármore branco e o chão estava coberto com elegantes tapetes italianos feitos à mão. As paredes foram embelezadas com caros murais de estilo europeu, dando ao salão uma sofisticação incrível.
Enquanto Cherry admirava os seus arredores, as pessoas por perto estavam olhando para ela. A partir do momento que entrou, todos os olhos caíram sobre ela. A garota havia entrado no clube com um vestido extremamente ousado, e seu corpo estava perfeitamente acentuado nele.
Cherry estava ciente da sua aparência. Ela tentou ficar calma e fingiu não se importar. Virando para um dos atendentes, ela perguntou: "Com licença, onde fica a sala 309?"
"Por aqui, siga-me."
O garçom conduziu Cherry através do saguão reluzente e por vários corredores brancos. Finalmente, eles chegaram em frente a uma sala privada.
A mulher encarou o número na porta, hesitou um momento e depois empurrou-a.
A sala estava escura, a música era ensurdecedora e a fumaça no ar era um tanto quanto sufocante. Homens e mulheres cantavam e dançavam, e alguns dos mais ousados flertavam livremente, se abraçavam e se beijavam, como se ninguém estivesse olhando!
Quando perceberam que a porta estava aberta, todos olharam para a recém-chegada e ficaram chocados com a aparência da Cherry.
Melvin, que estava sentado num canto escuro e bebendo seu vinho tinto, ergueu as sobrancelhas para a nova convidada. 'Era ela!', ele pensou.
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