
Amor Oculto
Capítulo 2
O dia seguinte amanheceu com um céu limpo e o som distante das ondas quebrando na praia. Carolina acordou cedo, mas com a mente ainda presa aos eventos da noite anterior. Sentia-se estranhamente inquieta, como se algo dentro dela tivesse sido despertado. A imagem de Alejandro continuava presente em sua mente – o sorriso confiante, o olhar intenso e, principalmente, o toque dele. Aquele simples roçar de dedos havia mexido com ela mais do que gostaria de admitir.
Ela tentou se concentrar em suas tarefas do dia, no trabalho que sempre a consumia, mas sua mente constantemente voltava para o momento em que escreveu seu número no guardanapo e o entregou a Alejandro. Será que ele ligaria? Será que aquele encontro, que parecia ter sido carregado de tanta química, teria um futuro?
Por mais que tentasse, não conseguia afastar os pensamentos sobre ele. Talvez fosse o mistério que ele carregava, a maneira como deixava escapar tão pouco sobre si mesmo, ou o fato de que ele parecia saber exatamente como mexer com ela, sem nunca cruzar a linha. Carolina nunca havia sentido algo assim antes – uma mistura de desejo e curiosidade que a mantinha em alerta, mas que também a excitava de uma forma que ela não estava acostumada.
Mais tarde, naquele mesmo dia, enquanto finalizava uma reunião de trabalho, o celular de Carolina vibrou na mesa. Discretamente, ela pegou o aparelho e viu uma mensagem de um número desconhecido. Seu coração disparou.
Alejandro: "Ainda pensando em mim?"
Um sorriso involuntário surgiu nos lábios dela. Ele havia esperado, exatamente o tempo certo, para enviar a mensagem. Não foi rápido demais, mas também não a deixou se questionando por dias. Era uma jogada habilidosa e Carolina reconheceu aquilo imediatamente como parte do jogo de sedução que Alejandro tão bem dominava.
Carolina não respondeu de imediato. Não queria parecer ansiosa, por mais que a ideia de continuar aquela troca a instigasse. Ela estava disposta a jogar aquele jogo também, mesmo sabendo que, no fundo, estava sendo fisgada.
Foi só horas mais tarde, depois de terminar seus compromissos e já em casa, que ela decidiu responder.
Carolina: "Talvez. Você faz parte dos meus pensamentos ou quer ser parte de algo mais?"
Ela hesitou por um momento, mas enviou. Havia uma parte dela que queria ver até onde Alejandro iria, até que ponto ele estava disposto a jogar aquele jogo de provocações e insinuações. E, mais importante, o quanto ela própria estava disposta a mergulhar naquele universo de desejos desconhecidos.
A resposta não demorou. Alejandro parecia ter esperado exatamente pelo momento em que ela cederia.
Alejandro: "Por que não deixamos o talvez de lado e fazemos algo mais acontecer? Que tal jantar amanhã? Só você e eu."
Carolina mordeu o lábio, ponderando. Sabia que deveria dizer não. O ritmo em que as coisas estavam indo era rápido demais, envolvente demais. Mas, ao mesmo tempo, ela sentia uma excitação incontrolável ao pensar na ideia de vê-lo de novo, de descobrir mais sobre aquele homem que havia despertado sensações tão intensas nela.
Depois de alguns minutos, ela respondeu.
Carolina: "Onde e a que horas?"
Ela mal conseguia acreditar no que estava fazendo. Algo dentro dela gritava para ter cuidado, para não se deixar envolver tão facilmente. Mas outra parte – uma parte que ela raramente deixava sair – ansiava por aquilo. Ansiava por mais encontros, por mais tensão, por mais daquela energia que parecia correr entre eles.
Na manhã seguinte, Alejandro enviou os detalhes do encontro: um restaurante sofisticado, à beira-mar, conhecido por sua atmosfera romântica e pratos exóticos. O lugar perfeito para continuar o jogo de sedução que haviam começado.
Carolina passou o dia inquieta, tentando não se concentrar no jantar que a esperava. Ela nunca havia se sentido tão ansiosa antes de um encontro. Algo sobre Alejandro a deixava nervosa, mas, ao mesmo tempo, intensamente empolgada.
Quando a noite finalmente chegou, ela se vestiu cuidadosamente. Optou por um vestido vermelho justo, simples, mas incrivelmente elegante. O vermelho trazia à tona a confiança que ela tanto prezava, mas também revelava uma faceta mais ousada dela, algo que ela estava começando a explorar.
Ao chegar ao restaurante, Alejandro já a esperava. Ele estava impecavelmente vestido em um terno escuro, o que acentuava ainda mais sua presença magnética. Quando a viu, um sorriso lento curvou seus lábios, e Carolina sentiu seu coração disparar.
"Você está deslumbrante," ele disse, enquanto se levantava para cumprimentá-la.
"Você também não está nada mal," ela respondeu, tentando manter o tom casual, embora sua mente estivesse a mil por hora.
Eles se sentaram à mesa, e o ambiente ao redor parecia desaparecer. O som suave das ondas ao longe, as velas tremeluzentes e o perfume delicado das flores ao redor criavam uma atmosfera quase onírica, mas Carolina estava completamente focada em Alejandro. Havia algo na maneira como ele a olhava que fazia com que ela se sentisse única, como se não houvesse mais ninguém no mundo além dos dois.
A conversa entre eles fluía naturalmente, assim como na noite anterior, mas desta vez havia algo mais – uma tensão que só crescia com o passar dos minutos. Alejandro não a tocava, mas seu olhar, suas palavras e até o jeito como ele movia a mão sobre a mesa eram suficientes para fazer Carolina sentir cada célula do seu corpo em alerta.
"Você me intriga, Carolina," ele disse, inclinando-se levemente para frente. "Há algo em você que me faz querer te conhecer cada vez mais."
Ela sorriu, sentindo o sangue subir às bochechas. "E você acha que consegue desvendar esse mistério?"
Alejandro riu suavemente, mas havia uma seriedade subjacente em seu tom. "Eu acho que vou me divertir tentando."
Eles brindaram, e a faísca que Carolina sentira na noite anterior parecia agora uma chama que crescia. Não era apenas desejo, era algo mais profundo. Algo que ela mal conseguia entender, mas que a atraía irresistivelmente para ele.
Quando o jantar chegou ao fim, Alejandro a acompanhou até a saída. A brisa do mar envolveu os dois, e Carolina se sentiu ainda mais ciente da proximidade dele. Seus corpos estavam próximos, mas ele ainda não a tocara de verdade. Era como se ambos soubessem que aquele momento estava prestes a chegar, mas quisessem prolongar o jogo o máximo possível.
"Posso te levar em casa?" Alejandro perguntou, a voz rouca com uma tensão contida.
Carolina hesitou, o olhar preso no dele. O jogo estava prestes a mudar de nível, e ela sabia disso. Mas, ao invés de responder de imediato, inclinou-se levemente, os lábios a poucos centímetros dos dele. "Talvez eu deixe você tentar... se continuar sendo tão interessante."
Alejandro sorriu, um brilho nos olhos, e sem dizer mais nada, abriu a porta do carro para ela. O caminho até o apartamento de Carolina foi feito em silêncio, mas o ar estava carregado de expectativas.
Quando chegaram, ele desceu do carro e a acompanhou até a porta. Carolina parou em frente à entrada, seu coração disparado. Alejandro se aproximou, a respiração dele quente contra sua pele.
"Boa noite, Carolina," ele murmurou, antes de roçar os lábios suavemente no pescoço dela, fazendo um arrepio percorrer sua espinha.
Carolina sorriu, mordendo o lábio. O jogo continuava. E ela mal podia esperar para ver onde isso a levaria.
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