
Amor, o meu nome para você é Perigo
Capítulo 2
Angel acordou naquela manhã em Paris com uma ideia audaciosa em mente. Após o eletrizante encontro na festa, ela decidiu que um encontro casual, mas inesperado, com Orson seria a jogada perfeita. Escolheu a icônica livraria Shakespeare and Company, um lugar que prometia o tipo de casualidade que ela precisava para surpreender Orson.Vestida de maneira casual, com um vestido simples que destacava sua elegância natural, Angel entrou na livraria, sentindo-se em casa entre os livros. Enquanto folheava distraidamente um volume de poesia, ouviu uma voz familiar atrás dela.“Angel, que coincidência agradável,” disse Orson, segurando um livro na mão, tentando parecer mais relaxado do que realmente estava. A surpresa em seu rosto era evidente, mas ele rapidamente tentou disfarçar.“Orson, que surpresa te encontrar aqui!” Angel respondeu, lançando um olhar que misturava sutileza e provocação. “Está se escondendo de admiradoras ou procurando algo interessante para ler?”“Talvez um pouco dos dois,” Orson respondeu, tentando manter a compostura enquanto seus olhos demonstravam um interesse crescente.Enquanto caminhavam pelos corredores apertados, Angel, com um sorriso travesso, provocou: “Espero que os livros não sejam a única coisa interessante que você encontre aqui.”Antes que Orson pudesse responder, Angel tropeçou ligeiramente, esbarrando em uma pilha de livros. Mas, em uma sequência desastrosa, ela também esbarrou em uma prateleira de exposições que, com um estrondo, derrubou várias pilhas de livros e uma pequena torre de copos de café que estavam ali para degustação.O líquido quente voou, espirrando diretamente na camisa impecável de Orson, que se encolheu visivelmente. Seus olhos arregalaram-se de surpresa e desconforto enquanto tentava limpar a bagunça de sua roupa.“Oh, meu Deus, eu não posso acreditar que fiz isso!” Angel exclamou, suas bochechas corando de embaraço, mas também segurando o riso diante da cena cômica.Orson, claramente sem graça e tentando manter a dignidade, olhou para Angel com um misto de incredulidade e humor forçado. “Bem, é a primeira vez que sou atacado por literatura e café ao mesmo tempo. Espero que não seja um reflexo do que pensa de mim.”Angel não conseguiu conter uma risada, o som ecoando pela livraria. “Juro que não foi intencional. Talvez seja meu jeito de garantir que você se lembre deste encontro,” ela brincou, tentando aliviar o constrangimento.A situação, embora desconfortável, rapidamente se transformou em um momento de riso mútuo. Orson, percebendo o lado cômico, deixou escapar um sorriso genuíno. “Acho que você conseguiu. Nunca esquecerei essa emboscada.”Após se recompor, eles decidiram ir ao café ao lado para limpar a bagunça e continuar a conversa. Angel, ainda rindo, pediu desculpas mais uma vez, enquanto Orson tentava secar sua camisa com um guardanapo.“Então, você ataca com livros e café? É uma nova técnica ou guardou isso especialmente para mim?” Orson perguntou, seu tom carregado de sarcasmo brincalhão.“Apenas para aqueles que conseguem sobreviver a um romance de capa dura e uma tempestade de café,” Angel respondeu, piscando.Apesar do início desastroso, a conversa fluiu com facilidade, cada um tentando superar o outro em sarcasmo e charme. Orson, mesmo tentando manter uma fachada de firmeza, não conseguia esconder o desejo e a fascinação que começavam a transparecer.Quando chegou a hora de partir, Orson se levantou, ainda com alguns vestígios de café na camisa, mas com um sorriso no rosto. “Espero que nosso próximo encontro não envolva mais bebidas voadoras. Embora, admito, tenha tornado tudo memorável.”Angel apertou a mão dele, sentindo a faísca de eletricidade entre eles. “Prometo ser mais cuidadosa. Ou talvez só escolher um local menos propenso a acidentes.”Enquanto caminhava pelas ruas de Paris, Angel se sentia triunfante. O encontro havia sido um sucesso, repleto de humor, sarcasmo e momentos inesperados. Ela sabia que a partida estava apenas começando e estava ansiosa para ver onde o jogo a levaria.
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