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Capa do romance AMOR, INSANO AMOR

AMOR, INSANO AMOR

Após fugir de um assédio, a enfermeira Carolina busca recomeçar no hospital da comunidade. Em um baile, ela conhece Bruno, o implacável chefe do morro que deseja abandonar o crime para proteger sua família. Enquanto ele vê nela uma chance de redenção, o misterioso Alex Spanos surge decidido a conquistá-la. Entre dramas e perigos, Carolina enfrentará tentações e segredos que colocam à prova sua ligação com o traficante. Será que o amor resistirá às reviravoltas?
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Capítulo 2

Entrei no RH, e continuava olhando para onde aquele homem havia entrado, como ele é bonito não tem como não perceber isso, enquanto estou aqui pensando nas possibilidades a atendente chama a minha atenção, fico um pouco envergonhada por ficar aqui com pensamentos impuros pelo bonitão dos olhos azuis.

— Bom dia me chamo Carolina Borges, estou aqui pela convocação da vaga de Enfermeira de UTI Pediátrica. — Lhe dou um grande sorriso e aguardo a atendente procurar todas fichas de admissão, ela vai me pedindo algumas informações e vou explicando tudo, esqueci apenas de entregar um telefone atualizado, por que esqueci de comprar um chip novo, me comprometi e entregar um número até mais tarde, certeza que consigo dar, uma fugida até uma banca de jornal e comprar um chip.

— Então enfermeira, hoje você não deve iniciar o seu plantão, irá apenas fazer a integração, conhecer os setores e ouvir as palestras necessárias, confeccionarei o seu crachá e realizar seu cadastro digital no ponto eletrônico, te levo até o auditório, no final de tudo a sua coordenadora ira lhe mostrar seu setor e em qual dia será seu plantão. — Olhei para ela prestando bastante atenção e assenti.

— Sim, entendi. — Sorri para ela e fui caminhando ao lado dela até um aparelho que estava na parede e fiz o cadastro da minha digital.

— Venha vou lhe levar até o auditório, já começará as palestras, daqui a pouco volto e lhe entrego o seu crachá e suas fichas de admissão para que você possa assinar para finalizar sua admissão, pode ficar a vontade tem um coffee break ali no canto, é só aguardar agora. — Fui entrando e vi que tinha mais umas 3 pessoas e me apresentei.

— Bom dia me chamo Carolina prazer. — Sorri para cada um deles, que foram se apresentando

— Bom dia, sou Andreia. — Uma moça nova ruiva deve ser estagiária, aparenta ser uma adolescente.

— Sou o Carlos, estou entrando na TI. — Sorri para ele

— Sou a Teresa, sou técnica em enfermagem. — Ela me olhou com arrogância e de nariz empinado.

— Sou enfermeira, acabei nem dizendo meu setor, mas não conheço muito bem o lugar e nem a cidade, venho de outro estado e cheguei tem poucos dias. — Eles me olharam com admiração como quase todos, quando digo de onde venho.

A manhã correu tranquila, a atendente entregou a todos nós os crachás e as folhas de admissão para assinar e finalizar a contratação, fiquei surpresa com os valores de salário e a carga horária, completamente diferente, eu teria 3 dias de folga entre um plantão e outro, isso me dava brecha para conseguir outro emprego, quem sabe ou fazer mais alguma pós e aumentar meus conhecimentos.

Planejo em seis meses já ter dado entrada num carro e trazer a D. Clarice ou ela vai me chamar de ingrata até sabe lá Deus quando. — Sorrio com a lembrança, eu e minha mãe sofremos muito depois que ela se separou do meu genitor, isso é uma parte tão triste da nossa vida.

“LEMBRANÇAS ON”

Eu tinha 12 anos, hoje faz 1 ano que meu pai saiu para viajar a trabalho como ele disse e nunca mais voltou, vejo minha mãe triste na cama dela chorando e meu irmão ta la brigando com ela como se ela tivesse culpa por meu pai ter ido embora.

— Vamos mãe, levanta dai, a Carol precisa da senhora, levante para cuide dela e da casa, precisa arrumar um emprego e sair dessa tristeza toda, ele não vai mais voltar mais para esta casa. — Comecei a chorar ouvindo tudo aquilo, subi na cama abraçando minha mãe e chorava junto dela, sentia o peso de cada palavra que meu irmão dizia.

— Mãe não fique assim, eu estou aqui e sempre estarei ao seu lado, nunca irei lhe abandonar, vamos levantar desse buraco onde estamos, vamos levanta-se e vamos comer algo e tomar banho que hoje ta muito quente e seu cabelo ta parecendo um ninho de passarinho. — Ouvi ela rindo, estava com saudade de ouvir seu riso.

Depois que minha mãe começou a melhorar da depressão em que ela entrou, eu já era uma jovem empenhada em estudar e dar uma estabilidade para ela, que sofreu durante anos após o abandono do meu pai.

“LEMBRANÇAS OFF”

Já é hora do almoço, vou à banca de revista comprar o chip e atualizar o número de telefone para entregar ao RH, faço o que precisava e volto ao hospital para continuar a integração, vejo que os outros integrantes estão conversando sobre uma festa que ocorrerá num morro e parece que estão combinando de ir.

— Então Carolina, estamos aqui conversando que hoje vai ter o baile lá no morro e estamos querendo ir, quer ir com a gente e conhecer um Bailão de favela aqui do Rio? — Teresa sorri para mim e parece bem empolgada, fico pensando um pouco e decido me juntar com eles para ir nesse tal baile mais com um medo interno enorme.

— Você quer carona Carol, posso lhe chamar de Carol né? — Carlos me pergunta, sorrio para ele e confirmo com a cabeça.

— E você Andréia não quer ir também? — Pergunto por que ela não aparenta estar empolgada em ir. — Só tenho 17 anos estou entrando aqui como estagiária no setor jurídico, meus pais com toda certeza jamais me permitiriam ir num baile sozinha.

— Carlos, podemos marcar em algum lugar para você me pegar ou posso ir direto e me encontrar com vocês, o que acham? — Pergunto, eles se olham e decidimos nos encontrar em um centro comercial próximo à entrada do morro, ficaria melhor para todos, já que moramos distantes uns dos outros, trocamos nossos contatos, para manter contato e nos acharmos nesse nosso pequeno encontro.

Finalmente acabam as palestras, eu e Teresa somos encaminhados a coordenação de enfermagem, chegamos lá e encontramos uma senhora negra alta e muito charmosa, me apresento e lhe estendo a mão, Teresa faz o mesmo.

— Prazer me chamo Viviane, sou coordenadora do setor de enfermagem, vou apenas entregar uns documentos a secretária do RH e conheceremos os setores de vocês, podem sentar, não devo demorar. — Ela sai da sala e nos sentamos nas poltronas.

— Teresa você sabe qual o setor que você irá ficar? — Olho para ela na expectativa de me falar, ela sorri para mim e fala.

— Vou fazer parte do bloco cirúrgico adoro ser instrumentista, fiz o curso e tenho algum tempo já de experiência abriu o processo seletivo e tentei a sorte e gracas a Deus entrei, precisava muito estava algum tempo desempregada e você? — Ela me pergunta, curiosa.

Serei enfermeira da UTI Neo/Pediátrica, já tenho muitos anos de experiência no setor, mais veremos como vamos nos adaptar a uma equipe nova e rotinas novas aqui. — Dou um sorrisinho tímido para ela.

Conversamos sobre mais algumas coisas e percebo estar enganada sobre a impressão que tive dela quando nos apresentamos, finalmente a coordenadora Viviane volta e nos chama para acompanhar ela até os setores designados e conhecer nossas supervisoras.

Chegamos no Bloco cirúrgico e Teresa me dá um sorriso e nos despedimos ela conhecerá o setor que ela ira fazer parte com um homem lhe acompanhando.

Chego no setor da UTI neonatal e sou apresentada a um Enfermeiro baixinho que se chama.

Murilo.

— Prazer Murilo, me chamo Carolina ou simplesmente Carol como desejar, ele dá um sorrisinho simpático e vai me apresentando o setor, me mostra tudo com a coordenadora, percebi que ela é bastante observadora.

O meu setor tem 15 leitos divididos, 7 incubadora para Neo e 8 leitos para pediatria, a equipe é composta pelo enfermeiro e 6 técnico de enfermagem e tem sempre uma médica de plantão 24 horas.

Hoje não será o dia do meu plantão, entrarei na escala daqui a 2 dias, a enfermeira que está de plantão está de aviso, ela pediu para sair, quer se dedicar ao filho pequeno, entendo ela nossa vida é muito corrida e acabamos não vendo nossos filhos crescendo e eles acabam sendo educado por outras pessoas. Acho que quando eu casar e tiver minhas crianças também quero dar atenção aos meus filhos.

Viviane pergunta sobre minhas experiências anteriores e conto a ela, e se surpreendem quando digo que sou de outro estado.

Vejo como tudo acontece no setor, Murilo explica com bastante calma e paciência, então consigo absorver bastante informação e finalmente ele me diz que posso ir me despeço da equipe e digo que adorei conhecer a todos e que estou ali para ser mais um com eles, recolho todas as minhas coisas e me encaminho para fora do hospital, acabo ficando no estacionamento perto da entrada e mando mensagem para Carlos e Teresa avisando que estou indo para casa e me arrumar para nos encontrar mais tarde, tanto eu coma Teresa só iniciaremos nossos plantões em 2 dias e Carlos só começa na próxima segunda.

Chamo um carro por aplicativo e volto para meu apartamento, chegando lá preparo um lanche e escolho o que vestir, nunca fui numa festa assim já que em Manaus não tem morro e nem baile funk.

Escolho um crooped e uma calça jeans, completo com uma jaqueta para me esquentar desse frio, faço uma make e uma trança embutida nos meus cabelos que estão bem longos, me olho no espelho e gosto do que vejo. Carlos e Teresa já mandaram mensagem avisando que já estão indo para o ponto de encontro, decido chamar o carro de aplicativo, preciso comprar meu carro urgentemente.

Após vinte minutos chego no centro comercial que havíamos marcado e vejo o Carlos.

— Oi, Carlos. — Já vou logo sorrindo para ele, que está vestido muito bem, uma calça de lavagem clara e uma camisa social roxa. — Você está lindo, não me leve a mal. — Sorrio para ele.

— Acho que você está vestida demais. — Ele me diz e sorri para mim. — E começo a olhar para as mulheres andando ao nosso lado, todas de mini saia ou short curtíssimo.

— Ai eu estava com frio e nunca vim num ambiente desses. — Ele continua rindo, e olhando para todos os lados.

— Mais afinal cadê a Tereza que não apareceu ainda? — Aguardamos por mais vinte minutos e finalmente ela apareceu e riu de mim pela minha roupa.

— Carol por que veio de calça? — Respondi para ela toda sem jeito

— Não sabia o que vesti, nunca fui num baile. — Começamos a gargalhar e fomos caminhando para a entrada do baile, Carlos sempre nos acompanhando para que ninguém nos incomodassem.

Chegamos numa quadra que estava lotada, comecei a ver várias pessoas andando com armas sem pudor algum, pessoas oferecendo drogas, fomos até um lugar onde estavam vendendo bebidas, eu pedi uma caipirinha e eles cerveja.

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