
Amor e Guerra pra sempre juntos
Capítulo 3
Depois de algumas horas o médico veio até nós, Rodrigo não tinha família por perto, mas meu pai já tinha providenciado as passagens para a mãe e para a irmã dele. O médico disse que ele estava bem, que correu tudo bem na cirurgia e que ele já estava no pós operatório, eu me senti mais aliviada, mas queria muito vê-lo. Vi que meu pai conversava o tempo todo no telefone e era com o secretário de segurança, ouvi ele dizer algo sobre uma operação contra políticos e milicianos, parece que era coisa pesada. Rodrigo estava no comando dessa operação junto com meu pai e por isso sofreram esse ataque, meu pai me chamou, e fomos pra casa. Assim que chegamos, meu pai me mandou subir e arrumar uma mala..
*Laura* -Que? O que está acontecendo pai? pra onde vamos?
*Rubens* - Filha não posso falar muito, sei que você me ouviu falar ao telefone no hospital, mas isso é estritamente confidencial, a única coisa que posso dizer que temos que ir embora ou tudo isso pode respingar na nossa família.
*Laura* - Como assim pai? Eu não posso fazer isso..
*Diana* - Minha filha! Por favor isso não é hora de drama adolescente, o que está acontecendo com você? Nunca foi assim! Sei que é uma situação diferente, Vamos nos adaptar em outro lugar, com pessoas diferentes, escola diferente, sei que parece difícil pra você, mas é para nossa segurança filha
Eu não entendia nada daquilo, ou entendia, só não queria, e o Rodrigo? Como ficaria? Eu realmente sei que o que eu sinto é genuíno, é verdadeiro, e eu não quero perder isso, não posso perder o Rodrigo agora, eu não estava aflita por drama adolescente, eu só conseguia pensar nele, e por pouco não contei tudo pra minha mãe.
*Laura* - Sim mãe me desculpa... Eu só estou um pouco assustada com tudo isso, a senhora está certa..
Eu queria muito ir até o hospital, mas seria impossível, não queria ir sem ver o Rodrigo, sem saber como ele estava, infelizmente isso que estava acontecendo era maior do que nós...
Meus pensamentos foram interrompidos por tiros, gritaria e muito barulho, invadiram nossa casa, bateram na minha mãe, depois a torturaram na frente do meu pai, quando ela não aguentava mais, começaram a torturar meu pai, eu estava sendo segurada por três homens, eu me debatia, chutava, dava socos e gritava..
*Laura - Solta meu pai seu desgraçado! Eu vou te pegar, porque não me solta pra era do que sou capaz
*Bandido* - Essa daí é nervosinha hein, segura essa filha da p***, vou ensinar ela a ter respeito!
Ele deu vários socos no rosto, chutes na barriga, nas pernas...
*Bandido* - E agora novinha? cadê sua coragem toda? Não tô te ouvindo!?.. Vamos fazer o seguinte, mata esses dois e vamos levar a novinha, aquele delegado Rodrigo vai receber um videozinho, vai ver como tá a piranha dele.
Meus pais estavam desacordados, eu não conseguia me mexer, nem falar, mas ouvia tudo, entrei em desespero quando ouvi tudo aquilo mas acabei apagando e não pude fazer nada..
(NARRADO POR RODRIGO)
Depois da tarde maravilhosa que tive com a Laura, ela foi pra casa, eu fui dormir feliz da vida, estava na enrascada doida, mas não estava nem aí, não conseguia me provar de sentir o que estava sentindo, eu com certeza amo essa menina, vamos dar um jeito, não sei como mas vamos.
No dia seguinte fui trabalhar, pensando em como seria, se deveria abrir o jogo de uma vez com o Rubens e jogar pra Deus, ou esperar mais um pouco, acabei desistindo, pelo menos naquele dia, assim que cheguei, Rubens estava na minha sala com o secretário de segurança.
*Secretário* - Rodrigo meu querido! Como vai? Não tenho uma notícia muito boa, lembra daquele político que desmascaramos, envolvido com a milícia do Estado, foi solto ontem a noite, e declarou guerra contra a polícia federal, e chegou até nós que ele quer pegar os responsáveis por sua prisão, temos gravações e testemunhas, tudo o que precisamos pra pegá-lo novamente. Vocês estão no comando de novo, vão pegar ainda hoje aquele desgraçado.
Agilizamos a equipe e saímos em operação, achamos o esconderijo, mas eles estavam extremamente preparados a nossa espera, eram muito homens, fortemente armados, claro que nós já imaginávamos e fomos preparados pra tudo! Era uma fazenda isolada, no interior, tinha bandido pra todo lado, foram tantos tiros, eu e Rubens tinhamos combinado, só sairíamos dali com aquele cara preso ou morto, pelo bem de nossas famílias, horas de conflito, tiros e mais tiros, cena de guerra, perdíamos homens até que avistei Rubens um pouco mais longe, perto das cercas e ele estava encurralado, corri na direção dele, ouvi um disparo, vi que pegou em mim, e depois apaguei.
Acordei um bom tempo depois no hospital, soube que já tinha uma semana desde o ocorrido, tive que fazer uma cirurgia as pressas, quase morri, demorei alguns dias pra acordar, e quando acordei, vi que minha mãe e irmã estavam comigo no hospital, um agente na porta, estranhei não ser o Rubens, perguntei pra minha irmã, ela me disse que não sabia, as que ia avisar o secretário que acordei, pois ele queria falar comigo assim que eu acordasse, meu coração gelou, fiquei preocupado. Algumas horas depois, ele foi até lá..
*Secretário* - Rodrigo, bom te ver recuperado meu amigo, você foi esplêndido, pegamos o safado, a grande maioria dos soldados dele foram abatidos, o restante, pegamos cinco mas quatro fugiram.
*Rodrigo* - Senhor secretário me perdoe, fico contente que deu tudo certo, mas por favor preciso de notícias da minha tropa?! Cadê o Rubens?
*Secretário* - Rodrigo infelizmente, naquele mesmo dia, os quatro meliantes que fugiram, foram atrás do Rubens e da família dele, sinto muito, quando chegamos já era tarde demais, Rubens e sua esposa estavam praticamente mortos, estão internados aqui mesmo nesse hospital em estado gravíssimo e não acredito que vão se recuperar, e a filha deles foi levada, estamos na busca, mas não sabemos se ainda está viva, estamos buscando em todo território nacional, não desistiremos, nem que a gente ache um corpo..
Eu não conseguia acreditar no que estava acontecendo, fui possuído por um sentimento de ódio mortal, meu melhor amigo estava pra morrer e a mulher da minha vida estava desaparecida, eu precisava sair dali urgente, eu ia pessoalmente trazer ela de volta. No dia seguinte recebi alta, o médico me recomendou repouso, mas eu não podia , a Laura precisava de mim, eu sentia que ela me chamava, eu precisava ir atrás dela, o secretário não queria me deixar entrar no caso, eu ia pra delegacia todos os dias pra ficar a par da situação, até que chegou um envelope na delegacia, o secretário estava lá, tinha muitos agentes envolvidos nas buscas, era um DVD, nele continha um vídeo, eram os sequestradores, estavam de capuz e a Laura amarrada numa cama, toda machucada, desacordada, eles jogaram um Blade de água nela, pra ela acordar, ela gritou e chamou. meu nome, meu coração disparou, aquele desgraçado machucava ela, passava a mão nela, eu soquei a parede de tanto ódio, um deles dizia "VEM BUSCAR SUA NINFETINHA DELEGADO, ANTES QUE EU PEGUE ELA PRA MIM"
Eu queria acabar com aquele filho da p***, eu jurei ali na frente de todos na delegacia que mataria aquele desgraçado, até que eu falei algo sem querer...
*Rodrigo* - Ele pegou minha mulher e eu vou matar esse desgraçado
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