
Amada pelo Rei Alfa
Capítulo 2
Ponto de vista de Jennifer:
Enquanto eu permanecia deitada com aquela caixa de madeira vazia nas minhas mãos, o ódio aumentava dentro de mim.
"Jennifer, você será bem-sucedida um dia", uma voz me tirou do meu torpor.
"Quem está aí?", perguntei ansiosa.
"Jennifer, sou eu, Eva. Sou a sua loba. Parabéns pelos seus dezoito anos!"
"Eva, finalmente consigo sentir você!", exclamei, deixando as lágrimas rolarem pelo meu rosto com a sensação de alívio que me invadiu. Somente agora me dava conta que já passava da meia-noite. Portanto, eu oficialmente tinha dezoito anos e minha loba apareceu.
"A partir de hoje, estarei sempre com você", ela me disse.
"Obrigada, Eva. É bom saber que não estarei mais sozinha", respondi, sorrindo com o pensamento de tê-la ao meu lado.
"Você nunca está sozinha. E logo vai conhecer o seu companheiro", Eva prosseguiu.
"Sim, você tem razão! Sou adulta agora. Assim que receber de volta o colar que minha mãe me deu, vou deixar este lugar e procurar pelo meu companheiro."
Encontrá-lo era algo que eu realmente ansiava dentro de mim. Ainda podia lembrar quão intenso era o amor dos meus pais um pelo outro. E, por algum motivo, sentia que teria uma relação tão boa quanto com o meu companheiro.
O ferimento na minha mão seguia latejando e, graças a Barbara, minha colcha estava um trapo. Eu estava toda enrolada na cama numa posição patética. Embora estivesse faminta e com frio, adormeci com o brilho das minhas expectativas reluzindo no horizonte.
Cedo na manhã seguinte, fui até a casa de Barbara para limpar sua casa. O colar de pérolas que ela havia roubado era de grande valor para mim, por isso eu precisava pegá-lo de volta a qualquer custo.
Assim que entrei na sua casa, fui direto para o seu quarto. A porta estava entreaberta, mas não havia ninguém lá dentro. Contando com a sorte ao meu lado, corri e comecei a vasculhar suas coisas o mais rápido que pude. Infelizmente não consegui encontrar meu colar, porém achei o colar que Barbara normalmente usava. Ela havia me incriminado e acusado injustamente de roubá-lo! E, nesse tempo todo, ele estava ali, bem a salvo na sua caixa de joias. Aparentemente aquela cadela havia criado problemas sem motivo algum.
Vasculhei cada centímetro do quarto dela, mas não consegui encontrar o meu colar de pérolas. Grunhindo frustrada, saí dali para procurar em outros cômodos.
Fui até o seu closet, disposta a tentar a sorte lá. Uma forte fragrância de lírios me atingiu de súbito enquanto eu procurava meu colar ali. Conforme fui caminhando pela casa, o cheiro foi ficando cada vez mais forte.
De alguma forma, como se por instinto, eu sabia que esse era o cheiro do meu companheiro. Quem era ele?
"Não, não aguento mais... Seu pau é tão grande, está tão fundo dentro de mim!", uma mulher gemeu.
"Você não consegue aguentar? Querida, mal entrei", um homem respondeu.
"Amor, me come! Me deixe louca!", a outra gritou em resposta.
Os gemidos lascivos da mulher estavam acompanhados pelo som de água corrente e o barulho constante de carne contra carne.
Meu coração pulou para minha boca enquanto eu continuava seguindo o cheiro até chegar na porta do banheiro. Assim que vi duas pessoas entrelaçadas na banheira, senti meu estômago embrulhar. Os dois estavam tão absortos um no outro que nem repararam na minha presença.
Eram dois lobisomens fazendo sexo na banheira, um deles era a cruel Barbara e o outro era o despudorado Kevin. Aquele homem seria o futuro Alfa. Ele dormia com muitas mulheres e me assediava de tempos em tempos. Eu o odiava profundamente. Nunca achei que ele e Barbara ficariam juntos, mas os dois faziam um casal perfeito.
Ai, meu Deus! Esse idiota é para ser meu companheiro?
A bile subiu queimando a minha garganta enquanto eu os observava com meus pés enraizados naquele lugar.
Ponto de vista de Kevin:
Eu estava transando loucamente com Barbara no banheiro quando senti uma doce fragrância de flores. Era evidente que minha companheira estava por ali. E, realmente, quando olhei para a porta, vi Jennifer ali parada.
"Jennifer, você está aqui", cumprimentei, continuando a enfiar meu pau em Barbara. A visão da garota ali na porta me deixou ainda mais duro, fazendo com que fosse impossível parar.
"Sim", Jennifer engasgou em voz baixa, como se estivesse sentindo alguma dor física.
"Puta, quem foi que permitiu você entrar aqui essa hora da manhã? Saia agora!", Barbara rugiu.
Vi Jennifer dando meia volta para sair.
"Espere, não vá, venha aqui", falei em um tom mais duro, saindo de dentro de Barbara.
Jennifer entrou no banheiro devagar, hesitante.
"Kevin, eu ainda não me satisfiz, não deixe essa vadia te distrair. Diga para ela dar o fora", Barbara choramingou, puxando meu pau para junto dos seus seios. Ela agia de maneira tão obscena que parecia uma prostituta.
"Barbara, você precisa ir agora, tenho que conversar com Jennifer sobre um assunto importante", falei, mal conseguindo esconder o nojo que sentia diante da cena dela e a empurrando para longe.
Barbara ficou chocada com minha atitude por um momento, mas depois se levantou relutante e saiu do banheiro. Assim que chegou na porta, levantou a mão e deu um tapa na cara de Jennifer.
"Olha aqui, puta, é melhor você se comportar. Kevin é meu homem, se você se atrever a seduzi-lo, vou matá-la!", ela exclamou com veemência.
"Senhora Barbara, somente você confundiria lixo com mel", Jennifer cuspiu de volta, encarando Barbara enquanto cobria a bochecha atingida.
"Você é apenas uma escrava fazendo trabalho doméstico, por que age de maneira tão arrogante? Se você meramente se atrever a me encarar assim outra vez, vou arrancar seus olhos fora!", Barbara ameaçou, bufando na cara da outra.
"Ah, é só isso que você consegue fazer?", Jennifer zombou, encarando a outra sem medo algum.
Escutar as duas brigando estava me dando dor de cabeça. "Barbara, saia!", interrompi bruscamente.
Lançando uma última mirada fulminante na direção de Jennifer, a mulher finalmente deixou o lugar.
Finalmente, estava a sós com Jennifer. Acenei para ela, a convidando para vir até mim. "Jennifer, chegue mais perto", falei.
"O que você precisa?", a garota indagou, caminhando lentamente na minha direção com a cabeça baixa.
Saí da banheira e fechei a porta. Meu lobo estava gritando violentamente na minha cabeça, pedindo para que eu saltasse em cima dela naquele exato momento.
Assim que fiz dezoito anos, soube que Jennifer seria minha companheira. Claro, eu não pensei nem por um momento em aceitá-la, já que sua condição social era muito abaixo da minha. Uma mulher como aquela não poderia ser minha Luna. No entanto, eu não podia negar que sua forma de violão me deixava completamente louco por possui-la. Se não podia fazê-la ser minha Luna, pelo menos poderia tê-la como parceira sexual.
Já fazia um bom tempo que eu a queria, mas sua guarda estava sempre levantada contra mim. Contudo, se não me falhava a memória, hoje era seu aniversário, portanto ela provavelmente sabia que eu era o seu companheiro. E, nesse caso, havia uma chance de sua atitude mudar em relação a mim. Afinal, nenhuma loba hesitaria diante da possibilidade de ser a companheira de um Alfa.
"Olhe para mim", ordenei, puxando o queixo de Jennifer para cima a fim de encarar seus olhos. A aura fria que aquela mulher exalava só me fez querê-la ainda mais, porém o nojo em sua expressão era algo que eu não podia ignorar.
"Quem você acabou de chamar de lixo?", rosnei.
"Não foi você", Jennifer retrucou indiferente.
"Sabe de uma coisa? Você parece tão pura e inocente o tempo todo que só me dá vontade de transar contigo até o fim dos tempos", falei, soltando o queixo dela e acariciando sua bochecha. "Jennifer, você é fodasticamente gostosa."
"O que você está fazendo?", a mulher retrucou, dando um passo para trás e afastando a minha mão. "Hein? Barbara não conseguiu satisfazê-lo?"
"Ela não é tão atraente quanto você, cada vez que transamos, fico imaginando você no lugar dela." Só de cogitar fazer sexo com Jennifer já me deixava excitado e, com isso, lambi meus lábios antevendo meu prazer. "Vamos, fique comigo, posso sustentá-la e você não precisará continuar sendo uma escrava", falei, segurando seu ombro e, num gesto brusco, rasguei sua saia. Ela lutou desesperadamente, tentando se soltar do meu aperto.
"Não precisa continuar com essa cena de inocência, na Matilha de Rio Escuro, toda loba quer transar comigo", falei convicto. Com a mão esquerda, agarrei o cabelo dela, enquanto com a direita fui subindo pela sua coxa.
"Não me toque!", ela gritou.
"É melhor você se comportar. Você já deve ter percebido isso o que nós dois temos, não? Somos companheiros, portanto, dormir juntos não é grande coisa para nós. Mas se você continuar resistindo, vou rejeitá-la!", lancei como cartada final. Eu tinha certeza que ela cederia após essa frase.
E, de fato, Jennifer parou para refletir por um momento. Mas, justo quando pensei que havia a deixado com medo, ela levantou a mão e desferiu um tapa no meu rosto. Pego de surpresa, afrouxei o aperto em seu cabelo, fazendo ela aproveitar para correr até a porta.
"Como você se atreve a me bater?!", rosnei indignado.
Quando toquei na minha bochecha inflamada pelo tapa, senti a raiva subindo por dentro de mim. Que vadia sem vergonha!
Eu havia planejado dormir junto dela e depois rejeitá-la, mas aquela puta estava destruindo todos meus planos só porque queria continuar fingindo ser pura e virgem! Bem, logo ela se arrependeria de ter me desafiado.
"Eu, Kevin Brook, o futuro Alfa da Matilha de Rio Escuro, rejeito você solenemente, Jennifer Smith, como minha companheira", falei com total frieza.
Achei que ela cairia imediatamente aos meus pés e imploraria para que eu retirasse minhas palavras. Contudo, para minha surpresa, ela sorriu aliviada.
"Isso é ótimo, estava esperando que você me rejeitasse. Agora mesmo estava me perguntando por que a Deusa da Lua me designou um patife que nem você como companheiro. Obrigada por me deixar livre!", ela exclamou.
De que diabos essa vadia estava falando? Ela não deveria estar choramingando por ter sido rejeitada por mim, o futuro Alfa? Como podia sorrir dessa maneira, como se essa fosse a melhor notícia do mundo?
Um sentimento ruim se formou no meu coração, mas antes que pudesse elaborar qualquer coisa em resposta, Jennifer abriu a boca para falar, inspirada. Seu tom emanava alegria, como se tivesse ganho um prêmio e não sido rejeitada:
"Eu, Jennifer Smith, filha do falecido Alfa Lewis Smith da Matilha de Arco-Íris, estou aqui para aceitar a sua rejeição."
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